Endurance Brasil – 4 Horas de Interlagos

O final de semana dos dias 7 e 8 de setembro promete um grande espetáculo para os fãs do esporte a motor, com a realização do Racing Weekend no Autódromo Internacional José Carlos Pace. A expectativa é de que mais de 200 máquinas de diversas categorias do automobilismo nacional. Estão confirmadas provas das seguintes categorias:

  • Endurance Brasil
  • Turismo Nacional
  • Gold Classic
  • Opala 250
  • Old Stock
  • Fórmula 1600
  • Fórmula Vee
  • Fórmula Inter
  • Fórmula Academy SUDAM

Pela Endurance Brasil, a prova estava prevista para ser realizada no Velocittà, porém o local de realização foi modificado para que ao invés de competir, a categoria pudesse agregar público e mídia ao evento realizado nos 4.309 metros do Autódromo Internacional José Carlos Pace. Baseado no histórico das provas de 2017 e 2018, podemos esperar um grid com cerca de 40 carros, já que muitos competidores paulistas de categorias como a Força Livre costumam participar das etapas realizadas em Interlagos.

A pista paulista tem um longo histórico de competições de longa duração, com provas como as tradicionais Mil Milhas Brasileiras e os 500 km de São Paulo, além de provas que fizeram parte do WEC e Le Mans Series. Entre as provas de nível nacional, predominam as vitórias de modelos Gran Turismo, porém os protótipos da categoria P1 pintam como favoritos após três vitórias em quatro provas nessa temporada.

O recorde absoluto da pista é de 1m07s281, estabelecido por Lewis Hamilton no treino classificatório para o GP do Brasil do ano passado. Dentre as categorias brasileiras, o recorde é de Matheus Iorio pela Fórmula 3, com um tempo de 1m28s129, que tem grandes chances de ser quebrado nessa prova.

Após a chuvarada da etapa do Velopark, o clima parece que vai colaborar para o evento, com previsão de temperaturas moderadas e baixa chance de chuva durante todo o final de semana.

Programação do Final de Semana

05 de setembro – Quinta-feira

08h00 às 08h40 – Primeiro Treino Livre Fórmula
08h40 às 10h30 – Primeiro Treino Livre Turismo
10h30 às 11h10 – Segundo Treino Livre Fórmula
11h10 às 11h55 – Terceiro Treino Livre Fórmula
12h00 às 13h40 – Segundo Treino Livre Turismo
13h40 às 14h40 – Primeiro Treino Livre Endurance
14h40 às 16h30 – Terceiro Treino Livre Turismo
16h30 às 17h00 – Quarto Treino Livre Fórmula
17h00 às 18h00 – Segundo Treino Livre Endurance

06 de setembro – Sexta-feira

07h30 às 07h55 – 1º Treino Livre Fórmula Inter + Fórmula Academy SUDAM
08h00 às 08h30 – 1º Treino Livre Gold Classic
09h15 às 10h15 – 1º Treino Livre Endurance Brasil
10h20 às 10h50 – 1º Treino Livre Fórmula Vee + Fórmula 1.600
10h55 às 11h25 – 2º Treino Livre Gold Classic
11h30 às 12h15 – 2º Treino Livre Turismo Nacional
12h20 às 13h05 – 2º Treino Livre Endurance Brasil
13h15 às 13h45 – 2º Treino Livre Fórmula Vee + Fórmula 1.600
13h50 às 14h20 – 3º Treino Livre Gold Classic
14h25 às 15h15 – 3º Treino Livre Turismo Nacional
15h20 às 16h20 – 3º Treino Livre Endurance Brasil
16h30 às 16h55 – 2º Treino Livre Fórmula Inter + Fórmula Academy SUDAM
17h00 às 17h10 – Classificatório Grupo 1 Gold Classic
17h15 às 17h25 – Classificatório Grupo 2 Gold Classic
17h30 às 17h45 – Classificatório Endurance Brasil
17h45 às 18h00 – Classificatório Endurance Brasil
18h00 às 18h15 – Classificatório Endurance Brasil
19h30 às 20h30 – 4º Treino Livre Noturno Endurance Brasil

