Endurance Brasil – 3 Horas do Velopark

No próximo dia 27 de julho será realizada a quarta etapa da Império Endurance Brasil no autódromo Velopark, em Nova Santa Rita, cidade de 26.000 habitantes localizada a cerca de 30 km de Porto Alegre. O traçado, inaugurado em 2010, é o mais curto do campeonato, com apenas 2.278 metros, e caracteriza-se por duas longas retas de cerca de 900 metros cada, unidas por nove curvas com zebras elevadas, um desafio a resistência dos carros que disputam provas na pista gaúcha. Outra curiosidade do autódromo é que a entrada para os boxes é realizada pela reta oposta, enquanto a saída é realizada logo após a curva 2.

A prova promete grandes emoções, com mais de 10 carros com condições de disputar a vitória na classificação geral. Em 2018, os vencedores foram Daniel Serra e Chico Longo, a bordo do veloz Lamborghini Huracàn GT3. O histórico da pista, no entanto, não parece favorecer nem protótipos nem GTs, com uma distribuição equilibrada entre os dois tipos de carros nas vitórias.

O recorde absoluto da pista é do piloto Pedro Piquet, na temporada 2015 Fórmula 3 Brasil, com um tempo de 0:48.709. Abaixo temos os tempos de referência para diversas categorias no Velopark:

Na prova de 2018, o AJR #11 de Emílio Padròn e Cesar Ramos chegou a baixar esse tempo no treino de sexta-feira, com uma volta de 0:48.619, mas condições climáticas desfavoráveis fizeram com que esse tempo não foi batido nas tomadas de tempo oficiais. O clima, por sinal, promete apimentar ainda mais a disputa, com a previsão de temperaturas baixas e pancadas de chuva ao longo do final de semana.

O campeonato até aqui

Até o momento da publicação deste artigo, a CBA não divulgou a tabela oficial de classificação, porém fizemos uma tabela não oficial baseada no resultado da prova de Santa Cruz do Sul. Na geral, seguem lideres Xandy e Xandinho Negrão, que apesar de não terem vencido nenhuma prova até o momento, foram extremamente regulares. A vantagem da dupla, contudo, reduziu-se a 10 pontos sobre o trio do Ginetta #20, que são seguidos de perto por Tarso Marques e Vicente Orige. Vendo a tabela, fica claro o equilíbrio entre pilotos de GTs e protótipos, que dividem igualmente as 6 primeira posições da classificação.

Na categoria P1, curiosamente, a liderança é da dupla David Muffato e Pedro Queirolo, que apresentaram bons resultados em Curitiba e Santa Cruz do Sul, e conseguiram importantes pontos na exigente prova de Goiânia. Em segundo vem novamente o trio do Ginetta #20, seguidos por Tarso Marques e Vicente Orige.

Na categoria GT3, a liderança da dupla do Mercedes AMG #08 aumentou consideravelmente para 60 pontos, seguidos por Marcel Visconde e Ricardo Maurício. Na terceira posição vem Chico Longo, empatado com a dupla do Porsche #55.

Na P2, apenas a dupla do MC Tubarão IX completou a prova de Santa Cruz do Sul, o que os colocou na liderança da tabela da categoria. Em segundo vêm os paulistas Ney Faustini e Ney de Sá Faustini, seguidos de longe por Jair e Duda Bana.

Pela categoria GT3 Light, a disputa é acirrada entre as duplas da Ferrari #155 e do Aston #63, enquanto Fernando Poeta e Beto Giacomello continuam no zero após um começo de temporada difícil para os pilotos da Mottin Racing.

Outra categoria com boas disputas é a P3, que sempre conta com um dos maiores grids de cada etapa. Na primeira posição, Carlos Antunes e Yuri Antunes conseguiram abrir uma boa vantagem para Matheus e Renato Stumpf, seguidos de perto por Henrique Assunção e Emílio Padrón.

Pela GT4, Renan Guerra está mostrando a força do Ginetta G55, com a segunda maior pontuação de todas as categorias, seguido pela dupla Alexandre Auler e Leandro Romera, e mais de longe por Leandro Ferrari e Flávio Abrunhoza e pelo trio do Audi RS3 TCR #64, que mesmo sem ter o ritmo dos GT4, vêm mostrando boa confiabilidade.

Na P4, apenas Mario Marcondes e Ricardo Haag participaram da terceira etapa, ampliando ainda mais a vantagem na liderança da categoria.

Por fim, na GT4 Light Arthur Caleffi e Maicom Roluem venceram, garantindo a liderança e vice-liderança da tabela até o momento.

