1000 Milhas do Brasil 2020

A temporada que se inicia promete muito para o Endurance brasileiro. Enquanto aguardamos a divulgação do calendário 2020 da Endurance Brasil, a pré-temporada promete muito com o retorno da prova mais tradicional do automobilismo nacional, as Mil Milhas Brasileiras. Realizada pela primeira vez em 1956, a prova foi inspirada pela Mille Miglia italiana, por iniciativa de Wilson Fittipaldi (pai de dos pilotos Emerson e Wilson Fittipaldi) e de Eloy Gogliano, presidente do Centauro Motor Clube. Durante sua história a prova foi realizada sempre no Autódromo de Interlagos, à exceção de duas edições: a de 1997, realizada no Autódromo de Brasília, e a de 1999, realizada no Autódromo de Curitiba, e a última edição foi realizada 12 anos atrás, com vitória de Max Wilson, Raul Boesel e Marcel Visconde.

Polêmica com o Centauro Motor Clube

Faltando cinco dias para a realização das Mil Milhas Brasil 2020, é hora de conhecermos as categorias da prova. O regulamento técnico e desportivo foi todo baseado no regulamento do Império Endurance Brasil de 2019, o que parece uma decisão bem lógica: ao mesmo tempo em que simplifica o trabalho do organizador ao adotar uma fórmula que faz sucesso no momento, permite atrair pilotos e equipes do brasileiro.

Categorias de Esporte-protótipos

Categorias de carros Turismo e Gran Turismo

Programação da Prova

Dia 12 de Fevereiro de 2020 – Quarta feira

08h00 às 18h00 – Acesso das equipes aos Boxes reservados Montagens gerais
14h00 às 17h00 – Secretaria – procedimentos administrativos Inscrições Combustível

Dia 13 de Fevereiro de 2020 – Quinta feira

08h00 às 22h00 – Secretaria / Inscrições / Combustível
08h00 às 12h00 – Vistoria nos boxes – Todas as Categorias
11h00 – Briefing – Pilotos e Equipes
13h00 às 14h00 – Treino Livre – Todas as Categorias
15h00 às 16h00 – Treino Livre – Todas as Categorias
17h00 às 18h00 – Treino Livre – Todas as Categorias
20h00 às 22h00 – Treino Livre NOTURNO – Todas as Categorias

Dia 14 de Fevereiro de 2020 – Sexta feira

08h00 às 22h00 – Secretaria / Inscrições / Combustível
13h00 às 14h00 – Treino Livre – Todas as Categorias
14h30 às 14h55 – Classificação – PN 1 e PN 2
15h00 às 15h25 – Classificação – TN 1 e TN 2 e TN3
15h30 às 15h55 – Classificação – P2, P3 E P4
16h00 às 16h25 – Classificação – GT4
16h30 às 16h55 – Classificação – GT3
17h00 às 17h25 – Classificação – P1
19h00 às 20h00 – Treino Livre NOTURNO – Todas as Categorias
21h00 às 22h00 – Treino Livre NOTURNO – Todas as Categorias

Dias 15 e 16 de Fevereiro de 2020 – Sábado e Domingo

13h00 – Abertura da Secretaria Combustível
14h00 às 18h40 – Evento Suporte – Fórmula Vee
20h00 às 20h30 – Warm Up – Todas as Categorias
20h45 às 21h45 – Torneio Interlagos de Regularidade
21h00 às 22h30 – VISITAÇÃO AOS BOXES
23h30 – Abertura de Boxes
23h45 – Fechamento dos Boxes
23h50 – Execução Hino Nacional Brasileiro (Todas as Equipes perfiladas atrás de seus carros)
23h55 – Placa de 5 minutos
00h00 – LARGADA 1000 MILHAS DO BRASIL 2020
19h00 às 20h00 – Treino Livre NOTURNO – Todas as Categorias
21h00 às 22h00 – Treino Livre NOTURNO – Todas as Categorias
11h00 – Pódio para todas as Categorias

Lista de Inscritos

Categoria GT3 (1 carro)
#19 Ferrari 488 GT3 ou Lamborghini Huracàn GT3 – Chico Longo / ? (Via Itália Racing)
#77 Chevrolet Vectra Stock Car – Esdras Soares / Juarez Soares / Leandro de Almeida (2 Go Racing)

Categoria P2 (1 carro)
#32 MC Tubarão IX-Duratec Turbo – Mauro Kern / Paulo Sousa / Geciel de Andrade

Categoria GT3 Light (1 carro)
#25 Chevrolet Cobalt Stock Car – Ney Faustini / Ney de Sá Faustini / Marcos Phillip (Absoluta Racing)

Categoria P3 (3 carros)
#9 GT Race Cars GeeBee R3-Opel 16V – ? (F/Promo Endurance)
#56 Metalmoro MRX-Honda 20V – Rafael Simon / Gustavo Simon / Rafael Cardoso / Sérgio Cardoso (Motorcar Racing)
#72 Metalmoro MRX-Opel 16V – Carlos Antunes / Yuri Antunes / Lucas Marotta / Mauro Auricchio (Dobilas Racing)
#91 Metalmoro MCR-Volkswagen 8V – Marcelo Servidone / Jorge Machado / Nenê Finotti (LF Servidone Racing)

Categoria GT4
#16 Ginetta G55 GT4 – Esio Vichiesi / Renan Guerra / Stuart Turvey (Stillux Racing Team)
#20 Mercedes-Benz AMG GT4 – Leandro Ferrari / Flávio Abrunhoza / Marcelo Brisac / Renato Braga (Autlog Racing)

Categoria P4 (2 carros)
#17 PW1 Spyder-Volkswagen 8V – ? (HT Guerra)
#73 Aldee Spyder-Volkswagen 8V – José Vilela / Sergio “Pipa” Cardoso / Tinoco Soares (LT Team)
#74 Aldee Spyder-Volkswagen 8V – Sérgio Martinez / Eduardo Almeida / Luiz César Oliveira (LT Team)

Categoria TN3 (1 carro)
#9 Chevrolet Omega Stock Car – Ciro Paciello / Evandro Camargo / Álvaro Vilhena (Big Power)

Treino Classificatório

O treino classificatório das 1000 Milhas foi realizado em bateria única com todos os carros na pista. O grid, apesar de magro (12 carros), tem boa qualidade técnica com diversos carros e pilotos vencedores no Endurance Brasil e em provas importantes como as 12 Horas de Tarumã e as 500 Milhas de Londrina. No final, a pole ficou com um dos favoritos à vitória, o protótipo Tubarão IX de Paulo Sousa, Mauro Kern e Tiel de Andrade, com um tempo de 1m36s460, e que poderia ser melhor caso não houvesse ocorrido um problema na ignição durante os treinos. Outro dos favoritos entre os protótipos, o MRX #56 sequer classificou após uma quebra do diferencial, problema já resolvido. Abaixo você vê o grid completo, com os tempos da tomada de classificação

Onde acompanhar

A largada da prova será transmitida ao vivo pela Fox Sport, à partir das 00h do dia 15/fev, e também haverá cobertura pela Facebook da prova. A cronometragem está a cargo da Cronomap, e o live timing pode ser acompanhado também pelo Race Hero e pelo Race Monitor.

Corrida

A expectativa para as Mil Milhas era que o protótipo Tubarão IX disparace na dianteira, enquanto os Mercedes e Ginetta GT4 seguiriam de longe, esperando que algum problema atrasasse o protótipo gaúcho. E foi isso que aconteceu: com cerca de 1 hora de prova o carro #32 de Geciel de Andrade foi para os boxes com um problema mecânico, deixando a disputa para os modelos GT4. Sofrendo uma quebra de correia dentada, o motor do Tubarão sofreu que não puderam ser reparados, resultando no abandono da prova.

Ainda assim a prova não caiu na monotonia: por cerca de 6 horas os carros #16 e #22 se alternaram na liderança, porém um problema nos freios fez com que o Mercedes perdesse muito tempo no boxes, e o GT inglês abriu uma confortável vantagem de 6 voltas. A equipe Autlog ainda conseguiu descontar 1 volta da desvantagem, porém entrando na hora final da prova ficou claro que apenas um problema mecânico tiraria a vitória da Ginetta. No fim da prova, se confirmaram como campeões das Mil Milhas 2020 o trio composto por Esio Vichiesi, Renan Guerra e Stuart Turvey, seguidos por Leandro Ferrari, Flávio Abrunhoza, Marcelo Brisac e Renato Braga.

