TMC M1 – o impressionante protótipo de Tarso Marques para a Endurance Brasil

Nos últimos dias surgiu na Internet a imagem do protótipo desenvolvido pela Tarso Marques Concept, empresa do piloto homônimo com que tem passagens por F1, Indy e Stock Car, entre outras categorias. Hoje vamos nos aprofundar sobre o que já se sabe desse projeto ainda envolto em mistérios.

Contexto

Segundo o próprio Tarso Marques, esse protótipo é parte de um projeto maior, que visa desenvolver o primeiro hipercarro brasileiro, e servirá de base para testar e validar conceitos para o carro de rua.

Sketch do hipercarro da TMC. Fonte: Tarso Marques Concept [1].

Quanto ao carro de competição, algumas vistas 3D do projeto foram divulgadas pelo piloto em suas redes sociais que, mesmo mostrando o carro parcialmente, deixam claro que o design é completamente único em relação ao que existe nas pistas brasileiras e mundiais.

Vista dianteira do protótipo. Fonte: Tarso Marques Concept [1].
Vista traseira do protótipo. Fonte: Tarso Marques Concept [1].
Vista lateral do protótipo. Fonte: Tarso Marques Concept [1].

Mas diferente de outros projetos brasileiros que jamais saem do papel, o carro encontra-se em uma fase muito mais avançada do que apenas o modelo 3D, com o primeiro shakedown realizado por volta do início de março no Autódromo Internacional de Curitiba.

🔉🔉Spoilerzinho do “Shakesown” do primeiro dia na pista do protótipo que estamos construindo! 😁 Isto foi algumas semanas atrás, foi um primeiro teste de funcionamento do carro para darmos continuidade no desenvolvimento e construção…..Mas o carinha promete viu!!!#tmc #prototipo #prototype #tarsomarques #design #concept #marques #endurancebrasil #design #performance #turbo

Posted by Tarso Marques on Wednesday, April 22, 2020

E foi desse teste que surgiu a imagem que atualmente circula a Internet, que também deu origem ao apelido de batmóvel para o carro, pela cor preta e até mesmo pelo estilo baixo e largo, que para muitas pessoas lembra muito o veículo do homem morcego.

Dúvidas e especulações

Junto com as notícias veio uma quantidade igual de especulações e dúvidas:

  • O carro é um monoposto de F1 ou Indy carenado? Não. Muito diferente disso, o projeto do TMC M1 aproveita a liberdade técnica do regulamento da Endurance Brasil para colocar o piloto em uma posição típica de um monoposto, com o piloto no centro do carro e ao que tudo indica em posição de pilotagem muito próxima à um Fórmula 1, com o piloto praticamente “deitado”, resultando em um carro mais baixo e de perfil mais esguio. O chassi, apesar de não ser de um F1, é sim um monocoque de fibra de carbono, o primeiro fabricado no Brasil, com projeto próprio da TMC e construído pela RALLC, empresa brasileira especializada em usinagem e fabricação de moldes e componentes em materiais compósitos, e que fornece componentes para, entre outros, a Embraer.
  • Ele irá competir na categoria P2? Na P1? Segundo Tarso Marques, o M1 foi projetado para competir na categoria P2 da Endurance Brasil. Contudo, a organização da categoria classificou o carro na categoria P1, competindo contra AJR, Ginetta G57 e Sigma. Isso se deve ao fato de que a P2, ainda que isso não esteja escrito no regulamento 2019, é destinada à carros de fabricação mais antiga, que não atingiam o mesmo nível de performance dos protótipos mais recentes.
  • O carro está fora do regulamento da Endurance Brasil? Não. Analisando o regulamento da Endurance Brasil, seja na P1 ou na P2, não há menção à praticamente nenhuma limitação, exceto por peso e capacidade do tanque, dependendo do tipo de motor. Alguns especulavam que por ter chassi em fibra de carbono o carro estaria fora do regulamento, porém essa regra só existiu até 2018, e hoje já são permitidos na P1 modelos LMP3 e os Ginetta G57 / G58, que utilizam o mesmo tipo de construção do chassi

O que já se sabe

Passadas as polêmicas, vamos ao que se sabe do protótipo:

Chassi: como já mencionado, é um monocoque em fibra de carbono, de fabricação brasileira, e com projeto aerodinâmico desenvolvido em CFD. Além disso, o carro é equipado com freios de carbono, pneus Pirelli e tem peso de 940 kg.