07 de setembro – Sábado

07h30 às 07h45 – Classificatório G1 Fórmula Inter + Fórmula Academy SUDAM
07h50 às 08h05 – Classificatório Fórmula Vee + Fórmula 1.600
08h10 às 08h20 – Classificatório Classe 1 Turismo Nacional
08h25 às 08h35 – Classificatório Classe 2 Turismo Nacional
08h45 às 08h50 – Abertura dos boxes Prova 1 Gold Classic
08h50 às 09h20 – Prova 1 Gold Classic
09h40 às 09h45 – Abertura dos boxes Prova 1 Fórmula Vee + Fórmula 1.600
09h45 às 10h15 –Prova 1 Fórmula Vee + Fórmula 1.600
10h30 às 10h35 – Abertura dos boxes Classe 1 Turismo Nacional
10h35 às 10h40 – Placa de 5 minutos Classe 1 Turismo Nacional
10h40 às 11h00 – Prova 1 Classe 1 Turismo Nacional
11h05 às 11h10 – Placa de 5 minutos Classe 1 Turismo Nacional
11h10 às 11h30 – Prova 2 Classe 1 Turismo Nacional
11h40 às 11h45 – Abertura dos boxes Classe 2 Turismo Nacional
11h45 às 11h50 – Placa de 5 minutos Classe 2 Turismo Nacional
11h50 às 12h10 – Prova 1 Classe 2 Turismo Nacional
12h15 às 12h20 – Placa de 5 minutos Classe 2 Turismo Nacional
12h20 às 12h40 – Prova 2 Classe 2 Turismo Nacional
12h50 às 13h05 – Classificatório G1 Fórmula Inter + Fórmula Academy
13h10 às 13h50 – Treino Livre Opala 250SUDAM
13h55 às 14h25 – Warm Up Endurance Brasil
14h30 às 14h35 – Abertura dos boxes Gold Classic
14h35 às 15h05 – Prova 2 Gold Classic
15h10 às 15h15 – Abertura dos boxes Prova 2 Fórmula Vee + Fórmula 1.600
15h15 às 15h45 – Prova 2 Fórmula Vee + Fórmula 1.600
15h45 às 16h30 – Promocional Endurance Brasil
16h30 às 16h40 – Abertura dos boxes Endurance Brasil
16h40 às 16h45 – Placa de 5 minutos Endurance Brasil
16h42 às 16h45 – Volta de Apresentação Endurance Brasil
16h45 às 20h45 – 4 Horas de Interlagos
21h00 às 22h00 – Rallye Clássicos e Modernos
22h00 às 00h00 – Track Day Night

08 de setembro – Domingo

07h30 às 08h00 – Treino/Classificatório Clássicos de Competição
08h05 às 08h25 – Classificatório Opala 250
08h30 às 08h35 – Abertura dos boxes Prova 1 Fórmula Inter
08h35 às 09h00 – Prova 1 Fórmula Inter
09h10 às 09h15 – Abertura dos boxes Classe 1 Turismo Nacional
09h15 às 09h20 – Placa de 5 minutos Classe 1 Turismo Nacional
09h20 às 09h40 – Prova 1 Classe 1 Turismo Nacional
09h50 às 09h55 – Placa de 5 minutos Classe 1 Turismo Nacional
09h55 às 10h15 – Prova 2 Classe 1 Turismo Nacional
10h25 às 10h30 – Abertura dos boxes Classe 2 Turismo Nacional
10h30 às 10h35 – Placa de 5 minutos Classe 2 Turismo Nacional
10h35 às 10h55 – Prova 1 Classe 2 Turismo Nacional
11h05 às 11h10 – Placa de 5 minutos Classe 2 Turismo Nacional
11h10 às 11h30 – Prova 2 Classe 2 Turismo Nacional
11h40 às 11h45 – Abertura dos boxes Prova 1 Fórmula Academy SUDAM
11h45 às 12h10 – Prova 1 Fórmula Academy SUDAM
12h20 às 12h25 – Abertura dos boxes Prova 1 Opala 250
12h25 às 12h55 – Prova 1 Opala 250
13h05 às 13h10 – Abertura dos boxes Clássicos de Competição
13h10 às 13h40 – Prova Clássicos de Competição
13h55 às 14h00 – Abertura dos boxes Prova 2 Fórmula Inter
14h00 às 14h25 – Prova 2 Fórmula Inter
14h35 às 14h40 – Abertura dos boxes Prova 2 Fórmula Academy SUDAM
14h40 às 15h05 – Prova 2 Fórmula Academy SUDAM
15h10 às 15h15 – Abertura dos boxes Prova 2 Opala 250
15h15 às 15h45 – Prova 2 Opala 250
16h00 às 18h00 – Time Attack

Para quem desejar comparecer ao evento, as arquibancadas terão entrada livre, enquanto os ingressos para o camarote podem ser encontrados no Sympla, a um preço de R$ 200 por entrada. Aqueles que quiserem acompanhar online podem fazê-lo pelo canal do YouTube da Endurance Brasil, pelo Facebook ou pelo site da categoria.