Na terceira colocação ficou o MRX #56 de Rafael Simon, Gustavo Simon, Rafael Cardoso e Maninho Cardoso. Em quarto lugar veio o valente Spyder #73 da equipr LT Team, com José Vilela, Pipa Cardoso e Tinoco Soares. Fechou o pódio na geral o Omega Stock Car #9 da equipe Big Power, pilotado por Ciro Paccielo, Evandro Camargo e Álvaro Vilhena (resultado que poderia ser melhor caso a equipe não tivesse preciso trocar o diferencial durante a parte noturna da prova).

Abaixo você confere o resultado final das 1000 Milhas do Brasil 2020:

O retorno das Mil Milhas infelizmente não teve o brilho que a história da prova merece. Não acredito que o problema tenha sido uma falha da organização, pois os principais pontos para uma prova de sucesso foram proporcionados:

  • Regulamento: foi utilizado como base o regulamento do Império Endurance Brasil, categoria da modalidade que têm apresentado grids muito bons já há vários anos, incluindo categorias para modelos de turismo e protótipos que competem em outras categorias como a Turismo Nacional ou Força Livre Paulista;
  • Organização: ao menos aparentemente a prova teve uma organização bem conduzida, contando com bons eventos de suporte como a Fórmula Vee e um torneio de regularidade disputado em conjunto com as Mil Milhas;
  • Cobertura: também foi proporcionada cobertura ampla pela internet, com transmissão ao vivo pelo portal High Speed, Facebook e YouTube, além da transmissão da primeira e última horas de prova pelo canal Fox Sports 2;
  • Tempo: entre a divulgação do regulamento e data da prova e a realização das 1000 Milhas se passaram praticamente 4 meses e meio, tempo razoável para que as equipes pudessem se organizar e buscar patrocínios (ainda que nesse ponto eu concorde que um prazo maior teria feito bem para equipes menores pudessem se programar para uma prova que, seguramente, tem custo bem elevado).

Infelizmente me parece que o que faltou mesmo foi comprometimento de equipes e pilotos com a prova, talvez por que não acreditassem que as Mil Milhas sairiam do papel. Mesmo com as dificuldades e o grid magro, foi importante que a prova retornasse ao calendário do automobilismo brasileiro, e fica a torcida para que a Elione Queiroz e todo o time que trabalhou para as Mil Milhas 2020 não percam o ânimo e de que a prova volte a ser realizada em 2021. Com certeza, com mais tempo para que as equipes menores possam se preparar e após o exemplo de boa organização que a prova desse ano foi, em 2021 as Mil Milhas terão um grid à altura da história da principal prova do automobilismo brasileiro.

Categorias das Mil Milhas Brasil 2020 – Turismo e Gran Turismo

Outra tradição das Mil Milhas é a participação de modelos classificados como Turismo ou Gran Turismo. Com grids ecléticos, compostos por modelos comuns nas ruas brasileiras como Fusca e Gol até esportivos de marcas como Porsche e Ferrari, as Mil Milhas sempre propiciaram que equipes amadoras pudessem disputar lado a lado com equipes que contam com grandes recursos e em algumas vezes até mesmo apoio de montadoras.

Na edição 2020, o regulamento conta com seis categorias, quatro delas com regulamento similar ao do Império Endurance Brasil 2019, mais duas específicas para a prova.

GT3

Na categoria GT3 competem carros com homologação no regulamento FIA GT3, utilizado internacionalmente em provas tradicionais como as 24 Horas de Spa e as 12 Horas de Bathrust. Nela se espera a participação de modelos que disputam o Endurance Brasil como Ferrari 488, Lamborghini Huracàn, Mercedes AMG e Porsche 911.

GT3 Light

Lamborghini Gallardo LP560-4 GT3 de Fernando Poeta. Fonte: Endurance Brasil (1).

A categoria GT3 Light é destinada também a modelos GT3, porém fabricados até 2012. Hoje no país existem diversos modelos que aptos a competir na categoria, como Lamborghini Gallardo LP600+ e LP560, Ferrari 458, Aston Martin Vantage e Ford GT. Além disso, é possível que modelos Stock Car sem utilização de restritor também engrossem o grid dessa categoria, como o Cobalt #25 de Ney Faustini e o Vectra #77 de Esdras Soares.

GT4

Tal como a GT3, a GT4 é destinada a modelos homologados dentro do regulamento FIA GT4. Em 2019, o grid do Endurance Brasil contou com modelos Mercedes AMG e Ginetta G55, disputa que deve se repetir nas Mil Milhas.

GT4 Light

A GT4 Light é a categoria destinada a modelos com performance inferior aos GT4. Nessa categoria se enquadram carros FIA TCR, do antigo Trofeo Linea, Mercedes CLA 45 AMG Racing Series e também modelos da Stock Car com emprego de restritores. Além disso, podem participar modelos GT3 fabricados antes de 2008, modelos Maserati Trofeo e modelos do Brasileiro de Marcas.

TN1

A TN1 é a categoria com menor desempenho, para carros de fabricação nacional ou Mercosul com motores aspirados de até 2.000 cm³. Deverão participar modelos que competem na Turismo Nacional e nos regionais de Marcas, e eventualmente até mesmo algum valente Fusca.

TN2

A TN2 é para carros também de fabricação nacional ou Mercosul, com motores de até 2.000 cm³ e sobrealimentados, como alguns Ford Focus e Volkswagen Gol que competem no gaúcho de Super Turismo.

TN3

Uma novidade de última hora foi a inclusão da categoria TN3, que não constava no regulamento divulgado inicialmente. O regulamento específico não foi divulgado, mas tudo indica que a TN3 é destinada a carros de fabricação nacional ou Mercosul com motores de cilindrada superior a 2.000 cm³.

Veja também

Categorias de protótipos da 1000 Milhas do Brasil 2020

Cobertura da prova

Categorias das Mil Milhas Brasil 2020 – Esporte-Protótipos

Começando pelos carros esporte-protótipos, que estão de certa forma estão presentes desde o início da categoria. Ainda que o termo esporte-protótipo tenha nascido apenas 10 anos após a realização das primeiras Mil Milhas, as carreteras que dominaram os primeiros anos da prova podem ser consideradas uma espécie de “prólogo”, com sua mecânica híbrida e soluções criativas, como a Carretera #18 de Camilo Chistófaro. Em anos posteriores, competiram nas Mil Milhas protótipos icônicos como o Bino Mark II, Fúria, e o Fitti-Porsche, modelos exóticos como o Caçador de Estrelas de Bica Votnamis ou o AM02 de José Lino, passando por modelos nacionais os Aldee RTT e Spyder, Metalmoro MCR e MRX, e até modelos internacionais como o protótipo ZF01 (um Riley & Scott MkIII disfarçado) ou o Peugeot 908 HDi vencedor das Mil Milhas 2007.

Para a edição 2020, os protótipos estarão dividos em 6 categorias:

P1

A categoria P1 é a mais veloz do endurance brasileiro. Nela são permitidos protótipos de fabricação nacional como Metalmoro AJR, DTR01 e Sigma P1, e também os modelos Ginetta G57 P2 e G58, além de protótipos FIA LMP3 como Ligier JSP3 e Norma M30. Para manter os custos sob controle, são proibidas motorizações utilizadas em categorias como LMP1, LMP2, IndyCar, F3000, entre outras. São seguramente os carros mais rápidos do Brasil, e estão entre os favoritos, porém a temporada 2019 da Endurance Brasil nos mostrou que nas etapas mais longas os protótipos podem pecar por falta de confiabilidade.

P2

A categoria P2 é reservada para carros de fabricação mais antiga, que deixaram de ser competitivos após a chegada de carros como os AJR e Ginetta G57. O regulamento dessa categoria reflete o da categoria P1 vigente até 2018. Ainda assim são carros muito velozes e que podem surpreender em uma prova longa. Estão entre os carros elegíveis para a categoria o protótipo Predador da família Bana, o GeeBee R1 de Ney Faustini, o Scorpion-KTT, o Tubarão IX, o Sigma P1 e carros como os Metalmoro MR18 e MCR Grand-Am que atualmente estão parados, entre outros carros. Também na P2 é vetada a utilização de diversos motores para evitar uma escalada de custos.

P3

Fonte: Correio do Povo [2].