Programação da Prova

25 de julho de 2019 – Quinta-feira

13h30 às 17h30 – Treino Extra – Todas as categorias

14 de junho de 2019 – Sexta-feira

8h30 às 9h30 – Treino Livre Oficial – Todas as categorias
9h45 às 10h45 – Treino Livre Oficial – Todas as categorias
11h às 12h – Treino Livre Oficial – Todas as categorias
13h às 14h – Treino Livre Oficial – Categorias P2, P3, P4 e GT4
14h15 às 15h15 – Treino Livre Oficial – Categorias P1 e GT3
15h30 às 15h45 – Treino Classificatório – Categorias P3 e P4
15h50 às 16h10 – Treino Classificatório – Categoria P2
16h15 às 16h30 – Treino Classificatório – Categoria GT4
16h35 às 16h50 – Treino Classificatório – Categoria GT3
16h55 às 17h10 – Treino Classificatório – Categoria P1

15 de junho de 2019 – Sábado

9h às 9h30 – Warm-up Endurance
13h – Largada Três Horas do Velopark

Para quem quiser curtir a prova ao vivo, a entrada para a arquibancada será realizada pelos portões C e D, e o ingresso será 1 kg de alimento não perecível. Haverá também a opção de arquibancada VIP, com acesso à visitação aos boxes entre 11h e 12h, com preço de R$ 30,00. O camarote também estará disponível, com vendas pelo Sympla (
https://www.sympla.com.br/endurance-brasil-etapa-velopark__565320?fbclid=IwAR2l0PKow-iSqgTG_lD2dDsRiKWMC70p4k6xIHj0aaBKWZUfHi_0hALHRQo ). O estacionamento terá acesso pelo portão 2, com custo de R$ 20,00 para carros e R$ 10,00 para motos.

Quem for acompanhar a prova on-line, pode acompanhar a transmissão ao vivo através do canal YouTube do Endurance Brasil (
https://www.youtube.com/channel/UCu44Vvcn1UVbkxPyJvHiPDw ), e através do live timing pelo Race Hero(
https://racehero.io/events/3-horas-do-velopark ) ou pelo site da Cronomap (
http://cronomap.com.br/resultados/RS/2019/04E/index.asp ).

Lista de inscritos

Categoria P1 (10-11 carros)

#4 Sigma P1-Audi V8 Turbo – Felipe Bertuol / Jindra Kaucher
#5 Metalmoro JLM AJR-Chevrolet V8 – Tiel de Andrade / Andersom Toso / Júlio Martini
#11 Metalmoro JLM AJR-Honda K24 Turbo – Emílio Padrón / Thiago Marques / Marcelo Vianna
#20 Ginetta G57-Chevrolet V8 – Fábio Ebrahim / Wagner Ebrahim / Pedro Aguiar
#46 Metalmoro JLM AJR-Audi 2.0 Turbo – Gustavo Martins / Pedro Castro / João Santanna (à confirmar)
#65 Metalmoro JLM AJR-Chevrolet V8 – Nilson Ribeiro / José Roberto Ribeiro
#80 Metalmoro JLM AJR-Nissan V6 – Alexandre Finardi / Rafael Suzuki
#88 Metalmoro JLM AJR-Chevrolet V8 – Vicenter Orige / Tarso Marques
#110 DTR01-Honda K20 Turbo – Francesco Ventre / Eduardo Dieter
#113 Metalmoro JLM AJR-Chevrolet V8 – Pedro Queirolo / David Muffato
#175 Metalmoro JLM AJR-Chevrolet V8 – Henrique Assunção / Fernando Fortes / Luiz Floss

Categoria GT3 (4 carros)

#8 Mercedes-Benz AMG GT3 – Guilherme Figuerôa / Julio Campos
#9 Mercedes-Benz AMG GT3 – Xandy Negrão / Xandinho Negrão
#19 Ferrari 488 GT3 – Chico Longo / Daniel Serra
#55 Porsche 911 GT3 R – Marcel Visconde / Ricardo Maurício

Categoria P2 (3 carros)

#25 GT Race Cars GeeBee R1-Chevrolet V8 – Ney Faustini / Ney de Sá Faustini
#32 MC Tubarão IX-Ford Duratec Turbo – Paulo Sousa / Mauro Kern
#37 Veloztech Scorpion-Hayabusa Turbo – Stuart Turvey / à confirmar

Categoria GT3 Light (1-3 carros)

#18 Lamborghini Gallardo LP560-4 GT3 – Fernando Poeta / Beto Giacomello (à confirmar)
#63 Aston Martin Vantage V12 GT3 – Sergio Ribas / Guilherme Ribas (à confirmar)
#155 Ferrari 458 GT3 – Ricardo Mendes / Tom Filho

Categoria P3 (4-7 carros)