Papo de paddock

Nas últimas semanas temos muitas novidades sobre novos participantes, provas e mudanças no Endurance Brasil, tanto para a temporada atual quanto para o próximo ano.

Primeiro, foi anunciada uma nova mudança no calendário, com a sexta etapa que era prevista para acontecer em Santa Cruz do Sul sendo transferida para Goiânia.

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⚠️ Te liga nas alterações 🏁

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Dentre os competidores, a principal novidade é a mudança do carro #88, vencedor da primeira etapa e que aparecer em Interlagos com nova pintura e carregando o número 43 de Vicente Orige, que será acompanhado pelos pilotos Raphael Campos e Gustavo Martins.

Já nesta etapa, é prevista a estréia de facto do protótipo Roco 001-Hayabusa, desenvolvido por Robbi Perez e Jose Cordova. O modelo, que chegou a treinar na etapa de Goiânia passou por extensivo programa de treinos e agora promete estar pronto para competir pela categoria P3, conforme informações do Velocidade Curitiba.

Mudança também para Henry Visconde, que vinha competindo na categoria GT4 com o Audi RS3 TCR #63, que porém não era capaz de manter o mesmo ritmo dos Mercedes e Ginettas GT4. Para a quinta etapa, a equipe Eurobike trará de volta a BMW M3 E92 GTR V8 com a qual o piloto competiu na temporada 2017 da Endurance Brasil.

A Bana Racing também promete voltar às pistas, talvez já na etapa de Interlagos, com o sempre veloz Predador-Audi Turbo #35 da categoria P2.

A AVMotorsports recentemente anunciou que a estréia do protótipo Pegaso R, prevista para esta etapa, será postergada para a temporada 2020. Enquanto isso, a equipe adquiriu um protótipo Spyder com motorização Subaru, que deve competir na categoria P4 à partir da etapa de Santa Cruz do Sul, para ganhar experiência com a dinâmica das competições de Endurance.

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No último dia 23 de julho, nosso piloto e chefe de equipe teve a hora e o prazer de apresentar o projeto da construção do Pegaso R aos pais do único carro de Fórmula 1 Brasileiro, o ex piloto Wilson Fittipaldi Jr. e ao projetista Ricardo Divila. Segundo palavras dos dois: "Que carro e que projeto". Nossa programação de finalização do carro era neste mês de agosto e a estreia no dia 07 de setembro. Após muito papo e muita análise e respeitando muito essas duas lendas, decidimos dar continuidade construção do carro, mesmo pq recebemos um feedback positivo e que estamos no caminho certo, porém foi recomendado a nós fazermos as coisas com calma para não cometermos erros. Assim sendo compramos um Spyder para treinar a equipe e aprendermos mais sobre as corridas de Endurance a estreia do Pegaso R ficará 2020. Vamos a todo vapor para refazer o nosso Spyder do zero com as melhores peças e no futuro muito proximo esse carro servirá de escola para novos pilotos no Endurance. "Foi uma honra ter nosso carro analisado pelo Ricardo, tenho uma amizade com Wilson há 25 anos. Porém o Ricardo conheci pessoalmente esse mês e a sinergia foi sensacional além disso me senti lisonjeado quando o Ricardo me pediu para fazer alguns desenhos de suspensao para ele", comenta Andrey Valerio. Iremos postar toda a reconstrução do Spyder, nossa preparação e nossas participação nas corridas do Endurance Brasil em 2019, a previsão para a nossa primeira corrida é partir da etapa de Santa Cruz do Sul / RS no dia na categoria P4. #automobilismo #racing #motorsport #race #interlagos #brasil #automobilismobrasil #corrida #formula1 #stockcar #wec #imsa #elms #imperioendurancebrasil #unip #unipribeiraopreto #engenhariamecanica #patrocinio #sponsorship #sportprototipo #racingcar #racecarengeering #avmotosports #blackbrasil #thegentlemandrive #fia

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Além disso, a equipe paulista anunciou o piloto Charles Camargo como reforço para as 6 Horas de Interlagos, prova que será disputada no dia 22 de dezembro.

