Endurance Brasil – Temporada 2019

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Para quem gosta de competições automobilísticas, as provas de longa duração são um prato cheio com sua grande variedade de máquinas e pilotos. Provas como as 24 Horas de Le Mans ou Daytona são muito conhecidas pelos fãs, mas você sabia que existe um campeonato brasileiro de endurance? E que esse campeonato conta com modelos de diversas montadoras como Ferrari, Porsche e Lamborghini, além de uma miríade de protótipos, a maioria deles fabricados aqui no Brasil? Pois bem, tal campeonato existe na forma do Endurance Brasil, nascido a partir do Campeonato Gaúcho de Endurance em 2014, e que desde então vem ganhando força a cada ano, mesmo com a difícil situação econômica do país. Em 2019, o campeonato terá 8 etapas, conforme o calendário provisório divulgado em 23 de janeiro pela organização:

Para quem ainda não conhece o campeonato, nessa temporada os competidores serão divididos em 7 categorias:

P1: São os protótipos mais velozes, que em condições normais são os favoritos a vencer as provas. Essa categoria inclui protótipos importados construídos dentro do regulamento FIA LMP3, modelos Ginetta G57 e G58 e protótipos nacionais com motores aspirados de até 7.000 cm³, ou turbocomprimidos com no máximo 4.200 cm³;

P2: Em 2019 a categoria P2 será reservada para os protótipos nacionais, com as mesmas configurações de motores e peso da categoria P1, porém com capacidade máxima permitida do tanque de combustível inferior aos da P1;

P3: Terceiro nível de protótipos da Endurance Brasil, a P3 é reservada para protótipos com motores aspirados multiválvulas de até 2.400 cm³ ou conjunto motor/transmissão de motocicletas e deverá ser povoada principalmente por modelos como o Metalmoro MRX e Radical SR3;

P4: Categoria de entrada dos protótipos, a P4 permite apenas protótipos equipados com motores de até 2.400 cm³, com no máximo duas válvulas por cilindro. Deve contar principalmente com protótipos MRX e Aldee Spyder;

GT3: Tal como o nome indica, essa categoria é reservada para modelos homologados dentro do regulamento FIA GT3, tais como Ferrari 488, Lamborghini Huracán, Porsche 911, entre outros, que tenham sido construídos após 2012;

GT3 Light: Categoria dedicada para modelos GT3 construídos antes de 2012 e protótipos JL09 (Stock Car) sem restrição;

GT4: Categoria para veículos FIA GT4, FIA TCR, Stock Car com restritor, Trofeo Linea, Maserati Trofeo entre outros modelos GT e Turismo que estejam em conformidade com o regulamento específico da categoria.

A temporada 2019 promete muito, com a chegada de novas máquinas em todas as categorias. Na categoria P1, o destaque entre os protótipos nacionais é o AJR, desenvolvido pela JLM Racing em parceria com a Metalmoro. O modelo, lançado em 2017, foi o detentor da pole-position em todas as provas da temporada de 2018 do Endurance Brasil, além da pole dos 500 km de Interlagos, porém obteve apenas duas vitórias na geral, nas etapas de Tarumã e Santa Cruz do Sul do campeonato brasileiro. No final da última temporada, Emílio Padròn conseguiu sagrar-se campeão da categoria P1 competindo com o AJR, que também foi o carro dos pilotos na terceira, quarta e quinta colocação. Já competiram carros com diversas opções de motorização, tais como Honda Turbo, Chevrolet V8 (o mesmo da Stock Car) e mais recentemente Audi Turbo, e em 2019 teremos mais uma opção, com o AJR-Nissan V6. Devido a velocidade demonstrada, os carros equipados com o motor americano têm competido com potência reduzida (de 550 HP em set-up de classificação para 450 HP nas provas), pois assim é possível otimizar o consumo de combustível, e consequentemente o número de paradas nos boxes. Devido a isso também, durante 2018 diversas equipes fizeram a mudança para o protótipo gaúcho (a destacar a equipe sul mato-grossense NC Racing e a gaúcha Mottin Racing), e para 2019 outras equipes também vão de AJR, incluindo a tradicional MC Tubarão e as equipes Império Racing e Kia Power Imports, o que pode nos levar a um total de até oito AJRs nas pistas.

Emilio Padrón / Marcelo Vianna – Metalmoro AJR-Honda K24 Turbo #11

Henrique Assunção / Fernando Ohashi / Luiz Otávio Floss – Metalmoro AJR-Chevrolet V8 #117

Nilson Ribeiro / José Roberto Ribeiro – Metalmoro AJR-Chevrolet V8 #65

Carlos Kray / Vicente Orige / Tarso Marques – Metalmoro AJR-Chevrolet V8 #88

Oswaldo Sheer / Eduardo Sheer / Sergio Jimenez – Metalmoro AJR-Chevrolet V8 #26 Correção: O carro 26 que foi da família Sheer em 2018 agora é o #5 da equipe MC Tubarão.

