Os carros brasileiros mais bonitos

Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on LinkedIn

Nos primórdios da indústria automobilística, os fabricantes colocaram toda a sua energia em tornar confiáveis os então frágeis automóveis. Com isso, o design exterior e interior ficou relegado a segundo plano, até a época da Primeira Guerra Mundial. Após o conflito, com os avanços na área mecânica, começaram a surgir os primeiros esforços para diferenciar o design dos automóveis entre si, e em cada país as influências culturais locais influenciaram fortemente o design, dando origem a belas máquinas como:

Em sentido horário: Cord 810 (1936), Mercedes-Benz 540K (1935), Bugatti Type 57SC Atlantic Coupé (1935) e Alfa Romeo 8C2300 Viotti Coupe (1932), carros que representam o melhor do design de Estados Unidos, Alemanha, França e Itália, respectivamente.

Em sentido horário: Cord 810 (1936), Mercedes-Benz 540K (1935), Bugatti Type 57SC Atlantic Coupé (1935) e Alfa Romeo 8C2300 Viotti Coupe (1932), carros que representam o melhor do design de Estados Unidos, Alemanha, França e Itália, respectivamente.

Nos primeiros anos do automóvel no Brasil, não existia produção local, porém no final dos anos 50 o programa “50 anos em 5” acelerou a implantação das primeiras fábricas de automóveis no Brasil, dando abertura para que o design automotivo brasileiro pudesse florescer. Nessa lista iremos mostrar 10 carros que mostram o melhor do desenho automotivo brasileiro:

1955 – Monarca

Monarca

Primeiro fora-de-série nacional, cerca de 10 unidades do Monarca foram construídas entre 1954 e 1955. Sob a tutela do italiano Oliviero Monarca, os carros foram construídos sobre diversas plataformas por dois jovens que voltaram a estar presentes nessa lista: Toni Bianco e Anísio Campos. O modelo da foto é o único do qual se conhece o paradeiro, montado sobre um chassi Volkswagen e utilizando componentes de um Porsche 356 Speedster batido. O pequeno conversível azul carrega um estilo único, mesclando com sucesso o estilo dos Cadillac americanos na traseira ao estilo dos pequenos roadsters ingleses do pós-guerra.

1964 – Brasinca 4200GT “Uirapuru”

Brasinca 4200GT

No início dos anos 60 a Brasinca, fornecedora de conjuntos estampados para caminhões e ônibus, resolveu projetar um cupê de grande cilindrada sob influência do espanhol Rigoberto Soler Gisbert, então chefe da Engenharia do Produto e que já havia trabalhado na DKW e na Willys. Sob o codinome X-4200, foi dado início ao projeto, que contava com chassi próprio e teve a carroceria fabricada em aço. O carro foi um sucesso durante sua apresentação no Salão do Automóvel de 1964, e um ano depois começou sua produção, apresentando um estilo moderno com uma longa frente (para abrigar o motor Chevrolet 6 cilindros), traseira estilo fastback e ampla área envidraçada. Uma polêmica sobre o carro é a sua incrível semelhança com a celebrada dupla inglesa Jensen FF e Interceptor, apresentados em 1966 (alguns chegam ao ponto de afirmar que os ingleses plagiaram o design do brasileiro). Apenas 76 unidades foram produzidas até 1967, provando que no Brasil poderia sim ser feito um GT que nada devesse aos europeus e americanos.

1967 – Puma GT

Puma_GT

Nos anos 60 o automobilismo no Brasil era coisa séria. Praticamente todos os fabricantes estavam envolvidos nas disputas a cada prova, e após a segunda metade da década ficava claro que os DKW Vemag estavam ficando obsoletos. A chegada das berlinettas Willys Interlagos fez com o time da Vemag trabalhasse no desenvolvimento de um pequeno GT, que fosse capaz de fazer frente aos Willys. Desenhado por Anísio Campos, o pequeno carro recebeu o nome de GT Malzoni, em homenagem ao projetista da Vemag, Genaro “Rino” Malzoni. O modelo fez sucesso nas pistas, e eventualmente uma versão de rua foi disponibilizada. O carro contudo utilizava a mecânica dos DKW, o que se tornou um problema quando a Vemag foi comprada pela Volkswagen no Brasil e suas operações encerradas. Para dar seguimento a produção, um novo carro foi desenhado por Anísio, dessa vez utilizando a mecânica VW a ar. Com linhas inspiradas no recém-lançado Lamborghini Miura, o carro permaneceria em produção pelos próximos 23 anos sem grandes mudanças visuais, e foi exportado para mais de 50 países incluindo Estados Unidos, Canadá e África do Sul.

1972 – Volkswagen SP2

Volkswagen_SP2

Vendo o sucesso comercial do Puma GT e de outros fora-de-série esportivos, a Volkswagen resolveu que era hora dela também aproveitar o filão. Com esse objetivo nasceu o projeto X, que deu origem a dois modelos: o SP1 equipado com motor 1600 e o SP2 equipado com um inédito 1700. Utilizando como base o chassis da Variant II, a bela carroceria conta com uma frente alongada, traseira fastback e perfil bem baixo (apenas 1,158 m de altura) e é considerado um dos Volkswagen mais belos da história. No Brasil, contudo, o carro não foi o sucesso esperado: com carroceria estampada o modelo era mais pesado que o rival da Puma, e apresentava desempenho inferior, e os altos custos de amortização dos moldes de estamparia devido ao baixo volume tornaram o carro muito carro frente a concorrência. Após apenas cerca de 10.000 unidades (das quais cerca de 600 foram exportadas para a Europa), o SP2 deixou de ser produzido em 1975.