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Charles Camargo, novo piloto da AVMotorsports. Ele irá dividir o cockpit de nosso carro nas 6 horas de Interlagos no dia 22 de dezembro na 8a. Etapa do Campeonato Brasileiro de Endurance. "Dividir o carro e ser chefe de equipe do Charles será uma grande honra, ele se mostrou extremamente rápido nos treinos e nas corridas de Fórmula Vee, me impressiona nele o foco e a dedicação", comenta Andrey Valerio, piloto e chefe de equipe da AVMotorsports. O piloto Charles Camargo tem o seu gerenciamento de carreira feito pela empresa LRM. "Fiquei extremamente contente com o vinda do Charles, isso é prova do reconhecimento e confiança da LRM no trabalho que estamos fazendo seja no Endurance, como o meu trabalho em outras categoria. Esse será um primeiro teste para sermos a equipe parceira da LRM nas provas de Endurance", complementa Andrey Valerio. Os trabalhos não param, além da preparação do carro para a estreia na corrida de Santa Cruz do Sul no dia 12/10, as negociações para a terceira vaga no carro para as 6 horas de Interlagos está muito bem avançada. "O piloto que estamos negociando a outra vaga está sendo uma revelação em 2019, fizemos uma carta convite a ele, e se conseguirmos finalizar alguns trâmites burocráticos ele completará o trio do nosso carro, será outra grande alegria porque faremos história e mudaremos alguns conceitos das corridas de Endurance", diz nosso chefe de equipe. #automobilismo #racing #motorsport #race #interlagos #brasil #automobilismobrasil #corrida #formula1 #stockcar #wec #imsa #elms #imperioendurancebrasil #unip #unipribeiraopreto #engenhariamecanica #patrocinio #sponsorship #sportprototipo #racingcar #racecarengeering #avmotosports #blackbrasil #thegentlemandrive #fia

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Outra novidade, agora para a temporada 2020 é a possível volta das Mil Milhas Brasileiras. O assunto ainda está em discussão com a CBA e a FASP, mas planeja-se que a prova ainda no primeiro semestre de 2020, com possibilidade de contar como etapa do Endurance Brasil, conforme apurado pelo Racemotor (link nas referências).

Largada Mil Milhas Brasileiras

Mais uma novidade, que também deve ficar para a próxima temporada é o retorno da Puma Automóveis às ruas e também às pistas. Atualmente os responsáveis pelo renascimento da marca estão trabalhando em duas frentes: uma é o modelo P053 para as ruas, e outra o P052 para as pistas (link para o site da nova Puma nas referências).

Puma P052

O modelo de competição ainda está em fase de testes, pelas mãos do piloto Gabriel Maia, e atualmente conta com um motor EA111 1.6 8V, com cerca de 140 cv, aliado a uma transmissão manual de 5 marchas VW. Segundo a Puma, esse powertrain está sendo utilizado apenas na fase inicial de teste, e será substituído por um de melhor desempenho na versão final do carro. Ainda assim, a estrutura tubular garante um baixo peso e a aerodinâmica a boa estabilidade, como pode ser visto no vídeo abaixo, onde mesmo com pneus radiais o P052 consegue acompanhar o protótipo Spyder no contorno do S do Senna:

Ligier JS P3 LMP3

Novas informações também surgiram sobre a chegada de um ou mais modelos Ligier JS P3 ao Brasil. Emergiu que a Oreca Dealer Brasil (representante da marca francesa no Brasil) também conseguiu os direitos de representação dos modelos Ligier no país, e hoje têm duas unidades do protótipo à disposição. A um custo de aquisição próximo ao de um GT3, com certeza são uma opção muito interessante para competidores buscando entrar na disputa por vitórias no campeonato brasileiro. Na área de referências ao fim da reportagem você pode encontrar o link para a reportagem completao do site Ecoesporte.