Tiel Andrade / Julio Martini / Andersom Toso– Metalmoro AJR-Chevrolet V8 #5

Alexandre Finardi / Rafael Suzuki / Marcelo Campagnolo / Nélson Silva Jr – Metalmoro AJR-Nissan V6 #80

Mottin Racing (pilotos a serem confirmados) – Metalmoro AJR-Audi 2.0 Turbo #46

Marcelo Sant’Anna / Pedro Queirolo / David Muffato – Metalmoro AJR-Chevrolet V8 #13

O grande desafio para as equipes competindo com o AJR deve ser o Team Ginetta Brasil, que irá participar do certame com dois Ginetta G57 P2-Chevrolet, modelo com monocoque de fibra de carbono, downforce equivalente ao de um protótipo LMP2 e um motor Chevrolet LS3 6.2 V8 de 575 HP, e que têm como pilotos confirmados os irmãos Fábio e Wagner Ebrahim. Desde de sua estréia em 2016, o protótipo do fabricante inglês se mostrou uma máquina muito veloz com vitórias em provas da VdeV Endurance Series, NASA (National Auto Sport Association), FARA (Formula & Automobile Racing Association), 24 Hours Series by Creventic e no campeonato sul-africano de endurance, e isso tem grande chance se repetir em território brasileiro.

Team Ginetta Brasil (pilotos a serem confirmados) – Ginetta G57-Chevrolet V8 #57

Wagner Ebrahim / Fabio Ebrahim – Ginetta G57-Chevrolet V8 #20

Entre os demais protótipos, vale destacar o gaúcho Sigma P1-Audi V8 Turbo, da dupla Jindra Kraucher e Felipe Bertuol. Com potência superior a 600 cv, o protótipo começou a ser projetado em 2014 como um carro híbrido ao estilo LMP1, que inicialmente tinha a proposta de ser um carro sem transmissão convencional (apenas embreagem e diferencial), com motores elétricos suprindo torque em baixas rotações. Em 2018, porém, o modelo foi repensado para uma configuração mais convencional, com transmissão X-trac sequencial, reestreando na quinta etapa do campeonato de 2018, em Santa Cruz do Sul, com tempos de volta próximos aos de carros como Ferrari 458 GT3 e Aston Martin V12 Vantage GT3. Depois disso o time gaúcho se ausentou do campeonato, e vêm trabalhando em melhorias no downforce dianteiro, no sistema de arrefecimento e redução de peso para acompanhar o ritmo dos ponteiros.

Jindra Kaucher / Felipe Bertuol – Sigma P1-Audi V8 Turbo #4

De São Paulo teremos o protótipo GeeBee R1-Chevrolet V8 (cria de Jaime Gulinelli da GT Race Cars e que já pertenceu a Dimas Pimenta, quando se chamava Dimep GT-R1). Apesar de ser um projeto um pouco mais antigo, com a primeira versão estreando nas pistas em 2008, o carro da dupla de pai e filho Ney Faustini/Ney de Sá Fausitini mostrou-se uma máquina confiável durante a temporada de 2018, e mesmo sem ter o ritmo dos AJR obteve dois terceiros lugares na categoria P1, dentre as 5 etapas em que participou, provando a máxima de que para terminar uma corrida em primeiro, primeiro é preciso terminar a corrida. Para a temporada 2019 a Absoluta Racing está trabalhando com a GT Race Cars em um novo protótipo de cabine fechada, o GeeBee DP1, porém ainda sem data de estreia divulgada.

Ney Faustini / Ney Faustini Jr – GT Race Cars GeeBee DP1-Chevrolet V8 #25

Mais um que deve estrear em 2019 é o DTR P1-Honda Turbo, da equipe DTR Motorsports. Esse protótipo vem sendo desenvolvido desde 2017, e irá substituir o MR18-Honda Turbo da equipe, que foi abandonado após um acidente na etapa de Santa Cruz do Sul do Endurance Brasil 2017.

E. Dieter / F. Ventre – DTR P1-Honda Turbo #110

Entre os protótipos com rodas aro 13, teremos o Scorpion-Hayabusa Turbo da KTT Racing, pilotado pelo inglês Stuart Turvey e pelo brasileiro Thiago Riberi. Diversos problemas impediram o pequeno protótipo de completar as provas na temporada passada, mas sempre que esteve na pista o modelo demonstrou grande velocidade, com bons tempos nas tomadas de classificação e grandes desempenhos dos pilotos, e pode surpreender máquinas mais potentes com seu baixo peso e agilidade.

Stuart Turvey / Thiago Riberi – Veloztech Scorpion-Hayabusa Turbo #37

Por fim, mas não por último, temos que lembrar do protótipo Predador-Audi Turbo da dupla Jair Bana e Duda Bana. Construído pela família Bana sob a tutela de Almir Donato (criador do Aldee Spyder, um dos mais bem-sucedidos protótipos nacionais), o Predador vem recebendo melhorias continuamente desde sua criação, sempre se mostrando competitivo frente a modelos mais modernos e potentes. A temporada 2018 não foi de todo ruim, com um terceiro lugar na categoria P1 em Interlagos como ponto alto. No final do ano o modelo da Bana Racing apareceu nas 500 Milhas de Londrina com nova pintura, obtendo a pole-position com um dos melhores tempos de volta da história do autódromo paranaense, e vem com a promessa de melhorias para se manter competitivo frente aos novos concorrentes.