A categoria P3 é reservada para os protótipos com motores aspirados de até 2.400 cm³. Nesta categoria se enquadram carros como os Metalmoro MRX e alguns Aldee Spyder, além dos protótipos como motores Hayabusa como Radical SR3, Tornado e Roco 001. São carros mais lentos, mas fortes candidatos a um top 10 na prova.

P4

Categoria de protótipos de menor desempenho das utilizadas pelo Endurance Brasil, a P4 recebe principalmente os protótipos Metalmoro MRX e Aldee Spyder, normalmente equipados com motores AP 2.0 8V.

PN1

Fonte: Carros e Corridas [3].

A categoria PN1 é específica das 1000 Milhas do Brasil, reservada para protótipos nacionais com motor até 2.0. A principal diferença para a P4 é o peso mínimo, bem superior. Entendo que os principais candidatos para essa categoria são os protótipos Aldee RTT e protótipos cearenses como Spirit 1.8, CTM 2000 e Super Turismo.

PN2

A PN2 é outra categoria específica das 1000 Milhas, para protótipos nacionais com motores sobrealimentados até 2.000 cm³. Provavelmente deve receber modelos Aldee Syder e RTT com motorização turbo, que não se enquadrem no regulamento da P2.

Veja também

Categorias de turismo da 1000 Milhas do Brasil 2020

Cobertura da prova

Polêmica envolvendo as Mil Milhas 2020

A realização edição 2020 das Mil Milhas começa com polêmicas envolvidas, já que a organização está a cabo da promotora Elione Queiroz da Angeli & Queiroz Assessoria e Comunicação, e com aval da FASP (Federação Paulista de Automobilismo), sem envolvimento do Centauro Motor Clube, que apesar do evento vir sendo divulgado desde setembro de 2019, divulgou o seguinte comunicado no dia 06 de dezembro de 2019:

“COMUNICADO OFICIAL


São Paulo, 06 de dezembro de 2019

O tradicional CENTAURO MOTOR CLUBE fundado em 1949, idealizador das mais importantes Provas do Automobilismo BRASILEIRO, entre elas as MIL MILHAS DE INTERLAGOS e/ou MIL MILHAS BRASILEIRAS, provas essas realizadas desde o ano de 1956, tomou conhecimento nesta última semana sobre a realização da prova MIL MILHAS em 2020 no Autódromo de Interlagos.

Importante ressaltar, que se trata de uma prova não vinculada ao CENTAURO MOTOR CLUBE, tampouco, faz parte da HISTÓRIA DA TRADICIONAL PROVA REALIZADA PELO CLUBE, posto que, temos por certo, que é uma tentativa de PLAGIO da nossa tradicional prova MIL MILHAS DE INTERLAGOS e/ou MIL MILHAS BRASILEIRAS.

Nesse sentido, temos conhecimento que a entidade que está organizando essa nova edição de prova, se quer tem direitos ou propriedade sobre a marca, tendo em vista que a CENTAURO MOTOR CLUBE detém o registro da marca desde 1966, bem como, é o titular do Decreto nº: 39.705, de 08 de agosto de 2000, incluído no calendário oficial de eventos automobilístico do Estado de São Paulo.

O que nos causa surpresa é que o Autódromo de Interlagos através de sua administração pela Secretaria de Turismo da Cidade de São Paulo, conhecedor dos nossos direitos de propriedade, por interesses financeiros e escusos está sendo conivente com os organizadores, não tomando as devidas providências de proibir a realização da prova com a marca plagiada.

Contudo, importante tornar público que para o ano de 2020, o CENTAURO MOTOR CLUBE firmou parceria com a LIGA DESPORTIVA DE AUTOMOBILISMO, entidade séria que está fazendo um trabalho competente em prol do AUTOMOBILISMO BRASILEIRO para a realização da TRADICIONAL MIL MILHAS realizada desde 1956 pelo CENTAURO MOTOR CLUBE, onde toda mídia especializada no BRASIL comprova este notícia de primeira mão, além de LEIS e DECRETOS devidamente especificados.

Portanto, é com muito orgulho que tornamos público que no ano de 2020 a 37ª Edição das MIL MILHAS será realizada pela LIGA DESPORTIVA DE AUTOMOBILISMO, com total APOIO do CENTAURO MOTOR CLUBE, sendo uma Prova Regional aberta, com largada á meia-noite.

Firmamos o presente.

Diretoria”

Verdade seja dita, o Centauro Motor Clube é parte integral da história das Mil Milhas Brasileiras com envolvimento na fundação da competição, porém também é verdade que a entidade por anos falhou em realizar de novos eventos. Não cabe aqui criticar o Centauro por isso, pois bem sei das dificuldades envolvidas na realização de competições automobilísticas no Brasil.

Ainda assim, não é surpresa que um promotor se interesse em trazer de voltas as Mil Milhas em uma época onde as competições de longa duração voltam a ganhar força no país, e no momento vivemos a possibilidade de que, após um hiato de 12 anos (o maior da história), poderemos ver a realização de duas “Mil Milhas”, uma a promovida pela Angeli & Queiroz Assessoria e Comunicação e com apoio da FASP, e outra promovida pelo Centauro Motor Clube, com apoio da LDA. Com essa prospectiva, teremos novamente um cenário daqueles onde a politicagem (ou falta de bom senso) de uma ou ambas as partes podem gerar mais perdas do que ganhos para o esporte como um todo, quando comparados a um mundo onde houvesse a união para a realização de uma prova única e possivelmente mais forte.

Entretanto, não desejo me delongar nesse assunto, principalmente por não possuir muitas informações sobre o caso, mas deixo aberto o espaço no site para que ambas as partes exponham seus pontos de vista caso assim desejem. Deixo nas referências sobre as polêmicas das Mil Milhas.

Veja também

Cobertura da prova

Referências

https://centauromotorclube.com.br/

http://legislacao.prefeitura.sp.gov.br/leis/decreto-39705-de-8-de-agosto-de-2000

https://www.canaljudicial.com.br/auction/offerDetail.htm?offer_id=643843&auction_id=20916#descricao_detalhada

Endurance Brasil – 4 Horas de Interlagos

O final de semana dos dias 7 e 8 de setembro promete um grande espetáculo para os fãs do esporte a motor, com a realização do Racing Weekend no Autódromo Internacional José Carlos Pace. A expectativa é de que mais de 200 máquinas de diversas categorias do automobilismo nacional. Estão confirmadas provas das seguintes categorias:

  • Endurance Brasil
  • Turismo Nacional
  • Gold Classic
  • Opala 250
  • Old Stock
  • Fórmula 1600
  • Fórmula Vee
  • Fórmula Inter
  • Fórmula Academy SUDAM

Pela Endurance Brasil, a prova estava prevista para ser realizada no Velocittà, porém o local de realização foi modificado para que ao invés de competir, a categoria pudesse agregar público e mídia ao evento realizado nos 4.309 metros do Autódromo Internacional José Carlos Pace. Baseado no histórico das provas de 2017 e 2018, podemos esperar um grid com cerca de 40 carros, já que muitos competidores paulistas de categorias como a Força Livre costumam participar das etapas realizadas em Interlagos.

A pista paulista tem um longo histórico de competições de longa duração, com provas como as tradicionais Mil Milhas Brasileiras e os 500 km de São Paulo, além de provas que fizeram parte do WEC e Le Mans Series. Entre as provas de nível nacional, predominam as vitórias de modelos Gran Turismo, porém os protótipos da categoria P1 pintam como favoritos após três vitórias em quatro provas nessa temporada.

O recorde absoluto da pista é de 1m07s281, estabelecido por Lewis Hamilton no treino classificatório para o GP do Brasil do ano passado. Dentre as categorias brasileiras, o recorde é de Matheus Iorio pela Fórmula 3, com um tempo de 1m28s129, que tem grandes chances de ser quebrado nessa prova.

Após a chuvarada da etapa do Velopark, o clima parece que vai colaborar para o evento, com previsão de temperaturas moderadas e baixa chance de chuva durante todo o final de semana.

