10 carros para ficar de olho em Pikes Peak em 2019

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  • No dia 30 de junho será disputada a 97ª Edição do Pikes Peak International Hill Climb, a mais longa e famosa competição de subida de montanha do mundo. No ano passado Romain Dumas impressionou o mundo do automobilismo com sua quarta vitória, guiando o não menos impressionante Volkswagen I.D. R Pikes Peak, um protótipo de propulsão elétrica desenvolvido especialmente para a prova. A combinação foi tão efetiva que foi capaz de derrubar o tempo atingido em 2013 por Sébastian Loeb com seu Peugeot 208 T16 em cerca de 16 segundos, estabelecendo o recorde atual em 7m57s148. Abaixo vamos conhecer alguns dos principais destaques entre os participantes que irão disputar a corrida para as nuvens nesse ano:

1 – Simone Faggioli / Norma M20 SF PKP / Categoria: Pikes Peak Unlimited

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Resumo – 4 Horas de Curitiba 2019

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E começou com o pé direito a temporada 2019 do Endurance Brasil. Com um grid repleto de protótipos e gran turismos de alto nível, a expectativa de que teríamos uma grande prova mais do que se confirmou. Antes de falar sobre a prova, entretanto, é importante ressaltar a bela homenagem dos pilotos e da própria Endurance Brasil ao piloto Luis Carlos “Cali” Crestani, que faleceu em fevereiro após uma difícil batalha contra um câncer. O gaúcho era uma das figuras carimbadas das provas do endurance a bordo do seu Tornado-Hayabusa #3, e que com certeza fará falta a cada etapa que for disputada.

Resultado do treino classificatório das 4 Horas de Curitiba

Durante o warm-up veio o primeiro susto, com um princípio de incêndio no AJR #13 de Pedro Queirolo e David Muffato, devido a um vazamento em uma mangueira de óleo. Por sorte incêndio foi controlado, e o carro pôde ser consertado alinhar normalmente no grid, pois o bólido dourado conseguiu pular muito bem na largado, chegando a primeira posição antes mesmo do fim da reta dos boxes. Quem também largou muito bem foi o AJR #5 da MC Tubarão, que pulou da sexta posição para a segunda, colado no carro da Império Racing. Já o AJR #65 não fez boa largada, caindo da pole para a oitava posição.

Na terceira volta ocorreu a primeira entrada do safety car, após o sul-mato-grossense Peter Feter deixar a pista e ficar preso na área de escape. Com isso, o pelotão foi reaproximado, com a relargada na sexta volta. O carro #65 voltou com tudo após a relargada, inclusive com uma ultrapassagem mais ousada forçando a Ferrari #19 para fora da pista e rendendo a primeira advertência por conduta antidesportiva.

Outro carro que também aproveitou a relargada para subir na classificação foi Ginetta G57, e na volta 19 a situação era a seguinte: em primeiro o AJR #13, seguido pelo Ginetta #20 com o #5 da MC Tubarão em terceiro e o AJR #65 em quarto. Nesse momento uma falha elétrica forçou o carro #5 a fazer uma parada não programada, tirando o bólido gaúcho da disputa. Quem também enfrentou problemas, foram as equipes Via Italia Racing e Team Ginetta Brasil.

No caso da Ferrari #19, um toque mais forte da Mercedes AMG GT3 #9 forçou uma longa parada para reparos, enquanto a Mercedes acabou desclassificada justamente por conta desse toque. Outro carro que foi desclassificado foi o Aldee Spyder #73 de Leandro Totti e José Vilela, por perder a janela de paradas obrigatórias. No caso da Ginetta #20, um toque com outro competidor causou uma quebra de suspensão, que tomou muito tempo para ser reparada.

Na categoria P2, o Predador #35 vinha em primeiro, mantendo um bom ritmo e a décima posição na classificação geral, porém uma falha mecânica fez com que o carro ficasse parado na pista, cedendo a liderança da P2 para o GeeBee #25. No final, o protótipo GeeBee também acabou abandonando devido à quebra de uma homocinética e com o abandono do MC Tubarão IX #32, nenhum carro da P2 completou a prova.