#7 Metalmoro MRX-Honda 20V – Aldoir Sette / Marcelo Campagnolo
#44 Metalmoro MRX-Volkswagen 16V – Ruben Ghisleni / à confirmar
#46 Roco 001-Hayabusa – Robbi Perez / Jose Cordova
#56 Metalmoro MRX-Volkswagen – Rafael Simon / Gustavo Simon (à confirmar)
#72 Metalmoro MRX-Opel 16V – Carlos Antunes / Yuri Antunes (à confirmar)
#75 Metalmoro MRX-Cosworth 16V – Henrique Assunção / Fernando Fortes / Emílio Padrón
#89 Radical SR3-Hayabusa – Matheus Stumpf / Renato Stumpf (à confirmar)

Categoria GT4 (até 5 carros)

#3 Mercedes-Benz AMG GT4 – Alexandre Auler / Leandro Romera (à confirmar)
#16 Ginetta G55 GT4 – Esio Vichiese / Kreis Jr. (à confirmar)
#22 Mercedes-Benz AMG GT4 – Flavio Abrunhoza / Leandro Ferrari (à confirmar)
#64 Audi RS3 LMS TCR – Henry Visconde / Guilherme Salas (à confirmar)
#555 Ginetta G55 GT4 – Renato Braga / Renan Guerra (à confirmar)

Categoria P4 (1 carro)

#34 Metalmoro MRX-Volkswagen 8V – Ricardo Haag / Mário Marcondes

Categoria GT4 Light (até 2 carros)

#14 Mercedes-Benz CLA 45 AMG – Junior Victorette / Marcelo Karam (à confirmar)
#21 Mercedes-Benz CLA 45 AMG – Arthur Caleffi (à confirmar)

Papo de Paddock

Além da expectative para a prova do Velopark, o paddock da Endurance Brasil tem várias notícias sobre novos e antigos participantes, que podem se somar ao grid.

O primeiro, é o carro que foi destaque da temporada 2018 do Endurance Brasil: a Lamborghini Huracàn GT3 da Via Italia Racing andou dando as caras em Interlagos no último dia 15, conforme noticiado pela página Velocidade Curitiba. Resta saber se foi apenas um check do modelo, ou se podemos ter um reforço no grid ainda em 2019…

Um outro velho conhecido que pode voltar a dar as caras nas pistas é o MR18-Audi Turbo de Vinicius Roso, Felipe Roso e Claudio Ricci, que está encostado a algum tempo, e hoje seria um carro competitivo para a categoria P2

Fonte: MetalMoro [8].

Outras novidades prometidas para 2019 estão entre os protótipos. Sobre o protótipo GeeBee DP1 da Absoluta Racing, a única informação é que o projeto parece estar atrasado, e no momento a equipe continua com o GeeBee R1, que recebeu novo motor que está sendo revisado e preparado para a próxima etapa.

Outro dos novos protótipos nacionais é o Pegaso R da AV Motorsports, projeto que está sendo liderado por Andrey Valério e desenvolvido por estudantes da UNIP. As últimas notícias são que um modelo em escala ¼ está em construção para testes em túnel de vento, algo que arrisco dizer ser inédito entre os protótipos brasileiros. Segundo simulações da equipe, o modelo será capaz de virar 1m25s8 em Interlagos, cerca de 2,5 segundos mais rápido que a pole de Carlos Kray e Vicente Orige em 2018. Resta aguardar se esse desempenho irá se confirmar nas pistas…

Entre as novidades vindouras, têm crescido as conversas sobre a chegada de um (ou mais) protótipos Ligier JSP3, já que a partir desse ano protótipos com monocoque em fibra de carbono foram permitidos na categoria P1. O representante oficial da Ligier no Brasil confirmar ter recebido consultas para aquisição do modelo, que acabou receber uma evolução para o novo ciclo do regulamento LMP3, com alguns melhoramentos aerodinâmicos e do sistema de arrefecimento, além de um novo motor Nissan VK56 com 455 HP.

Mais uma conversa que vêm ganhando força é sobre a chegada de um McLaren 720S GT3, agora que a marca de Woking tem representação oficial no Brasil através do grupo Eurobike/Sttutgart. O modelo foi lançado durante uma corrida suporte ao GP da Austrália desse ano, estreando com vitória e pole-position. Caso venha, será uma grande adição ao certame nacional.

Frente aos potenciais competidores, a Metalmoro/JLM Racing também está se movendo, e o primeiro AJR com monocoque em fibra de carbono deve estar a caminho para a próxima temporada. Além disso, e equipe gaúcha têm trabalhado em parceria com a UFRGS para o desenvolvimento de uma versão eletrificada do AJR, então a briga entre modelos nacionais e importados está apenas començando a esquentar.

Referências:

https://racemotor.com.br/2019/07/18/novas-maquinas-e-equipes-miram-endurance-brasil/

Resumo – 4 Horas de Goiânia 2019

A segunda etapa do Império Endurance Brasil 2019 começou no vácuo de uma primeira etapa sensacional, promentendo grandes disputas e com diversas novidades na pista. Para você que perdeu, preparamos um resumo dos principais acontecimentos da prova. Infelizmente, novamente a categoria perde um de seus personagens mais icônicos: o chefe de equipe da MC Tubarão, Carlinhos de Andrade, que nos deixou no dia 6 de abril após sofrer um infarto fulminante. Antes da prova foi organizado um minuto de silêncio em homenagem a uma das figuras que moldou o Endurance brasileiro tal como ele é.