Um outro ponto interessante do carro é o volante, que também está sendo desenvolvido no Brasil e representa uma evolução em relação aos protótipos atuais, pois agrega painel e todos os controles, similar os volantes dos carros de F1.

Volante TMC M1. Fonte: Tarso Marques Concept [1]

Além do design, as imagens permitem ver alguns sistemas que estarão presentes no carro:

  • DRS: indica que o carro terá um sistema de asa móvel, similar ao já empregado nos AJR e Sigma P1;
  • ABS;
  • TC (controle de tração);
  • SW;
  • MAP, provavelmente mapa do motor;
  • Boost: ajuste da pressão de abertura da waste gate;

O item que mais chama a atenção, entretanto, são os botões F. Flap e R.Flap, de controle giratório e que parecem permitir algum tipo de ajuste aerodinâmico on-board.

Motor: será utilizado um motor V6 turbo. Partindo para a especulaçao, tudo indica de origem Chevrolet. Considerando que a Sprint Race, categoria liderada por Thiago Marques, utiliza motores baseados no V6 da Captiva, não seria surpresa que o TMC M1 utilize um motor similar.

Transmissão: Hewland sequencial de 6 marchas.

Motor TMC M1. Fonte: Tarso Marques Concept [1].

Análise aerodinâmica

Com poucas imagens disponíveis, não é possível promover uma análise detalhada do “batmóvel”. Ainda assim, algumas características chave do carro já podem ser percebidas. Inicialmente, chama a atenção o fato do protótipo não ter portas, utilizando um canopy (1), tal qual um caça. Na dianteira, destaca-se o bico elevado (2) e a ausência dos canards (3) que aparecem em diversas imagens 3D divulgadas. Como o carro fez apenas um shakedown, é possível que esses componentes não tivessem sido instalados, ou ainda estivessem em fase de construção. Ainda na região das rodas dianteiras é possível ver as saídas para ventilação da caixa de roda (4). Destacam-se também os elementos aerodinâmicos que unem o para-lamas ao bico do carro.

Passando a lateral, o TMC M1 têm a onipresente barbatana dorsal (5) e um conjunto de “guelras” (6) para ventilar o ar da região do motor e radiadores. As entradas de ar para os freios traseiros (7), ficam posicionadas à frente das rodas traseiras, solução também comum nos protótipos atuais. A asa traseira (8) parece não ter suportes centrais, sendo suportada lateralmente pelos endplates e centralmente pela barbatana dorsal (a imagem não é clara, porém parece não haver nenhum suporte central, o que explicaria a espessura considerável da barbatana). Ainda sobre a asa traseira, no carro que foi para a pista ela possui uma corda bem longa, com um elemento único.

Aqui vamos a uma das novidades, uma segunda foto do TMC M1 durante o mesmo treino. Nessa imagem é possível ter uma visão melhor da lateral do carro, onde um item comum está faltando: os retrovisores externos. Pode ser que esses componentes serão instalados na versão final, porém nenhuma das projeções 3D apresenta esses componentes, o que indica que o protótipo poderá ter um sistema de câmeras substituindo os retrovisores tradicionais.

Utilizando como referência o Metalmoro JLM AJR, principal concorrente do TMC M1, podemos ter uma melhor noção de outra característica desse carro: o carro é muito baixo, e o piloto vai praticamente deitado, como é um monoposto da F1 ou da Indy.