Voltando a ponta da prova, o AJR da Império Racing manteve-se na liderança até a segunda janela de pit-stops obrigatórios, quando um atraso na troca de pilotos permitiu que o carro #88 de Tarso Marques ganhasse a primeira posição na classificação geral. Ao mesmo tempo, na GT3 a dupla Xandy Negrão e Xandinho Negrão se firmava na liderança, ocupando a segunda posição na classificação geral, seguidos pelo Porsche #55 da Stuttgart, com o AJR #113 ficando para trás devido a um pneu furado, situação que se manteria até a última janela de pit stops, quando a Mercedes #09 conseguiu assumir a liderança na geral com cerca de 50 segundos de vantagem sobre o AJR #88. Nesse último stint, Vicente Orige veio inspirado, tirando entre 2 e 3 segundos por volta da Mercedes, até obter a ultrapassagem na volta 135. Depois disso a vitória parecia garantida, porém na volta 150 o carro #88 começou a virar acima de 1:22 economizando combustível, perdendo quase 5 segundos por volta em relação à Mercedes. Nessa hora era visível a preocupação da equipe JLM Racing nos boxes, principalmente quando Vicente Orige cruzou aquela que seria a última volta com menos de 3 segundos de vantagem. À menos de meia volta o carro alemão cresceu no retrovisor do protótipo brasileiro, e o vencedor foi definido por uma diferença de apenas 0,379 segundos, uma chegada bem apertada para uma prova de 4 horas de duração. Em terceiro chegou o AJR #13 e em quarto o Porsche #55, com o AJR #65 completando o pódium da classificação geral. Na categoria P3 a vitória ficou com o MRX-Volkswagen 8V de Gustavo e Rafael Simon, com o MRX-Volkswagen #34 da dupla Marcondes / Haag subindo ao lugar mais alto do pódio na P4. Entre os gran turismo, a vitória da GT3 Light ficou com o Aston Martin de Sérgio e Guilherme Ribas, com Alexandre Auler e Leandro Romera vencendo a classe GT4 e Arthur Caleffi / Ian Jenpsen Ely com a vitória na GT4 Light.

No final, minha opinião é que a prova mostrou um nível de amadurecimento da categoria, com pilotos e carros de linha disputando a prova. Além disso, nessa primeira etapa ficou evidente que um regulamento livre, porém bem desenhado, pode garantir equilíbrio e boas disputas entre bólidos tão diversos quanto os GT3 e P1. O único ponto negativo a ressaltar foram os problemas na transmissão ao vivo, principalmente nos primeiros 30 minutos de prova, mas que prontamente foram resolvidos pela empresa geradora de sinal. Esse é um problema que não tira o brilho da prova ou da categoria, mas que merece um maior cuidado nos próximos eventos. Agora resta aguarda a próxima etapa, que será realizada dia 25 de maio e irá marcar a estreia do Endurance Brasil em Goiás, que promete contar com a participação de novos bólidos que irão esquentar ainda mais a disputa.

Resultado final das 4 Horas de Curitiba 2019

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Endurance Brasil – 4 Horas de Curitiba 2019

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A abertura da temporada 2019 do Endurance Brasil será a prova 4 Horas de Curitiba, realizada no Autódromo Internacional Raul Boesel, localizado em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba (conheça aqui as principais máquinas que farão parte do certame).

O circuito, inaugurado em 1967 tem 3.695 metros de extensão, com 11 curvas, que você pode conhecer de carona com Stuart Turvey, à bordo do protótipo Scorpion-Hayabusa Turbo.

Em 2018, os vencedores foram a dupla Daniel Serra e Chico Longo, a bordo da Lamborghini Huracàn GT3 já no formato de 4 Horas, porém a etapa de Curitiba teve diversas encarnações na história recente do Endurance, com provas de 4 Horas, 500 Km e até 800 km. Analisando o histórico recente das disputas do endurance no Paraná, fica evidente que os modelos GT têm vantagem, com 7 vitórias nas últimas 10 provas disputadas em solo paranaense, 4 delas com a dupla Chico Longo e Daniel Serra (e sempre com macchinas italianas). Dentre os competidores que estarão nas pistas esse ano, ao menos 5 duplas já venceram provas de endurance no autódromo paranaense, como podemos ver abaixo:

O recorde atual é 1:13.265 da pole-position do trio Carlos Kray, David Muffato e Vicente Orige, a bordo do protótipo AJR-Chevrolet V8, quebrando o recorde do endurance estabelecido em 2004 por Paulo Bonifácio e Alceu Feldmann com o protótipo ZF01-Chevrolet V8. Para efeito de comparação, o tempo é mais de 2 segundos mais rápido que a melhor volta de Maurizio Sandro Sala em 1996, a bordo da mítica McLaren F1 GTR. Abaixo temos um comparativo do tempo de volta da Endurance Brasil versus outras categorias de destaque.