Programação do Final de Semana

05 de setembro – Quinta-feira

08h00 às 08h40 – Primeiro Treino Livre Fórmula
08h40 às 10h30 – Primeiro Treino Livre Turismo
10h30 às 11h10 – Segundo Treino Livre Fórmula
11h10 às 11h55 – Terceiro Treino Livre Fórmula
12h00 às 13h40 – Segundo Treino Livre Turismo
13h40 às 14h40 – Primeiro Treino Livre Endurance
14h40 às 16h30 – Terceiro Treino Livre Turismo
16h30 às 17h00 – Quarto Treino Livre Fórmula
17h00 às 18h00 – Segundo Treino Livre Endurance

06 de setembro – Sexta-feira

07h30 às 07h55 – 1º Treino Livre Fórmula Inter + Fórmula Academy SUDAM
08h00 às 08h30 – 1º Treino Livre Gold Classic
09h15 às 10h15 – 1º Treino Livre Endurance Brasil
10h20 às 10h50 – 1º Treino Livre Fórmula Vee + Fórmula 1.600
10h55 às 11h25 – 2º Treino Livre Gold Classic
11h30 às 12h15 – 2º Treino Livre Turismo Nacional
12h20 às 13h05 – 2º Treino Livre Endurance Brasil
13h15 às 13h45 – 2º Treino Livre Fórmula Vee + Fórmula 1.600
13h50 às 14h20 – 3º Treino Livre Gold Classic
14h25 às 15h15 – 3º Treino Livre Turismo Nacional
15h20 às 16h20 – 3º Treino Livre Endurance Brasil
16h30 às 16h55 – 2º Treino Livre Fórmula Inter + Fórmula Academy SUDAM
17h00 às 17h10 – Classificatório Grupo 1 Gold Classic
17h15 às 17h25 – Classificatório Grupo 2 Gold Classic
17h30 às 17h45 – Classificatório Endurance Brasil
17h45 às 18h00 – Classificatório Endurance Brasil
18h00 às 18h15 – Classificatório Endurance Brasil
19h30 às 20h30 – 4º Treino Livre Noturno Endurance Brasil

07 de setembro – Sábado

07h30 às 07h45 – Classificatório G1 Fórmula Inter + Fórmula Academy SUDAM
07h50 às 08h05 – Classificatório Fórmula Vee + Fórmula 1.600
08h10 às 08h20 – Classificatório Classe 1 Turismo Nacional
08h25 às 08h35 – Classificatório Classe 2 Turismo Nacional
08h45 às 08h50 – Abertura dos boxes Prova 1 Gold Classic
08h50 às 09h20 – Prova 1 Gold Classic
09h40 às 09h45 – Abertura dos boxes Prova 1 Fórmula Vee + Fórmula 1.600
09h45 às 10h15 –Prova 1 Fórmula Vee + Fórmula 1.600
10h30 às 10h35 – Abertura dos boxes Classe 1 Turismo Nacional
10h35 às 10h40 – Placa de 5 minutos Classe 1 Turismo Nacional
10h40 às 11h00 – Prova 1 Classe 1 Turismo Nacional
11h05 às 11h10 – Placa de 5 minutos Classe 1 Turismo Nacional
11h10 às 11h30 – Prova 2 Classe 1 Turismo Nacional
11h40 às 11h45 – Abertura dos boxes Classe 2 Turismo Nacional
11h45 às 11h50 – Placa de 5 minutos Classe 2 Turismo Nacional
11h50 às 12h10 – Prova 1 Classe 2 Turismo Nacional
12h15 às 12h20 – Placa de 5 minutos Classe 2 Turismo Nacional
12h20 às 12h40 – Prova 2 Classe 2 Turismo Nacional
12h50 às 13h05 – Classificatório G1 Fórmula Inter + Fórmula Academy
13h10 às 13h50 – Treino Livre Opala 250SUDAM
13h55 às 14h25 – Warm Up Endurance Brasil
14h30 às 14h35 – Abertura dos boxes Gold Classic
14h35 às 15h05 – Prova 2 Gold Classic
15h10 às 15h15 – Abertura dos boxes Prova 2 Fórmula Vee + Fórmula 1.600
15h15 às 15h45 – Prova 2 Fórmula Vee + Fórmula 1.600
15h45 às 16h30 – Promocional Endurance Brasil
16h30 às 16h40 – Abertura dos boxes Endurance Brasil
16h40 às 16h45 – Placa de 5 minutos Endurance Brasil
16h42 às 16h45 – Volta de Apresentação Endurance Brasil
16h45 às 20h45 – 4 Horas de Interlagos
21h00 às 22h00 – Rallye Clássicos e Modernos
22h00 às 00h00 – Track Day Night

08 de setembro – Domingo

07h30 às 08h00 – Treino/Classificatório Clássicos de Competição
08h05 às 08h25 – Classificatório Opala 250
08h30 às 08h35 – Abertura dos boxes Prova 1 Fórmula Inter
08h35 às 09h00 – Prova 1 Fórmula Inter
09h10 às 09h15 – Abertura dos boxes Classe 1 Turismo Nacional
09h15 às 09h20 – Placa de 5 minutos Classe 1 Turismo Nacional
09h20 às 09h40 – Prova 1 Classe 1 Turismo Nacional
09h50 às 09h55 – Placa de 5 minutos Classe 1 Turismo Nacional
09h55 às 10h15 – Prova 2 Classe 1 Turismo Nacional
10h25 às 10h30 – Abertura dos boxes Classe 2 Turismo Nacional
10h30 às 10h35 – Placa de 5 minutos Classe 2 Turismo Nacional
10h35 às 10h55 – Prova 1 Classe 2 Turismo Nacional
11h05 às 11h10 – Placa de 5 minutos Classe 2 Turismo Nacional
11h10 às 11h30 – Prova 2 Classe 2 Turismo Nacional
11h40 às 11h45 – Abertura dos boxes Prova 1 Fórmula Academy SUDAM
11h45 às 12h10 – Prova 1 Fórmula Academy SUDAM
12h20 às 12h25 – Abertura dos boxes Prova 1 Opala 250
12h25 às 12h55 – Prova 1 Opala 250
13h05 às 13h10 – Abertura dos boxes Clássicos de Competição
13h10 às 13h40 – Prova Clássicos de Competição
13h55 às 14h00 – Abertura dos boxes Prova 2 Fórmula Inter
14h00 às 14h25 – Prova 2 Fórmula Inter
14h35 às 14h40 – Abertura dos boxes Prova 2 Fórmula Academy SUDAM
14h40 às 15h05 – Prova 2 Fórmula Academy SUDAM
15h10 às 15h15 – Abertura dos boxes Prova 2 Opala 250
15h15 às 15h45 – Prova 2 Opala 250
16h00 às 18h00 – Time Attack

Para quem desejar comparecer ao evento, as arquibancadas terão entrada livre, enquanto os ingressos para o camarote podem ser encontrados no Sympla, a um preço de R$ 200 por entrada. Aqueles que quiserem acompanhar online podem fazê-lo pelo canal do YouTube da Endurance Brasil, pelo Facebook ou pelo site da categoria.

Papo de paddock

Nas últimas semanas temos muitas novidades sobre novos participantes, provas e mudanças no Endurance Brasil, tanto para a temporada atual quanto para o próximo ano.

Primeiro, foi anunciada uma nova mudança no calendário, com a sexta etapa que era prevista para acontecer em Santa Cruz do Sul sendo transferida para Goiânia.

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⚠️ Te liga nas alterações 🏁

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Dentre os competidores, a principal novidade é a mudança do carro #88, vencedor da primeira etapa e que aparecer em Interlagos com nova pintura e carregando o número 43 de Vicente Orige, que será acompanhado pelos pilotos Raphael Campos e Gustavo Martins.

Já nesta etapa, é prevista a estréia de facto do protótipo Roco 001-Hayabusa, desenvolvido por Robbi Perez e Jose Cordova. O modelo, que chegou a treinar na etapa de Goiânia passou por extensivo programa de treinos e agora promete estar pronto para competir pela categoria P3, conforme informações do Velocidade Curitiba.

Mudança também para Henry Visconde, que vinha competindo na categoria GT4 com o Audi RS3 TCR #63, que porém não era capaz de manter o mesmo ritmo dos Mercedes e Ginettas GT4. Para a quinta etapa, a equipe Eurobike trará de volta a BMW M3 E92 GTR V8 com a qual o piloto competiu na temporada 2017 da Endurance Brasil.

A Bana Racing também promete voltar às pistas, talvez já na etapa de Interlagos, com o sempre veloz Predador-Audi Turbo #35 da categoria P2.

A AVMotorsports recentemente anunciou que a estréia do protótipo Pegaso R, prevista para esta etapa, será postergada para a temporada 2020. Enquanto isso, a equipe adquiriu um protótipo Spyder com motorização Subaru, que deve competir na categoria P4 à partir da etapa de Santa Cruz do Sul, para ganhar experiência com a dinâmica das competições de Endurance.