Jair Bana / Duda Bana – Predador-Audi 2.0 Turbo #35

Outra novidade programada para estrear nas 4 Horas do Velo Città é o Pegaso R, protótipo que está sendo desenvolvido pelos alunos do Curso de Engenharia Mecânica da UNIP-Ribeirão Preto, capitaneado pelo piloto e promotor de automobilismo Andrey Valerio através de sua equipe AV Motorsports. O projeto nasceu após Valerio acompanhar uma das etapas do Endurance Brasil em 2018, e está sendo viabilizado através parcerias com a UNIP e diversos fornecedores de componentes, tais como Pro Tune (sistema de injeção e controle motor), Volcano (rodas). O carro de estrutura tubular prevê um motor V6 de 450 cv, cujo fornecedor ainda não foi revelado, aliado uma transmissão Hewland sequencial de 6 marchas. O único piloto já divulgado é o próprio Andrey Valerio, que vêm se preparando com treinos em simuladores antes do shake down do modelo.

Andrey Valerio – AV Motorsports Pegaso R #07

Mudando agora para a categoria GT3, a Via Italia Racing, equipe de Chico Longo, campeão da GT3 e geral em 2018, vai mudar de carro nessa temporada. A Lamborghini Huracàn GT3 com a qual Longo e Daniel Serra correram vai dar lugar a outro bólido italiano, uma Ferrari 488 GT3, modelo já consagrado pelo mundo como um dos melhores GT3 da atualidade, inclusive com uma vitória nas 12 Horas de Bathrust em 2017. O carro da Via Italia, em particular, já estreou com o pé direito na temporada 2019, com a pole position da categoria GTD nas 24 Horas de Daytona, uma das provas mais tradicionais do endurance mundial. A macchina italiana é outra que chega com pinta de favorita, não só pelas vitórias na categoria GT3, mas também por vitórias na classificação geral.

Chico Longo / Daniel Serra – Ferrari 488 GT3 #19

Para tentar desbancar os atuais campeões, a Scuderia 111 volta com o mesmo line-up que fechou o ano passado, duas Mercedes AMG GT3, a #09 com Xandy e Xandinho Negrão (bicampeões do Campeonato Brasileiro de Endurance em 2004 e 2005) e a #08 com Guilherme Figuerôa e Julio Campos. Se 2018 viu um começo lento das Mercedes, principalmente antes da chegada dos pneus com composto específico para o modelo, 2019 promete boas brigas dos bólidos alemães pelas vitórias e pole-positions, já que o modelo coleciona vitórias em provas e campeonatos importantes pelo mundo, tais como as 24 Horas de Nurburgring (2016), 12 Horas de Sebring (2017) e na categoria GT300 do campeonato japônes Super GT (2017 e 2018).

Xandy Negrão / Xandinho Negrão – Mercedes-Benz AMG GT3 #09

Guilherme Figueiroa / Julio Campos – Mercedes-Benz AMG GT3 #08

Outro que vêm correndo atrás do prejuízo é o Porsche 911 GT3 R  “de fábrica” da Stuttgart, guiado por Ricardo Maurício e Miguel Paludo. Campeões de 2017, a dupla volta com esperança de um ano melhor, após um 2018 sem nenhuma vitória na geral nem na categoria. Se a dupla é vencedora, o 911 GT3 geração 991 também é um modelo vencedor, sendo o carro dos atuais vencedores das tradicionais provas 24 Horas de Nurburgring e 12 Horas de Bathrust.

Ricardo Maurício / Miguel Paludo – Porsche 911 GT3 R #55

Além deles, teremos o Aston Martin V12 Vantage de Sérgio Ribas e Guilherme Ribas, que mostrou muita velocidade no final da temporada 2018, a Ferrari 458 GT3 (a 458 é considerada o carro mais vitorioso desde de a implementação da GT3 pela SRO) de Ricardo Mendes e Claudio Ricci, e a Lamborghini Gallardo LP560 da Mottin Racing, competindo pelas mãos de Beto Giacomello e Fernando Poeta, vice-campeões da categoria P1 de 2018 e campeões de 2017 com o protótipo MCR Grand Am-Lamborghini V10 (que infelizmente deve ficar de fora da competição na temporada que se inicia).

Ricardo Mendes / Claudio Ricci – Ferrari 458 GT3 #155

Sérgio Ribas / Guilherme Ribas – Aston Martin V12 Vantage GT3 #63

Beto Giacomello / Fernando Poeta – Lamborghini Gallardo LP560 GT3 #18

Ao longo da temporada, iremos trazer a cobertura de todas as provas e novidades dessa que é a categoria mais veloz do automobilismo brasileiro.