Em 2019, a lista provisória de inscritos é a seguinte:

Categoria P1 (7 carros)

#4 Sigma P1-Audi V8 Turbo – Felipe Bertuol / Jindra Kaucher

#5 Metalmoro AJR-Chevrolet V8 – Tiel Andrade / Andersom Toso / Júlio Martini

#11 Metalmoro AJR-Honda K24 Turbo – Emílio Padrón / Marcelo Vianna / Thiago Marques

#20 Ginetta G57-Chevrolet V8 – Wagner Ebrahim / Fábio Ebrahim / Pedro Aguiar

#57 Ginetta G57-Chevrolet V8 – pilotos a confirmar

#65 Metalmoro AJR-Chevrolet V8 – Nilson Ribeiro / José Roberto Ribeiro

#88 Metalmoro AJR-Chevrolet V8 – Carlos Kray / Vicente Orige / Tarso Marques

#110 Protótipo DTR-Honda Turbo – Eduardo Dieter / Francesco Ventre

#113 Metalmoro AJR-Chevrolet V8 – Pedro Queirolo / David Muffato

#175 Metalmoro AJR-Chevrolet V8 – Henrique Assunção / Alexandre Finardi / Luiz Otávio Floss / Marcelo Sant’Anna

Categoria GT3 (4 carros)

#8 Mercedes-Benz AMG GT3 – Guilherme Figuerôa / Júlio Campos

#9 Mercedes-Benz AMG GT3 – Xandy Negrão / Xandynho Negrão

#19 Ferrari 488 GT3 – Chico Longo / Daniel Serra

#55 Porsche 911 GT3 R – Ricardo Maurício / Marcel Visconde

Categoria GT3 Light (3 carros)

#18 Lamborghini Gallardo LP560-4 GT3 – Fernando Poeta / Beto Giacomello

#63 Aston Martin Vantage V12 GT3 – Sérgio Ribas / Guilherme Ribas

#155 Ferrari 458 GT3 – Peter Feter / Ricardo Mendes

Categoria P2 (3 carros)

#25 GT Race Cars GeeBee R1-Chevrolet V8 – Ney Faustini / Ney de Sá Faustini

#32 MC Tubarão IX-Duratec Turbo – Mauro Kern / Paulo Sousa

#35 Predador-Audi Turbo – Jair Bana / Duda Bana

#37 Scorpion-Hayabusa Turbo – Stuart Turvey / Thiago Riberi

Categoria GT4

#3 Mercedes-Benz AMG GT4 – Alexandre Auler / Leandro Romera

#10 Chevrolet Cruze-Duratec Berta – Marcelo Losasso / Humberto Biazus

#14 Mercedes-Benz CLA 45 AMG – Junior Victorette / à confirmar

#16 Ginetta G55 GT4 – Ésio Vichiese / Renan Guerra / Kreis Jr

#22 Mercedes-Benz AMG GT4 – Leandro Ferrari / Flávio Abrunhoza

#27 Mercedes-Benz CLA 45 AMG – Paulo Varassin / André Varassin / Lorenzo Varrasin

#49 Mitisubishi – Gustavo Frigotto

#64 Audi RS3 TCR – Henry Visconde / Guilherme Salas / Márcio Basso

#21 Mercedes-Benz CLA 45 AMG – Arthur Caleffi / Ian Jepsen Ely

# TBA Fiat Linea Troffeo – Gustavo Kyrila / Cláudio Kirila

Categoria P3

#7 Metalmoro MRX-Honda 16V – Aldoir Sette / Marcelo Campagnolo

#44 Metalmoro MRX-Volkswagen 16V – Ruben Ghisleni / Ian Jepsen Ely /Daniel Claudino

#46 Protótipo Roco-Hayabusa – Robi Perez / à confirmar

#56 Metalmoro MRX-Volkswagen – Gustavo Simon / Rafael Simon

#72 Metalmoro MRX-Opel 16V – Carlos Antunes / Yuri Antunes

#75 Metalmoro MRX-Cosworth – Henrique Assunção / Fernando Fortes / Emilio Padron

#89 Radical SR3-Hayabusa – Renato Stumpf / Matheus Stumpf

Categoria P4

#34 Metalmoro MRX-Volkswagen 8V – Ricardo Haag / Mário Marcondes

#73 Aldee Spyder-Volkswagen 8V – José Vilela /Luiz Abbade

#74 Aldee Spyder-Volkswagen 8V – Alejandro Cignetti / à confirmar/

A programação para a edição 2019 das 4 Horas de Curitiba será a seguinte:

28 de março de 2019 – Quinta-feira

07h às 12h – Montagem das equipes
09h às 17h30 – Secretaria/Inscrições
11h às 12h – Briefing chefes de equipe
13h30 às 17h30 – Treino extra

