1000 Milhas do Brasil 2020

A temporada que se inicia promete muito para o Endurance brasileiro. Enquanto aguardamos a divulgação do calendário 2020 da Endurance Brasil, a pré-temporada promete muito com o retorno da prova mais tradicional do automobilismo nacional, as Mil Milhas Brasileiras. Realizada pela primeira vez em 1956, a prova foi inspirada pela Mille Miglia italiana, por iniciativa de Wilson Fittipaldi (pai de dos pilotos Emerson e Wilson Fittipaldi) e de Eloy Gogliano, presidente do Centauro Motor Clube. Durante sua história a prova foi realizada sempre no Autódromo de Interlagos, à exceção de duas edições: a de 1997, realizada no Autódromo de Brasília, e a de 1999, realizada no Autódromo de Curitiba, e a última edição foi realizada 12 anos atrás, com vitória de Max Wilson, Raul Boesel e Marcel Visconde.

Polêmica com o Centauro Motor Clube

Faltando cinco dias para a realização das Mil Milhas Brasil 2020, é hora de conhecermos as categorias da prova. O regulamento técnico e desportivo foi todo baseado no regulamento do Império Endurance Brasil de 2019, o que parece uma decisão bem lógica: ao mesmo tempo em que simplifica o trabalho do organizador ao adotar uma fórmula que faz sucesso no momento, permite atrair pilotos e equipes do brasileiro.

Categorias de Esporte-protótipos

Categorias de carros Turismo e Gran Turismo

Programação da Prova

Dia 12 de Fevereiro de 2020 – Quarta feira

08h00 às 18h00 – Acesso das equipes aos Boxes reservados Montagens gerais
14h00 às 17h00 – Secretaria – procedimentos administrativos Inscrições Combustível

Dia 13 de Fevereiro de 2020 – Quinta feira

08h00 às 22h00 – Secretaria / Inscrições / Combustível
08h00 às 12h00 – Vistoria nos boxes – Todas as Categorias
11h00 – Briefing – Pilotos e Equipes
13h00 às 14h00 – Treino Livre – Todas as Categorias
15h00 às 16h00 – Treino Livre – Todas as Categorias
17h00 às 18h00 – Treino Livre – Todas as Categorias
20h00 às 22h00 – Treino Livre NOTURNO – Todas as Categorias

Dia 14 de Fevereiro de 2020 – Sexta feira

08h00 às 22h00 – Secretaria / Inscrições / Combustível
13h00 às 14h00 – Treino Livre – Todas as Categorias
14h30 às 14h55 – Classificação – PN 1 e PN 2
15h00 às 15h25 – Classificação – TN 1 e TN 2 e TN3
15h30 às 15h55 – Classificação – P2, P3 E P4
16h00 às 16h25 – Classificação – GT4
16h30 às 16h55 – Classificação – GT3
17h00 às 17h25 – Classificação – P1
19h00 às 20h00 – Treino Livre NOTURNO – Todas as Categorias
21h00 às 22h00 – Treino Livre NOTURNO – Todas as Categorias

Dias 15 e 16 de Fevereiro de 2020 – Sábado e Domingo

13h00 – Abertura da Secretaria Combustível
14h00 às 18h40 – Evento Suporte – Fórmula Vee
20h00 às 20h30 – Warm Up – Todas as Categorias
20h45 às 21h45 – Torneio Interlagos de Regularidade
21h00 às 22h30 – VISITAÇÃO AOS BOXES
23h30 – Abertura de Boxes
23h45 – Fechamento dos Boxes
23h50 – Execução Hino Nacional Brasileiro (Todas as Equipes perfiladas atrás de seus carros)
23h55 – Placa de 5 minutos
00h00 – LARGADA 1000 MILHAS DO BRASIL 2020
19h00 às 20h00 – Treino Livre NOTURNO – Todas as Categorias
21h00 às 22h00 – Treino Livre NOTURNO – Todas as Categorias
11h00 – Pódio para todas as Categorias

Lista de Inscritos

Categoria GT3 (1 carro)
#19 Ferrari 488 GT3 ou Lamborghini Huracàn GT3 – Chico Longo / ? (Via Itália Racing)
#77 Chevrolet Vectra Stock Car – Esdras Soares / Juarez Soares / Leandro de Almeida (2 Go Racing)

Categoria P2 (1 carro)
#32 MC Tubarão IX-Duratec Turbo – Mauro Kern / Paulo Sousa / Geciel de Andrade

Categoria GT3 Light (1 carro)
#25 Chevrolet Cobalt Stock Car – Ney Faustini / Ney de Sá Faustini / Marcos Phillip (Absoluta Racing)

Categoria P3 (3 carros)
#9 GT Race Cars GeeBee R3-Opel 16V – ? (F/Promo Endurance)
#56 Metalmoro MRX-Honda 20V – Rafael Simon / Gustavo Simon / Rafael Cardoso / Sérgio Cardoso (Motorcar Racing)
#72 Metalmoro MRX-Opel 16V – Carlos Antunes / Yuri Antunes / Lucas Marotta / Mauro Auricchio (Dobilas Racing)
#91 Metalmoro MCR-Volkswagen 8V – Marcelo Servidone / Jorge Machado / Nenê Finotti (LF Servidone Racing)

Categoria GT4
#16 Ginetta G55 GT4 – Esio Vichiesi / Renan Guerra / Stuart Turvey (Stillux Racing Team)
#20 Mercedes-Benz AMG GT4 – Leandro Ferrari / Flávio Abrunhoza / Marcelo Brisac / Renato Braga (Autlog Racing)

Categoria P4 (2 carros)
#17 PW1 Spyder-Volkswagen 8V – ? (HT Guerra)
#73 Aldee Spyder-Volkswagen 8V – José Vilela / Sergio “Pipa” Cardoso / Tinoco Soares (LT Team)
#74 Aldee Spyder-Volkswagen 8V – Sérgio Martinez / Eduardo Almeida / Luiz César Oliveira (LT Team)

Categoria TN3 (1 carro)
#9 Chevrolet Omega Stock Car – Ciro Paciello / Evandro Camargo / Álvaro Vilhena (Big Power)

Treino Classificatório

O treino classificatório das 1000 Milhas foi realizado em bateria única com todos os carros na pista. O grid, apesar de magro (12 carros), tem boa qualidade técnica com diversos carros e pilotos vencedores no Endurance Brasil e em provas importantes como as 12 Horas de Tarumã e as 500 Milhas de Londrina. No final, a pole ficou com um dos favoritos à vitória, o protótipo Tubarão IX de Paulo Sousa, Mauro Kern e Tiel de Andrade, com um tempo de 1m36s460, e que poderia ser melhor caso não houvesse ocorrido um problema na ignição durante os treinos. Outro dos favoritos entre os protótipos, o MRX #56 sequer classificou após uma quebra do diferencial, problema já resolvido. Abaixo você vê o grid completo, com os tempos da tomada de classificação

Onde acompanhar

A largada da prova será transmitida ao vivo pela Fox Sport, à partir das 00h do dia 15/fev, e também haverá cobertura pela Facebook da prova. A cronometragem está a cargo da Cronomap, e o live timing pode ser acompanhado também pelo Race Hero e pelo Race Monitor.

Corrida

A expectativa para as Mil Milhas era que o protótipo Tubarão IX disparace na dianteira, enquanto os Mercedes e Ginetta GT4 seguiriam de longe, esperando que algum problema atrasasse o protótipo gaúcho. E foi isso que aconteceu: com cerca de 1 hora de prova o carro #32 de Geciel de Andrade foi para os boxes com um problema mecânico, deixando a disputa para os modelos GT4. Sofrendo uma quebra de correia dentada, o motor do Tubarão sofreu que não puderam ser reparados, resultando no abandono da prova.

Ainda assim a prova não caiu na monotonia: por cerca de 6 horas os carros #16 e #22 se alternaram na liderança, porém um problema nos freios fez com que o Mercedes perdesse muito tempo no boxes, e o GT inglês abriu uma confortável vantagem de 6 voltas. A equipe Autlog ainda conseguiu descontar 1 volta da desvantagem, porém entrando na hora final da prova ficou claro que apenas um problema mecânico tiraria a vitória da Ginetta. No fim da prova, se confirmaram como campeões das Mil Milhas 2020 o trio composto por Esio Vichiesi, Renan Guerra e Stuart Turvey, seguidos por Leandro Ferrari, Flávio Abrunhoza, Marcelo Brisac e Renato Braga.

Na terceira colocação ficou o MRX #56 de Rafael Simon, Gustavo Simon, Rafael Cardoso e Maninho Cardoso. Em quarto lugar veio o valente Spyder #73 da equipr LT Team, com José Vilela, Pipa Cardoso e Tinoco Soares. Fechou o pódio na geral o Omega Stock Car #9 da equipe Big Power, pilotado por Ciro Paccielo, Evandro Camargo e Álvaro Vilhena (resultado que poderia ser melhor caso a equipe não tivesse preciso trocar o diferencial durante a parte noturna da prova).

Abaixo você confere o resultado final das 1000 Milhas do Brasil 2020:

O retorno das Mil Milhas infelizmente não teve o brilho que a história da prova merece. Não acredito que o problema tenha sido uma falha da organização, pois os principais pontos para uma prova de sucesso foram proporcionados:

  • Regulamento: foi utilizado como base o regulamento do Império Endurance Brasil, categoria da modalidade que têm apresentado grids muito bons já há vários anos, incluindo categorias para modelos de turismo e protótipos que competem em outras categorias como a Turismo Nacional ou Força Livre Paulista;
  • Organização: ao menos aparentemente a prova teve uma organização bem conduzida, contando com bons eventos de suporte como a Fórmula Vee e um torneio de regularidade disputado em conjunto com as Mil Milhas;
  • Cobertura: também foi proporcionada cobertura ampla pela internet, com transmissão ao vivo pelo portal High Speed, Facebook e YouTube, além da transmissão da primeira e última horas de prova pelo canal Fox Sports 2;
  • Tempo: entre a divulgação do regulamento e data da prova e a realização das 1000 Milhas se passaram praticamente 4 meses e meio, tempo razoável para que as equipes pudessem se organizar e buscar patrocínios (ainda que nesse ponto eu concorde que um prazo maior teria feito bem para equipes menores pudessem se programar para uma prova que, seguramente, tem custo bem elevado).

