MCR Grand-Am

Lamborghinis de corrida foram por muitos anos um tabu dentro da marca de Sant’Agata Bolognese. Desde que o fabricante de tratores passou a produzir esportivos, o foco sempre foi em desenvolver carros esportivos que fossem superiores aos da Ferrari, e Ferruccio Lamborghini via o automobilismo como algo que drenava muitos recursos da empresa. Isso fez com que a empresa se mantivesse afastada das pistas de corrida, com o primeiro carro de competição oficialmente desenvolvido pela fábrica apenas em 1996, o Lamborghini Diablo SV-R da categoria monomarca Super Trofeo. Entretanto, isso não impediu que ao longo da história diversas equipes e indíviduos com maior poderio financeiro adaptassem os bólidos italianos (ou partes deles) para competições.

No Brasil, tivemos no passado o Fúria-Lamborghini de Jayme Silva, que utilizava motor e câmbio de um Lamborghini Miura que sofreu perda total após um acidente e, mais recentemente, tivemos o MCR Grand Am, protótipo desenvolvido para a categoria GP1 do Endurance Brasil, numa história que começa com o piloto gaúcho Fernando Poeta, então proprietário de dois modelos Lamborghini Gallardo GT3 e que teve a idéia de desenvolver um protótipo utilizando a grande quantidade de componentes sobressalentes dos GTs que possuía.

Lamborghini Gallardo LP560-4 GT3 de Fernando Poeta. Fonte: Endurance Brasil (1).

O projeto do bólido ficou a cargo do experiente engenheiro Luiz Fernando Cruz, fundador da MCR Race Cars e projetista de diversos carros vencedores nas Fórmulas Ford e Renault, Campeonato Brasileiro de Endurance, Sports 2000 e OSS britânicos, 12 Horas de Tarumã, entre outras provas e campeonatos.

Já a construção do carro foi realizada na oficina do preparador Noel Teixeira, com suporte da tradicional equipe gaúcha Mottin Racing, de Luciano Mottin, que também foi responsável por pelo suporte de pista do protótipo nas provas dos campeonatos gaúcho e brasileiro de endurance.

MCR durante a fase de construção e acertos. Fonte: Racecarpress (2)

O trabalho de desenvolvimento começou em 2014, época em que o regulamento do Endurance Brasil permitia apenas protótipos de estrutura tubular. A estrutura foi projetada em CAD, utilizando como base o regulamento IMSA para os Daytona Prototypes, então única categoria internacional a adotar esse tipo de construção. Partindo do powertrain de um Lamborghini Gallardo LP 560 GT3 (motor 5.2 V10 e transmissão Höllinger sequencial de seis marchas), o chassi tubular e a carenagem em fibra de vidro foram construídos. Com tanque de 100 litros de capacidade, o bólido acabou superando os 900 kg de peso mínimo da categoria GP1, batendo os 940 kg sem piloto.

MCR Grand-Am V10 ainda na fase de treinos. Fonte: Diário Motorsport (3)

A montagem foi completada em 2016, e inicialmente cogitava-se estrear já na primeira prova da temporada. O carro chegou a participar dos treinos das Três Horas de Santa Cruz do Sul (segunda etapa da Copa Brasil de Endurance e terceira do campeonato gaúcho), porém a equipe optou por postegar a estreia, como explicou o engenheiro Luiz Cruz:

“Agradeço a todas as manifestações dos amigos e comunico que a equipe decidiu adiar a estréia do protótipo para a próxima etapa, porém vai correr amanhã com a Lamborghini GT3. Não foi possível ajustar alguns detalhes durante o pouco tempo das sessões oficiais, bem como os 4 pilotos inscritos não conseguiram treinar o suficiente com o novo carro.”

Dessa forma, a estreia oficial ocorreu mesmo nas Três Horas de Tarumã, com pilotagem do trio Fernando Poeta, Andersom Toso e Fernando Fortes. Nos treinos, o MCR classificou-se na quinta posição, com um tempo de 1m02s, e completou a prova com a terceira posição na classificação geral, com uma volta de desvantagem para os vencedores. Esse resultado deu o tom do que seria sina do MCR Grand-Am: em todas as provas em que participou, o modelo jamais marcou a pole-position, porém sempre se mostrou um carro confiável e com bom ritmo de prova.