29 de março de 2019 – Sexta-feira

08h às 19h – Secretaria/Inscrições/Combustível
08h30 às 09h30 – Treino livre oficial – Todas as categorias
09h45 às 10h45 – Treino livre oficial – Todas as categorias
11h às 12h – Treino livre oficial – Todas as categorias
13h às 14h – Treino livre oficial – Categorias P2, P3, P4 e GT4
14h15 às 15h15 – Treino livre oficial – Categorias P1 e GT3
15h30 às 15h45 – Treino classificatório P3 e P4
16h50 às 16h10 – Treino classificatório P2
16h15 às 16h30 – Treino classificatório GT4
16h35 às 16h50 – Treino classificatório GT3
16h55 às 17h10 – Treino classificatório P1
18h – Briefing Pilotos

30 de março de 2019 – Sábado

08h às 18h – Secretaria/Inscrições/Combustível/Pneus
09h às 11h30 – Vistoria Técnica nos boxes das equipes
09h30 às 10h – Warm-up Endurance
12h às 13h – Visitação e horário promocional
13h30 – Abertura de Box
13h40 – Fechamento de box
13h45 – Minuto de Silêncio em homenagem ao piloto Cali Crestani
13h50 – Hino Nacional com todas as equipes perfiladas atrás dos seus carros
13h55 – Placa de 5 minutos
14h – Largada Quatro Horas de Curitiba (transmissão ao vivo pelo Canal do Youtube do Endurance Brasil)
18h30 – Pódio

Você pode também acompanhar o live timing pelo Race Hero.

Resumo do dia 28 de março

Com diversas equipes e carros estreando, o primeiro dia de treinos serviu para que muitos competidores acumulassem quilômetros com suas novas máquinas, como o AJR-Chevrolet #5 da equipe MC Tubarão, que completou 52 voltas, ou quase 1/3 de ma prova completa. O melhor tempo do dia ficou com outro AJR, o #65 da equipe NC Racing, com 1:13;069, estabelecendo o novo recorde extra-oficial da Endurance em Curitiba. Em segundo ficou o Ginetta G57 dos irmãos Ebrahim, a exatos 1s400 do protótipo nacional. Com o terceiro melhor tempo na geral, e primeiro da categoria GT3, ficou a Mercedes AMG GT3 #9 da família Negrão, seguidos a 4 décimos pela outra Mercedes GT3 de Guilherme Figuerôa e Julio Campos. O melhor carro fora das categorias P1 e GT3 foi o protótipo Predador-Audi Turbo dos pilotos da casa Jair Bana e Duda Bana, enquanto na GT4 o melhor tempo do dia ficou com a Ginetta G55 de Ésio Vichiesi e Renan Guerra. De qualquer forma, esses resultados não devem ser considerados como referência ainda, pois com as equipes focadas em set-up e simulações de consumo de combustível e pneus para a prova, os tempos podem e devem melhorar consideravelmente durante a tomada de tempo oficial.

Algumas ausências notáveis foram a Ferrari 48 GT3 de Chico Longo e Daniel Serra, a Lamborghini Gallardo da dupla Poeta/Giacomello e a confirmação de que os protótipos, Sigma P1 e Scorpion KTT estarão de fora da primeira etapa.

Resumo do dia 29 de março

As atividades começaram cedo no segundo dia de ação na pista paranaense. Durante os treinos livres o AJR #65 da família Ribeiro mostrou a mesma velocidade da temporada 2018, com a melhor volta em 1:12.821, com pneus ainda velhos. Quem finalmente apareceu foram os bólidos italianos que faltavam na GT3, a Lamborghini Gallardo #18 da Mottin Racing e a Ferrari 488 #19 da Via Italia Racing. Já pela manhã ficava claro que a disputa pela pole-position na classificação geral seria acirrada, com bons tempos postados pelos protótipos AJR e o Ginetta dos irmãos Ebrahim e também pela Ferrari #19.

Ginetta G57 #20 – Wagner Ebrahim / Fábio Ebrahim / Pedro Aguiar. Fonte: Divulgação Endurance Brasil.

Às 15h30 começou a sessão de treinos classificatórios, com os protótipos das categorias P3 e P4 sendo os primeiros a entrar na pista.

MRX #44 – Mario Marcondes / Ricardo Haag. Fonte: Divulgação Endrance Brasil.

Na P4, a pole ficou com o MRX-Volkswagen AP de Ricardo Haag e Mario Marcondes, seguido a menos de dóis décimos pelo Aldee Spyder de José Vilela e Leandro Totti.

MRX#75 – Henrique Assunção / Emilio Padron / Fernando Fortes. Fonte: Divulgação Endurance Brasil.

Na P3, foi confirmado o desempenho do carro campeão de 2018, o MRX-Cosworth de Henrique Assunção, Emilio Padron e Fernando Fortes, seguido pelo MRX-Volkswagen de Gustavo e Rafael Simon.