Resultado do treino classificatório para as 4 Horas de Goiânia.

Antes mesmo da prova começar ficava claro que o final de semana seria difícil para os protótipos AJR: a primeira baixa foi o carro #11 de Emílio Padrón, que sofreu uma falha no motor durante os treinos livres e não haviam peças suficientes para que o carro fosse consertado. Para contornar a situação, alguns dos pilotos foram realocados para o carro #175 que havia obtido o 3º posto no treino classificatório, mas que devido a mudança de formação foi movido para o fim do grid de largada.

Outro AJR que sofreu antes mesmo da prova começar foi o #113, que teve um estouro de pneu durante os treinos que destruiu parte da carenagem dianteira. Com o carro #11 fora da disputa, a solução encontrada foi utilizar a dianteira dele no carro #113, resultando em um visual híbrido no mínimo curioso.

Já não bastasse a má sorte com o carro #11, o #175 apresentou problemas já na volta de instalação, quando partia para o grid, e teve que ser rebocado para os boxes.

Na largada, destaque positivo para os AJR #88 que manteve a primeira colocação e para o AJR #113, que conseguiu pular para a segunda posição antes da primeira volta. Não por coincidência, são os dois carros que estrearam o sistema de asa traseira móvel desenvolvido pela JLM Racing, e que permite um ganho de até 12 km/h no final da reta principal do Autódromo de Goiânia.

Veja no detalhe a asa traseira móvel do AJR #113 já aberta na largada, em contraste com a asa convencional do AJR #65.

Tal como em Curitiba, os carros da P2 começaram a sofrer incidentes logo no início da prova: primeiro com a colisão entre os protótipos GeeBee #25 e MC Tubarão IX #32 na volta 8, e em seguida com o abandono do protótipo Scorpion #37 na volta 11, que ficou parado em posição perigosa e forçou a primeira aparição do safety car.

Colisão entre os carros #25 e #32.
Novamente a sina do Scorpion Hayabusa Turbo se repete, com um abandono já na volta 11.

Com a entrada do carro de segurança, os protótipos AJR #05 e #65 foram para os boxes, o carro da MC Tubarão apontando uma falha no sistema de alimentação de combustível, e o carro da NC Racing para efetuar uma troca da correia do alternador, o que eliminou qualquer chance de bons resultados para os dois bólidos.


Menos ed 10 minutos após a relargada, novamente o safety car foi chamado, dessa vez para permitir a retirada da Mercedes CLA 45 AMG de Junior Victorette, que também sucumbiu ao calor da pista goiana. A prova seguiu sem maiores ocorrências até próximo da marca de uma hora, quando a primeira janela de pit stops obrigatórios foi aberta. Nesse momento o motor do GeeBee #25 explodiu deixando uma nuvem de fumaça digna dos velhos tempos da Fórmula 1. Com os carros #32 e #37 já fora da disputa, esse abandono significou que novamente nenhum P2 completou a prova.

Se na P2 as coisas iam mal, na P1 o inferno astral dos AJR parecia só piorar, com o carro #113 colidindo com o Audi A3 TCR da GT4, levando a terceira entrada do safety car. Com isso, restavam na disputa pela vitória na geral apenas os protótipos AJR#88 e Ginetta G57, além dos quatro GT3 que seguiam os ponteiros a uma certa distância.

Com menos de 1h30 de prova, foi a vez do AJR#175 continuar sua maré de azar, agora na forma de um problema de alternador. Não sendo o bastante, menos de 10 minutos depois foi a vez do líder da prova, Tarso Marques, também abandonar após uma quebra de semi-eixo. Tudo apontava para a primeira vitória na geral do Team Ginetta Brasil, com os carros da GT3 representando a única ameaça real ao bólido inglês.

O fato mai curioso da prova ocorreu com a Ferrari #19 logo após a segunda parada obrigatória, quando o piloto Daniel Serra voltou para a pista com a porta do passageiro aberta, situação que poderia forçar uma parada adicional e retirar o carro da Via Italia Racing da disputa pela vitória na geral. Contudo, isso não chegou a acontecer pois Serra conseguiu contornar a situação com uma manobra mais brusca forçando a porta a voltar ao lugar. Depois disso, o bicampeão da Stock Car deu show de pilotagem, virando volta rápida atrás de volta rápida numa tentativa de reduzir o gap para a Ginetta #20.