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No último dia 23 de julho, nosso piloto e chefe de equipe teve a hora e o prazer de apresentar o projeto da construção do Pegaso R aos pais do único carro de Fórmula 1 Brasileiro, o ex piloto Wilson Fittipaldi Jr. e ao projetista Ricardo Divila. Segundo palavras dos dois: "Que carro e que projeto". Nossa programação de finalização do carro era neste mês de agosto e a estreia no dia 07 de setembro. Após muito papo e muita análise e respeitando muito essas duas lendas, decidimos dar continuidade construção do carro, mesmo pq recebemos um feedback positivo e que estamos no caminho certo, porém foi recomendado a nós fazermos as coisas com calma para não cometermos erros. Assim sendo compramos um Spyder para treinar a equipe e aprendermos mais sobre as corridas de Endurance a estreia do Pegaso R ficará 2020. Vamos a todo vapor para refazer o nosso Spyder do zero com as melhores peças e no futuro muito proximo esse carro servirá de escola para novos pilotos no Endurance. "Foi uma honra ter nosso carro analisado pelo Ricardo, tenho uma amizade com Wilson há 25 anos. Porém o Ricardo conheci pessoalmente esse mês e a sinergia foi sensacional além disso me senti lisonjeado quando o Ricardo me pediu para fazer alguns desenhos de suspensao para ele", comenta Andrey Valerio. Iremos postar toda a reconstrução do Spyder, nossa preparação e nossas participação nas corridas do Endurance Brasil em 2019, a previsão para a nossa primeira corrida é partir da etapa de Santa Cruz do Sul / RS no dia na categoria P4. #automobilismo #racing #motorsport #race #interlagos #brasil #automobilismobrasil #corrida #formula1 #stockcar #wec #imsa #elms #imperioendurancebrasil #unip #unipribeiraopreto #engenhariamecanica #patrocinio #sponsorship #sportprototipo #racingcar #racecarengeering #avmotosports #blackbrasil #thegentlemandrive #fia

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Além disso, a equipe paulista anunciou o piloto Charles Camargo como reforço para as 6 Horas de Interlagos, prova que será disputada no dia 22 de dezembro.

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Charles Camargo, novo piloto da AVMotorsports. Ele irá dividir o cockpit de nosso carro nas 6 horas de Interlagos no dia 22 de dezembro na 8a. Etapa do Campeonato Brasileiro de Endurance. "Dividir o carro e ser chefe de equipe do Charles será uma grande honra, ele se mostrou extremamente rápido nos treinos e nas corridas de Fórmula Vee, me impressiona nele o foco e a dedicação", comenta Andrey Valerio, piloto e chefe de equipe da AVMotorsports. O piloto Charles Camargo tem o seu gerenciamento de carreira feito pela empresa LRM. "Fiquei extremamente contente com o vinda do Charles, isso é prova do reconhecimento e confiança da LRM no trabalho que estamos fazendo seja no Endurance, como o meu trabalho em outras categoria. Esse será um primeiro teste para sermos a equipe parceira da LRM nas provas de Endurance", complementa Andrey Valerio. Os trabalhos não param, além da preparação do carro para a estreia na corrida de Santa Cruz do Sul no dia 12/10, as negociações para a terceira vaga no carro para as 6 horas de Interlagos está muito bem avançada. "O piloto que estamos negociando a outra vaga está sendo uma revelação em 2019, fizemos uma carta convite a ele, e se conseguirmos finalizar alguns trâmites burocráticos ele completará o trio do nosso carro, será outra grande alegria porque faremos história e mudaremos alguns conceitos das corridas de Endurance", diz nosso chefe de equipe. #automobilismo #racing #motorsport #race #interlagos #brasil #automobilismobrasil #corrida #formula1 #stockcar #wec #imsa #elms #imperioendurancebrasil #unip #unipribeiraopreto #engenhariamecanica #patrocinio #sponsorship #sportprototipo #racingcar #racecarengeering #avmotosports #blackbrasil #thegentlemandrive #fia

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Outra novidade, agora para a temporada 2020 é a possível volta das Mil Milhas Brasileiras. O assunto ainda está em discussão com a CBA e a FASP, mas planeja-se que a prova ainda no primeiro semestre de 2020, com possibilidade de contar como etapa do Endurance Brasil, conforme apurado pelo Racemotor (link nas referências).

Largada Mil Milhas Brasileiras

Mais uma novidade, que também deve ficar para a próxima temporada é o retorno da Puma Automóveis às ruas e também às pistas. Atualmente os responsáveis pelo renascimento da marca estão trabalhando em duas frentes: uma é o modelo P053 para as ruas, e outra o P052 para as pistas (link para o site da nova Puma nas referências).

Puma P052

O modelo de competição ainda está em fase de testes, pelas mãos do piloto Gabriel Maia, e atualmente conta com um motor EA111 1.6 8V, com cerca de 140 cv, aliado a uma transmissão manual de 5 marchas VW. Segundo a Puma, esse powertrain está sendo utilizado apenas na fase inicial de teste, e será substituído por um de melhor desempenho na versão final do carro. Ainda assim, a estrutura tubular garante um baixo peso e a aerodinâmica a boa estabilidade, como pode ser visto no vídeo abaixo, onde mesmo com pneus radiais o P052 consegue acompanhar o protótipo Spyder no contorno do S do Senna:

Ligier JS P3 LMP3

Novas informações também surgiram sobre a chegada de um ou mais modelos Ligier JS P3 ao Brasil. Emergiu que a Oreca Dealer Brasil (representante da marca francesa no Brasil) também conseguiu os direitos de representação dos modelos Ligier no país, e hoje têm duas unidades do protótipo à disposição. A um custo de aquisição próximo ao de um GT3, com certeza são uma opção muito interessante para competidores buscando entrar na disputa por vitórias no campeonato brasileiro. Na área de referências ao fim da reportagem você pode encontrar o link para a reportagem completao do site Ecoesporte.

Chevy Monte Carlo Late Model

Outra opção de bólido disponível no país e que poderia fazer parte das competições do Endurance Brasil é o protótipo Super V8, um legítimo stock car Chevy Monte Carlo, enquadrado no regulamento super late model americano. Apesar de ser um modelo desenvolvido inicialmente para competições em ovais, não é incomum a presença desse tipo de carro em competições em circuitos mistos, muitas vezes dando trabalho para GTs e protótipos. Com estrutura tubular, peso por volta de 1.250 kg e mais de 600 HP de motores V8 big block. Hoje o regulamento não prevê a entrada este tipo de carro, mas não é difícil imaginar que caso haja alguma equipe interessada, o modelo possa ser incluído em uma das categorias, provavelmente na categoria GT3 Light, que hoje já permite a inscrição de carros da Stock Car. Por enquanto, tal qual o Puma, o Super V8 segue em teste competindo em algumas provas da categoria Força Livre do campeonato paulista de automobilismo (link para o site da Super V8 nas referências).

Por fim, na transmissão da última etapa o piloto Marcel Visconde deixou escapar que o ciclo de vida do Porsche 911 GT3 R da equipe chega ao final nesse ano, e que a Stuttgart já está de olho em um novo modelo para a temporada 2020. Atualmente a Stuttgart/Eurobike é representante de marcas como Porsche, Audi, BMW e McLaren no Brasil. As duas opções com maior probabilidade de chegar na próxima temporada seriam os modelos Porsche 911 GT3 R (991-2) e McLaren 720S GT3, ambos lançados na atual temporada.

Porsche 911 GT3 R Evo
McLaren 720S GT3

Em alternativa, poderia ser trazido ainda o Audi R8 LMS GT3 Evo, que também foi recentemente apresentado no Salão de Paris.