Predador #35 – Jair Bana / Duda Bana. Fonte: Divulgação Endurance Brasil.

Em seguida foi a vez dos protótipos da categoria P2 se classificarem, com a dupla Jair e Duda Bana confirmando o favoritismo à bordo do Predador #35, marcando o melhor tempo da pista até então em 1:17.081, com vantagem de 1,8 segundos sobre o MC Tubarão IX-Duratec Turbo de Paulo Sousa e Mauro Kern.

Mercedes AMG GT4 #3 – Alexandre Auler / Leandro Romera. Fonte: Divulgação Endrance Brasil.

Na sequência entraram as máquinas da GT4, onde a disputa prometia ser entre as Mercedes AMG da Scuderia 111 e a Ginetta G55 do Team Ginetta Brasil. Na pista a expectativa se confirmou, com a dupla Alexandre Auler / Leandro Romera liderando a categoria de Mercedes, com 1,5 segundos de vantagem sobre a outra Mercedes de Leandro Ferrari / Flavio Abrunhoza, e a Ginetta #22 em terceiro.

Ferrari 488 GT3 #19 – Chico Longo / Daniel Serra. Fonte: Divulgação Via Italia Racing.

Nesse momento a expectativa era alta, pois entravam na pista as máquinas dos sonhos da GT3, fortes candidatas a pole geral. A Ferrari 488 de Daniel Serra e Chico Longo finalmente mostrou a que veio, marcando a melhor volta em 1:12.739 e quebrando o recorde da pole de 2018 por mais de 0,5 segundo. Na segunda posição da GT3 ficou a Mercedes #8 a quase 1,9 segundos, seguidos de perto pela Mercedes #9. Enquanto isso, na GT3 Light o Aston Martin #63 da dupla Sergio Ribas e Guilherme Ribas acabou não indo para a pista, com a primeira posição na categoria ficando para a Ferrari 458 de Peter Feter e Ricardo Mendes.

AJR #65 – Nilson Ribeiro / José Roberto Ribeiro. Fonte: Divulgação Endurance Brasil.

Por fim chegou a hora dos carros mais rápidos da P1 entrarem na pista, com a promessa de uma boa disputa entre o esquadrão de protótipos AJR e o Ginetta G57. Contudo, logo após a entrada na pista o AJR #65 mostrou suas garras, estabelecendo o incrível tempo de 1:11.619, baixando o tempo da pole de 2018 em 1,6 segundos, com um tempo apenas 4 décimos mais lentos que a última pole da Fórmula 3 Brasil em Curitiba. Restava a expectativa se algum dos outros carros poderia bater esse tempo, porém quem mais se aproximou foi outro AJR, o de numeral 88 do trio Carlos Krey, Vicente Orige e Tarso Marques, que obteve um tempo de 1:12.227 (um melhora de 1 segundo versus a pole desse mesmo carro em 2018. Na terceira posição ficou a Ginetta G57 #20, com melhor tempo de 1:12.621. Para quem temia que o protótipo inglês poderia desequilibrar a disputa nas pistas, agora parece que pelo menos no desempenho em uma volta os AJR e GT3 mais velozes são capazes de fazer frente a esse novo competidor. Quem também não veio para a pista no classificatório foi o AJR #175 da Império Racing, que pelos tempos marcados nos treinos livres poderia ter se classificado entre os sete primeiros.

Abaixo segue a tabela de classificação completa após o encerramento do treino classificatório:

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Endurance Brasil – Temporada 2019

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Para quem gosta de competições automobilísticas, as provas de longa duração são um prato cheio com sua grande variedade de máquinas e pilotos. Provas como as 24 Horas de Le Mans ou Daytona são muito conhecidas pelos fãs, mas você sabia que existe um campeonato brasileiro de endurance? E que esse campeonato conta com modelos de diversas montadoras como Ferrari, Porsche e Lamborghini, além de uma miríade de protótipos, a maioria deles fabricados aqui no Brasil? Pois bem, tal campeonato existe na forma do Endurance Brasil, nascido a partir do Campeonato Gaúcho de Endurance em 2014, e que desde então vem ganhando força a cada ano, mesmo com a difícil situação econômica do país. Em 2019, o campeonato terá 8 etapas, conforme o calendário provisório divulgado em 23 de janeiro pela organização:

Para quem ainda não conhece o campeonato, nessa temporada os competidores serão divididos em 7 categorias:

P1: São os protótipos mais velozes, que em condições normais são os favoritos a vencer as provas. Essa categoria inclui protótipos importados construídos dentro do regulamento FIA LMP3, modelos Ginetta G57 e G58 e protótipos nacionais com motores aspirados de até 7.000 cm³, ou turbocomprimidos com no máximo 4.200 cm³;

P2: Em 2019 a categoria P2 será reservada para os protótipos nacionais, com as mesmas configurações de motores e peso da categoria P1, porém com capacidade máxima permitida do tanque de combustível inferior aos da P1;

P3: Terceiro nível de protótipos da Endurance Brasil, a P3 é reservada para protótipos com motores aspirados multiválvulas de até 2.400 cm³ ou conjunto motor/transmissão de motocicletas e deverá ser povoada principalmente por modelos como o Metalmoro MRX e Radical SR3;

P4: Categoria de entrada dos protótipos, a P4 permite apenas protótipos equipados com motores de até 2.400 cm³, com no máximo duas válvulas por cilindro. Deve contar principalmente com protótipos MRX e Aldee Spyder;

GT3: Tal como o nome indica, essa categoria é reservada para modelos homologados dentro do regulamento FIA GT3, tais como Ferrari 488, Lamborghini Huracán, Porsche 911, entre outros, que tenham sido construídos após 2012;

GT3 Light: Categoria dedicada para modelos GT3 construídos antes de 2012 e protótipos JL09 (Stock Car) sem restrição;

GT4: Categoria para veículos FIA GT4, FIA TCR, Stock Car com restritor, Trofeo Linea, Maserati Trofeo entre outros modelos GT e Turismo que estejam em conformidade com o regulamento específico da categoria.

A temporada 2019 promete muito, com a chegada de novas máquinas em todas as categorias. Na categoria P1, o destaque entre os protótipos nacionais é o AJR, desenvolvido pela JLM Racing em parceria com a Metalmoro. O modelo, lançado em 2017, foi o detentor da pole-position em todas as provas da temporada de 2018 do Endurance Brasil, além da pole dos 500 km de Interlagos, porém obteve apenas duas vitórias na geral, nas etapas de Tarumã e Santa Cruz do Sul do campeonato brasileiro. No final da última temporada, Emílio Padròn conseguiu sagrar-se campeão da categoria P1 competindo com o AJR, que também foi o carro dos pilotos na terceira, quarta e quinta colocação. Já competiram carros com diversas opções de motorização, tais como Honda Turbo, Chevrolet V8 (o mesmo da Stock Car) e mais recentemente Audi Turbo, e em 2019 teremos mais uma opção, com o AJR-Nissan V6. Devido a velocidade demonstrada, os carros equipados com o motor americano têm competido com potência reduzida (de 550 HP em set-up de classificação para 450 HP nas provas), pois assim é possível otimizar o consumo de combustível, e consequentemente o número de paradas nos boxes. Devido a isso também, durante 2018 diversas equipes fizeram a mudança para o protótipo gaúcho (a destacar a equipe sul mato-grossense NC Racing e a gaúcha Mottin Racing), e para 2019 outras equipes também vão de AJR, incluindo a tradicional MC Tubarão e as equipes Império Racing e Kia Power Imports, o que pode nos levar a um total de até oito AJRs nas pistas.

Emilio Padrón / Marcelo Vianna – Metalmoro AJR-Honda K24 Turbo #11

Henrique Assunção / Fernando Ohashi / Luiz Otávio Floss – Metalmoro AJR-Chevrolet V8 #117

Nilson Ribeiro / José Roberto Ribeiro – Metalmoro AJR-Chevrolet V8 #65

Carlos Kray / Vicente Orige / Tarso Marques – Metalmoro AJR-Chevrolet V8 #88

Oswaldo Sheer / Eduardo Sheer / Sergio Jimenez – Metalmoro AJR-Chevrolet V8 #26 Correção: O carro 26 que foi da família Sheer em 2018 agora é o #5 da equipe MC Tubarão.

Tiel Andrade / Julio Martini / Andersom Toso– Metalmoro AJR-Chevrolet V8 #5

Alexandre Finardi / Rafael Suzuki / Marcelo Campagnolo / Nélson Silva Jr – Metalmoro AJR-Nissan V6 #80

Mottin Racing (pilotos a serem confirmados) – Metalmoro AJR-Audi 2.0 Turbo #46

Marcelo Sant’Anna / Pedro Queirolo / David Muffato – Metalmoro AJR-Chevrolet V8 #13

O grande desafio para as equipes competindo com o AJR deve ser o Team Ginetta Brasil, que irá participar do certame com dois Ginetta G57 P2-Chevrolet, modelo com monocoque de fibra de carbono, downforce equivalente ao de um protótipo LMP2 e um motor Chevrolet LS3 6.2 V8 de 575 HP, e que têm como pilotos confirmados os irmãos Fábio e Wagner Ebrahim. Desde de sua estréia em 2016, o protótipo do fabricante inglês se mostrou uma máquina muito veloz com vitórias em provas da VdeV Endurance Series, NASA (National Auto Sport Association), FARA (Formula & Automobile Racing Association), 24 Hours Series by Creventic e no campeonato sul-africano de endurance, e isso tem grande chance se repetir em território brasileiro.