Infelizmente me parece que o que faltou mesmo foi comprometimento de equipes e pilotos com a prova, talvez por que não acreditassem que as Mil Milhas sairiam do papel. Mesmo com as dificuldades e o grid magro, foi importante que a prova retornasse ao calendário do automobilismo brasileiro, e fica a torcida para que a Elione Queiroz e todo o time que trabalhou para as Mil Milhas 2020 não percam o ânimo e de que a prova volte a ser realizada em 2021. Com certeza, com mais tempo para que as equipes menores possam se preparar e após o exemplo de boa organização que a prova desse ano foi, em 2021 as Mil Milhas terão um grid à altura da história da principal prova do automobilismo brasileiro.

Categorias das Mil Milhas Brasil 2020 – Turismo e Gran Turismo

Outra tradição das Mil Milhas é a participação de modelos classificados como Turismo ou Gran Turismo. Com grids ecléticos, compostos por modelos comuns nas ruas brasileiras como Fusca e Gol até esportivos de marcas como Porsche e Ferrari, as Mil Milhas sempre propiciaram que equipes amadoras pudessem disputar lado a lado com equipes que contam com grandes recursos e em algumas vezes até mesmo apoio de montadoras.

Na edição 2020, o regulamento conta com seis categorias, quatro delas com regulamento similar ao do Império Endurance Brasil 2019, mais duas específicas para a prova.

GT3

Na categoria GT3 competem carros com homologação no regulamento FIA GT3, utilizado internacionalmente em provas tradicionais como as 24 Horas de Spa e as 12 Horas de Bathrust. Nela se espera a participação de modelos que disputam o Endurance Brasil como Ferrari 488, Lamborghini Huracàn, Mercedes AMG e Porsche 911.

GT3 Light

Lamborghini Gallardo LP560-4 GT3 de Fernando Poeta. Fonte: Endurance Brasil (1).

A categoria GT3 Light é destinada também a modelos GT3, porém fabricados até 2012. Hoje no país existem diversos modelos que aptos a competir na categoria, como Lamborghini Gallardo LP600+ e LP560, Ferrari 458, Aston Martin Vantage e Ford GT. Além disso, é possível que modelos Stock Car sem utilização de restritor também engrossem o grid dessa categoria, como o Cobalt #25 de Ney Faustini e o Vectra #77 de Esdras Soares.

GT4

Tal como a GT3, a GT4 é destinada a modelos homologados dentro do regulamento FIA GT4. Em 2019, o grid do Endurance Brasil contou com modelos Mercedes AMG e Ginetta G55, disputa que deve se repetir nas Mil Milhas.

GT4 Light

A GT4 Light é a categoria destinada a modelos com performance inferior aos GT4. Nessa categoria se enquadram carros FIA TCR, do antigo Trofeo Linea, Mercedes CLA 45 AMG Racing Series e também modelos da Stock Car com emprego de restritores. Além disso, podem participar modelos GT3 fabricados antes de 2008, modelos Maserati Trofeo e modelos do Brasileiro de Marcas.

TN1

A TN1 é a categoria com menor desempenho, para carros de fabricação nacional ou Mercosul com motores aspirados de até 2.000 cm³. Deverão participar modelos que competem na Turismo Nacional e nos regionais de Marcas, e eventualmente até mesmo algum valente Fusca.

TN2

A TN2 é para carros também de fabricação nacional ou Mercosul, com motores de até 2.000 cm³ e sobrealimentados, como alguns Ford Focus e Volkswagen Gol que competem no gaúcho de Super Turismo.

TN3

Uma novidade de última hora foi a inclusão da categoria TN3, que não constava no regulamento divulgado inicialmente. O regulamento específico não foi divulgado, mas tudo indica que a TN3 é destinada a carros de fabricação nacional ou Mercosul com motores de cilindrada superior a 2.000 cm³.

Veja também

Categorias de protótipos da 1000 Milhas do Brasil 2020

Cobertura da prova

Categorias das Mil Milhas Brasil 2020 – Esporte-Protótipos

Começando pelos carros esporte-protótipos, que estão de certa forma estão presentes desde o início da categoria. Ainda que o termo esporte-protótipo tenha nascido apenas 10 anos após a realização das primeiras Mil Milhas, as carreteras que dominaram os primeiros anos da prova podem ser consideradas uma espécie de “prólogo”, com sua mecânica híbrida e soluções criativas, como a Carretera #18 de Camilo Chistófaro. Em anos posteriores, competiram nas Mil Milhas protótipos icônicos como o Bino Mark II, Fúria, e o Fitti-Porsche, modelos exóticos como o Caçador de Estrelas de Bica Votnamis ou o AM02 de José Lino, passando por modelos nacionais os Aldee RTT e Spyder, Metalmoro MCR e MRX, e até modelos internacionais como o protótipo ZF01 (um Riley & Scott MkIII disfarçado) ou o Peugeot 908 HDi vencedor das Mil Milhas 2007.

Para a edição 2020, os protótipos estarão dividos em 6 categorias:

P1

A categoria P1 é a mais veloz do endurance brasileiro. Nela são permitidos protótipos de fabricação nacional como Metalmoro AJR, DTR01 e Sigma P1, e também os modelos Ginetta G57 P2 e G58, além de protótipos FIA LMP3 como Ligier JSP3 e Norma M30. Para manter os custos sob controle, são proibidas motorizações utilizadas em categorias como LMP1, LMP2, IndyCar, F3000, entre outras. São seguramente os carros mais rápidos do Brasil, e estão entre os favoritos, porém a temporada 2019 da Endurance Brasil nos mostrou que nas etapas mais longas os protótipos podem pecar por falta de confiabilidade.

P2

A categoria P2 é reservada para carros de fabricação mais antiga, que deixaram de ser competitivos após a chegada de carros como os AJR e Ginetta G57. O regulamento dessa categoria reflete o da categoria P1 vigente até 2018. Ainda assim são carros muito velozes e que podem surpreender em uma prova longa. Estão entre os carros elegíveis para a categoria o protótipo Predador da família Bana, o GeeBee R1 de Ney Faustini, o Scorpion-KTT, o Tubarão IX, o Sigma P1 e carros como os Metalmoro MR18 e MCR Grand-Am que atualmente estão parados, entre outros carros. Também na P2 é vetada a utilização de diversos motores para evitar uma escalada de custos.

P3

Fonte: Correio do Povo [2].

A categoria P3 é reservada para os protótipos com motores aspirados de até 2.400 cm³. Nesta categoria se enquadram carros como os Metalmoro MRX e alguns Aldee Spyder, além dos protótipos como motores Hayabusa como Radical SR3, Tornado e Roco 001. São carros mais lentos, mas fortes candidatos a um top 10 na prova.

P4

Categoria de protótipos de menor desempenho das utilizadas pelo Endurance Brasil, a P4 recebe principalmente os protótipos Metalmoro MRX e Aldee Spyder, normalmente equipados com motores AP 2.0 8V.

PN1

Fonte: Carros e Corridas [3].

A categoria PN1 é específica das 1000 Milhas do Brasil, reservada para protótipos nacionais com motor até 2.0. A principal diferença para a P4 é o peso mínimo, bem superior. Entendo que os principais candidatos para essa categoria são os protótipos Aldee RTT e protótipos cearenses como Spirit 1.8, CTM 2000 e Super Turismo.

PN2

A PN2 é outra categoria específica das 1000 Milhas, para protótipos nacionais com motores sobrealimentados até 2.000 cm³. Provavelmente deve receber modelos Aldee Syder e RTT com motorização turbo, que não se enquadrem no regulamento da P2.

Veja também

Categorias de turismo da 1000 Milhas do Brasil 2020

Cobertura da prova

Polêmica envolvendo as Mil Milhas 2020

A realização edição 2020 das Mil Milhas começa com polêmicas envolvidas, já que a organização está a cabo da promotora Elione Queiroz da Angeli & Queiroz Assessoria e Comunicação, e com aval da FASP (Federação Paulista de Automobilismo), sem envolvimento do Centauro Motor Clube, que apesar do evento vir sendo divulgado desde setembro de 2019, divulgou o seguinte comunicado no dia 06 de dezembro de 2019:

“COMUNICADO OFICIAL


São Paulo, 06 de dezembro de 2019

O tradicional CENTAURO MOTOR CLUBE fundado em 1949, idealizador das mais importantes Provas do Automobilismo BRASILEIRO, entre elas as MIL MILHAS DE INTERLAGOS e/ou MIL MILHAS BRASILEIRAS, provas essas realizadas desde o ano de 1956, tomou conhecimento nesta última semana sobre a realização da prova MIL MILHAS em 2020 no Autódromo de Interlagos.

Importante ressaltar, que se trata de uma prova não vinculada ao CENTAURO MOTOR CLUBE, tampouco, faz parte da HISTÓRIA DA TRADICIONAL PROVA REALIZADA PELO CLUBE, posto que, temos por certo, que é uma tentativa de PLAGIO da nossa tradicional prova MIL MILHAS DE INTERLAGOS e/ou MIL MILHAS BRASILEIRAS.