Faltando cerca de uma hora para o fim da prova, foi a vez do Mercedes AMG GT3 #8, até então um dos favoritos para desbancar a Ginetta G57, entrar em modo de segurança deixando a disputa pela vitória entre a Ferrari #19 e a Ginetta #20. Essa disputa, entretanto, jamais chegou a ocorrer, pois na última parada obrigatória o carro do Team Ginetta ficou parado por cerca de um minuto a mais do que o necessário devido a um problema com a fixação do volante.

Com isso, a vitória ficou praticamente assegurada para Daniel Serra e Chico Longo, com mais de 1 minuto de vantagem sobre a Ginetta G57, que vinha mantendo a posição com folga confortável para o terceiro colocado. A grande disputa do final da prova ficou entre a Mercedes de Xandinho Negrão e o Porsche GT3 d Ricardo Maurício, disputando a terceira posição na geral, com o Porsche perseguindo a Mercedes por diversas voltas sem sucesso na ultrapassagem, até que em um enrosco a menos de 10 minutos do fim da prova o Porsche #55 rodou, selando o resultado no top 4 da prova goiana.

Resultado das 4 Horas de Goiânia.

Endurance Brasil – 4 Horas de Goiânia

No dia 25 de maio será realizada a segunda etapa da Endurance Brasil 2019, que marca a primeira visita da categoria ao Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia. Depois de um final emocionante na prova de Curitiba (leia aqui o resumo da prova), as 4 Horas de Goiânia prometem um grande show de competividade, com novas máquinas e pilotos se juntando à disputa.

A pista goiana, inaugurada em 1974, têm 3.835 metros de extensão com 6 curvas à direita e 4 à esquerda, mesclando curvas de alta e de baixa. Nos últimos anos o autódromo não fez parte das diversas formas do campeonato brasileiro de endurance e não existe hoje uma referência de tempo de volta para a categoria, porém existe a expectativa de que o recorde da pista possa ser quebrado.

O campeonato até aqui:

Até o momento da publicação dessa postagem, a CBA ainda não havia divulgado a tabela de pontuação oficial da Endurance Brasil, porém fizemos abaixo uma tabela não-oficial, baseada nos resultados da etapa de Curitiba [UPDATE: atualizado em 21/05 com a classificação oficial do site da CBA]:

Na P1, a liderança fica com os vencedores da prova de Curitiba, o trio Vicente Orige / Carlos Kray e Tarso Marques, seguidos pelos AJR de Pedro Queirolo / David Muffato e Nilson Ribeiro /José Roberto Ribeiro. O Team Ginetta Brasil teve uma estreia aquém das expectativas, mas conseguiu garantir pontos que poderão se mostrar importantes para a disputa do campeonato. Quem também teve um início de temporada difícil foi o trio do AJR #11, de Emilio Padron, atual campeão da P1, que tiveram problemas durante a prova e não marcaram pontos. Outro que ficaram no zero, apesar de terem conseguido retornar para a prova de Curitiba, foi o trio da equipe MC Tubarão que não foi capaz de completar a distância mínima regulamentar (70% das voltas do vencedor), necessária para ter seu resultado computado para o campeonato.

Na GT3, liderança da dupla Xandy Negrão e Xandinho Negrão, seguidos por Marcel Visconde / Ricardo Maurício. [UPDATE] Após a divulgaçã da classificação, a dupla formada pelo o atual campeão Chico Longo e Daniel Serra aparentemente foi desclassificada da prova de Curitiba, apesar de na pista terem ficado em terceiro na prova de Curitiba. Até o momento não foram divulgados mais detalhes, repetindo a situação estranha que ocorreu após a desclassificação de Ricardo Zonta da rodada dupla da Stock Car do Velo Città na véspera da prova de Goiânia. Se a aparente punição for mantida, é mais um duro golpe após uma estreia aquém do esperado, já que a nova Ferrari 488 GT3 veio com a pompa de ser o carro pole-position da categoria GTD nas 24 Horas de Daytona. Mas quem se deu mal mesmo foi a dupla Guilherme Figuerôa e Julio Campos, que não marcaram pontos na etapa curitibana.

Na P2, nenhum dos carros conseguiu completar a prova de Curitiba, e a liderança está com a dupla Ney Faustini e Ney de Sá Faustini, que percorreram a maior distância na capital paranaense.


Na GT3 Light, domínio da dupla do Aston Martin #63, únicos a serem classificados na primeira etapa.

Na P3, o ano começa como terminou na antiga P3 (hoje P4), com a liderança dos atuais campeões Gustavo e Rafael Simon, com o protótipo MRX-Volkswagen, único modelo com motor 8V da categoria.

Na GT4, liderança da equipe da Mercedes #3, numa categoria que foi marcada pelo equilíbrio na primeira etapa. O Audi A3 TCR #64 dos atuais campeões da GT4 deve ter um ano difícil, pois na primeira etapa o carro da MC Tubarão se mostrou mais lento quando comparado às Mercedes e Ginetta GT4.