1976 – Bianco S

Bianco_S

Outro carro derivado de um projeto para as pistas, o Bianco tem suas origens no Fúria, criado por Toni Bianco para a temporada de 1970 do automobilismo brasileiro. Equipado com diversos motores de diversas origens como Alfa Romeo, Chevrolet, BMW e até mesmo Lamborghini, o modelo obteve sucesso em diversas provas importantes. E foi a partir da carroceria de uma desses carros que Toni Bianco criou o carro que levava seu nome. Adaptando as belas linhas do protótipo sobre a conhecida mecânica Volkswagen, o resultado final foi um belo carro com linhas originais e curvilíneas, e interior bem requintado  com direito até a bancos de couro de série. Concorrendo com o Puma GT e outros fora-de-série, e em 1978 fez sucesso no Salão de Nova Iorque. A fábrica, infelizmente, sofreu com dificuldades financeiras e faliu na virada da década de 1980.

1983 – Santa Matilde SM 4.1 Serie III

Santa_Matilde_SM_Serie_III

Fruto do desejo do empresário Humberto Pimentel em ter um esportivo com bom desempenho e melhor qualidade que o Puma GTB, o Santa Matilde nasceu em 1978 como um hatchback de belas linhas, chassi próprio e equipado com o motor Chevrolet 250S. O modelo apresentava um cuidado com os detalhes inédito nos fora-de-série nacionais, e teve seu ápice na reestilização de 1983, que deixou o conjunto mais harmonioso e muito mais belo. Nesse ano o modelo passou de uma carroceria 2 volumes para se tornar um belo cupê de três volumes. O carro seguiu em produção até 1995, totalizando 490 da versão hatch, 371 do cupê e 76 conversíveis.

1986 – Hofstetter

Hofstetter

Talvez o único modelo brasileiro que mereça o título de supercarro, o Hofstetter foi criado pelo milionário Mário Richard Hofstetter, tendo como inspiração esportivos da década de 70 como Maserati Boomerang e Lamborghini Countach. Construído sobre um chassi próprio do tipo espinha dorsal e com carroceria de fibra-de-vidro, inicialmente o carro foi equipado com um motor AP800 turbinado para render cerca de 140 cv, suficientes para ser o automóvel brasileiro mais veloz da época, capaz de atingir 200 km/h. O design era muito ousado para a época, com formato em cunha e faróis escamoteáveis, grandes portas do tipo asa-de-gaivota (que nos primeiros modelos não possuíam janelas) e os retrovisores fixados aos grandes vidros das portas. Ao longo do tempo o modelo sofreu diversas atualizações, como a adoção de um aerofólio traseiro e do motor AP2000 turbinado em 1988, rendendo 210 cv e capaz de fazer o carro chegar a 236 km/h. A produção durou até 1990, e apenas 18 unidades foram feitas.

1993 – Volkswagen Pointer

Volkswagen_Pointer_GTi

Último modelo criado pela Autolatina (parceria entre Ford e Volkswagen entre 1987 e 1996), o Pointer foi um hatchback de 5 portas derivado da plataforma do Ford Escort. Equipado com motores AP800 e AP2000, o carro é considerado um dos mais belos Volkswagen da década de 1990 com suas linhas limpas e esportivas, principalmente a bela traseira de queda suave, completamente diferente dos Volkswagen e Ford da época. Apesar da beleza, o Pointer não foi muito bem sucedido no mercado nacional. Atrasos na sua entrada em produção e o fim da Autolatina significaram que o modelo foi produzido por menos de três anos, totalizando 57.098 unidades produzidas.

2005 – Lobini H1

Lobini_H1

Nascido do sonho dos empresários José Orlando Lobo e Fábio Birollini (o nome vem da combinação dos sobrenomes dos dois), o Lobini foi o fruto de um investimento de US$ 2 milhões. Com o primeiro protótipo apresentado em 1999, o H1 entrou em produção oficialmente em 2005, com motor 1.8 turbo do Golf GTI montado em posição central. Seguindo o estilo dos esportivos ingleses como o Lotus Elise, o Lobini tem uma carroceria de fibra montada sobre estrutura tubular, resultando em um baixo peso de 1.025 kg, que aliado aos 180 cv faz com que seja o nacional mais veloz atualmente, chegando aos 100 km/h em 6 segundos, com velocidade máxima de 220 km/h.

2016 – Fiat Toro

Fiat_Toro

Lançada recentemente, a Fiat Toro ajudou a inaugurar um novo segmento no Brasil. Percebendo o gap que existia entre as picapes pequenas como a Fiat Strada, e as cada vez maiores picapes médias, Renault e Fiat preparam picapes de porte intermediário derivados de Duster e Renegade, respectivamente. Enquanto a picape da Renault seguiu as linhas gerais do irmão mais velho, carregando até mesmo o nome (Duster Oroch), a Fiat teve uma abordagem mais ousada. Ao criar a Toro os designers da empresa italiana partiram para uma linha mais esportiva e moderna, com inspiração em modelos como Jeep Cherokee e Land Rover Range Rover Evoque. O resultado é até um momento um sucesso comercial, e já foi reconhecido internacionalmente ao receber o Red Dot Design Award.

 

Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on LinkedIn

Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular 2016 – Parte 1

Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on LinkedIn

Como muitos já devem ter visto, recentemente o INMETRO divulgou a tabela do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) 2016. Para quem ainda não sabe, esse programa visa que todos os carros vendidos até 2017 recebam etiquetas similares aquelas encontradas nos eletrodomésticos, para guiar os consumidores sobre o quão econômico são os modelos em relação as opções disponíveis no mercado, se tornando uma ferramenta de grande valor para os público. Mas, apesar da importância, a maioria das pessoas não sabe muito sobre como esses testes são realizados, o que leva a uma certa desinformação, principalmente pelos “engenheiros” de Internet. Continuar lendo

Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on LinkedIn