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Resumo – 4 Horas de Goiânia 2019

A segunda etapa do Império Endurance Brasil 2019 começou no vácuo de uma primeira etapa sensacional, promentendo grandes disputas e com diversas novidades na pista. Para você que perdeu, preparamos um resumo dos principais acontecimentos da prova. Infelizmente, novamente a categoria perde um de seus personagens mais icônicos: o chefe de equipe da MC Tubarão, Carlinhos de Andrade, que nos deixou no dia 6 de abril após sofrer um infarto fulminante. Antes da prova foi organizado um minuto de silêncio em homenagem a uma das figuras que moldou o Endurance brasileiro tal como ele é.

Resultado do treino classificatório para as 4 Horas de Goiânia.

Antes mesmo da prova começar ficava claro que o final de semana seria difícil para os protótipos AJR: a primeira baixa foi o carro #11 de Emílio Padrón, que sofreu uma falha no motor durante os treinos livres e não haviam peças suficientes para que o carro fosse consertado. Para contornar a situação, alguns dos pilotos foram realocados para o carro #175 que havia obtido o 3º posto no treino classificatório, mas que devido a mudança de formação foi movido para o fim do grid de largada.

Outro AJR que sofreu antes mesmo da prova começar foi o #113, que teve um estouro de pneu durante os treinos que destruiu parte da carenagem dianteira. Com o carro #11 fora da disputa, a solução encontrada foi utilizar a dianteira dele no carro #113, resultando em um visual híbrido no mínimo curioso.

Já não bastasse a má sorte com o carro #11, o #175 apresentou problemas já na volta de instalação, quando partia para o grid, e teve que ser rebocado para os boxes.

Na largada, destaque positivo para os AJR #88 que manteve a primeira colocação e para o AJR #113, que conseguiu pular para a segunda posição antes da primeira volta. Não por coincidência, são os dois carros que estrearam o sistema de asa traseira móvel desenvolvido pela JLM Racing, e que permite um ganho de até 12 km/h no final da reta principal do Autódromo de Goiânia.

Veja no detalhe a asa traseira móvel do AJR #113 já aberta na largada, em contraste com a asa convencional do AJR #65.

Tal como em Curitiba, os carros da P2 começaram a sofrer incidentes logo no início da prova: primeiro com a colisão entre os protótipos GeeBee #25 e MC Tubarão IX #32 na volta 8, e em seguida com o abandono do protótipo Scorpion #37 na volta 11, que ficou parado em posição perigosa e forçou a primeira aparição do safety car.

Colisão entre os carros #25 e #32.
Novamente a sina do Scorpion Hayabusa Turbo se repete, com um abandono já na volta 11.

Com a entrada do carro de segurança, os protótipos AJR #05 e #65 foram para os boxes, o carro da MC Tubarão apontando uma falha no sistema de alimentação de combustível, e o carro da NC Racing para efetuar uma troca da correia do alternador, o que eliminou qualquer chance de bons resultados para os dois bólidos.


Menos ed 10 minutos após a relargada, novamente o safety car foi chamado, dessa vez para permitir a retirada da Mercedes CLA 45 AMG de Junior Victorette, que também sucumbiu ao calor da pista goiana. A prova seguiu sem maiores ocorrências até próximo da marca de uma hora, quando a primeira janela de pit stops obrigatórios foi aberta. Nesse momento o motor do GeeBee #25 explodiu deixando uma nuvem de fumaça digna dos velhos tempos da Fórmula 1. Com os carros #32 e #37 já fora da disputa, esse abandono significou que novamente nenhum P2 completou a prova.

Se na P2 as coisas iam mal, na P1 o inferno astral dos AJR parecia só piorar, com o carro #113 colidindo com o Audi A3 TCR da GT4, levando a terceira entrada do safety car. Com isso, restavam na disputa pela vitória na geral apenas os protótipos AJR#88 e Ginetta G57, além dos quatro GT3 que seguiam os ponteiros a uma certa distância.

Com menos de 1h30 de prova, foi a vez do AJR#175 continuar sua maré de azar, agora na forma de um problema de alternador. Não sendo o bastante, menos de 10 minutos depois foi a vez do líder da prova, Tarso Marques, também abandonar após uma quebra de semi-eixo. Tudo apontava para a primeira vitória na geral do Team Ginetta Brasil, com os carros da GT3 representando a única ameaça real ao bólido inglês.