Na P4, a liderança é de Mário Marcondes e Ricardo Haag no único MRX da classe, seguidos por Alejandro Cignetti e Marcelo Miguel.

Na GT4 Light, a dupla da Mercedes CLA 45 AMG #21, Arthur Caleffi e Ian Jepsen Ely começa na liderança, seguidos pelo trio da outra Mercedes, de numeral 14.

O que podemos esperar da prova de Goiânia?

Após a primeira etapa parece claro que o balanço de performance estipulado no regulamento está funcionando. A prova na capital paranaense foi repleta de disputas do início ao fim, e tanto os carros da GT3 quanto os P1 estiveram equilibrados e com chances reais de vitória. A expectativa é novamente ver belas disputas pois, além das máquinas que já participaram em Curitiba, novas equipes prometem acirrar a luta pela vitória.

Na categoria P1, já está confirmada a estreia de mais um AJR, o carro #80 da equipe Kia Power Imports, que será pilotado por Alexandre Finardi e Rafael Suzuki. Esse bólido será o primeiro AJR a receber a motorização Nissan V6, com potência na casa dos 500 cv e que pode ser uma combinação muito competitiva, especialmente se o protótipo apresentar consumo de combustível mais moderado que os AJR com motor Chevrolet V8.

Depois de chegar a ser confirmado na etapa de abertura, o protótipo Sigma P1 pode aparecer na pista goiana, após receber uma pesada atualização aerodinâmica. Além da prometida revisão da asa dianteira (agora totalmente em fibra de carbono), a asa traseira foi reprojetada, com dois elementos e perfil variável. Novidade também é a parceria com a Nafta Motorsports, respeitada equipe paulista, que deve reforçar os esforços da equipe gaúcha. Resta ver o resultado das atualizações com o modelo na pista, e esperamos que já na próxima etapa.

Outro protótipo que pode estrear em Goiânia é o DTR P1-Honda Turbo. A equipe DTR Motorsports tem trabalhado duro na preparação do carro e, em treino realizado em Tarumã no dia 1º de maio, marcou um melhor tempo de 57,6 segundos, suficiente para colocar o carro na terceira posição do grid de largada da última prova gaúcha do Endurance Brasil em 2018. Se o carro vier, será forte candidato a disputar as primeiras posições da prova.

Caso todas as estreias se confirmem, a segunda etapa pode contar com a participação de 14 carros nas categorias principais (10 na categoria P1 e 4 carros da GT3), um grid impressionante para uma categoria que está apenas na sua quinta temporada.

Falando em GT3, já há algum tempo a imagem abaixo tem rodado a internet. Ao que tudo indica, se trata de um Huracan Super Trofeo Evo, que teria chegado em Campinas ainda em março, porém até o momento não surgiram novidades sobre se a macchina estava só de passagem pelo Brasil, ou se irá ficar e participar de competições no país. A versão Super Trofeo foi desenvolvida para a competição monomarca homônima, voltada a pilotos semiprofissionais. Apesar de mais potente que a versão GT3, com 620 cv, o modelo possui menor nível de downforce e é mais lento e amigável a pilotos menos experientes.

Na P2, o inglês Stuart Turvey vem treinado forte nas últimas semanas, e é outro que pode aparecer em Goiânia. No último ano o protótipo Scorpion se mostrou muito veloz em classificações e em ritmo de prova, e caso venha será um forte candidato a pole na P2. Resta saber se a confiabilidade, calcanhar de Aquiles da equipe em 2018, vai melhorar.

Algumas equipes também já estiveram treinando em Goiânia, como a equipe Via Italia Racing (Ferrar 488 GT3 #19) e a Stillux Racing (Ginetta G55 GT4 #16).

Novidades também na P3, com a estréia do protótipo Roco 001 Hayabusa de José Cordova e Robbi Perez e a LT Team subindo para a P3 com um MRX, conforme apurado pelo Velocidade Curitiba.

Por enquanto são essas as novidades para a segunda etapa da Império Endurance Brasil 2019, mas conforme a data da prova for se aproximando esse post será atualizado com todas as novidades.

Programação da Prova

24 de maio de 2019 – Sexta-feira

8h30 às 9h30 – Primeiro Treino Livre
9h45 às 10h45 – Segundo Treino Livre
11h às 12h – Terceiro Treino Livre
14h15 às 15h15 – Quarto Treino Livre
16h55 às 17h10 – Treino Classificatório

25 de maio de 2019 – Sábado

9h30 às 10h – Warm-up
12h às 13h – Visitação aos boxes
14h – Largada
18h30 – Pódio

Lista de Inscritos

A lista oficial de inscritos só deve sair na véspera da prova, mas conforme as novidades e confirmações forem surgindo a lista abaixo será atualizado