Protótipo MCR Grand-Am nas 3 Horas de Tarumã em 2016. Fonte: Endurance Brasil (1).

Ainda em 2016, a temporada culminou com a vitória nas 12 Horas de Tarumã, conduzido pelo sexteto Fernando Poeta/Fernando Fortes/Marcelo Santanna/Andersom Toso/Pedro Queirolo e Henrique Assunção.

Bandeira quadriculada selando a vitória da Mottin Racing nas 12 Horas de Tarumã de 2016. Fonte: Mottin Racing (4).

O ano 2017 viu a competição da categoria GP1 ficar mais acirrada, com a chegada de carros como o AJR e o Porsche 911 GT3 R. Nesse mesmo ano, a Mottin Racing recebeu patrocínio do energético Dopamina, numa temporada que teve como ponto alto a vitória na etapa de Guaporé do Campeonato Gaúcho de Endurance. A boa confiabilidade novamente foi crucial, e a temporada culminou com o vice-campeonato do certame gaúcho para Fernando Poeta.

Vitória de Fernando Poeta e Fernando Fortes em Guaporé na temporada 2017. Fonte: Mottin Racing (4)

Já pelo campeonato brasileiro, o MCR V10 apresentou alguns problemas nas primeiras etapas, e teve como melhor resultado o segundo lugar da categoria GP1 nos 500 km de São Paulo, o que deixou a equipe de fora da disputa pelo título na temporada 2017.

Para a temporada 2018, a Mottin Racing retornou ao Endurance Brasil, agora competindo na categoria P1 contra uma a nova geração de protótipos AJR. Mesmo sem vencer nenhuma prova na geral ou na categoria P1, o time composto por Claudio Ricci, Fernando Poeta e Beto Giacomello conseguiu utilizar a confiabilidade do MCR para angariar cinco pódios em sete etapas, garantindo o vice-campeonato no campeonato de pilotos para o trio de pilotos.

Análise Técnica

Chassis do MCR Lamborghini. Fonte: Racecarpres (1).

Como mencionado anteriormente, o chassi do MCR Grand Am é de estrutura tubular em aço carbono, utilizando perfis quadrados nas estruturas dianteira e traseira, enquanto a gaiola de proteção utiliza tubos de perfil circular, tal como prevê o Anexo J da FIA.

Visto de frente, o MCR Lamborghini tem uma mistura de elementos dos Daytona e Le Mans Prototypes. Isso porque a cabine (1) é bem larga, ao estilo dos protótipos americanos, porém o restante do design tem inspiração mais europeia, como o bico elevado (2). Nas provas em que competiu, o bólido recebeu diversas combinações de dive planes na dianteira: quando em testes, eram utilizadas duas aletas na lateral dos para-lamas, porém na estreia em 2016 a aleta superior foi substituída por um elemento bem mais robusto (imagens abaixo), provavelmente em busca de mais downforce. Na temporada 2017, o elemento inferior passou a adotar design similar ao superior (3), e em 2018 apenas o elemento inferior foi mantido. Curiosamente, nas temporadas 2016 e 2017 o protótipo não possuía os faróis integrados aos para-lamas, utilizando inicialmente faróis integrados aos espelhos retrovisores (imagem abaixo), que logo foram substituídos por elementos de led montados sobre os para-lamas dianteiros (4).

Interessante notar a suspensão, do tipo push rod com amortecedores horizontais na dianteira e verticais na traseira. Os discos de freio são metálicos tanto da dianteira quanto na traseira, com diâmetro de 355 mm e 380 mm, e pinças AP de seis pistões.

Diferente de outros protótipos brasileiros mais recentes, o piloto fica em posição deslocada ligeiramente para a esquerda.

Em, 2018, a dianteira do MCR recebeu diversas atualizações, como os faróis integrados (5) e dois dutos NACA, de função não identificada – o melhor chute é de que sirvam para conduzir mais ar ao sisema de freios (6).

Num layout relativamente incomum para um protótipo de motor central (solução carry-over do Gallardo GT3), o radiador é posicionado na dianteira, ventilando o ar quente por uma abertura similar a encontrada nos modelos GT. As rodas dianteiras contam com aberturas para reduzir o lift induzido pela rotação do conjunto roda-pneu.