Nesse sentido, temos conhecimento que a entidade que está organizando essa nova edição de prova, se quer tem direitos ou propriedade sobre a marca, tendo em vista que a CENTAURO MOTOR CLUBE detém o registro da marca desde 1966, bem como, é o titular do Decreto nº: 39.705, de 08 de agosto de 2000, incluído no calendário oficial de eventos automobilístico do Estado de São Paulo.

O que nos causa surpresa é que o Autódromo de Interlagos através de sua administração pela Secretaria de Turismo da Cidade de São Paulo, conhecedor dos nossos direitos de propriedade, por interesses financeiros e escusos está sendo conivente com os organizadores, não tomando as devidas providências de proibir a realização da prova com a marca plagiada.

Contudo, importante tornar público que para o ano de 2020, o CENTAURO MOTOR CLUBE firmou parceria com a LIGA DESPORTIVA DE AUTOMOBILISMO, entidade séria que está fazendo um trabalho competente em prol do AUTOMOBILISMO BRASILEIRO para a realização da TRADICIONAL MIL MILHAS realizada desde 1956 pelo CENTAURO MOTOR CLUBE, onde toda mídia especializada no BRASIL comprova este notícia de primeira mão, além de LEIS e DECRETOS devidamente especificados.

Portanto, é com muito orgulho que tornamos público que no ano de 2020 a 37ª Edição das MIL MILHAS será realizada pela LIGA DESPORTIVA DE AUTOMOBILISMO, com total APOIO do CENTAURO MOTOR CLUBE, sendo uma Prova Regional aberta, com largada á meia-noite.

Firmamos o presente.

Diretoria”

Verdade seja dita, o Centauro Motor Clube é parte integral da história das Mil Milhas Brasileiras com envolvimento na fundação da competição, porém também é verdade que a entidade por anos falhou em realizar de novos eventos. Não cabe aqui criticar o Centauro por isso, pois bem sei das dificuldades envolvidas na realização de competições automobilísticas no Brasil.

Ainda assim, não é surpresa que um promotor se interesse em trazer de voltas as Mil Milhas em uma época onde as competições de longa duração voltam a ganhar força no país, e no momento vivemos a possibilidade de que, após um hiato de 12 anos (o maior da história), poderemos ver a realização de duas “Mil Milhas”, uma a promovida pela Angeli & Queiroz Assessoria e Comunicação e com apoio da FASP, e outra promovida pelo Centauro Motor Clube, com apoio da LDA. Com essa prospectiva, teremos novamente um cenário daqueles onde a politicagem (ou falta de bom senso) de uma ou ambas as partes podem gerar mais perdas do que ganhos para o esporte como um todo, quando comparados a um mundo onde houvesse a união para a realização de uma prova única e possivelmente mais forte.

Entretanto, não desejo me delongar nesse assunto, principalmente por não possuir muitas informações sobre o caso, mas deixo aberto o espaço no site para que ambas as partes exponham seus pontos de vista caso assim desejem. Deixo nas referências sobre as polêmicas das Mil Milhas.

Veja também

Cobertura da prova

Referências

https://centauromotorclube.com.br/

http://legislacao.prefeitura.sp.gov.br/leis/decreto-39705-de-8-de-agosto-de-2000

https://www.canaljudicial.com.br/auction/offerDetail.htm?offer_id=643843&auction_id=20916#descricao_detalhada

Explicando as categorias do automobilismo mundial – parte 2

No último artigo, conhecemos as principais disciplinas do automobilismo mundial. Hoje vamos conhecer a fundo as principais categorias de Fórmula a nível nacional e internacional, começando pelas categorias regidas pela FIA (Federação Internacional do Automobilismo).

Fórmula 1

A Fórmula 1 é o ápice do automobilismo mundial como categoria. É nela que os melhores pilotos competem nos carros que são os mais rápidos em um autódromo de asfalto. A origem do campeonato está no Campeonato Europeu de corridas de Grand Prix, disputado antes da Segunda Guerra Mundial, onde marcas como Alfa Romeo, Mercedes-Benz e Auto Union lutavam por vitórias em provas realizadas por toda a Europa. Como categoria, a F1 nasceu em 1946, com a primeira corrida disputada no mesmo ano, o Gran Premio del Valentino, disputado em Turim, Itália. O primeiro campeonato mundial foi disputado em 1950, e a categoria já empregou regulamentos técnicos dos mais variados.

Atualmente, cada equipe deve construir seu próprio carro, devendo inscrever dois carros por toda a temporada. Os carros são construídos com um monocoque em fibra de carbono, e tem peso de 660 kg sem piloto e combustível, e 740 kg incluindo o piloto. Os pneus são padronizados Pirelli, com 5 compostos de slicks para pista seca, além de pneus intermediários e de chuva para condições de pista molhada.

Desde de 2014, a motorização consiste de um motor 1.6l V6 Turbo associado a sistemas de recuperação de energia cinética (MGU-K) e térmica (MGU-H). Números de potência são mantidos como segredos industriais, porém acredita-se que em 2019 tanto Ferrari quanto Mercedes tenham superado a marca dos 1.000 cv de potência combinada do Powertrain.

O primeiro dos sistemas de recuperação de energia adotado foi o KERS (Kinectic Energy Recovery System – Sistema de Recuperação de Energia Cinética, em tradução livre), introduzido em 2009 e inicialmente opcional.

Com o regulamento de 2014, além do KERS, outro sistema chamado TERS (Thermal Energy Recovery System – Sistema de Recuperação de Energia Térmica) foi adotado. Pelo regulamento atual, a combinação dos dois sistemas pode recuperar até 4 MJ de energia por volta através da MGU-K, com potência máxima limitada a 120 kW (cerca de 160 cv). O resultado disso é que o sistema pode ser acionado em potência máxima por 33,3 segundos por volta, porém as equipes utilizam mapas com diversos níveis de potência para situações como ultrapassagens, saídas de curva ou voltas rápidas, de forma a otimizar a quantidade máxima de energia utilizável.

Após diversos acidentes fatais que marcaram a categoria até meados da década de 90, a F1 adotou uma abordagem quase neurótica com a segurança, o que, por sua vez, protegeu a vida de inúmeros pilotos desde então.

Atualmente, cada equipe deve homologar seu chassi em uma série de crash tests obrigatórios, e desde de 2018 o dispositivo HALO para proteção da cabeça do piloto.

Por anos, a F1 enfrentou críticas de que as corridas eram previsíveis e sem ultrapassagens. Em 2011 foi introduzido o DRS (Drag Reduction System­ – Sistema de Redução de Arrasto ou asa-móvel, como o sistema ficou conhecido no Brasil) para facilitar as ultrapassagens. O sistema consiste em uma articulação do elemento superior da asa traseira, que ao mover-se cria um vão, reduzindo o arrasto aerodinâmico e aumentando a velocidade em cerca de 10-15 km/h. O DRS, entretanto, não pode ser usado à vontade como o KERS, e seu uso é limitado à zonas demarcadas pela FIA em cada autódromo, e se pode ser acionado caso o carro em questão esteja a menos de 1 segundo do adversário à frente, esteja ele disputando posição ou levando uma volta.

Fórmula E

Com o movimento da indústria automotiva em direção à eletrificação, a FIA na pessoa do francês Jean Todt propôs a criação de uma categoria de monopostos voltada a modelos com propulsão exclusivamente elétrica. Dessa forma, nasceu em 2014 a Formula E, inicialmente com chassis e powertrain padronizadas. As provas são disputadas em circuitos de rua em diversas cidades ao redor do globo, e inicialmente a categoria ficou por ocorrer uma troca de carros no meio da corrida, devido ao alcance limitado das baterias então disponíveis. As temporadas são disputadas na transição entre um ano e outro, no formato 2014-2015.

A princípio, todas as equipes utilizavam carros idênticos, porém atualmente todas as equipes utilizam o mesmo chassis, o Spark-Renault SRT05e e pacote de baterias, com os times são livres para desenvolver os próprios motores, transmissões, inversores e sistema de arrefecimento. Os pneus são Michelin com sulcos, e padronizados entre todas as equipes para conter custos.

Os Formula E da temporada atual (2019-2020) têm potência estimada na casa dos 335 HP, com um peso mínimo de 900 kg, dos quais 385 kg são apenas o pacote de baterias. Durante os eventos, a potência total é limitada em 300 HP, porém existe a possibilidade de usar o Attack Mode (Modo de Ataque), que aumenta a potência em 35 HP. O uso desse sistema é limitado em áreas da pista definidas pela FIA. A quantidade e duração de ativações disponíveis por evento são informados pela FIA apenas 1 hora antes de cada corrida, criando mais um complicador para a definição da estratégia.

Outro sistema empregado pela categoria é o Fanboost. Nesse caso, os fãs podem votar através das redes sociais e os cinco pilotos mais votados recebem um incremento de potência de 5 segundos que pode ser utilizado durante a corrida).

Uma curiosidade dos Fórmula E atuais é que atualmente os monopostos da categoria não podem ser classificados como um fórmula ao pé da letra, já que possuem ambas as rodas dianteiras e traseiras cobertas para reduzir o arrasto aerodinâmico.

Fórmula 2

Enquanto a Fórmula tem origens claras, o mesmo não pode ser dito dos demais níveis das competições de monopostos da FIA. O atual formato do campeonato de Fórmula 2 da FIA foi concebido em 2017, sendo apenas uma mudança de nome da GP2, antiga categoria escola para a Fórmula 1.

A GP2, por sua vez, nasceu em 2005 após o fim do campeonato intercontinental da Fórmula 3000, e a Fórmula 3000 nasceu em 1985 como campeonato europeu, para servir como último degrau antes da Fórmula 1, após o colapso do Campeonato Europeu de Fórmula 2, devido aos elevados custos de competição. A primeira encarnação da F2 traçava suas origens nas voiturettes anteriores à Segunda Guerra Mundial, carros de competição similares aos carros de Grand Prix, porém com motores menores e menor peso mínimo.