Categoria P1 (8 carros)
#4 Sigma P1-Audi V8 Turbo – Felipe Bertuol / Jindra Kaucher
#5 Metalmoro AJR-Chevrolet V8 – Tiel Andrade / Andersom Toso / Júlio Martini / Marçal Muller
#11 Metalmoro AJR-Honda K24 Turbo – Emílio Padrón / Marcelo Vianna / Thiago Marques
#20 Ginetta G57-Chevrolet V8 – Wagner Ebrahim / Fábio Ebrahim / Pedro Aguiar
#65 Metalmoro AJR-Chevrolet V8 – Nilson Ribeiro / José Roberto Ribeiro
#80 Metalmoro AJR-Nissan V6 – Alexandre Finardi / Rafael Suzuki
#88 Metalmoro AJR-Chevrolet V8 – Carlos Kray / Vicente Orige / Tarso Marques
#110 Protótipo DTR-Honda K20 Turbo – Eduardo Dieter / Francesco Ventre
#113 Metalmoro AJR-Chevrolet V8 – Pedro Queirolo / David Muffato
#175 Metalmoro AJR-Chevrolet V8 – Henrique Assunção / Luiz Otávio Floss / Marcelo Sant’Anna

Categoria GT3 (4 carros)
#8 Mercedes-Benz AMG GT3 – Guilherme Figuerôa / Júlio Campos
#9 Mercedes-Benz AMG GT3 – Xandy Negrão / Xandinho Negrão
#19 Ferrari 488 GT3 – Chico Longo / Daniel Serra
#55 Porsche 911 GT3 R – Ricardo Maurício / Marcel Visconde

Categoria P2 (3 carros)
#25 GT Race Cars GeeBee R1-Chevrolet V8 – Ney Faustini / Ney de Sá Faustini
#32 MC Tubarão IX-Duratec Turbo – Mauro Kern / Paulo Sousa
#37 Scorpion-Hayabusa Turbo – Stuart Turvey / Thiago Riberi

Categoria GT3 Light (3 carros)
#18 Lamborghini Gallardo LP560-4 GT3 – Fernando Poeta / Beto Giacomello
#63 Aston Martin Vantage V12 GT3 – Sérgio Ribas / Guilherme Ribas
#100 Peugeot 408 Stock Car – Reinaldo Rena / Roberto Rossati
#155 Ferrari 458 GT3 – Ricardo Mendes / Tom Filho

Categoria P3 (6 carros)
#6 Metalmoro MRX-Volkswagen 16V – Leandro Totti / José Vilela
#7 Metalmoro MRX-Honda 20V – Aldoir Sette / Marcelo Campagnolo
#44 Metalmoro MRX-Volkswagen 16V – Ruben Ghisleni / à confirmar
#46 Roco 001-Hayabusa – Robbi Perez / Jose Cordova
#56 Metalmoro MRX-Volkswagen – Gustavo Simon / Rafael Simon (à confirmar)
#72 Metalmoro MRX-Opel 16V – Carlos Antunes / Yuri Antunes
#75 Metalmoro MRX-Cosworth – Henrique Assunção / Fernando Fortes / Emilio Padron
#89 Radical SR3-Hayabusa – Renato Stumpf / Matheus Stumpf

Categoria GT4 (5 carros)
#3 Mercedes-Benz AMG GT4 – Alexandre Auler / Leandro Romera
#10 Ginetta G55 GT4 – Ésio Vichiesi / Mick Simpson
#16 Ginetta G55 GT4 – Renan Guerra / Renato Braga / Kreis Jr
#22 Mercedes-Benz AMG GT4 – Leandro Ferrari / Flávio Abrunhoza
#64 Audi RS3 TCR – Henry Visconde / Guilherme Salas / Márcio Basso

Categoria P4 (2 carros)
#34 Metalmoro MRX-Volkswagen 8V – Ricardo Haag / Mário Marcondes
#74 Aldee Spyder-Volkswagen 8V – Alejandro Cignetti / Marcelo Miguel

Categoria GT4 Light (3 carros)
#10 Chevrolet Cruze-Duratec Berta – Marcelo Losasso / Humberto Biazus #14 Mercedes-Benz CLA 45 AMG – Junior Victorette / Marcelo Karam / José Cordova
#21 Mercedes-Benz CLA 45 AMG – Arthur Caleffi / Ricardo Lemke / Marcelo Lemke
#28 Chevrolet Montana Stock Car – Pietro Rimbano / Vinicius Kwong

Resumo dia 23 de maio

Finalmente começaram as atividades da Endurance Brasil na capital goiana, com um treino extra para que os competidores possam se aclimatar à nova pista. O destaque do dia ficou com a Ginetta G57#20 dos irmãos Ebrahim e de Pedro Aguiar, que acumulou 72 voltas de treino e o melhor tempo da sessão em 1:18.099. Ainda na categoria P1, a segunda posição ficou com o AJR #88 da JLM Racing (à cerca de meio segundo), seguido pelos AJR #65 da NC Racing e o #5 da MC Tubarão, ambos a cerca de 1 segundo da Ginetta. O treino marcou também a reestreia do protótipo Sigma P1, que acumulou 43 voltas e um melhor tempo de 1:26.840.