Team Ginetta Brasil (pilotos a serem confirmados) – Ginetta G57-Chevrolet V8 #57

Wagner Ebrahim / Fabio Ebrahim – Ginetta G57-Chevrolet V8 #20

Entre os demais protótipos, vale destacar o gaúcho Sigma P1-Audi V8 Turbo, da dupla Jindra Kraucher e Felipe Bertuol. Com potência superior a 600 cv, o protótipo começou a ser projetado em 2014 como um carro híbrido ao estilo LMP1, que inicialmente tinha a proposta de ser um carro sem transmissão convencional (apenas embreagem e diferencial), com motores elétricos suprindo torque em baixas rotações. Em 2018, porém, o modelo foi repensado para uma configuração mais convencional, com transmissão X-trac sequencial, reestreando na quinta etapa do campeonato de 2018, em Santa Cruz do Sul, com tempos de volta próximos aos de carros como Ferrari 458 GT3 e Aston Martin V12 Vantage GT3. Depois disso o time gaúcho se ausentou do campeonato, e vêm trabalhando em melhorias no downforce dianteiro, no sistema de arrefecimento e redução de peso para acompanhar o ritmo dos ponteiros.

Jindra Kaucher / Felipe Bertuol – Sigma P1-Audi V8 Turbo #4

De São Paulo teremos o protótipo GeeBee R1-Chevrolet V8 (cria de Jaime Gulinelli da GT Race Cars e que já pertenceu a Dimas Pimenta, quando se chamava Dimep GT-R1). Apesar de ser um projeto um pouco mais antigo, com a primeira versão estreando nas pistas em 2008, o carro da dupla de pai e filho Ney Faustini/Ney de Sá Fausitini mostrou-se uma máquina confiável durante a temporada de 2018, e mesmo sem ter o ritmo dos AJR obteve dois terceiros lugares na categoria P1, dentre as 5 etapas em que participou, provando a máxima de que para terminar uma corrida em primeiro, primeiro é preciso terminar a corrida. Para a temporada 2019 a Absoluta Racing está trabalhando com a GT Race Cars em um novo protótipo de cabine fechada, o GeeBee DP1, porém ainda sem data de estreia divulgada.

Ney Faustini / Ney Faustini Jr – GT Race Cars GeeBee DP1-Chevrolet V8 #25

Mais um que deve estrear em 2019 é o DTR P1-Honda Turbo, da equipe DTR Motorsports. Esse protótipo vem sendo desenvolvido desde 2017, e irá substituir o MR18-Honda Turbo da equipe, que foi abandonado após um acidente na etapa de Santa Cruz do Sul do Endurance Brasil 2017.

E. Dieter / F. Ventre – DTR P1-Honda Turbo #110

Entre os protótipos com rodas aro 13, teremos o Scorpion-Hayabusa Turbo da KTT Racing, pilotado pelo inglês Stuart Turvey e pelo brasileiro Thiago Riberi. Diversos problemas impediram o pequeno protótipo de completar as provas na temporada passada, mas sempre que esteve na pista o modelo demonstrou grande velocidade, com bons tempos nas tomadas de classificação e grandes desempenhos dos pilotos, e pode surpreender máquinas mais potentes com seu baixo peso e agilidade.

Stuart Turvey / Thiago Riberi – Veloztech Scorpion-Hayabusa Turbo #37

Por fim, mas não por último, temos que lembrar do protótipo Predador-Audi Turbo da dupla Jair Bana e Duda Bana. Construído pela família Bana sob a tutela de Almir Donato (criador do Aldee Spyder, um dos mais bem-sucedidos protótipos nacionais), o Predador vem recebendo melhorias continuamente desde sua criação, sempre se mostrando competitivo frente a modelos mais modernos e potentes. A temporada 2018 não foi de todo ruim, com um terceiro lugar na categoria P1 em Interlagos como ponto alto. No final do ano o modelo da Bana Racing apareceu nas 500 Milhas de Londrina com nova pintura, obtendo a pole-position com um dos melhores tempos de volta da história do autódromo paranaense, e vem com a promessa de melhorias para se manter competitivo frente aos novos concorrentes.