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Os carros mais rápidos da história em Goodwood

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Para os aficionados por todas as formas de automobilismo, talvez a grande “Meca” seja o Goodwood Festival of Speed. Realizado desde 1993, o evento reúne estrelas de todas as modalidades de automobilismo, tanto as que estão na ativa quanto os grandes heróis do passado. Em 2016, por exemplo, estiveram presentes pilotos como: René Arnoux, Jenson Button, Emerson Fittipaldi, Jochen Mass, Stirling Moss, Riccardo Patrese, John Surtees, Mark Webber, Derek Bell. Mais do que isso, quem vai ao evento tem a oportunidade de ver máquinas de todas as eras e vertentes do automobilismo, como carros de Grupo C, F1, WRC, LMP, Indy, NASCAR, Pikes Peak, Grupo B, além de máquinas de sonho como Bugatti Chiron, McLaren P1, LaFerrari. Um dos pontos altos do é a competição de hillclimb, disputada em uma pista de 1,16 milhas construída especialmente para o evento. Vamos apresentar aqui os 20 tempos mais rápidos já registrados oficialmente no evento, e no caso de pilotos que participaram em mais de uma edição com o mesmo carro apenas o melhor tempo será contado.

25. Olivier Hancock – LEC CRP1 Cosworth (2015) – 47s26

 Ollie Hancock, LEC CRP1-Cosworth, 2015

Desenvolvido para a temporada de 1977, o CRP1 foi o único carro genuinamente projetado pela LEC Refrigeration, equipe patrocinada pela empresa de sistemas de refrigeração homônima. Desenhado por Mike Pilbeam e pilotado por Mike Earle e David Purley, disputou sem marcar pontos 5 provas do campeonato mundial de 1977, e seu momento mais memorável foi o acidente no GP da Inglaterra, em Silverstone, onde Purley atingiu um muro e sofreu o que foi considerada por anos a maior desaceleração à qual um ser humano sobreviveu, com estimados 179,8 g de desaceleração. Ambos os carros foram restaurados e hoje participam de competições históricas. Em 2015 Olivier Hancock cravou um tempo de 47s26 e a sétima colocação no shootout.

24. James Littlejohn – LEC CRP1 Cosworth (2015) – 47s19

 James Littlejohn, LEC CRP1-Cosworth, 2015

Dirigindo o outro LEC CRP1, o inglês James Littlejohn conseguiu ser 7 centésimos mais rápido que Olivier Hancock e obteve a 6ª colocação no shootout de 2015.

23. Michel Lyons – Hesketh 308E Cosworth (2015) – 47s17

Michael Lyons, Hesketh 308E-Cosworth

Também de 1977, o 308E foi o último carro criado pela Hesketh antes de sua falência em 1978. O modelo sofreu para passar a pré-classificação durante as temporadas de 1977 e 78, se retirando do mundial de F1 sem marcar pontos. Projetado por Frank Dernie e Nigel Stroud. O 308E foi um projeto bem convencional, com monocoque de alumínio, motor Cosworth DFV e uma transmissão Hewland. O carro ficou conhecido por ostentar patrocínio da revista masculina Penthouse, e ainda participou de diversas provas do campeonato britânico de Fórmula 1 onde apresentou resultados medianos. O tempo de Lyons em 2015 o colocou na 5ª colocação do shootout, com apenas 2 centésimos de segundo de vantagem para o LEC CRP1 de James Littlejohn.

22. Roger Wills – Williams FW05 Cosworth (2010) – 47s15

Roger Wills, Williams FW05 Cosworth, 2010

Segundo carro construído pela esquadra de Frank Williams, o FW05 foi desenvolvido para a temporada de 1976 usando como base um Hesketh 308C de 1975 comprado por 450.000 libras esterlinas, que foi redesenhado pelo inglês Harvey Postlethwaite. Equipado com o powertrain padrão da época (motor Cosworth DFV + transmissão Hewland DG400), o carro foi pilotado por diversos pilotos, incluindo Jacky Ickx e Arturo Merzario, porém falhou em marcar pontos na temporada. Em 2010 Roger Wills o pilotou com esmero pelas 1,16 milhas da pista em Goodwood para vencer o shootout.

21. Kenny Brack – McLaren P1 LM (2016) – 47s07

Kenny Brack, McLaren P1 LM, 2016

Criado em 2015 para celebrar os 20 anos da vitória do McLaren F1 em Le Mans, o McLaren P1 GTR nasceu como um carro apenas para as pistas. Alguns proprietários, desejando usar seus bólidos também nas ruas, recorreram a empresa inglesa Lanzante Motorsports para converter os P1 GTR em carros de rua. Vendo esse movimento a McLaren decidiu produzir cinco novos carros chamados P1 LM, seguindo as especificações dos carros convertidos pela Lanzante. Inscrito com esperanças de vencer o shootout, o sueco Kenny Brack levou o P1 LM pela pista de Goodwood em um tempo de 47s07, e apesar de ter ficado em segundo lugar garantiu aquele que seria o recorde da pista para um carro de rua até então.