O fato mai curioso da prova ocorreu com a Ferrari #19 logo após a segunda parada obrigatória, quando o piloto Daniel Serra voltou para a pista com a porta do passageiro aberta, situação que poderia forçar uma parada adicional e retirar o carro da Via Italia Racing da disputa pela vitória na geral. Contudo, isso não chegou a acontecer pois Serra conseguiu contornar a situação com uma manobra mais brusca forçando a porta a voltar ao lugar. Depois disso, o bicampeão da Stock Car deu show de pilotagem, virando volta rápida atrás de volta rápida numa tentativa de reduzir o gap para a Ginetta #20.

Faltando cerca de uma hora para o fim da prova, foi a vez do Mercedes AMG GT3 #8, até então um dos favoritos para desbancar a Ginetta G57, entrar em modo de segurança deixando a disputa pela vitória entre a Ferrari #19 e a Ginetta #20. Essa disputa, entretanto, jamais chegou a ocorrer, pois na última parada obrigatória o carro do Team Ginetta ficou parado por cerca de um minuto a mais do que o necessário devido a um problema com a fixação do volante.

Com isso, a vitória ficou praticamente assegurada para Daniel Serra e Chico Longo, com mais de 1 minuto de vantagem sobre a Ginetta G57, que vinha mantendo a posição com folga confortável para o terceiro colocado. A grande disputa do final da prova ficou entre a Mercedes de Xandinho Negrão e o Porsche GT3 d Ricardo Maurício, disputando a terceira posição na geral, com o Porsche perseguindo a Mercedes por diversas voltas sem sucesso na ultrapassagem, até que em um enrosco a menos de 10 minutos do fim da prova o Porsche #55 rodou, selando o resultado no top 4 da prova goiana.

Resultado das 4 Horas de Goiânia.

Resumo – 4 Horas de Curitiba 2019

E começou com o pé direito a temporada 2019 do Endurance Brasil. Com um grid repleto de protótipos e gran turismos de alto nível, a expectativa de que teríamos uma grande prova mais do que se confirmou. Antes de falar sobre a prova, entretanto, é importante ressaltar a bela homenagem dos pilotos e da própria Endurance Brasil ao piloto Luis Carlos “Cali” Crestani, que faleceu em fevereiro após uma difícil batalha contra um câncer. O gaúcho era uma das figuras carimbadas das provas do endurance a bordo do seu Tornado-Hayabusa #3, e que com certeza fará falta a cada etapa que for disputada.

Resultado do treino classificatório das 4 Horas de Curitiba

Durante o warm-up veio o primeiro susto, com um princípio de incêndio no AJR #13 de Pedro Queirolo e David Muffato, devido a um vazamento em uma mangueira de óleo. Por sorte incêndio foi controlado, e o carro pôde ser consertado alinhar normalmente no grid, pois o bólido dourado conseguiu pular muito bem na largado, chegando a primeira posição antes mesmo do fim da reta dos boxes. Quem também largou muito bem foi o AJR #5 da MC Tubarão, que pulou da sexta posição para a segunda, colado no carro da Império Racing. Já o AJR #65 não fez boa largada, caindo da pole para a oitava posição.

Na terceira volta ocorreu a primeira entrada do safety car, após o sul-mato-grossense Peter Feter deixar a pista e ficar preso na área de escape. Com isso, o pelotão foi reaproximado, com a relargada na sexta volta. O carro #65 voltou com tudo após a relargada, inclusive com uma ultrapassagem mais ousada forçando a Ferrari #19 para fora da pista e rendendo a primeira advertência por conduta antidesportiva.

Outro carro que também aproveitou a relargada para subir na classificação foi Ginetta G57, e na volta 19 a situação era a seguinte: em primeiro o AJR #13, seguido pelo Ginetta #20 com o #5 da MC Tubarão em terceiro e o AJR #65 em quarto. Nesse momento uma falha elétrica forçou o carro #5 a fazer uma parada não programada, tirando o bólido gaúcho da disputa. Quem também enfrentou problemas, foram as equipes Via Italia Racing e Team Ginetta Brasil.