Audi R8 LMS GT3 Evo

Fontes

Mil Milhas podem voltar ao calendário já em 2020. Disponível em:
https://racemotor.com.br/2019/08/21/mil-milhas-pode-voltar-ao-calendario-brasileiro-ja-em-2020/

Puma Automóveis: Disponível em: http://novo.pumaautomoveis.com.br/

O Brasil na era das supermáquinas – Supermáquinas a caminho do Brasil? Disponível em: https://ecoesporte.com.br/o-brasil-na-era-da-super-maquinas-super-maquinas-a-caminho-do-brasil/

Super V8. Disponível em: https://www.superv8.com.br/

A maior de todas as carreteras

logo escuderia lobo

Sobrinho de Chico Landi, Camilo João Christofaro foi um dos maiores pilotos dos anos de ouro do automobilismo nacional. Incentivado pelo tio famoso, começou sua carreira em 1953, disputando várias provas da Mecânica Continental (categoria formada por antigos carros de F1 equipados com motores V8 americanos de mais de 400 cv). Seu primeiro carro foi um Alfa Romeo-Ford também da Mecânica Continetal e que já tinha as características que marcariam todos os carros com os quais competiu: o número 18 (em homenagem a data de aniversário de sua mulher) e o desenho do personagem de gibi Lobinho a pedido do seu filho, que era fã do personagem, e posteriormente passou a guiar um Maserati-Corvette com o qual venceu diversas corridas.

Camilo guiando sua Maserati 250F Corvette em Interlagos. Fonte: Histórias que vivemos [1].

Camilo guiando sua Maserati 250F Corvette em Interlagos. Fonte: Histórias que vivemos [1].

Além da Mecânica Continetal, Christofaro disputou diversas provas de endurance com carros da FNM e Carreteras, até que comprou a carretera de Gimenez Lopes. Em 1963, decidiu que já era tempo de construir sua própria carretera, construída usando como base um Chevrolet 1937, que teve o entre-eixos encurtado, teto rebaixado, para-brisa inclinado. A frente também foi modificada, sendo construída uma nova em alumínio que em muito lembrava os charutinhos da Fórmula 1 que competiram entre as décadas de 1950-60.

Chevrolet 1937 que deu origem à Carretera #18. Fonte: Blogsport F1 [2].

Chevrolet 1937 que deu origem à Carretera #18. Fonte: Blogsport F1 [2].

Não apenas a carroceria foi modificada, mas também a mecânica tornou-se uma das mais refinadas vistas em uma carretera. Freios a disco foram instalados e a suspensão traseira e caixa de câmbio foram retirados de uma Ferrari 250 GTO. O motor, um Chevrolet V8 de 323 cu (aproximadamente 5,3 litros) recebeu um cuidado especial com radiador Harrinson de alumínio, virabrequim, bielas e pistões retrabalhados, anéis de pistão decromo-molibdênio, válvulas de escape e admissão maiores, cabeçote polido, escapamento de maior diâmetro, comando 505C roletado, molas de válvulas especias, varetas de molibdênio e fixador de válvulas de magnésio. Isso era suficiente para uma potência de cerca de 400 cv, que era transmitida através de pneus Pirelli 210VR15 na traseira (na dianteira os pneus eram Pirelli 175×400). Segundo estimativa de Camilo, ele teria gasto cerca de Cr$ 10 milhões para montar esse pacote, não fosse as diversas ajudas que recebeu, como os cardãs fornecidos pela Balli e a oficina de um primo que ficava à disposição para construção do bólido.

A #18 ainda nos estágios iniciais de seu desenvolvimento, com pneus radiais. Fonte: Blogsport F1 [2].

A #18 ainda nos estágios iniciais de seu desenvolvimento, com pneus radiais. Fonte: Blogsport F1 [2].

A estréia foi durante os 1600 km de Interlagos ainda em 1963, em parceria com Antonio Carlos Aguiar, que terminou com um abandono. Durante os anos Christófaro foi ganhando fama devido a seus grandes desempenhos com a veloz Carretera #18, como nas vitórias das 250 Milhas e 500 Milhas de Interlagos em 1965, diversas provas do campeonato Paulista o GP IV Aniversário AVPC em 1966. Seus detratores, entranto, diziam que lhe faltava a vitória em uma prova mais longa, como as Mil Milhas, da qual já havia participado, mas onde nunca havia conseguido bons resultados. Pois bem, em 1966, naquela que foi provavelmente a maior das Mil Milhas, veio a consagração de Camilo em parceria com Eduardo Celidônio. Essa prova marcou o fim de uma era no automobilismo nacional, pois foi a última vitória de uma carreteira na prova mais importante do Brasil. A dupla Christófaro/Celidônio conseguiu o 3° posto no grid de largada, com um tempo de 3min55s6, atrás do Karmann-Guia-Porsche de Wilson Fittipaldi Jr. (3min28s2) e do Alpine 1300 de Luiz Pereira Bueno (3min47s2). Durante a prova, recebeu uma punição de desconto de duas voltas por ter corrido com as luzes apagadas durante a noite, o que os jogou bem para baixo na classificação geral. Contudo, um após o outro, os principais concorrentes que estavam a frente (os dois Karmann-Ghia-Porsche e dois Alpine 1300) sofreram diversos problemas e foram perdendo posições. Faltando poucas voltas para o fim, Celidônio estava virando em ritmo de classificação, e o único carro a frente da #18 era o DKW GT Malzoni de Jan Bader e Emerson Fittipaldi. Contudo este também sofreu com a perda do funcionamento de um cilindro de forma que a vitória ficou com Christófaro e Celidônio. Pouco depois dessa vitória, Camilo foi participar da Prova Rodovia do Café, no Paraná, e acabou capotando em uma depressão cheia de lama, o que destruiu parcialmente a carretera e o deixou com o tornozelo trincado.

Bandeirada das históricas Mil Milhas de 1966. Fonte: Arquivo pessoal.

Bandeirada das históricas Mil Milhas de 1966. Fonte: AdverDriving [3].

Apesar disso ele não desistiu da carretera e a reformou, participando ainda de várias corridas com razoável sucesso. Em 1967 foi 2° nas controversas 12 Horas de Interlagos, venceu as 100 Milhas de Interlagos e ainda participou das 6 Horas de Velocidade em Interlagos e das 250 Millhas de Interlagos, não completando ambas. Durante todo o seu período de vida a #18 recebeu diversos aprimoramentos, os mais notáveis sendo o novo coletor de admissão adaptado para receber quatro carburadores Weber de corpo duplo (que a deixou com cerca de 450 cv) e pneus slick mais largos. Com Interlagos fechado para reformas entre 1967 e 1970, pouco aconteceu no automobilismo paulista, e Camilo participou de poucas provas, a destacar um 4° lugar na Prova Governador Paulo Pimentel na Rodovia do Xisto no Paraná. Em 1970, participou da Copa Brasil de Automobilismo, contra carros bem mais modernos como os Lola T70 e T210 do Wilson e Emerson Fittipaldi respectivamente, Ferrari 512 S, Nissan Z432R e Alfa Romeo P33. Apesar de ter sido campeão em sua classe (Divisão 5 acima de 2000 cc nacional) a colocação de Christófaro na tabela geral foi um distante 14°lugar, com apenas um ponto marcado. Nos 1500 km de Interlagos, novamente veio uma decepção pois, após 3 horas de disputa intensa com o BMW #9 de Ciro Caires, um pneu estourou e fez Eduardo Celidônio bater e abandonar a prova.

A carretera em um de seus últimos estágios, com pneus slick e os carburadores saindo pelo capô. Fonte: GP Total [3].

A carretera em um de seus últimos estágios, com pneus slick e os carburadores saindo pelo capô. Fonte: GP Total [4].

A última vitória viria em 1970, no Festival de Recordes, uma corrida de quilômetro lançado do tipo que havia se tornado comum devido ao fechamento de Interlagos. Essa era a segunda vez que o evento era realizado na Marginal Pinheiros (a primeira foi vencida pelo Opala de Bird Clemente, com média de 232,51 km/h). Os dois principais concorrentes seriam o Galaxie com motor 7 litros de Luiz Pereira Bueno e a vedette do evento, o Lamborghini Miura de Alcides Diniz. O primeiro deles a ir para a pista foi Luiz Pereira Bueno, que conseguiu uma decepcionante média de 198,192 km/h, e o segundo foi Alcides Diniz, que obteve uma média de 224,413 km/h, com Alcides afirmando que poderia ter sido mais rápido caso o trambulador não estivesse falhando nas troca de quarta para quinta marcha. Chegou por fim a vez de Camilo, e na primeira passagem ele já conseguiu a média de 231,213 km/h, suficiente para vencer mas não para quebrar o recorde. Na segunda tentativa, Camilo conseguiu 242,261 km/h, suficiente para uma média de 236,737 km/h, com velocidade máxima de 268 km/h a 6700 rpm na trecho cronometrado. Camilo ainda voltaria a correr com a #18 na primeira etapa da Copa Brasil de 1971, esperando que o seu novo Fúria-Ferrari ficasse pronto, e desde então a Carretera repousa na mesma garagem que serviu de base de operações para o lobo do Canindé.