Para complicar um pouco mais, entre 2009 e 2012, a FIA promoveu um campeonato de Fórmula 2 que nada tem a ver com a encarnação atual, utilizando carros fabricados pela Williams e motores Audi 1.8 Turbo.

Mas voltando à F2 atual, a categoria serve de suporte para diversas etapas do Mundial de Fórmula 1, além de ser o último degrau antes da categoria principal. Para conter custos e promover equilíbrio à competição, é utilizado um chassi único em fibra de carbono, chamado F2 2018 e construído pela italiana Dallara, sempre equipado com motores Mecachorme V634T, com potência de cerca de 620 HP. Atualmente o peso mínimo é de 755 kg (incluindo piloto), e os pneus são sempre Pirelli, similares em dimensão aos utilizados pela Fórmula 1 até a temporada de 2017.

O chassis é homologado com os mesmos critérios de segurança da F1, e desde de 2018 o dispositivo HALO para proteção da cabeça do piloto. Na área esportiva, um sistema DRS é empregado, utilizando as mesmas regras e zonas de aplicação da F1.

Fórmula 3

Como é de se esperar, a Fórmula 3 é o terceiro nível dos monopostos regulamentados pela FIA. Por muitos anos, a F3 permitiu a utilização de chassis de diversos fabricantes, que poderiam ser equipados com motores aspirados de 2.0 litros, baseados em motores de produção em série. Contudo, a partir de 2019 a FIA criou o FIA Formula 3 Championship com a fusão do Campenato Europeu de Fórmula 3 e do Campeonato FIA de GP3. Com isso, a categoria passou a ser disputada no formato monomarca, utilizando um novo carro, chamado Dallara F3 2019, (uma evolução do monoposto utilizado na extinta GP3), e o motor também é o mesmo Mecachrome V634 naturalmente aspirado dos antigos GP3. Com as novas regras, os carros da F3 passaram a ter um peso mínimo de 673 kg (incluindo o piloto), com potência máxima de 380 HP.

O regulamento anterior, entretanto, continua válido agora sob o nome de Fórmula 3 Regional sendo utilizado em campeonatos nacionais e regionais. Esses regulamentos variam ligeiramente de país para país, porém é comum o uso de chassis homologados como Fórmula 3 e motores com potência variando entre 200 HP e 270 HP.

Fórmula 4

Com os carros de F3 apresentando um desempenho cada vez mais elevado, em 2014 a FIA lançou a F4 para fechar o gap entre o kartismo e a Fórmula 3. Inicialmente, a categoria foi imaginada como monomarca, porém ao longo do tempo a FIA relaxou as regras permitindo a homologação de diversos fabricantes de chassi e motores. Ainda assim, o desempenho entre as diferentes opções é mantido equilibrado, e todos os carros devem ter monocoque construído em fibra de carbono, enquanto os motores devem ter quatro cilindros e cilindrada livre, porém com potência limitada a 160 HP. Com um peso mínimo de 570 kg, os Fórmula 4 atuais tem desempenho próximo ao dos Fórmula 3 de da década de 1990.

Onde acompanhar:

Fórmula 1: https://www.formula1.com/

Fórmula E: https://www.fiaformulae.com/

Fórmula 2: http://www.fiaformula2.com/

Fórmula 3: http://www.fiaformula3.com/ (campeonato FIA de Fórmula 3).

Explicando as categorias do automobilismo mundial – parte 1

Mesmo para os maiores fãs de automobilismo é difícil diferenciar a grande quantidade de categorias nos mais diversos campeonatos pelo mundo. Muita gente já ficou confusa tentando entender a diferença entre GT3 e GTE, ou imaginando se os carros de categorias como a DTM são realmente baseados em carros de rua. A verdade é que com diversas entidades organizando campeonatos em nível nacional e internacional, as nomenclaturas e definições das categorias ficam confusas, e não é raro encontrar nomes diferentes para categorias utilizando os mesmos carros, e nomes iguais para categorias utilizando carros diferentes.

Para jogar uma luz sobre o assunto, vamos primeiro conhecer as principais disciplinas de carros de competição em asfalto, conforme definição das principais entidades do automobilismo mundial.

Fórmula

Fórmulas são carros construídos especificamente para competições, e para serem classificados como tal devem ter algumas características chave:

  • Rodas descobertas, ou seja, sem para-lamas;
  • Monopostos, ou seja, com lugar para apenas o piloto;
  • Cockpit aberto.

A origem do nome Fórmula vem do padrão de nomenclatura estabelecido pela FIA para categorias de monopostos, como categoria principal dessa disciplina que é obviamente a Fórmula 1.

Esporte-protótipo

Esporte-protótipos, normalmente chamados apenas de protótipos, são carros construídos especialmente para competições, com as seguintes características:

  • Rodas cobertas;
  • Cockpit aberto ou fechado;
  • Usualmente carros com lugar para duas pessoas, ainda que em alguns regulamentos esse requisito não seja exigido.

A classificação de modelos como esporte-protótipos remonta ao Anexo J da FIA, tendo aparecido inicialmente na edição 1966 do regulamento. À época, eram definidos como carros especialmente construídos para provas de Sprint ou endurance, mas que fossem uma espécie de “prévia” para um futuro carro de produção. Desde então, o conceito evoluiu lentamente, ao ponto de que atualmente os modelos tenham pouco ou nada em comum com modelos de produção seriada.

Gran Turismo

Gran Turismo e um termo que vem do italiano, e como muitos outros do automobilismo não tem uma definição precisa. O mais próximo a um consenso na definição do termo é que carros Gran Turismo são carros de produção seriada, que possuem desempenho e conforto acima da média dos automóveis comuns e são capazes de cruzar grandes distâncias com conforto para os passageiros mas mantendo a capacidade de proporcionar emoções ao volante. No automobilismo, os Gran Turismo são carros de competição derivados de modelos de rua de alto desempenho. As principais características de um GT são:

  • Chassi derivado de modelo de fabricação seriada;
  • Carros de dois lugares, ou na configuração 2+2;
  • Requerem um número mínimo de unidades fabricadas em um determinado espaço de tempo para homologação.

Turismo

Tal como nos GTs, em automobilimo carros turismo são carros de rua que recebem variados níveis de modificações para transformá-los em carros de competição. Normalmente, carros de turismo são baseados em sedans, hatchbacks e peruas de produção em série, e tem requerimentos de maior número de unidades produzidas para que sejam homologados em relação aos Gran Turismos.

Silhouette

Carros silhouette são carros concebidos especialmente para competições, mas que devem ser visualmente semelhantes a algum modelo GT e/ou turismo, mantendo a silhueta de um modelo de produção em série, daí o nome da disciplina. Algumas das principais características de um modelo silhouette são as seguintes:

  • Design externo que lembre algum modelo de rua;
  • Pode ser requerido que o carro utilize motores do mesmo fabricante do carro que serviu de base para o design;
  • Em alguns casos pode ser exigido que algumas partes da carroceria sejam comuns ao modelo de base, tais como capô, teto ou portas.

Diversas categorias importantes podem ser enquadradas como silhouette, tais como a DTM, Super GT, Stock Car Brasil e a NASCAR.

Rally Dakar 2020 – parte 2

Depois de conhecer o trajeto do Dakar 2020 (aqui), é hora de conhecer as categorias e competidores da prova. Nesta edição, 351 veículos irão participar, divididos em 5 categorias principais:

  • Motocicletas;
  • Quadriciclos;
  • Carros;
  • UTV ou SSV (Side-by-Side Vehicles)
  • Caminhões.

Dentro de cada categoria, existem ainda as subdivisões, que vamos conhecer abaixo:

MOTOCICLETAS

Para competir nas categorias de motocicletas, os pilotos têm de cumprir um requisito mínimo de já haver completado uma prova do Campeonato Mundial Cross-country da FIM ou alguma competição classificada como Dakar Series. Como equipamento, as motocicletas tem motores limitados a no máximo 450 cm³. Em 2020, 147 veículos estão inscritos na categoria, com os competidores divididos por nível de experiência em G1 (pilotos de elite) e G2 (demais pilotos):

  • G1.1 A.S.O. Elite: motocicletas limitadas a 450 cm³, cujos pilotos são classificados na lista de pilotos de elite a A.S.O.
  • G2.1 Super Production: Categoria para os demais pilotos, utilizando motocicletas que se enquandram no regulamento FIM para Rallies Cross Country na categoria 450 cc. Estas motocicletas são baseadas em modelos de rua, onde os principais componentes (chassi, motor e balança devem ser comuns aos modelos de produção)
  • G2.2 Marathon: similar a categoria G2.1, porém os seguintes componentes não podem ser substituídos até o fim da competição: motor (bloco, cabeçote e camisas), chassi, garfo e balança traseira.

Principais competidores:

KTM 450 Rally: seguramente os favoritos, com a KTM vencendo todas as edições disputadas desde 2001. Os pilotos favoritos são Toby Price (atual campeão FIM Cross Country), Matthias Walkner (vencedor do Dakar em 2018 e segundo colocado em 2017 e 2019) e Sam Sunderland (vencedor do Dakar 2017).

Husqvarna FR 450 Rally: ficar de olho em Pablo Quintanilla e Andrew Short.

Yamaha WR 450 F Rally: vem com um grande contingente pela equipe de fábrica, com Adrian van Beveren, Xavier De Soultrait, Franco Caimi e Jamie McCanney.