No caso da Ferrari #19, um toque mais forte da Mercedes AMG GT3 #9 forçou uma longa parada para reparos, enquanto a Mercedes acabou desclassificada justamente por conta desse toque. Outro carro que foi desclassificado foi o Aldee Spyder #73 de Leandro Totti e José Vilela, por perder a janela de paradas obrigatórias. No caso da Ginetta #20, um toque com outro competidor causou uma quebra de suspensão, que tomou muito tempo para ser reparada.

Na categoria P2, o Predador #35 vinha em primeiro, mantendo um bom ritmo e a décima posição na classificação geral, porém uma falha mecânica fez com que o carro ficasse parado na pista, cedendo a liderança da P2 para o GeeBee #25. No final, o protótipo GeeBee também acabou abandonando devido à quebra de uma homocinética e com o abandono do MC Tubarão IX #32, nenhum carro da P2 completou a prova.

Voltando a ponta da prova, o AJR da Império Racing manteve-se na liderança até a segunda janela de pit-stops obrigatórios, quando um atraso na troca de pilotos permitiu que o carro #88 de Tarso Marques ganhasse a primeira posição na classificação geral. Ao mesmo tempo, na GT3 a dupla Xandy Negrão e Xandinho Negrão se firmava na liderança, ocupando a segunda posição na classificação geral, seguidos pelo Porsche #55 da Stuttgart, com o AJR #113 ficando para trás devido a um pneu furado, situação que se manteria até a última janela de pit stops, quando a Mercedes #09 conseguiu assumir a liderança na geral com cerca de 50 segundos de vantagem sobre o AJR #88. Nesse último stint, Vicente Orige veio inspirado, tirando entre 2 e 3 segundos por volta da Mercedes, até obter a ultrapassagem na volta 135. Depois disso a vitória parecia garantida, porém na volta 150 o carro #88 começou a virar acima de 1:22 economizando combustível, perdendo quase 5 segundos por volta em relação à Mercedes. Nessa hora era visível a preocupação da equipe JLM Racing nos boxes, principalmente quando Vicente Orige cruzou aquela que seria a última volta com menos de 3 segundos de vantagem. À menos de meia volta o carro alemão cresceu no retrovisor do protótipo brasileiro, e o vencedor foi definido por uma diferença de apenas 0,379 segundos, uma chegada bem apertada para uma prova de 4 horas de duração. Em terceiro chegou o AJR #13 e em quarto o Porsche #55, com o AJR #65 completando o pódium da classificação geral. Na categoria P3 a vitória ficou com o MRX-Volkswagen 8V de Gustavo e Rafael Simon, com o MRX-Volkswagen #34 da dupla Marcondes / Haag subindo ao lugar mais alto do pódio na P4. Entre os gran turismo, a vitória da GT3 Light ficou com o Aston Martin de Sérgio e Guilherme Ribas, com Alexandre Auler e Leandro Romera vencendo a classe GT4 e Arthur Caleffi / Ian Jenpsen Ely com a vitória na GT4 Light.

No final, minha opinião é que a prova mostrou um nível de amadurecimento da categoria, com pilotos e carros de linha disputando a prova. Além disso, nessa primeira etapa ficou evidente que um regulamento livre, porém bem desenhado, pode garantir equilíbrio e boas disputas entre bólidos tão diversos quanto os GT3 e P1. O único ponto negativo a ressaltar foram os problemas na transmissão ao vivo, principalmente nos primeiros 30 minutos de prova, mas que prontamente foram resolvidos pela empresa geradora de sinal. Esse é um problema que não tira o brilho da prova ou da categoria, mas que merece um maior cuidado nos próximos eventos. Agora resta aguarda a próxima etapa, que será realizada dia 25 de maio e irá marcar a estreia do Endurance Brasil em Goiás, que promete contar com a participação de novos bólidos que irão esquentar ainda mais a disputa.

Resultado final das 4 Horas de Curitiba 2019