Nessa outra imagem podemos ver que a tomada de ar para o sistema de freios também é realizada na grande entrada de ar inferior. O splitter dianteiro, não estava presente no carro que estreou em 2016 em Tarumã, porém já na prova seguinte, em Guaporé, o componente foi adotado.

A lateral mantém um perfil similar ao dos Daytona Prototypes, com destaque para os dutos NACA com função de levar ar para os freios traseiros (7) e para o cofre do motor (8).

Inicialmente, o MCR não possuía nenhuma entrada de ar sobre o teto, porém ainda em 2016 uma pequena entrada de ar foi adicionada. Em 2017, o que parece ser uma saída de ar também foi incluída, num layout curioso. Considerando a posição da admissão de ar do motor, essas entrada e saída sobre o teto parecem ter função de ajudar na ventilação da cabine, principalmente.

Visto por trás, o MCR tem um difusor (9) com dois elementos laterais com maior ângulo de inclinação, e um elemento central de menores proporções com dois strakes separando o fluxo interno. O difusor traseiro é suportado em parte por duas hastes ligadas ao suporte da asa traseira. As saídas do escapamento (10) ficam posicionadas de forma bem similar à do Lamborghini Gallardo que empresta o motor ao protótipo. A asa traseira (11) parece ser o mesmo elemento utilizado no Gallardo GT3, o que é visível pelas semelhanças entre o suporte, perfil da asa e o formato dos endplates. Fato curioso por se tratar de um protótipo, o MCR tem uma janela traseira de policarbonato.

Para a temporada 2019, Fernando Poeta e Beto Giacomello deixaram o MCR de lado, e voltaram a competir com o Lamborghini Gallardo GT3 na categoria Light.

Fontes:

Galeria de Imagens – Império Endurance Brasil 2019. Disponível em: http://www.imperioendurancebrasil.com/imagens.html.

Racecarpress. Disponível em: https://www.facebook.com/racecarpress.racecarpress.

O novo protótipo MCR Grand-Am V10 foi testado em Tarumã. Disponível em: https://www.diariomotorsport.com.br/o-novo-prototipo-mcr-grand-am-v10-foi-testado-em-taruma/.

Mottin Racing: Disponível em: https://www.facebook.com/MottinRacing/.

Imagens:

[1]: Retirado de: Galeria de Imagens – Império Endurance Brasil 2019. Disponível em: http://www.imperioendurancebrasil.com/imagens.html.

[2]: Retirado de: Racecarpress. Disponível em: https://www.facebook.com/racecarpress.racecarpress.

[3]: Retirado de: O novo protótipo MCR Grand-Am V10 foi testado em Tarumã. Disponível em: https://www.diariomotorsport.com.br/o-novo-prototipo-mcr-grand-am-v10-foi-testado-em-taruma/.

[4]: Retirado de: Mottin Racing: Disponível em: https://www.facebook.com/MottinRacing/.

Endurance Brasil – 3 Horas de Goiânia

No dia 12 de outubro será realizada a sexta etapa da Império Endurance Brasil 2019, que retorna ao Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia (veja aqui os destaques da prova disputada no dia 25 de maio). Depois de uma bela corrida noturna em Interlagos, a categoria vem com ainda mais força para a reta final do campeonato.

O recorde da pista pertence à categoria, com o tempo de 1:16.271 cravado pelo AJR #88 de Vicente Orige e Tarso Marques. Na última prova, disputada sob alta temperatura, todos os protótipos da categoria P1 enfrentaram algum tipo de problema, principalmente os AJR dos quais apenas o carro de David Muffato e Pedro Queirolo conseguiu cumprir voltas o suficiente para ser classificado. O protótipo Ginetta G57 de Fábio Ebrahim e Wagner Ebrahim também apresentou problemas durante a prova, resultando numa merecida vitória para a Ferrari 488 GT3 de Chico Longo e Daniel Serra.

Desde então, todas as provas foram vencidas na classificação geral por protótipos AJR, com duas vitórias do carro #65 de Nilson Ribeiro e José Roberto Ribeiro (Santa Cruz do Sul e Interlagos) e uma para David Queirolo e Pedro Muffato, a bordo do AJR #113. Resta agora saber se em Goiânia os protótipos novamente enfrentarão problemas, já que o próximo final de semana promete muito sol e elevadas temperaturas.