20. Jeremy Smith – March 2-4-0 Cosworth (2015) – 47s05

Jeremy Smith, March 2-4-0 Cosworth, 2015

Após o relativo sucesso do Tyrrell P34 na temporada de 1976, o projetista Robin Herd da March Engineering começou a flertar com a idéia de carros de 6 rodas. Após analisar o design do P34 e chegar à conclusão que as grandes rodas traseiras ainda deveriam ser responsáveis por cerca de 40% do arrasto aerodinâmico total, ele criou o conceito 2-4-0, que usava quatro rodas menores similares as dianteiras na traseira, de forma a não perder tração. O carro foi construído usando como base um March 761 em 1976 e testado durante 1977, porém a necessidade de maiores investimentos para uma transmissão mais robusta fez com que a March cancelasse o programa. Em 1979, o piloto inglês de hillclimb Roy Lane reviveu o conceito utilizando um March 771, e a transmissão desenvolvida pela March, mas acabou revertendo para as quatro rodas convencionais após enfrentar problemas de falta de confiabilidade. Em 2015, Jeremy Smith dirigiu o March 2-4-0 no shootout e garantiu a quarta posição na classificação.

19. Anthony Reid – Chevron GT3 (2012) – 46s46

Anthony Reid, Chevron GT3, 2012

Em 2010 a Chevron apresentou seu primeiro carro de corridas desde a década de 1960, o GR8. Baseado no esportivo de rua B8 GT, era equipado com um motor Cosworth 2.0 e foi produzido até 2011. Em 2012, o modelo GT3 foi apresentado, baseado no chassi do GR8, porém equipado com um motor 3.5 de 420 HP. Projetado levando em conta o regulamento GT3 da época, o carro tem sido usado em diversas competições como o campeonato britânico de GT. No ano de sua apresentação a Chevron inscreveu o carro em diversos eventos de hillclimb como forma de divulgar o novo modelo. Nas mãos de Anthony Reid, piloto oficial da fábrica, o GT3 cravou um tempo de 46s46 no shootout de 2012 e garantiu uma emocionante vitória, frente a oponentes utilizando carros de Grupo C e Fórmula 1.

18. Jörg Weidinger – BMW E36 Judd V8 (2018) – 46s43

O BMW E36 da foto começou a vida como um pacato 320i 1990, com o qual o piloto alemão Georg Plasa começou a competir em 1999. Inicialmente o carro recebeu um motor S14 de quatro cilindros de um M3 E30, que foi preparado para render cerca de 400 HP. Devido a elevada potência, o motor sempre operava muito acima do próprio limite, exigindo pesada manutenção após cada evento. Em 2003, Plasa resolveu o problema ao adquirir e instalar no BMW um motor Judd KV675 V8, o mesmo que equipava carros da categoria LMP2 da época. Exceto pelo monobloco original, todas as partes possíveis foram ou eliminadas ou reconstruídas em fibra de carbono, resultando em um carro de 895 kg e 560 HP. Com esse modelo, Georg venceu seis vezes o campeonato europeu de Hill Climb. Após a morte do piloto, na Cuppa Bruno Carotti em 2011 ao volante de outro carro, o E36 foi adquirido por Klaus Wohlfarth, fundador da KW Suspensions, e desde então foi reformado para voltar a sua condição original. Em 2018, Jörg Weidinger obteve um tempo de 46s43, ficando com a terceira posição na classificação geral e como o melhor carro com motor de combustão interna do ano.

17. Jeremy Smith – Penske PC22 Chevrolet (2017) – 46s22

O Penske PC22 foi projetado por Nigel Bennett para a temporada 1993 da Fórmula Indy, onde foi pilotado por Emerson Fittipaldi e Paul Tracy. Durante o ano a Penske obteve 8 vitórias, incluindo as 500 Milhas de Indianápolis pelas mãos de Fittipaldi, e também o segundo e terceiro lugares no campeonato de pilotos para Fittipaldi e Tracy, respectivamente. No shootout de 2017, Jeremy Smith perdeu a vitória por apenas 9 centésimos de segundo para o veterano Justin Law.

16. Justin Law – Jaguar XJR12D (2017) – 46s13

O Jaguar XJR-12 foi o modelo da TWR/Jaguar desenvolvido para a temporada de 1990, com vitórias nas 24 Horas de Daytona e Le Mans. Em 1991, o modelo se tornou inelegível para o Campeonato Mundial de Esporte-Protótipos (devido a mudança de regulamento, que forçava o uso de motores 3.5 similares aos dos F1 da época), mas continuou competindo nos Estados Unidos nas provas da IMSA, porém sem obter grandes vitórias. O modelo em questão é um dos últimos construídos, e foi o vencedor do shootout de 2017 conduzido por Justin Law.

15. Jonathan Palmer – Williams FW08B Cosworth (1995) – 46s06

Jonathan Palmer Williams FW08B Cosworth

Última tentativa de criar um carro de seis rodas para a Fórmula 1, o FW08B foi desenvolvido em 1982 usando como base o vitorioso FW07, visando melhorar a tração numa época onde as equipes começavam a migrar para os motores turbo. Segundo algumas fontes o carro teve um desempenho excelente, e o piloto inglês Jonathan Palmer afirmou que era impossível dizer que o carro possuía dois pares de rodas traseiras pelo seu comportamento na pista. Contudo a FIA baniu expressamente os carros de seis rodas a partir de 1983 e o projeto foi abandonado. O próprio Palmer voltaria a pilotar a máquina em 1995 para obter a vitória com um tempo de 46s06, então o recorde da pista.