QUADRICICLOS

Os quadriciclos também devem seguir os regulamentos da FIM, e tem velocidade máxima limitada a 130 km/h. Os 23 veículos inscritos nesta categoria estão divididos da seguinte forma:

  • G3.1 2WD < 750 cm³: quadriciclos derivados de modelos de produção em série, com motores monocilíndricos limitados a 750 cm³ e tração em apenas duas rodas;
  • G3.2 4WD < 900 cm³: quadriciclos derivados de modelos de produção em série, com motores mono e bicilíndricos limitados a 900 cm³ e tração integral nas quatro rodas.

Principais competidores:

Yamaha Raptor 700: os favoritos entre os quadriciclos são os vencedores de 2018, Ignazio Cazales e de 2015, Rafal Sonik, ambos utilizando o mesmo equipamento.

CARROS

Os carros compõem a categoria mais veloz do Dakar. Diferente de motos e quadriciclos onde o piloto também é o responsável pela navegação, nos carros o piloto é acompanhado por um navegador, que é o responsável por analisar o mapa e os pontos de referência da etapa e guiar o piloto pelo trajeto. Os 87 veículos inscritos são subdivididos em T1 para protótipos FIA de estrutura tubular e T2 para carros de rua adaptados:

  • T1.1: protótipos de chassi tubular e carroceria em fibra de vidro, carbono e kevlar. São carros construídos especificamente para provas Cross-Country, que normalmente recebem carrocerias inspiradas em carros de rua como Toyota Hilux e Ford Ranger. A categoria T1.1 é dedicada a modelos com motores à gasolina sem sistemas de sobrealimentação e tração integral nas quatro rodas.
  • T1.2: similar à categoria T1.1, porém para carros equipados com motores turbodiesel. Nesse caso, um fator de correção de 1.7 é aplicado sobre a cilindrada para equivalência, ou seja, um veículo equipado com motor 3.0 Diesel é equiparado a um veículo com motor 5.1 gasolina aspirado.
  • T1.3: categoria dos chamados buggies, protótipos também tubulares mas com tração em apenas duas rodas. Na categoria T1.3, ficam os carros equipados com motores à gasolina sem sobrealimentação.
  • T1.4: similar à categoria T1.3, porém para carros equipados com motores turbodiesel. Um fator de equivalência de 1.7 é utilizado para equiparar os modelos de motor Diesel aos de motor a gasolina.
  • T1.5: veículos 2WD em conformidade aos regulamento SCORE (organizadora de provas como o Baja 1000) das seguintes categorias: Trophy Truck Spec, Trophy Truck e Buggy Class 1.
  • T2.1: veículos de produção adaptados em série homologados no grupo T2 da FIA para veículos Cross Country com motores à gasolina.
  • T2.2: veículos de produção adaptados em série homologados no grupo T2 da FIA para veículos Cross Country com motores Diesel.
  • T2.C: veículos de produção em série adaptados cuja homologação no grupo T2 expirou.

Principais competidores:

Toyota Hilux Overdrive: Com um total de 16 carros inscritos na classe T1.1, 4 da equipe de fábrica Toyota Gazoo Racing e 6 da equipe semi-oficial Overdrive Toyota, a montadora japonesa vem como favorita para a vitória. Entre os pilotos Toyota, estão entre os favoritos as duplas Nasser Al-Attiyah (QAT) / Matthieu Baumel (FRA) e Giniel de Villiers (ZAF) / Alex Haro Bravo (ESP), que já venceram o Dakar em edições passadas. Quem deve roubar a atenção entre os competidores da Toyota, entretanto, é o estreante Fernando Alonso, que competirá em parceria com Marc Coma.

Mini John Cooper Works X-Raid: o principal desafiante ao poderio da Toyota serão os modelos Mini desenvolvidos pela equipe X-Raid, que estarão representados por 9 carros na competição.

A abordagem, entretanto, será diferente da montadora japonesa, com 4 carros Mini John Cooper Works Rally e 3 Mini All4 Racing na categoria T1.2 e 2 buggys Mini John Cooper Works Buggy na categoria T1.4.

Os grandes favoritos da equipe X-Raid Mini sem dúvida são Stephane Peterhansel (FRA) / Paulo Fiuza (POR) e Carlos Sainz (ESP) / Lucas Cruz (ESP), ambos pilotando carros da T1.4.

Correndo por fora estarão a francesa Peugeot com dois carros da equipe PH-Sport, conduzidos por Pierre Lachaume / Jean Michel Polato (Peugeot 2008 DKR) e Sheikh Khalid Al Qassimi / Xavier Panseri (Peugeot 3008 DKR), ambos da classe T1.4.

Os chineses também estarão presentes em peso, com 7 carros. Destaque para as equipes de fábrica: a sino-alemã Borgward retorna com dois carros BX7 DKR EVO, buscando quebrar o domínio de Toyota e Mini, e a montadora Geely vem com o buggy Geely SMG da categoria T1.3.

Mas a maior equipe oriental em número de participantes é Qian’na Jiu Jiang Landsail Racing Club, que faz sua estréia no Dakar com 3 veículos. Apesar de nunca ter participado de nenhum Dakar, a equipe tem longa experiência em competições Cross-Country como o Silk Road Rally, onde os chineses competiram na categoria T1 com um modelo silhouette da limousine Hongqi L5, o carro oficial do presidente chinês Xi Jinping.

Outras equipes presentes são a MP-Sports com sua Ford F150 Raptor RS Cross Country, a Rebellion em parceria com a empresa RD Limited de Romain Dumas com o protótipo RD Limited DXX da classe T1.1, o construtor Sodicars com carros nas categorias T1.1 (BV8 e Springbok) e T1.3 (BV2), MD Rallye Sport com o Buggy Optimus Evo 3 (T1.3) e a Ssangyong, com o buggy Korando DKR da classe T1.3. Por fim, vale destacar um tímido retorno da Mitsubishi com um Eclipse Cross na categoria T1.2, uma iniciativa com apoio da Mitsubishi Espanha.

UTVS

Os UTVs são a classe mais recente do Dakar, tendo se juntado a disputa apenas em 2017. São veículos de estrutura tubular de certa forma intermediários entre um quadriciclo e um protótipo da categoria T1. Os principais competidores utilizam modelos Can-Am e Polaris, e desde a estréia os brasileiros se destacaram na categoria, com vitória da dupla Leandro Torres / Lourival Roudan em 2017 e Reinaldo Varela e Gustavo Gugelmin em 2018. A categoria é dividida em duas classes:

  • T3.P: veículos derivados de UTVs de produção em série, de acordo com o Artigo 286 do Anexo J da FIA;
  • T3.S: UTVs de produção em série adaptados para competição, de acordo com o Artigo 286a do Anexo J da FIA.

Principais competidores:

Entre os UTVs, a disputa muito provavelmente será entre participantes utilizando equipamento da Can-Am, que dominou o top 10 da última edição. Entre os favoritos estão os brasileiros Reinaldo Varela e Gustavo Gugelmin, vencedores da edição 2018 e pilotos oficiais da Can-Am. Também de Can-Am, o vencedor de 2019, o chileno Francisco “Checo” Lopez retorna com copilotagem de Juan Pablo Latrach Vinagre.

CAMINHÕES

Os peso-pesados do Dakar, na década de 1980 os caminhões chegaram a rivalizar com os automóveis em velocidade. A tripulação dos caminhões é composta por três pessoas, com um mecânico se juntando ao piloto e co-piloto. Atualmente, por segurança, tem a velocidade máxima limitada a 140 km/h, e são organizados em três classes:

  • T4.1: caminhões derivados de modelos de produção em série, de acordo com o Artigo 287 do Anexo J da FIA. Devido ao peso de utilizar o chassis de caminhões de série, não são muito aptos a enfrentar terrenos como dunas, e têm se tornado cada vez mais raros;
  • T4.2: caminhões protótipos construídos sobre chassis tubulares, conforme regulamento específico da ASO;
  • T4.3: caminhões de apoio a outros competidores, funcionando como uma espécie de oficina móvel. Veículos inscritos nessa categoria devem estar homologados nas categorias T4.1 ou T4.2.

Principais competidores:

Nos caminhões o favoritismo é todo da russa Kamaz, com o trio Eduard Nikolaev, Evgenni Nikolaev e Vladimir Rybakov chegando com três vitórias nas edições 2017, 2018 e 2019 do Dakar, sempre a bordo do Kamaz K43509.

A principal marca com capacidade para desafiar os russos é a italiana Iveco, com o modelo Powerstar Evo 3.

Rally Dakar 2020 – parte 1

Começa o ano de 2020 agitado, com a primeira grande competição automobilísitica: o Rally Dakar.

Inicialmente disputado entre Paris e Dakar (capital do Senegal), a partir de 2009 a prova passou a ser disputada na América do Sul passando por países como Argentina, Paraguai e Chile. Para 2020, nova mudança de escapas, com o Dakar sendo realizado completamente dentro da Arábia Saudita, partindo de Jedá com a chegada em Qiddyah, num total de 7.800 km divididos em 12 etapas.

Fonte: divulgação.

05/jan – 1ª Etapa – Jedá – Al-Wajh

Distância Total: 752 km / Trecho Cronometrado: 319 km

Fonte: Divulgação.

A etapa de abertura está sendo chamada de mini-Dakar, pois contará com trechos velozes, trechos sinuosos, areia e cascalho.

06/jan – 2º Etapa – Al Wajh – Neom

Distância Total: 401 km / Trecho Cronometrado: 367 km

Composta principalmente por trechos de terra (65%) e cascalho (30%). Também marca a primeira etapa da Super Maratona para motocicletas e quadriciclos.

Fonte: Divulgação.