Programação da Prova

24 de maio de 2019 – Sexta-feira

08h35 às 09h05 – Primeiro Treino Livre (P2/P3/P4/GT4)
09h10 às 09h40 – Primeiro Treino Livre (P1/GT3)
10h30 às 11h00 – Segundo Treino Livre (P2/P3/P4/GT4)
11h05 às 11h35 – Segundo Treino Livre (P1/GT3)
13h00 às 13h30 – Terceiro Treino Livre (P2/P3/P4/GT4)
13h35 às 14h05 – Terceiro Treino Livre (P1/GT3)
15h30 às 15h55 – Treino Classificatório (P2/P3/P4)
16h00 às 16h25 – Treino Classificatório (GT4)
16h30 às 16h55 – Treino Classificatório (GT3)
17h00 às 17h25 – Treino Classificatório (P1)

25 de maio de 2019 – Sábado

09h00 às 11h30 – Visitação aos boxes
10h35 às 10h55 – Warm up
13h – Abertura de box
13h30 – Largada
16h50 – Pódio

Para quem quiser acompanhar a prova de perto, os ingressos para as arquibancadas serão vendidos na hora a um valor de R$ 20,00, enquanto o camarote pode ser adquirido no site da Sympla. Aqueles que quiserem acompanhar online podem fazê-lo pelo canal do YouTube da Endurance Brasil, pelo Facebook ou pelo site da categoria, e o live timing está disponível no site da Cronomap e pelo RaceHero.

Lista de Inscritos

A lista oficial de inscritos só deve sair na véspera da prova, mas conforme as novidades e confirmações forem surgindo a lista abaixo será atualizado

Categoria P1 (7 carros)
#5 Metalmoro AJR-Chevrolet V8 – Tiel Andrade / Júlio Martini / Marçal Muller
#11 Metalmoro AJR-Honda K24 Turbo – Emílio Padrón / Marcelo Vianna / Thiago Marques
#20 Ginetta G57-Chevrolet V8 – Wagner Ebrahim / Fábio Ebrahim / Pedro Aguiar
#43 Metalmoro AJR-Chevrolet V8 – Vicente Orige / Raphael Campos / Gustavo Martins
#65 Metalmoro AJR-Chevrolet V8 – Nilson Ribeiro / José Roberto Ribeiro
#113 Metalmoro AJR-Chevrolet V8 – Pedro Queirolo / David Muffato
#175 Metalmoro AJR-Chevrolet V8 – Henrique Assunção / Luiz Otávio Floss

Categoria GT3 (4 carros)
#8 Mercedes-Benz AMG GT3 – Guilherme Figuerôa / Júlio Campos
#9 Mercedes-Benz AMG GT3 – Xandy Negrão / Xandinho Negrão
#19 Ferrari 488 GT3 – Chico Longo / Marcos Gomes
#55 Porsche 911 GT3 R – Ricardo Maurício / Marcel Visconde

Categoria P2 (5 carros)
#4 Sigma P1-Audi V8 Turbo – Jindra Kaucher / Aldo Piedade Jr.
#25 GT Race Cars GeeBee R1-Chevrolet V8 – Ney Faustini / Ney de Sá Faustini
#32 MC Tubarão IX-Duratec Turbo – Mauro Kern / Paulo Sousa
#35 Predador-Audi Turbo – Jair Bana / Eduardo “Duda” Bana
#37 Scorpion-Hayabusa Turbo – Stuart Turvey / Renato Turelli

Categoria GT3 Light (2 carros)
#63 Aston Martin Vantage V12 GT3 – Sérgio Ribas / Guilherme Ribas
#155 Ferrari 458 GT3 – Ricardo Mendes / Tom Filho

Categoria P3 (5 carros)
#7 Metalmoro MRX-Honda 20V – Aldoir Sette / Franco Pasquale
#17 VBS 01-Volkswagen 16V – Gustavo Frey / George Frey / Sergio Cardoso
#72 Metalmoro MRX-Opel 16V – Carlos Antunes / Yuri Antunes
#75 Metalmoro MRX-Cosworth – Henrique Assunção / Fernando Fortes / Emilio Padron
#89 Radical SR3-Hayabusa – Renato Stumpf / Matheus Stumpf (à confirmar)