14. Rod Millen – Toyota Celica “Pikes Peak” (2015) – 45s88

Rod Millen, Toyota Celica "Pikes Peak"

Construído com uma estrutura tubular, carroceria de fibra de carbono e equipado com um motor utilizado nos carros do IMSA GTP da Toyota (versão norte-americana do Grupo C), de 2,1 litros e cerca de 850 HP, o Celica Pikes Peak Special foi pilotado por Rod Millen em Pikes Peak no ano de 1994, quebrando o recorde da pista em cerca de 40 segundos e estabelecendo o recorde para o traçado totalmente sem pavimentação. Esse recorde foi tão absoluto que só foi quebrado 13 anos depois pelo japonês Nobuhiro Tajima, numa época onde o traçado já era parcialmente pavimentado. Após 21 anos de sua vitória histórica, o americano voltou a competir com sua máquina, cravando o terceiro tempo e subindo ao pódio em 2015.

13. Michael Bartels – Maserati MC12 “Goodwood Cent 100” (2014) – 45s82

Michael Bartels, Maserati MC12 "Goodwood Cent 100", 2014

Desenvolvida para o retorno da Maserati às pistas no campeonato de FIA GT1 a partir do chassi da Ferrari Enzo, o MC12 representou também a ressurreição dos especiais de homologação que reinaram em Le Mans na segunda metade da década de 1990. Apesar de sua entrada não ter sido permitida na prova francesa, o carro dominou o campeonato de FIA GT1 garantindo o campeonato de construtores para a Maserati em 2005 e 2007, e apenas equipes utilizando o carro foram campeãs entre 2005 e 2010. Para o centenário da marca em 2014, um chassi reserva foi utilizado para criar o MC12 “Goodwood Cent 100”, que recebeu uma pintura comemorativa das vitórias da marca nas pistas. Como não precisava mais utilizar os restritores especificados pelo regulamento de GT1, o time da Maserati retrabalhou o motor para atingir uma potência de 766 cv. Nas mãos do ex-piloto de fábrica Michael Bartels, o MC12 cravou o segundo lugar, perdendo apenas para o monstruoso Peugeot 208 T16 de Sebastian Loeb.

12. Jean-Phillippe Dayraut – Midjet Mini Pikes Peak (2015) – 45s51

Jean-Phillippe Dayraut, Midjet Mini Pikes Peak, 2015

Outra máquina que competiu em Pikes Peak, o carro do francês só tem a aparência de um Mini. Com estrutura tubular e carroceria de fibra de carbono, o bólido é equipado com um motor central retirado de um GT-R e preparado para render cerca de 900 HP, que aliados ao baixo peso de 950 kg o tornam em um pequeno foguete das pistas. Em 2015 o piloto tentou a sorte no evento inglês, perdendo apenas para o igualmente monstruoso Impreza “Gobstopper II” de Olly Clark.

11. Martin Strelton – Tyrrell P34B Cosworth (2000) – 45s05

Martin Strelton, Tyrrell P34B Cosworth, 2000

Numa época onde praticamente todas as equipes utilizavam o mesmo motor (o Cosworth DFV), o projetista Derek Gardner da Tyrrell viu que a única forma de ganhar velocidade frente aos rivais seria reduzindo o arrasto aerodinâmico. Percebendo que boa parte desse arrasto vinha da interação das rodas dianteiras com o ar, ele criou o conceito do P34, trocando as duas rodas dianteiras convencionais por quatro pequenas rodas de 10”. Único carro de seis rodas a competir na F1, a estréia do P34 foi em 1976 e levaram a Tyrrell a terceira posição no campeonato de construtores, atrás apenas de Ferrari e McLaren. Para 1978, o modelo foi atualizado para sua especificação B, porém o desinteresse da Goodyear em desenvolver os pequenos pneus dianteiros resultou numa queda de desempenho do modelo, e desde a virada do milênio o carro tem tido grande sucesso nas provas de F1 históricos após a fabricante Avon desenvolver pneus dianteiros adequados para o modelo. Um dos que pilotaram o P34 nessa época foi o inglês Martin Strelton, que em 2000 guiou seu P34B para a vitória no shootout.

10. Jonathan Palmer – Williams FW07B Cosworth (1996) – 45s00

Jonathan Palmer, Williams FW07B Cosworth, 1996

Primeiro carro da Williams a explorar o chamado efeito-solo, o FW07 foi projetado por Patrick Head utilizando os mesmos princípios introduzidos por Colin Chapman no Lotus 78. Terminando com o vice-campeonato para a Williams em 1979, o modelo foi atualizado para a temporada de 1980 recebendo a denominação FW07B. A evolução aerodinâmica foi tão grande nesse período que as asas dianteiras puderam ser completamente eliminadas, e a dupla Alan Jones e Carlos Reutemann garantiram o primeiro título de construtores para a Williams. O carro voltou a ser revisado para se adequar ao regulamento de 1981, com e eliminação das saias móveis e continuou dominante, garantindo mais um título para o construtor inglês. No Festival of Speed de 1996 o inglês Jonathan Palmer guiou o carro para a vitória, estabelecendo um novo recorde para a pista.