Chevy Monte Carlo Late Model

Outra opção de bólido disponível no país e que poderia fazer parte das competições do Endurance Brasil é o protótipo Super V8, um legítimo stock car Chevy Monte Carlo, enquadrado no regulamento super late model americano. Apesar de ser um modelo desenvolvido inicialmente para competições em ovais, não é incomum a presença desse tipo de carro em competições em circuitos mistos, muitas vezes dando trabalho para GTs e protótipos. Com estrutura tubular, peso por volta de 1.250 kg e mais de 600 HP de motores V8 big block. Hoje o regulamento não prevê a entrada este tipo de carro, mas não é difícil imaginar que caso haja alguma equipe interessada, o modelo possa ser incluído em uma das categorias, provavelmente na categoria GT3 Light, que hoje já permite a inscrição de carros da Stock Car. Por enquanto, tal qual o Puma, o Super V8 segue em teste competindo em algumas provas da categoria Força Livre do campeonato paulista de automobilismo (link para o site da Super V8 nas referências).

Por fim, na transmissão da última etapa o piloto Marcel Visconde deixou escapar que o ciclo de vida do Porsche 911 GT3 R da equipe chega ao final nesse ano, e que a Stuttgart já está de olho em um novo modelo para a temporada 2020. Atualmente a Stuttgart/Eurobike é representante de marcas como Porsche, Audi, BMW e McLaren no Brasil. As duas opções com maior probabilidade de chegar na próxima temporada seriam os modelos Porsche 911 GT3 R (991-2) e McLaren 720S GT3, ambos lançados na atual temporada.

Porsche 911 GT3 R Evo
McLaren 720S GT3

Em alternativa, poderia ser trazido ainda o Audi R8 LMS GT3 Evo, que também foi recentemente apresentado no Salão de Paris.

Audi R8 LMS GT3 Evo

Fontes

Mil Milhas podem voltar ao calendário já em 2020. Disponível em:
https://racemotor.com.br/2019/08/21/mil-milhas-pode-voltar-ao-calendario-brasileiro-ja-em-2020/

Puma Automóveis: Disponível em: http://novo.pumaautomoveis.com.br/

O Brasil na era das supermáquinas – Supermáquinas a caminho do Brasil? Disponível em: https://ecoesporte.com.br/o-brasil-na-era-da-super-maquinas-super-maquinas-a-caminho-do-brasil/

Super V8. Disponível em: https://www.superv8.com.br/

Os carros brasileiros mais bonitos

Nos primórdios da indústria automobilística, os fabricantes colocaram toda a sua energia em tornar confiáveis os então frágeis automóveis. Com isso, o design exterior e interior ficou relegado a segundo plano, até a época da Primeira Guerra Mundial. Após o conflito, com os avanços na área mecânica, começaram a surgir os primeiros esforços para diferenciar o design dos automóveis entre si, e em cada país as influências culturais locais influenciaram fortemente o design, dando origem a belas máquinas como:

Em sentido horário: Cord 810 (1936), Mercedes-Benz 540K (1935), Bugatti Type 57SC Atlantic Coupé (1935) e Alfa Romeo 8C2300 Viotti Coupe (1932), carros que representam o melhor do design de Estados Unidos, Alemanha, França e Itália, respectivamente.

Em sentido horário: Cord 810 (1936), Mercedes-Benz 540K (1935), Bugatti Type 57SC Atlantic Coupé (1935) e Alfa Romeo 8C2300 Viotti Coupe (1932), carros que representam o melhor do design de Estados Unidos, Alemanha, França e Itália, respectivamente.

Nos primeiros anos do automóvel no Brasil, não existia produção local, porém no final dos anos 50 o programa “50 anos em 5” acelerou a implantação das primeiras fábricas de automóveis no Brasil, dando abertura para que o design automotivo brasileiro pudesse florescer. Nessa lista iremos mostrar 10 carros que mostram o melhor do desenho automotivo brasileiro:

1955 – Monarca

Monarca

Primeiro fora-de-série nacional, cerca de 10 unidades do Monarca foram construídas entre 1954 e 1955. Sob a tutela do italiano Oliviero Monarca, os carros foram construídos sobre diversas plataformas por dois jovens que voltaram a estar presentes nessa lista: Toni Bianco e Anísio Campos. O modelo da foto é o único do qual se conhece o paradeiro, montado sobre um chassi Volkswagen e utilizando componentes de um Porsche 356 Speedster batido. O pequeno conversível azul carrega um estilo único, mesclando com sucesso o estilo dos Cadillac americanos na traseira ao estilo dos pequenos roadsters ingleses do pós-guerra.