07/jan – 3ª Etapa – NEOM – NEOM

Distância Total: 489 km / Trecho Cronometrado: 405 km

Esta etapa forma uma espécie de circuito, com largada e chegada na megacidade de NEOM. A cidade faz parte do plano Vision 2030 do governo da Arábia Saudita, e promete ser um marco de desenvolvimento com maior liberdade para as mulheres e inovações integradas ao planejamento da cidade como a integração de sistemas autônomos de condução de veículos e logística, energia baseada em matrizes eólica e solar, entre outros. Conheça aqui maiores detalhes desse projeto.

O trecho do Rally levará os competidores à fronteira com a Jordânia num trajeto predominantemente de areia e com a maior elevação da competição, saindo do nível do mar até uma altitude máxima de 1.400 metros.

Fonte: Divulgação.

08/jan – 4ª Etapa – NEOM – Al’Ula

Distância Total: 676 km / Trecho Cronometrado: 453 km

Nesta etapa o terreno estará dividido entre areia, terra, asfalto e cascalho, e a navegação promete ser parte importante do desafio. Ao longo do trajeto, o destaque da paisagem local serão os templos do Reino Nabateu.

Fonte: Divulgação.

09/jan – 5ª Etapa – Al’Ula – Ha’il

Distância Total: 563 km / Trecho Cronometrado: 353 km

Primeira etapa com predominância de areia, os pilotos e navegadores precisarão de muita habilidade para vencer as dunas e colinas arenosas que fazem parte do trajeto.

Fonte: Divulgação.

10/jan – 6ª Etapa – Ha’il  – Riyadh

Distância Total: 830 km / Trecho Cronometrado: 478 km

Primeiro trecho 100% em terreno arenoso, deve privilegiar os competidores com experiência nesse tipo de terreno.

Fonte: Divulgação.

11/jan – Descanso dos competidores

12/jan – 7ª Etapa  – Riyadh – Wadi Al Dawasir

Distância Total: 741 km / Trecho Cronometrado: 546 km

Após um merecido dia de descanso, os competidores irão enfrentar o trecho mais longo de todo o rally, com muita areia e longos trechos de dunas. Os navegadores também deverão se manter atentos em diversos momentos para não se perder.

13/jan – 8ª Etapa  – Wadi Al Dawasir – Wadi Al Dawasir

Distância Total: 713 km / Trecho Cronometrado: 474 km

Outra etapa com largada e chegada no mesmo local, esta será a etapa mais veloz, com uma reta de 40 km de pé embaixo. A paisagem será repleta de cânions, montanhas e contrastes de cores.

Fonte: Divulgação.

14/jan – 9ª Etapa  – Wadi Al Dawasir – Haradh

Distância Total: 891 km / Trecho Cronometrado: 415 km

Essa etapa servirá de preparação para a entrada dos competidores no deserto Rub’ al-Khali, também chamado de Empty Quarter, ou quarta parte vazia, por ocupar cerca de 25% da área da Arábia Saudita. É o maior deserto do mundo, com clima considerado hiper-árido e temperaturas variando de 12°C de mínima à 51°C de máxima.

Fonte: Divulgação.

15/jan – 10ª Etapa  – Haradh – Shubataytah

Distância Total: 608 km / Trecho Cronometrado: 534 km

Esta será uma etapa maratona, onde será permitida ajuda somente entre competidores. Os últimos 30 km serão disputados pelas dunas do deserto Rub’ al-Khali, que podem chegar até 250 metros de altura.

Fonte: Divulgação.

16/jan – 11ª Etapa  – Shubataytah – Haradh

Distância Total: 744 km / Trecho Cronometrado: 379 km

Mais uma etapa disputada no “Empty Quarter”, com 80 km de dunas.

Fonte: Divulgação.

17/jan – 12ª Etapa  – Haradh – Qiddiya

Distância Total: 447 km / Trecho Cronometrado: 374 km

Os últimos 100 km prometem grandes desafios aos navegadores, e podem até mesmo mudar o resultado final. Uma seção especial de 20 km irá definir os vencedores do troféu Qiddiya antes do pódio da classificação final. Qiddiya é um mega-pólo de entretenimento, esportes e artes que faz parte do projeto Vision 2030 do governo da Arábia Saudita. A construção do complexo foi iniciada em 2019, e o projeto prevê atrações tais como parques temáticos, arenas esportivas das mais diversas modalidades e uma arena automobilística com pistas de arrancada, rallycross e rally de velocidade, kartódromo e um autódromo de nível internacional que pleiteia sediar um futuro Grande Prêmio de Fórmula 1 da Arábia Saudita. Conheça aqui mais detalhes sobre o parque de Qiddiya.

Na segunda parte dessa publicação, iremos conhecer as categorias e alguns dos principais competidores da 42ª Edição do Rally Dakar.

MCR Grand-Am

Lamborghinis de corrida foram por muitos anos um tabu dentro da marca de Sant’Agata Bolognese. Desde que o fabricante de tratores passou a produzir esportivos, o foco sempre foi em desenvolver carros esportivos que fossem superiores aos da Ferrari, e Ferruccio Lamborghini via o automobilismo como algo que drenava muitos recursos da empresa. Isso fez com que a empresa se mantivesse afastada das pistas de corrida, com o primeiro carro de competição oficialmente desenvolvido pela fábrica apenas em 1996, o Lamborghini Diablo SV-R da categoria monomarca Super Trofeo. Entretanto, isso não impediu que ao longo da história diversas equipes e indíviduos com maior poderio financeiro adaptassem os bólidos italianos (ou partes deles) para competições.

No Brasil, tivemos no passado o Fúria-Lamborghini de Jayme Silva, que utilizava motor e câmbio de um Lamborghini Miura que sofreu perda total após um acidente e, mais recentemente, tivemos o MCR Grand Am, protótipo desenvolvido para a categoria GP1 do Endurance Brasil, numa história que começa com o piloto gaúcho Fernando Poeta, então proprietário de dois modelos Lamborghini Gallardo GT3 e que teve a idéia de desenvolver um protótipo utilizando a grande quantidade de componentes sobressalentes dos GTs que possuía.

Lamborghini Gallardo LP560-4 GT3 de Fernando Poeta. Fonte: Endurance Brasil (1).

O projeto do bólido ficou a cargo do experiente engenheiro Luiz Fernando Cruz, fundador da MCR Race Cars e projetista de diversos carros vencedores nas Fórmulas Ford e Renault, Campeonato Brasileiro de Endurance, Sports 2000 e OSS britânicos, 12 Horas de Tarumã, entre outras provas e campeonatos.

Já a construção do carro foi realizada na oficina do preparador Noel Teixeira, com suporte da tradicional equipe gaúcha Mottin Racing, de Luciano Mottin, que também foi responsável por pelo suporte de pista do protótipo nas provas dos campeonatos gaúcho e brasileiro de endurance.

MCR durante a fase de construção e acertos. Fonte: Racecarpress (2)

O trabalho de desenvolvimento começou em 2014, época em que o regulamento do Endurance Brasil permitia apenas protótipos de estrutura tubular. A estrutura foi projetada em CAD, utilizando como base o regulamento IMSA para os Daytona Prototypes, então única categoria internacional a adotar esse tipo de construção. Partindo do powertrain de um Lamborghini Gallardo LP 560 GT3 (motor 5.2 V10 e transmissão Höllinger sequencial de seis marchas), o chassi tubular e a carenagem em fibra de vidro foram construídos. Com tanque de 100 litros de capacidade, o bólido acabou superando os 900 kg de peso mínimo da categoria GP1, batendo os 940 kg sem piloto.

MCR Grand-Am V10 ainda na fase de treinos. Fonte: Diário Motorsport (3)

A montagem foi completada em 2016, e inicialmente cogitava-se estrear já na primeira prova da temporada. O carro chegou a participar dos treinos das Três Horas de Santa Cruz do Sul (segunda etapa da Copa Brasil de Endurance e terceira do campeonato gaúcho), porém a equipe optou por postegar a estreia, como explicou o engenheiro Luiz Cruz:

“Agradeço a todas as manifestações dos amigos e comunico que a equipe decidiu adiar a estréia do protótipo para a próxima etapa, porém vai correr amanhã com a Lamborghini GT3. Não foi possível ajustar alguns detalhes durante o pouco tempo das sessões oficiais, bem como os 4 pilotos inscritos não conseguiram treinar o suficiente com o novo carro.”

Dessa forma, a estreia oficial ocorreu mesmo nas Três Horas de Tarumã, com pilotagem do trio Fernando Poeta, Andersom Toso e Fernando Fortes. Nos treinos, o MCR classificou-se na quinta posição, com um tempo de 1m02s, e completou a prova com a terceira posição na classificação geral, com uma volta de desvantagem para os vencedores. Esse resultado deu o tom do que seria sina do MCR Grand-Am: em todas as provas em que participou, o modelo jamais marcou a pole-position, porém sempre se mostrou um carro confiável e com bom ritmo de prova.

Protótipo MCR Grand-Am nas 3 Horas de Tarumã em 2016. Fonte: Endurance Brasil (1).

Ainda em 2016, a temporada culminou com a vitória nas 12 Horas de Tarumã, conduzido pelo sexteto Fernando Poeta/Fernando Fortes/Marcelo Santanna/Andersom Toso/Pedro Queirolo e Henrique Assunção.

Bandeira quadriculada selando a vitória da Mottin Racing nas 12 Horas de Tarumã de 2016. Fonte: Mottin Racing (4).

O ano 2017 viu a competição da categoria GP1 ficar mais acirrada, com a chegada de carros como o AJR e o Porsche 911 GT3 R. Nesse mesmo ano, a Mottin Racing recebeu patrocínio do energético Dopamina, numa temporada que teve como ponto alto a vitória na etapa de Guaporé do Campeonato Gaúcho de Endurance. A boa confiabilidade novamente foi crucial, e a temporada culminou com o vice-campeonato do certame gaúcho para Fernando Poeta.