9. Olly Clark – Subaru Impreza “Gobstopper II” (2015) – 44s91

Olly Clark, Subaru Impreza Gobstopper 2, 2015

Disputado em diversos países, campeonatos do tipo Time Attack, onde os participantes competem entre si pela melhor volta, tem se tornado cada vez mais comuns. No campeonato britânico a categoria mais veloz é a Pro Class, que permite praticamente qualquer modificação. O inglês Olly Clark preparou uma máquina incrível para essa categoria, começando com uma estrutura tubular e uma carroceria baseada no Impreza Hatch WRC, porém com teto, capô e para-lamas em fibra de carbono. A aerodinâmica foi desenvolvida no túnel de vento do MIRA, com asas dianteiras e traseiras capazes de fazer inveja a um carro de Pikes Peak. O motor foi desenvolvido a partir de um motor EJ20 normal da Subaru, porém com potência na casa dos 900 cv aliado a uma transmissão sequencial Zytek. Desde então o carro vem dominando sua categoria na Inglaterra, e Olly Clark também se sagrou vencedor do shootout de Goodwood nos anos de 2015 e 2016.

8. Gary Ward – Leyton House CG901B Judd (2009) – 44s64

Gary Ward, Leyton House CG901 Judd, 2009

Primeira máquina desenhada por Adrian Newey a aparecer nessa lista, o CG901 foi o carro desenvolvido para utilizar o motor Judd EV 3.5 V8. Após um início de temporada decepcionante, uma variação B foi introduzida no meio da temporada para corrigir falhas de design induzidas por dados errados fornecidos pelo túnel de vento da equipe. A configuração B apresentou desempenho muito melhor, por muitas vezes sendo mais rápida que carros de equipes mais bem financiadas, tendo como o melhor resultado o segundo lugar do italiano Ivan Capelli no GP da França. O bom desempenho garantiu a sétima colocação para o time no Mundial de construtores daquele ano, e uma quantia significativa de dinheiro a mais. Em 2012 o inglês Gary Ward pilotou um desses modelos no shootout, sendo derrotado apenas pelo Jaguar XJR8/9 de Justin Law.

7. Sebastien Loeb – Peugeot 208 T16 Pikes Peak (2015) – 44s60

Sebastien Loeb, Peugeot 208 T16 Pikes Peak, 2014

Após abandonar a disputa pelas 24 Horas de Le Mans, a Peugeot ficou sem um programa de automobilismo a nível mundial. Com um orçamento apertado, o time francês montou um pequeno Frankenstein para disputar o Pikes Peak International Hill Climb em 2013: em uma estrutura tubular foi montada uma carroceria de fibra de carbono lembrando o recém-lançado 208, e itens como suspensão, freios e até a asa traseira foram emprestadas do 908 HDi de Le Mans, enquanto o motor foi tomado de empréstimo do protótipos Pescarolo, uma unidade 3.2 V6 biturbo, que sem as restrições atinge 875 HP. Com um pacote desses e o experiente piloto de ralis Sebastian Loeb ao volante, os franceses venceram no Colorado, estabelecendo um recorde de 8m13s878, que só foi quebrado pelo Volkswagen IDR de Romain Dumas, numa iniciativa muito mais dispendiosa. Ainda em 2013 o carro também foi inscrito para Goodwood, dessa vez pilotado por Gregory Guilvert, que conseguiu apenas o segundo lugar. Em 2014, Loeb novamente se reuniu com o 208 em Goodwood, e muitos esperavam que o recorde oficial da pista pudesse ser quebrado. Apesar de vencer de forma absoluta, o tempo de Loeb ainda ficou 3 segundos acima do recorde, e foi suficiente apenas para o quinto lugar de todos os tempos.

6. Anthony Reid – Williams FW07B Cosworth (2008) – 44s58

Anthony Reid, Williams FW07B Cosworth, 2008

Em 2008 o inglês Anthony Reid conquistou Goodwood abordo do Williams FW07B, mesmo carro que em 1996 havia sido levado a vitória por Jonathan Palmer, e estabeleceu o melhor tempo de um carro de Fórmula 1 clássico na pista.

5. Justin Law – Jaguar XJR8/9 (2009) – 44s40

Justin Law, Jaguar XJR8/9, 2009

Criado como uma evolução dos Jaguar XJR6 que haviam competido em 1986, o XJR8 foi lançado em 1987 para disputar o Campeonato Mundial de Endurance. Equipado com um motor V12 de 7 litros, derivado do utilizado pelo Jaguar XJS, o JR8 foi dominante na temporada de 1987, vencendo 8 das 10 provas e garantindo os títulos de pilotos e construtores para a Jaguar. Contudo, a glória máxima em Le Mans não veio, e para 1988 o modelo foi revisado e se tornou o XJR9, que foi capaz de vencer as 24 Horas de Daytona, as 24 Horas de Le Mans e o campeonato mundial de endurance de 1988. Para 1989 o modelo continuo a competir, porém já estava ultrapassado e foi incapaz de obter vitórias nessa temporada. Além de seu histórico em competições, o modelo serviu de base para o primeiro superesportivo da Jaguar, o XJR-15, lançado em 1990. O britânico Justin Law passou a utilizar o modelo para competir no Goodwood Festival of Speed, com vitórias em 2003, 2008, 2009 e 2012. Em 2009, Law fez a corrida de sua vida para atingir um tempo de 44s40 e a vitória em um dos shootouts mais apertados da história.