1964 – Brasinca 4200GT “Uirapuru”

Brasinca 4200GT

No início dos anos 60 a Brasinca, fornecedora de conjuntos estampados para caminhões e ônibus, resolveu projetar um cupê de grande cilindrada sob influência do espanhol Rigoberto Soler Gisbert, então chefe da Engenharia do Produto e que já havia trabalhado na DKW e na Willys. Sob o codinome X-4200, foi dado início ao projeto, que contava com chassi próprio e teve a carroceria fabricada em aço. O carro foi um sucesso durante sua apresentação no Salão do Automóvel de 1964, e um ano depois começou sua produção, apresentando um estilo moderno com uma longa frente (para abrigar o motor Chevrolet 6 cilindros), traseira estilo fastback e ampla área envidraçada. Uma polêmica sobre o carro é a sua incrível semelhança com a celebrada dupla inglesa Jensen FF e Interceptor, apresentados em 1966 (alguns chegam ao ponto de afirmar que os ingleses plagiaram o design do brasileiro). Apenas 76 unidades foram produzidas até 1967, provando que no Brasil poderia sim ser feito um GT que nada devesse aos europeus e americanos.

1967 – Puma GT

Puma_GT

Nos anos 60 o automobilismo no Brasil era coisa séria. Praticamente todos os fabricantes estavam envolvidos nas disputas a cada prova, e após a segunda metade da década ficava claro que os DKW Vemag estavam ficando obsoletos. A chegada das berlinettas Willys Interlagos fez com o time da Vemag trabalhasse no desenvolvimento de um pequeno GT, que fosse capaz de fazer frente aos Willys. Desenhado por Anísio Campos, o pequeno carro recebeu o nome de GT Malzoni, em homenagem ao projetista da Vemag, Genaro “Rino” Malzoni. O modelo fez sucesso nas pistas, e eventualmente uma versão de rua foi disponibilizada. O carro contudo utilizava a mecânica dos DKW, o que se tornou um problema quando a Vemag foi comprada pela Volkswagen no Brasil e suas operações encerradas. Para dar seguimento a produção, um novo carro foi desenhado por Anísio, dessa vez utilizando a mecânica VW a ar. Com linhas inspiradas no recém-lançado Lamborghini Miura, o carro permaneceria em produção pelos próximos 23 anos sem grandes mudanças visuais, e foi exportado para mais de 50 países incluindo Estados Unidos, Canadá e África do Sul.

1972 – Volkswagen SP2

Volkswagen_SP2

Vendo o sucesso comercial do Puma GT e de outros fora-de-série esportivos, a Volkswagen resolveu que era hora dela também aproveitar o filão. Com esse objetivo nasceu o projeto X, que deu origem a dois modelos: o SP1 equipado com motor 1600 e o SP2 equipado com um inédito 1700. Utilizando como base o chassis da Variant II, a bela carroceria conta com uma frente alongada, traseira fastback e perfil bem baixo (apenas 1,158 m de altura) e é considerado um dos Volkswagen mais belos da história. No Brasil, contudo, o carro não foi o sucesso esperado: com carroceria estampada o modelo era mais pesado que o rival da Puma, e apresentava desempenho inferior, e os altos custos de amortização dos moldes de estamparia devido ao baixo volume tornaram o carro muito carro frente a concorrência. Após apenas cerca de 10.000 unidades (das quais cerca de 600 foram exportadas para a Europa), o SP2 deixou de ser produzido em 1975.

1976 – Bianco S

Bianco_S

Outro carro derivado de um projeto para as pistas, o Bianco tem suas origens no Fúria, criado por Toni Bianco para a temporada de 1970 do automobilismo brasileiro. Equipado com diversos motores de diversas origens como Alfa Romeo, Chevrolet, BMW e até mesmo Lamborghini, o modelo obteve sucesso em diversas provas importantes. E foi a partir da carroceria de uma desses carros que Toni Bianco criou o carro que levava seu nome. Adaptando as belas linhas do protótipo sobre a conhecida mecânica Volkswagen, o resultado final foi um belo carro com linhas originais e curvilíneas, e interior bem requintado  com direito até a bancos de couro de série. Concorrendo com o Puma GT e outros fora-de-série, e em 1978 fez sucesso no Salão de Nova Iorque. A fábrica, infelizmente, sofreu com dificuldades financeiras e faliu na virada da década de 1980.