O Lamborghini de Alcides Diniz na prova que foi a última vitória de Christófaro com a carretera. Fonte: Brazilexporters [4].

O Lamborghini de Alcides Diniz na prova que foi a última vitória de Christófaro com a carretera. Fonte: Brazilexporters [5].

carretera fase 3

interior

Ficha técnica

 

Modelo
Carretera-Corvette #18
Fabricante Camilo Christófaro
MOTOR
Localização
Dianteiro, longitudinal
Tipo
Gasolina, 8 cilindros em V, duas válvulas por cilindro, refrigerado a água.
Cilindrada
 5359 cm3
Diâmetro x Curso
Não disponível.
Taxa de compressão
Não disponível.
Alimentação
Não disponível
Potência
450 HP
Torque
Não disponível.
TRANSMISSÃO
Ferrari manual, tração traseira, cinco marchas
SUSPENSÃO
Dianteira: Não disponível.
Traseira: Do tipo De Dion.
DIREÇÃO
Não disponível.
FREIOS
Disco nas quatro rodas.
RODAS E PNEUS
Não disponível.
CARROCERIA E CHASSI
Sedan, com carroceria em aço, 2 portas.
DIMENSÕES E PESO.
Comprimento
Não disponível.
Largura
Não disponível
Distância entre-eixos
Não disponível
Peso
Não disponível.
Porta-malas
Não existe
DESEMPENHO
Velocidade máxima
268 km/h
Aceleração de 0 a 100 km/h
Não disponível
Consumo de combustível
Não disponível
Preço
Não disponível

 

Histórico em competições:

 

1963
1600 Quilômetros de Interlagos Camilo Christófaro/Antônio Carlos Aguiar 6° Lugar (5° na categoria Força Livre)
1965
1600 Quilômetros de Interlagos Camilo Christófaro/Aguinaldo de Gois Filho 3° Lugar (1° na categoria Força Livre)
Prova Aniversário da APVC Camilo Christófaro 1° Lugar
Festival Interclubes Camilo Christófaro 1° Lugar
1000 Milhas de Interlagos Camilo Christófaro/Antônio Carlos Aguiar 33° Lugar (18° na categoria Força Livre)
250 Milhas de Interlagos Camilo Christófaro/Antônio Carlos Aguiar 1° Lugar
1966*
1ª Etapa do Campeonato Paulista (Interlagos) Camilo Christófaro 1° Lugar
2ª Etapa do Campeonato Paulista (Interlagos) Camilo Christófaro 1° Lugar
3ª Etapa do Campeonato Paulista (Interlagos) Camilo Christófaro 1° Lugar
GP IV Aniversário da APVC Camilo Christófaro 1° Lugar
Premio Aniversário ACESP Camilo Christófaro 2° Lugar
1000 Milhas de Interlagos Camilo Christófaro/Eduardo Celidônio 1° Lugar
GP Rodovia do Café Camilo Christófaro Abandonou
*Campeão paulista categoria Força Livre.
1967
12 Horas de Interlagos Camilo Christófaro/Eduardo Celidônio 2° Lugar (1° na categoria Força Livre)
Prêmio Aniversário do Centauro Camilo Christófaro 2° Lugar (1° na categoria Força Livre)
6 Horas de Velocidade (Interlagos) Camilo Christófaro/Eduardo Celidônio Abandonou
100 Milhas de Interlagos Camilo Christófaro 1° Lugar
1000 Milhas de Interlagos Camilo Christófaro Abandonou
250 Milhas de Velocidade (Interlagos) Camilo Christófaro/Eduardo Celidônio Não largou
1968
Prova Governador Paulo Pimentel (Rodovia do Xisto) Camilo Christófaro
4° Lugar
500 Quilômetros da Guanabara Camilo Christófaro/Abelardo Aguiar Desconhecido
1969
Prova Namorados no Autódromo Camilo Christófaro 9° Lugar
1970
1500 Quilômetros de Interlagos Camilo Christófaro/Eduardo Celidônio Abandonou
Festival Brasileiro de Velocidade Camilo Christófaro 3° Lugar (2° na Divisão 5)
Prêmio Tufic Scaff Camilo Christófaro 2° Lugar
12 Horas de Interlagos Camilo Christófaro/Eduardo Celidônio Abandonou
250 Milhas de Interlagos Camilo Christófaro Desconhecido
500 Quilômetros de Interlagos Camilo Christófaro 13° Lugar (8° na Divisão 5)
2 Horas de Velocidade de Pinhais Camilo Christófaro Desconhecido
GP Mackenzie Camilo Christófaro 3° Lugar
Inauguração do Autódromo de Tarumã Camilo Christófaro 3° Lugar
II Festival de Recordes (Marginal Pinheiros) Camilo Christófaro 1° Lugar (236,737 km/h)
1° Etapa da Copa Brasil Camilo Christófaro  13° Lugar
2° Etapa da Copa Brasil Camilo Christófaro  8° Lugar
3° Etapa da Copa Brasil Camilo Christófaro  Abandonou
4° Etapa da Copa Brasil Camilo Christófaro  Abandonou
* Campeão da Copa Brasil, Divisão 5 acima de 2000cc para carros nacionais, 14° colocação geral.
1971
12 Horas de Interlagos Camilo Christófaro/Eduardo Celidônio Abandonou
Prova dos Campões (Interlagos) Camilo Christófaro Desconhecido
250 Milhas de Interlagos Camilo Christófaro 23° Lugar (10° na Divisão 5)
1° Etapa do Torneio Brasil-Argentina Camilo Christófaro  Abandonou

 

Fontes:

A última vitória de uma carretera no Brasil. Disponível em: http://brazilexporters.com/blog//index.php/2007/09/26/a_ultima_vitoria_de_uma_carretera_no_bra?blog=5. Acessado em: 19/09/2011.

Nos tempos das carreteras – anos dourados. Disponível em: http://hiperfanauto.blogspot.com.br/2010/12/nos-tempos-das-carreteras-anos-dourados.html. Acessado em: 19/09/2011.

Zavataro, Carlos Eduardo. A “vitória moral” da DKW nas Mil Milhas de 1966. Disponível em: http://obvio.ind.br/As%20mil%20milhas%20de%201966%20-%20equipe%20Vemag.htm. Acessado em: 19/09/2011.

Peralta, Paulo Roberto. Camillo Christófaro. Disponível em: http://www.bandeiraquadriculada.com.br/Camillo%20Christofaro.htm. Acessado em: 19/09/2011.

De Paula, Carlos. Copa Brasil 1970 e 1972. Disponível em: http://www.brazilyellowpages.com/copabrasil.html. Acessado em: 19/09/2011.

Dias, Rafael. O preferido da alcatéia. Disponível em: https://areadeescape.wordpress.com/2010/03/21/o-preferido-da-alcateia/. Acessado em: 19/09/2011.

A Carretera 18. Disponível em: http://brazilexporters.com/blog//index.php/2007/10/22/a_carretera_18?blog=5. Acessado em: 19/09/2011.

#18. Disponível em: http://blogsportbrasil.blogspot.com.br/2009/01/18.html. Acessado em: 19/09/2011.

Pandini, Luis Alberto. “Nossa Goodwood!”. Disponível em: http://www.gptotal.com.br/2005/Colunas/Pandini/20070205.asp. Acessado em: 19/09/2011.

Levi, Paulo. Carreteras, agora mais longe de você. Disponível em: http://adverdriving.blogspot.com.br/2011/03/carreteras-agora-mais-longe-de-voce.html. Acessado em: 19/09/2011.

Revista Quatro Rodas, número 77, dezembro de 1966.

Revista Quatro Rodas, número 78, janeiro de 1967.

Revista Quatro Rodas, número 79, fevereiro de 1967.

Revista Quatro Rodas, número 81, abril de 1967.

Revista Quatro Rodas, número 84, julho de 1967.

Revista Quatro Rodas, número 88, novembro de 1967.

Revista Quatro Rodas, número 90, janeiro de 1968.

Revista Quatro Rodas, número 92, março de 1968.

Imagens

[1]: Retirado de: Amaral Jr. Rui. Mecânica Continental. Disponível em: http://ruiamaraljr.blogspot.com.br/2014/01/mecanica-continental.html. Acessado em: 05/07/2016.