4.Peter Dumbreck – Nio EP9 (2018) – 44s32

O NIO EP9 é a primeira criação da NIO, marca de carros elétricos da empresa chinesa NextEV. Resultado de um desenvolvimento de 18 meses empregando o know-how do time de Fórmula E da NIO, o EP9 tem um chassi monocoque em fibra de carbono, feito de acordo com as especificações da categoria LMP1. Além disso, possui um motor elétrico em cada roda, somando um total de 1.360, layout permitiu a implementação de um sistema avançado de torque vectoring, através do controle preciso de cada um dos motores. Se isso já não bastasse, o EP9 possui um sistema de suspensão ativa e também conta com uma asa traseira com três ajustes: estacionado, low drag e high drag, capaz de gerar até 2.447 kg de downforce a 240 km/h. Desde então, o modelo vem colecionando recordes de diversas pistas, incluindo o recorde de Nürburgring para veículos elétricos. Em 2018, ficou na segunda colocação em um shootout apertado, perdendo por menos de meio segundo para o Volkswagen I.D. R Pikes Peak de Romain Dumas.

3. Romain Dumas – Volkswagen I.D. R Pikes Peak (2018) – 43s86

Em 2017 a reputação do grupo Volkswagen foi manchada pelo Dieselgate, escândalo de emissões onde foi revelado que diversos veículos equipados com motores diesel do grupo utilizavam estratégias de calibração capazes de mascarar os resultados nos testes homologativos. Com isso, a empresa alemã resolveu mudar sua abordagem ao desenvolvimento de veículos, apresentando um plano agressivo de hibridização e eletrificação de sua gama de veículos, resultando na linha I.D., de veículos puramente elétricos. Para divulgar essa nova iniciativa, uma das formas escolhidas foi investir em automobilismo, e hoje, a única competição onde carros elétricos são capazes de enfrentar os de motores de combustão interna são provas de hillclimb. O carro ficou pronto em 250 dias, consistindo de um monocoque de fibra de carbono com aerodinâmica desenvolvida em túnel de vento, movido por dois motores elétricos (um em cada eixo), produzindo uma potência total de 680 HP, com modestos 1.100 kg de peso total. Em 2018, o carro pilotado por Romain Dumas quebrou o recorde de Pikes Peak estabelecido por Sebastian Loeb em mais de 16 segundos, e três semanas depois o carro estava na Europa para disputar o evento de Goodwood. A expectativa era que o recorde histórico de Nick Heidfeld pudesse ser quebrado, já que nos treinos o piloto francês havia conseguido um tempo de 43s05. Contudo, no dia do shootout esse tempo não foi repetido, mas mesmo assim Dumas sagrou-se o vencedor do evento de 2018.

2. Graeme Wright Jr – Gould GR51 Cosworth (2003) – 42s90

Baseado no chassis de fibra de carbon de um Ralt F3 totalmente customizado para eventos de hillclimb, o GR51 foi dominantes nas  temporadas  de 2001 e 2002 do campeonato britânico, garantindo o título nos dois anos para o escocês Graeme Wright Jr. Equipado com um motor Opel-Cosworth de DTM cuja cilindrada foi aumentada de 2,5 litros para 2,8 e uma transmissão Arrows de F1, Wright Jr. levou o carro para uma vitória absoluta no shootout de 2003, e garantindo sua posição como segundo mais veloz na pista.

1. Nick Heidfeld – McLaren MP4/13 Mercedes-Benz (1999) – 41s60

Primeiro carro criado por Adrian Newey para a McLaren (e segundo a aparecer nessa lista), O MP4/13 foi o carro a ser derrotado na temporada de 1998 da F1. Em um ano onde mudanças no regulamento introduziram carros mais estreitos e os famigerados pneus com sulcos, o carro garantiu o campeonato de construtores para a McLaren e o de pilotos para o finlandês Mika Häkkinen. Em 1999 o alemão Nick Heidfeld, então piloto de testes da McLaren, posicionou seu carro na linha de largada para aquela que seria uma das suas melhores atuações. Pilotando no limite em todas as curvas ele cruzou a linha de chegada com um tempo de 41s60, com 8 segundos de vantagem para os concorrentes e que retirou uma salva de palmas do público presente. Essa corrida, contudo, foi considerada muito arriscada para uma pista estreita e sem áreas de escape apropriadas, com a própria McLaren admitindo que não deveria ter aprovado a corrida. Por causa disso também foi proibida a cronometragem de carros de Fórmula 1 modernos, e desde então nenhum competidor foi capaz de se aproximar do recorde estabelecido.

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