Vitória de Fernando Poeta e Fernando Fortes em Guaporé na temporada 2017. Fonte: Mottin Racing (4)

Já pelo campeonato brasileiro, o MCR V10 apresentou alguns problemas nas primeiras etapas, e teve como melhor resultado o segundo lugar da categoria GP1 nos 500 km de São Paulo, o que deixou a equipe de fora da disputa pelo título na temporada 2017.

Para a temporada 2018, a Mottin Racing retornou ao Endurance Brasil, agora competindo na categoria P1 contra uma a nova geração de protótipos AJR. Mesmo sem vencer nenhuma prova na geral ou na categoria P1, o time composto por Claudio Ricci, Fernando Poeta e Beto Giacomello conseguiu utilizar a confiabilidade do MCR para angariar cinco pódios em sete etapas, com o terceiro lugar no campeonato brasileiro para o trio de piloto, e também com o título de campeões da categoria P1 no Campeonato Gaúcho de Endurance.

Análise Técnica

Chassis do MCR Lamborghini. Fonte: Racecarpres (1).

Como mencionado anteriormente, o chassi do MCR Grand Am é de estrutura tubular em aço carbono, utilizando perfis quadrados nas estruturas dianteira e traseira, enquanto a gaiola de proteção utiliza tubos de perfil circular, tal como prevê o Anexo J da FIA.

Visto de frente, o MCR Lamborghini tem uma mistura de elementos dos Daytona e Le Mans Prototypes. Isso porque a cabine (1) é bem larga, ao estilo dos protótipos americanos, porém o restante do design tem inspiração mais europeia, como o bico elevado (2). Nas provas em que competiu, o bólido recebeu diversas combinações de dive planes na dianteira: quando em testes, eram utilizadas duas aletas na lateral dos para-lamas, porém na estreia em 2016 a aleta superior foi substituída por um elemento bem mais robusto (imagens abaixo), provavelmente em busca de mais downforce. Na temporada 2017, o elemento inferior passou a adotar design similar ao superior (3), e em 2018 apenas o elemento inferior foi mantido. Curiosamente, nas temporadas 2016 e 2017 o protótipo não possuía os faróis integrados aos para-lamas, utilizando inicialmente faróis integrados aos espelhos retrovisores (imagem abaixo), que logo foram substituídos por elementos de led montados sobre os para-lamas dianteiros (4).

Interessante notar a suspensão, do tipo push rod com amortecedores horizontais na dianteira e verticais na traseira. Os discos de freio são metálicos tanto da dianteira quanto na traseira, com diâmetro de 355 mm e 380 mm, e pinças AP de seis pistões.

Diferente de outros protótipos brasileiros mais recentes, o piloto fica em posição deslocada ligeiramente para a esquerda.

Em, 2018, a dianteira do MCR recebeu diversas atualizações, como os faróis integrados (5) e dois dutos NACA, de função não identificada – o melhor chute é de que sirvam para conduzir mais ar ao sisema de freios (6).

Num layout relativamente incomum para um protótipo de motor central (solução carry-over do Gallardo GT3), o radiador é posicionado na dianteira, ventilando o ar quente por uma abertura similar a encontrada nos modelos GT. As rodas dianteiras contam com aberturas para reduzir o lift induzido pela rotação do conjunto roda-pneu.

Nessa outra imagem podemos ver que a tomada de ar para o sistema de freios também é realizada na grande entrada de ar inferior. O splitter dianteiro, não estava presente no carro que estreou em 2016 em Tarumã, porém já na prova seguinte, em Guaporé, o componente foi adotado.

A lateral mantém um perfil similar ao dos Daytona Prototypes, com destaque para os dutos NACA com função de levar ar para os freios traseiros (7) e para o cofre do motor (8).

Inicialmente, o MCR não possuía nenhuma entrada de ar sobre o teto, porém ainda em 2016 uma pequena entrada de ar foi adicionada. Em 2017, o que parece ser uma saída de ar também foi incluída, num layout curioso. Considerando a posição da admissão de ar do motor, essas entrada e saída sobre o teto parecem ter função de ajudar na ventilação da cabine, principalmente.

Visto por trás, o MCR tem um difusor (9) com dois elementos laterais com maior ângulo de inclinação, e um elemento central de menores proporções com dois strakes separando o fluxo interno. O difusor traseiro é suportado em parte por duas hastes ligadas ao suporte da asa traseira. As saídas do escapamento (10) ficam posicionadas de forma bem similar à do Lamborghini Gallardo que empresta o motor ao protótipo. A asa traseira (11) parece ser o mesmo elemento utilizado no Gallardo GT3, o que é visível pelas semelhanças entre o suporte, perfil da asa e o formato dos endplates. Fato curioso por se tratar de um protótipo, o MCR tem uma janela traseira de policarbonato.

Para a temporada 2019, Fernando Poeta e Beto Giacomello deixaram o MCR de lado, e voltaram a competir com o Lamborghini Gallardo GT3 na categoria Light.



Você também pode se interessar por:

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Fontes:

Galeria de Imagens – Império Endurance Brasil 2019. Disponível em: http://www.imperioendurancebrasil.com/imagens.html.

Racecarpress. Disponível em: https://www.facebook.com/racecarpress.racecarpress.

O novo protótipo MCR Grand-Am V10 foi testado em Tarumã. Disponível em: https://www.diariomotorsport.com.br/o-novo-prototipo-mcr-grand-am-v10-foi-testado-em-taruma/.

Mottin Racing: Disponível em: https://www.facebook.com/MottinRacing/.

Imagens:

[1]: Retirado de: Galeria de Imagens – Império Endurance Brasil 2019. Disponível em: http://www.imperioendurancebrasil.com/imagens.html.

[2]: Retirado de: Racecarpress. Disponível em: https://www.facebook.com/racecarpress.racecarpress.

[3]: Retirado de: O novo protótipo MCR Grand-Am V10 foi testado em Tarumã. Disponível em: https://www.diariomotorsport.com.br/o-novo-prototipo-mcr-grand-am-v10-foi-testado-em-taruma/.

[4]: Retirado de: Mottin Racing: Disponível em: https://www.facebook.com/MottinRacing/.

Endurance Brasil – 3 Horas de Goiânia

No dia 12 de outubro será realizada a sexta etapa da Império Endurance Brasil 2019, que retorna ao Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia (veja aqui os destaques da prova disputada no dia 25 de maio). Depois de uma bela corrida noturna em Interlagos, a categoria vem com ainda mais força para a reta final do campeonato.

O recorde da pista pertence à categoria, com o tempo de 1:16.271 cravado pelo AJR #88 de Vicente Orige e Tarso Marques. Na última prova, disputada sob alta temperatura, todos os protótipos da categoria P1 enfrentaram algum tipo de problema, principalmente os AJR dos quais apenas o carro de David Muffato e Pedro Queirolo conseguiu cumprir voltas o suficiente para ser classificado. O protótipo Ginetta G57 de Fábio Ebrahim e Wagner Ebrahim também apresentou problemas durante a prova, resultando numa merecida vitória para a Ferrari 488 GT3 de Chico Longo e Daniel Serra.

Desde então, todas as provas foram vencidas na classificação geral por protótipos AJR, com duas vitórias do carro #65 de Nilson Ribeiro e José Roberto Ribeiro (Santa Cruz do Sul e Interlagos) e uma para David Queirolo e Pedro Muffato, a bordo do AJR #113. Resta agora saber se em Goiânia os protótipos novamente enfrentarão problemas, já que o próximo final de semana promete muito sol e elevadas temperaturas.

Programação da Prova

24 de maio de 2019 – Sexta-feira

08h35 às 09h05 – Primeiro Treino Livre (P2/P3/P4/GT4)
09h10 às 09h40 – Primeiro Treino Livre (P1/GT3)
10h30 às 11h00 – Segundo Treino Livre (P2/P3/P4/GT4)
11h05 às 11h35 – Segundo Treino Livre (P1/GT3)
13h00 às 13h30 – Terceiro Treino Livre (P2/P3/P4/GT4)
13h35 às 14h05 – Terceiro Treino Livre (P1/GT3)
15h30 às 15h55 – Treino Classificatório (P2/P3/P4)
16h00 às 16h25 – Treino Classificatório (GT4)
16h30 às 16h55 – Treino Classificatório (GT3)
17h00 às 17h25 – Treino Classificatório (P1)

25 de maio de 2019 – Sábado

09h00 às 11h30 – Visitação aos boxes
10h35 às 10h55 – Warm up
13h – Abertura de box
13h30 – Largada
16h50 – Pódio

Para quem quiser acompanhar a prova de perto, os ingressos para as arquibancadas serão vendidos na hora a um valor de R$ 20,00, enquanto o camarote pode ser adquirido no site da Sympla. Aqueles que quiserem acompanhar online podem fazê-lo pelo canal do YouTube da Endurance Brasil, pelo Facebook ou pelo site da categoria, e o live timing está disponível no site da Cronomap e pelo RaceHero.