1983 – Santa Matilde SM 4.1 Serie III

Santa_Matilde_SM_Serie_III

Fruto do desejo do empresário Humberto Pimentel em ter um esportivo com bom desempenho e melhor qualidade que o Puma GTB, o Santa Matilde nasceu em 1978 como um hatchback de belas linhas, chassi próprio e equipado com o motor Chevrolet 250S. O modelo apresentava um cuidado com os detalhes inédito nos fora-de-série nacionais, e teve seu ápice na reestilização de 1983, que deixou o conjunto mais harmonioso e muito mais belo. Nesse ano o modelo passou de uma carroceria 2 volumes para se tornar um belo cupê de três volumes. O carro seguiu em produção até 1995, totalizando 490 da versão hatch, 371 do cupê e 76 conversíveis.

1986 – Hofstetter

Hofstetter

Talvez o único modelo brasileiro que mereça o título de supercarro, o Hofstetter foi criado pelo milionário Mário Richard Hofstetter, tendo como inspiração esportivos da década de 70 como Maserati Boomerang e Lamborghini Countach. Construído sobre um chassi próprio do tipo espinha dorsal e com carroceria de fibra-de-vidro, inicialmente o carro foi equipado com um motor AP800 turbinado para render cerca de 140 cv, suficientes para ser o automóvel brasileiro mais veloz da época, capaz de atingir 200 km/h. O design era muito ousado para a época, com formato em cunha e faróis escamoteáveis, grandes portas do tipo asa-de-gaivota (que nos primeiros modelos não possuíam janelas) e os retrovisores fixados aos grandes vidros das portas. Ao longo do tempo o modelo sofreu diversas atualizações, como a adoção de um aerofólio traseiro e do motor AP2000 turbinado em 1988, rendendo 210 cv e capaz de fazer o carro chegar a 236 km/h. A produção durou até 1990, e apenas 18 unidades foram feitas.

1993 – Volkswagen Pointer

Volkswagen_Pointer_GTi

Último modelo criado pela Autolatina (parceria entre Ford e Volkswagen entre 1987 e 1996), o Pointer foi um hatchback de 5 portas derivado da plataforma do Ford Escort. Equipado com motores AP800 e AP2000, o carro é considerado um dos mais belos Volkswagen da década de 1990 com suas linhas limpas e esportivas, principalmente a bela traseira de queda suave, completamente diferente dos Volkswagen e Ford da época. Apesar da beleza, o Pointer não foi muito bem sucedido no mercado nacional. Atrasos na sua entrada em produção e o fim da Autolatina significaram que o modelo foi produzido por menos de três anos, totalizando 57.098 unidades produzidas.

2005 – Lobini H1

Lobini_H1

Nascido do sonho dos empresários José Orlando Lobo e Fábio Birollini (o nome vem da combinação dos sobrenomes dos dois), o Lobini foi o fruto de um investimento de US$ 2 milhões. Com o primeiro protótipo apresentado em 1999, o H1 entrou em produção oficialmente em 2005, com motor 1.8 turbo do Golf GTI montado em posição central. Seguindo o estilo dos esportivos ingleses como o Lotus Elise, o Lobini tem uma carroceria de fibra montada sobre estrutura tubular, resultando em um baixo peso de 1.025 kg, que aliado aos 180 cv faz com que seja o nacional mais veloz atualmente, chegando aos 100 km/h em 6 segundos, com velocidade máxima de 220 km/h.

2016 – Fiat Toro

Fiat_Toro

Lançada recentemente, a Fiat Toro ajudou a inaugurar um novo segmento no Brasil. Percebendo o gap que existia entre as picapes pequenas como a Fiat Strada, e as cada vez maiores picapes médias, Renault e Fiat preparam picapes de porte intermediário derivados de Duster e Renegade, respectivamente. Enquanto a picape da Renault seguiu as linhas gerais do irmão mais velho, carregando até mesmo o nome (Duster Oroch), a Fiat teve uma abordagem mais ousada. Ao criar a Toro os designers da empresa italiana partiram para uma linha mais esportiva e moderna, com inspiração em modelos como Jeep Cherokee e Land Rover Range Rover Evoque. O resultado é até um momento um sucesso comercial, e já foi reconhecido internacionalmente ao receber o Red Dot Design Award.