Na GT3, o melhor tempo foi da Ferrari 488 #19 de Daniel Serra e Chico Longo, com o tempo de 1:19.753 (+ 1.653), com vantagem de mais de 1,5 segundo para as Mercedes AMG GT3 #8 e #9. Na GT3 Light, o único competidor a ir para a pista foi a Ferrari 458 #155 de Peter Feter e Ricardo Mendes, com um tempo de 1:24.762.

O melhor carro entre os demais foi o MRX #75 de Henrique Assunção, Emílio Padrón e Fernando Fortes (categoria P3). Na GT4, foram para a pista as duas Mercedes AMG e o Audi A3 da MC Tubarão. Apesar de já indicarem quais são alguns dos candidatos à pole-position, a sexta com certeza guarda diversas surpresas em todas as categorias. Isso porque as equipes começaram agora a entender qual o set-up ideal para a pista, e também porque várias ausências marcaram esse primeiro treino, entre elas as Ginetta G55 e o estreante protótipo Roco 001.

Resumo dia 24 de maio

Já pela manhã do segundo dia de atividades, diversas máquinas que estiveram ausentes do treino extra entraram na pista, como o protótipo Scorpion Hayabusa de Stuart Turvey e Thiago Riberi, que esteve sempre entre os 10 mais velozes na pista, e o Lamborghini Gallardo #18 da Mottin Racing. Além disso, as primeiras baixas começaram a aparecer, como o AJR-Honda Turbo #11, que sequer participou do treino classificatório após uma quebra acabou ficando de fora da etapa goiana.

Pela tarde teve início a sessão de treinos classificatórios, com os protótipos das categorias P3 e P4. Na P4, novamente a pole ficou com o MRX-Volkswagen AP #34 de Ricardo Haag e Mario Marcondes, seguido pelo Aldee-Volkswagen #74 de Alejandro Cignetti e Leandro Totti. Na P3, a disputa foi acirrada entre os MRX #72 e #75, com a pole ficando para o carro de Carlos Antunes e Yuri Antunes. Em seguida foi a vez dos carros da P2, e tal como em 2018, o protótipo Scorpion #37 mostrou-se o carro mais veloz, cravando o tempo de 1:22.076, que só seria quebrado quando os carros da GT3 entrassem na pista. Na segunda posição ficou o protótipo MC Tubarão IX #32 com a melhor volta em 1:24.985, seguido pelo protótipo GeeBee R1 #25.

Entre os GT4, na Light o melhor tempo foi marcado pela Montana Stock Car #28 de Pietro Rimbano e Vinicius Kwong, porém a dupla foi desclassificada e a pole ficou com a Mecedes CLA #14 de Junior Victorette e Marcelo Karam. Na GT4, domínio das Mercedes AMG, com dobradinha dos carros #3 e #22, seguidos pela Ginetta do trio Renan Guerra / Renato Braga / Kreis Jr.

Em seguida foi a vez as máquinas da GT3 entrarem na pista, e o favoritismo da Ferrari #19 se confirmou, com nova pole para Chico Longo e Daniel Serra, porém com vantagem de apenas 3 décimos para a Mercedes #8 de Julio Campos e Guilherme Figueroa. Em terceiro ficou o Porsche de Ricardo Maurício e Marcel Visconde, com a outra Mercedes da família Negrão fechando o grid. Na GT3 Light, novamente pole para a Ferrari 458 #155, seguida pela Lamborghini #18.

Por fim veio a hora dos protótipos da P1, e a disputa entre os AJR e a Ginetta 57 prometia ser acirrada. No final, a pole geral ficou com o AJR-Chevrolet V8 #88 dos vencedores de Curitiba, dessa vez sem a presença de Carlos Kray, que estrearam uma nova asa traseira, agora equipada com um sistema de asa móvel a la Fórmula 1. Na segunda posição ficou o sempre veloz AJR #65 da NC Racing, seguido por outro AJR, o de numeral 175. O carro do Team Ginetta Brasil ficou com a quarta posição, cerca de 1,5 segundos mais lento que o AJR #88, e seguiram os AJR #113 e #5, respectivamente. Fechando o grid da P1 ficou o protótipo Sigma P1, em reestreia, com um tempo de 1:22.694. Por se tratar de um carro novo, é normal que o tempo de volta demore a vir, ainda mais porque nessa prova o carro treinou e competiu com potência limitada em 450 cv, bem abaixo dos mais de 600 cv dos AJR e dos 575 cv Ginetta G57.

Esses foram os principais eventos da sessão de treinos, em breve traremos uma resenha com os principais acontecimentos das 4 Horas de Goiânia.