Lista de Inscritos

A lista oficial de inscritos só deve sair na véspera da prova, mas conforme as novidades e confirmações forem surgindo a lista abaixo será atualizado

Categoria P1 (7 carros)
#5 Metalmoro AJR-Chevrolet V8 – Tiel Andrade / Júlio Martini / Marçal Muller
#11 Metalmoro AJR-Honda K24 Turbo – Emílio Padrón / Marcelo Vianna / Thiago Marques
#20 Ginetta G57-Chevrolet V8 – Wagner Ebrahim / Fábio Ebrahim / Pedro Aguiar
#43 Metalmoro AJR-Chevrolet V8 – Vicente Orige / Raphael Campos / Gustavo Martins
#65 Metalmoro AJR-Chevrolet V8 – Nilson Ribeiro / José Roberto Ribeiro
#113 Metalmoro AJR-Chevrolet V8 – Pedro Queirolo / David Muffato
#175 Metalmoro AJR-Chevrolet V8 – Henrique Assunção / Luiz Otávio Floss

Categoria GT3 (4 carros)
#8 Mercedes-Benz AMG GT3 – Guilherme Figuerôa / Júlio Campos
#9 Mercedes-Benz AMG GT3 – Xandy Negrão / Xandinho Negrão
#19 Ferrari 488 GT3 – Chico Longo / Marcos Gomes
#55 Porsche 911 GT3 R – Ricardo Maurício / Marcel Visconde

Categoria P2 (5 carros)
#4 Sigma P1-Audi V8 Turbo – Jindra Kaucher / Aldo Piedade Jr.
#25 GT Race Cars GeeBee R1-Chevrolet V8 – Ney Faustini / Ney de Sá Faustini
#32 MC Tubarão IX-Duratec Turbo – Mauro Kern / Paulo Sousa
#35 Predador-Audi Turbo – Jair Bana / Eduardo “Duda” Bana
#37 Scorpion-Hayabusa Turbo – Stuart Turvey / Renato Turelli

Categoria GT3 Light (2 carros)
#63 Aston Martin Vantage V12 GT3 – Sérgio Ribas / Guilherme Ribas
#155 Ferrari 458 GT3 – Ricardo Mendes / Tom Filho

Categoria P3 (5 carros)
#7 Metalmoro MRX-Honda 20V – Aldoir Sette / Franco Pasquale
#17 VBS 01-Volkswagen 16V – Gustavo Frey / George Frey / Sergio Cardoso
#72 Metalmoro MRX-Opel 16V – Carlos Antunes / Yuri Antunes
#75 Metalmoro MRX-Cosworth – Henrique Assunção / Fernando Fortes / Emilio Padron
#89 Radical SR3-Hayabusa – Renato Stumpf / Matheus Stumpf (à confirmar)

Categoria GT4 (6 carros)
#3 Mercedes-Benz AMG GT4 – Alexandre Auler / Leandro Romera
#6 BMW M3 GTR – Henry Visconde / Kreis Jr. / Bruno Bonifácio
#16 Ginetta G55 GT4 – Ésio Vichiesi / Vinicius Kwong
#45 Ginetta G55 GT4 – Fábio Scorpioni / Paulo Totaro
#22 Mercedes-Benz AMG GT4 – Leandro Ferrari / Flávio Abrunhoza / Sérgio Jimenez
#555 Ginetta G55 GT4 – Renan Guerra / Renato Braga

Categoria P4 (2 carros)
#34 Metalmoro MRX-Volkswagen 8V – Ricardo Haag / Mário Marcondes
#74 Aldee Spyder-Volkswagen 8V – Alejandro Cignetti / Luis Abad

Categoria GT4 Light (2 carros)
#14 Mercedes-Benz CLA 45 AMG – Junior Victorette / Gabriel Lusquinos
#64 Audi RS3 LMS TCR – Henry Visconde / Maurizio Sala / Felipe Strey

Papo de paddock

E finalmente a Endurance Brasil parece ter fechado o calendário para 2019. A etapa com local em aberto agendada para 2 de novembro foi definida e será realizada no autódromo de Santa Cruz do Sul, o que promete um bom reforço dos pilotos gaúchos.

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⚠️ Nossas praças foram atualizadas

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Já a última etapa, inicialmente prevista para ser disputada em Interlagos, passará a ser realizada no Autódromo Internacional de Curitiba, após o não cumprimento de um acordo entre o Interlagos Motor Clube e a APE (Associação dos Pilotos de Endurance). Com isso, a tradicional prova dos 500 km de São Paulo foi marcada para o mesmo final de semana da final do campeonato brasileiro, o que faz aumentar o risco de baixo comparecimento na prova paulista, pois grande parte dos principais competidores estará comprometida com a prova paranaense. Resta esperar para ver, pois é bem verdade que existem diversos competidores potenciais que não estão comprometidos com o Endurance Brasil mas que são participantes frequentes das competições no autódromo paulista.

Outra prova que agora tem data marcada é a também tradicional 500 Milhas de Londrina, que será realizada nos dias 21 e 22 de novembro, que conseguiu evitar o conflito de datas e promete um bom grid na pista paranaense. Em breve teremos uma postagem com todas as informações sobre a prova.

Ainda falando sobre provas de longa duração, a notícia mais importante dos últimos dias é o retorno das Mil Milhas Brasileiras, que serão disputadas entre os dias 12 e 16 de fevereiro. O regulamento não fugiu do esperado e foi baseado naquele do Endurance Brasil, ainda que a princípio a prova não deva fazer parte de nenhum campeonato (vale lembrar que em edições passadas o regulamento permitia carros de categorias como DTM, Super GT, FIA GT, Le Mans e Daytona Prototypes). A grande é que foram incluídas as categorias PN1 e PN2, respectivamente para protótipos nacionais com motores até 2.000 cm³ aspirados e turbo (respectivamente) e as categorias TN1 e TN2, para modelos de turismo nacionais com motores de até 2.000 cm³ aspirados e turbo, respectivamente.

Entre os novos participantes, a equipe paulista AV Motorsports confirmou que a estréia do protótipo Pegaso R deve acontecer apenas em 2020. Para 2019 a equipe adquiriu um Aldee Spyder que será modificado recebendo, nas palavras da equipe “… alterações na carenagem para ganhar melhor aerodinâmica, chassis para melhoria de suspensão, pintura nova, motor Subaru com 320 cv, jogos de amortecedores Sachs 4 vias, painel AIM MXL 2, injeção eletrônica FuelTech FT 550…”

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Depois de uma semana de viagem, finalmente em casa nova. Agora o trabalho começa, alterações na carenagem para ganhar melhor aerodinâmica, chassis para melhoria de suspensão, pintura nova, motor Subaru com 320 cv, jogos de amortecedores Sachs 4 vias, painel AIM MXL 2, injeção eletrônica FuelTech FT 550…. e muito mais, além de um novo nome Sleipner. E o Pegaso? Em julho tivemos uma reunião com o ex projetista de Formula 1, o Ricardo Divila, onde apresentamos todo o projeto para ele do Pegaso. Ele gostou muito do projeto e apos um longo periodo de conversa para não colocar em risco um grande projeto fazendo correndo decidimos continuar com o desenvolvimento e começar a faze-lo no segundo semestre de 2020 pensando no ano de 2021 e com alteracoes que seriam necessarias como um monocoque de carbono o qual estamos conversando com uma empresa na Europa para construi-lo. Estreamos nosso carro e nossa equipe esse ano em 2 de novembro com o Sleipner, e no próximo ano iremos continuar desenvolvendo esse carro como a ideia de um carro escola para para início de pilotos no Endurance. #automobilismo #racing #motorsport #race #interlagos #brasil #corrida #formula1 #wec #imsa #elms #imperioendurancebrasil #patrocinio #sponsorship #sportprototipo #racingcar #racecarengeering #avmotosports #blackbrasil #thegentlemandrive #fia #tecpads #stockcar #foxsportsbrasil #bandsports #subaru #zf #sachs #aim

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O carro, que será renomeado como Sleipner, promete nova aerodinâmica, o que pode estar relacionado a informação de que a AV Motorsports firmou um acordo para utilizar soluções aerodinâmicas do protótipo italiano Tatuus PY012, modelo concebido dentro do regulamento para a categoria CN.

Mais informações surgiram também sobre o modelo AJR com powertrain elétrico que está sendo desenvolvido no Rio Grande do Sul. O projeto será um piloto, com envolvimento de pessoas da JLM Racing e de universidades gaúchas.

Até o momento nada foi confirmado oficialmente, porém é grande a possibilidade de que a fabricante de motores elétricos WEG e a Fueltech também estejam envolidas no projeto, que recentemente firmaram parceria para desenvolver soluções para a conversão de automóveis de passeio com motores à combustão para motores elétricos, e também para desenvolver sistemas de powertrain elétrico para veículos de competição.

Entre as equipes já estabelecidas, os preparativos para a sexta etapa continuam. A equipe Absoluta Racing, por exemplo, participou de uma prova da LDA em Interlagos como forma de preparação. Uma boa novidade é que o motor titular do carro está pronto para ser utilizado, garantindo cerca de 50 HP adicionais.

A gaúcha MC Tubarão também se dedicou a treinos com três dos seus carros: treinaram o BMW M3 GTR #64 (GT4), MC Tubarão IX Duratec #32 (P2) e AJR #5 (P1).

Retornando para a Endurance Brasil, a tradicional equipe paranaence Bana Racing vem com atualizações no sempre veloz protótipo Predador, com melhorias no sistema de freios, arrefecimento de câmbio e reforços no case.

O Team Ginetta Brasil também segue nas preparações para a sexta etapa, completando boas horas de teste nas últimas semanas.

Fontes:

E-24. Disponível em: https://www.electric24.com.br/mobility-lab.

WEG anuncia parceria tecnológica para converter veículos à combustão em veículos elétricos. Disponível em: https://www.weg.net/institutional/BR/pt/news/produtos-e-solucoes/weg-anuncia-parceria-tecnologica-para-converter-veiculos-a-combustao-em-veiculos-eletricos.

WEG e Fueltech anunciam parceria para inovar na eletrificação do automobilismo e em conversões de veículos de passeio. Disponível em: https://fueltech.com.br/blogs/news/weg-anuncia-parceria-tecnologica-para-converter-veiculos-a-combustao-em-veiculos-eletricos.