Jair Bana / Duda Bana – Predador-Audi 2.0 Turbo #35

Outra novidade programada para estrear nas 4 Horas do Velo Città é o Pegaso R, protótipo que está sendo desenvolvido pelos alunos do Curso de Engenharia Mecânica da UNIP-Ribeirão Preto, capitaneado pelo piloto e promotor de automobilismo Andrey Valerio através de sua equipe AV Motorsports. O projeto nasceu após Valerio acompanhar uma das etapas do Endurance Brasil em 2018, e está sendo viabilizado através parcerias com a UNIP e diversos fornecedores de componentes, tais como Pro Tune (sistema de injeção e controle motor), Volcano (rodas). O carro de estrutura tubular prevê um motor V6 de 450 cv, cujo fornecedor ainda não foi revelado, aliado uma transmissão Hewland sequencial de 6 marchas. O único piloto já divulgado é o próprio Andrey Valerio, que vêm se preparando com treinos em simuladores antes do shake down do modelo.

Andrey Valerio – AV Motorsports Pegaso R #07

Mudando agora para a categoria GT3, a Via Italia Racing, equipe de Chico Longo, campeão da GT3 e geral em 2018, vai mudar de carro nessa temporada. A Lamborghini Huracàn GT3 com a qual Longo e Daniel Serra correram vai dar lugar a outro bólido italiano, uma Ferrari 488 GT3, modelo já consagrado pelo mundo como um dos melhores GT3 da atualidade, inclusive com uma vitória nas 12 Horas de Bathrust em 2017. O carro da Via Italia, em particular, já estreou com o pé direito na temporada 2019, com a pole position da categoria GTD nas 24 Horas de Daytona, uma das provas mais tradicionais do endurance mundial. A macchina italiana é outra que chega com pinta de favorita, não só pelas vitórias na categoria GT3, mas também por vitórias na classificação geral.

Chico Longo / Daniel Serra – Ferrari 488 GT3 #19

Para tentar desbancar os atuais campeões, a Scuderia 111 volta com o mesmo line-up que fechou o ano passado, duas Mercedes AMG GT3, a #09 com Xandy e Xandinho Negrão (bicampeões do Campeonato Brasileiro de Endurance em 2004 e 2005) e a #08 com Guilherme Figuerôa e Julio Campos. Se 2018 viu um começo lento das Mercedes, principalmente antes da chegada dos pneus com composto específico para o modelo, 2019 promete boas brigas dos bólidos alemães pelas vitórias e pole-positions, já que o modelo coleciona vitórias em provas e campeonatos importantes pelo mundo, tais como as 24 Horas de Nurburgring (2016), 12 Horas de Sebring (2017) e na categoria GT300 do campeonato japônes Super GT (2017 e 2018).

Xandy Negrão / Xandinho Negrão – Mercedes-Benz AMG GT3 #09

Guilherme Figueiroa / Julio Campos – Mercedes-Benz AMG GT3 #08

Outro que vêm correndo atrás do prejuízo é o Porsche 911 GT3 R  “de fábrica” da Stuttgart, guiado por Ricardo Maurício e Miguel Paludo. Campeões de 2017, a dupla volta com esperança de um ano melhor, após um 2018 sem nenhuma vitória na geral nem na categoria. Se a dupla é vencedora, o 911 GT3 geração 991 também é um modelo vencedor, sendo o carro dos atuais vencedores das tradicionais provas 24 Horas de Nurburgring e 12 Horas de Bathrust.

Ricardo Maurício / Miguel Paludo – Porsche 911 GT3 R #55

Além deles, teremos o Aston Martin V12 Vantage de Sérgio Ribas e Guilherme Ribas, que mostrou muita velocidade no final da temporada 2018, a Ferrari 458 GT3 (a 458 é considerada o carro mais vitorioso desde de a implementação da GT3 pela SRO) de Ricardo Mendes e Claudio Ricci, e a Lamborghini Gallardo LP560 da Mottin Racing, competindo pelas mãos de Beto Giacomello e Fernando Poeta, vice-campeões da categoria P1 de 2018 e campeões de 2017 com o protótipo MCR Grand Am-Lamborghini V10 (que infelizmente deve ficar de fora da competição na temporada que se inicia).

Ricardo Mendes / Claudio Ricci – Ferrari 458 GT3 #155

Sérgio Ribas / Guilherme Ribas – Aston Martin V12 Vantage GT3 #63

Beto Giacomello / Fernando Poeta – Lamborghini Gallardo LP560 GT3 #18

Ao longo da temporada, iremos trazer a cobertura de todas as provas e novidades dessa que é a categoria mais veloz do automobilismo brasileiro.

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