[2]: Retirado de: #18. Disponível em: http://blogsportbrasil.blogspot.com.br/2009/01/18.html. Acessado em: 19/09/2011.

[3]: Retirado de: Levi, Paulo. Carreteras, agora mais longe de você. Disponível em: http://adverdriving.blogspot.com.br/2011/03/carreteras-agora-mais-longe-de-voce.html. Acessado em: 19/09/2011.

[4]: Luiz Alberto Pandini via GP Total. Disponível em: http://www.gptotal.com.br/2005/Colunas/Pandini/20070205.asp. Acessado em: 19/09/2011.

[5]: Retirado de: A última vitória de uma carretera no Brasil. Disponível em: http://brazilexporters.com/blog//index.php/2007/09/26/a_ultima_vitoria_de_uma_carretera_no_bra?blog=5. Acessado em: 19/09/2011.

O romeno caçador de sonhos

Nascido na Romênia, Bica Votnamis veio para o Brasil em 1954 aos 11 anos com sua família, em busca de melhores oportunidades, numa época em que seu país natal era ocupado e controloda pela antiga União Soviética. Aos 13 anos começou a ajudar o pai na oficina mecânica e, em 1964 começou a correr com um Renault 1093. Depois, passou a competir com veículos como Renault Gordini, Simca Chambord, diversas carreteras (uma, inclusive, comprada do grande Catarino Andreatta) e até mesmo uma Maserati/Corvette da categoria Mecânica Nacional. Com essas experiências, acabou por abrir sua própria oficina de preparação, no bairro do Bom Retiro em São Paulo, e para as Mil Milhas de Interlagos de 1967, idealizou um projeto que provavelmente ainda não teve igual em criatividade e excentricidade no nosso país. Tudo começou quando Bica viajou para os Estados Unidos e voltou com um motor V8 de Corvette (com 5500 cm3 e expressivos 450 HP a 8000 rpm) e diversos componentes de suspensão, freios, rodas para cubo rápido e diferencial autoblocante.

O motor do Caçador de Estrelas era um V8 small block, dos utilizados nos Chevrolet Corvette Sting Ray. Fonte: Consumer Reports [1].

O motor do Caçador de Estrelas era um V8 small block, dos utilizados nos Chevrolet Corvette Sting Ray. Fonte: Consumer Reports [1].

Inicialmente, o plano era construir um carro de dois lugares, estrutura de treliça tubular semelhante aos monopostos da Mecânica Nacional e motor dianteiro, porém no meio da construção Bica decidiu mudar o layout do carro para ter o motor em posição central. Como a essa altura o chassi estava quase pronto, por mais que se pusesse o motor para trás faltava lugar para o piloto. A solução foi pendurar uma estrutura na frente do eixo dianteiro para acomodar o piloto, e com um rabisco de giz feito na parede da garagem da oficina, surgiu o Star-Fighter (Caçador de Estrelas pela tradução do jornal  inspirado nos caças Star-Fighter (Lockheed XF104).  Não existem portas e o acesso é pelas janelas, que se abriam para cima como no Mercedes 300SL,  com a posição do volante semelhante a da Kombi e que levou Bica a adquirir uma para se acostumar com a posição de pilotagem.

É fácil perceber que a inspiração para o Caçador de Estrelas veio do caça Lockheed XF-104 Star FIghter, principalmente pela posição avançada do piloto. Fonte: Wikipedia [2].

É fácil perceber que a inspiração para o Caçador de Estrelas veio do caça Lockheed XF-104 Star FIghter, principalmente pela posição avançada do piloto. Fonte: Wikipedia [2].

Por falta de acesso a um transeixo apropriado, uma solução no mínimo engenhosa foi criada: o cardã era bem curto (com cerca de 10 cm), abrigando duas juntas universais que permitiam o movimento do eixo traseiro, solução que talvez não resistisse até o fim da prova. A parte dessas características, o carro era bem construído (e possivelmente mais rápido que qualquer carretera da época), utilizando freios a disco nas quatro rodas com suspensão dianteira independente e suspensão traseira com eixo rígido, e provavelmente uma transmissão de 4 marchas Jaguar.

Fotos tiradas durante a construção do Star-Fighter.

Já a carroceria, em alumínio, ficou a cargo do espanhol Pablo Salvador, que havia trabalhado com Bica em projetos anteriores. Para evitar palpites e comentários, a garagem da oficina ficou fechada até a conclusão do projeto 5 meses depois, com a entrada permitida somente a amigos de Votnamis.

1967_11_6-Bica

Reportagem do Jornal da Tarde sobre o Star-Fighter. Fonte: Bandeira Quadriculada [3].

Chegadas as Mil Milhas, Bica chegou a participar dos treinos preliminares mas foi proibido de participar da corrida, pois a direção da prova entendeu que a posição da cabine representaria um risco para o piloto em caso de acidente. Bica tentou ainda comprar um carretera convencional e equipar o motor Corvette, mas quando ela estava sendo descarregada acabou caindo e foi danificada, o que o impediu de participar da prova. Posteriormente o romeno ainda construiu outros carros de competição, como os Caçadores de Estrelas II e III, de concepção mais convencional, mas nenhum deles chamou tanta atenção quanto o Caçador de Estrelas original.

Star-Fighter nos treinos para as Mil Milhas Brasileiras de 1967. Fonte: Blog do Rui Amaral Jr. [4].

Star-Fighter nos treinos para as Mil Milhas Brasileiras de 1967. Fonte: Blog do Rui Amaral Jr. [4].

Ficha técnica

Modelo
Star-Fighter
Fabricante
Bica Votnamis
MOTOR
Localização
Central, longitudinal
Tipo
Gasolina, 8 cilindros em V, duas válvulas por cilindro, refrigerado a água.
Cilindrada
5500 cm3
Diâmetro x Curso
Não disponível
Taxa de compressão
Não disponível
Alimentação
Não disponível
Potência
450HP a 8000rpm
Torque
Não disponível
TRANSMISSÃO
Manual, tração traseira, quatro marchas.
SUSPENSÃO
Dianteira: Independente, com bandejas triangulares e molas helicoidais.
Traseira: Eixo rígido, com molas helicoidais.
DIREÇÃO
Não disponível.
FREIOS
A disco na dianteira e a tambor na traseira.
RODAS E PNEUS
Rodas de magnésio de tala 3,5″ na dianteira e raiadas tala 8″ na traseira.
CARROCERIA E CHASSI
Chassi tubular com estrutura de treliça.
DIMENSÕES E PESO.
Comprimento
3800 mm
Largura Não disponível.
Distância entre-eixos
2000 mm
Peso
Não disponível.

Fontes:

Um veloz carro de sonhos; Reportagem do Jornal da Tarde.

Peralta, Paulo R.; Bica Votnamis; disponível em:http://www.bandeiraquadriculada.com.br/Bica_Votnamis.htm. Acessado em: 09/05/2014.

Silva Zullino, Roberto da; O Caçador de Estrelas na pista por Roberto Zullino; disponível em: http://ruiamaraljr.blogspot.com.br/2010/04/o-cacador-de-estrelas-na-pista-por.html. Acessado em: 09/05/2014.

Dias, Rafael; O caçador de estrelas; disponível em: https://areadeescape.wordpress.com/2010/04/25/o-cacador-de-estrelas/. Acessado em: 09/05/2014.

Brazil Exporters; O Sgt. Pepper das pistas – quase, quer dizer; disponível em: http://brazilexporters.com/blog//index.php/2007/12/20/o_sgt_pepper_das_pistas_quase_quer_dizer?blog=5. Acessado em 09/05/2014.

Imagens

[1]: Retirado de: Consumer Reports. Disponível em: http://www.consumerreports.org/cro/news/2014/06/1966-chevrolet-corvette-sting-ray-road-test/index.htm. Acessado em 19/04/2016.

[2]: Retirado de: Wikipedia. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Lockheed_XF-104. Acessado em 21/04/2016.

[3]: Retirado de Bandeira Quadriculada.Disponível em: http://www.bandeiraquadriculada.com.br/zx_retro/Bica_XF104.htm. Acessado em 09/05/2014.

[4]: Retirado de: Silva Zullino, Roberto da; O Caçador de Estrelas na pista por Roberto Zullino; disponível em: http://ruiamaraljr.blogspot.com.br/2010/04/o-cacador-de-estrelas-na-pista-por.html. Acessado em: 09/05/2014.