Categoria GT4 (6 carros)
#3 Mercedes-Benz AMG GT4 – Alexandre Auler / Leandro Romera
#6 BMW M3 GTR – Henry Visconde / Kreis Jr. / Bruno Bonifácio
#16 Ginetta G55 GT4 – Ésio Vichiesi / Vinicius Kwong
#45 Ginetta G55 GT4 – Fábio Scorpioni / Paulo Totaro
#22 Mercedes-Benz AMG GT4 – Leandro Ferrari / Flávio Abrunhoza / Sérgio Jimenez
#555 Ginetta G55 GT4 – Renan Guerra / Renato Braga

Categoria P4 (2 carros)
#34 Metalmoro MRX-Volkswagen 8V – Ricardo Haag / Mário Marcondes
#74 Aldee Spyder-Volkswagen 8V – Alejandro Cignetti / Luis Abad

Categoria GT4 Light (2 carros)
#14 Mercedes-Benz CLA 45 AMG – Junior Victorette / Gabriel Lusquinos
#64 Audi RS3 LMS TCR – Henry Visconde / Maurizio Sala / Felipe Strey

Papo de paddock

E finalmente a Endurance Brasil parece ter fechado o calendário para 2019. A etapa com local em aberto agendada para 2 de novembro foi definida e será realizada no autódromo de Santa Cruz do Sul, o que promete um bom reforço dos pilotos gaúchos.

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⚠️ Nossas praças foram atualizadas

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Já a última etapa, inicialmente prevista para ser disputada em Interlagos, passará a ser realizada no Autódromo Internacional de Curitiba, após o não cumprimento de um acordo entre o Interlagos Motor Clube e a APE (Associação dos Pilotos de Endurance). Com isso, a tradicional prova dos 500 km de São Paulo foi marcada para o mesmo final de semana da final do campeonato brasileiro, o que faz aumentar o risco de baixo comparecimento na prova paulista, pois grande parte dos principais competidores estará comprometida com a prova paranaense. Resta esperar para ver, pois é bem verdade que existem diversos competidores potenciais que não estão comprometidos com o Endurance Brasil mas que são participantes frequentes das competições no autódromo paulista.

Outra prova que agora tem data marcada é a também tradicional 500 Milhas de Londrina, que será realizada nos dias 21 e 22 de novembro, que conseguiu evitar o conflito de datas e promete um bom grid na pista paranaense. Em breve teremos uma postagem com todas as informações sobre a prova.

Ainda falando sobre provas de longa duração, a notícia mais importante dos últimos dias é o retorno das Mil Milhas Brasileiras, que serão disputadas entre os dias 12 e 16 de fevereiro. O regulamento não fugiu do esperado e foi baseado naquele do Endurance Brasil, ainda que a princípio a prova não deva fazer parte de nenhum campeonato (vale lembrar que em edições passadas o regulamento permitia carros de categorias como DTM, Super GT, FIA GT, Le Mans e Daytona Prototypes). A grande é que foram incluídas as categorias PN1 e PN2, respectivamente para protótipos nacionais com motores até 2.000 cm³ aspirados e turbo (respectivamente) e as categorias TN1 e TN2, para modelos de turismo nacionais com motores de até 2.000 cm³ aspirados e turbo, respectivamente.

Entre os novos participantes, a equipe paulista AV Motorsports confirmou que a estréia do protótipo Pegaso R deve acontecer apenas em 2020. Para 2019 a equipe adquiriu um Aldee Spyder que será modificado recebendo, nas palavras da equipe “… alterações na carenagem para ganhar melhor aerodinâmica, chassis para melhoria de suspensão, pintura nova, motor Subaru com 320 cv, jogos de amortecedores Sachs 4 vias, painel AIM MXL 2, injeção eletrônica FuelTech FT 550…”

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Depois de uma semana de viagem, finalmente em casa nova. Agora o trabalho começa, alterações na carenagem para ganhar melhor aerodinâmica, chassis para melhoria de suspensão, pintura nova, motor Subaru com 320 cv, jogos de amortecedores Sachs 4 vias, painel AIM MXL 2, injeção eletrônica FuelTech FT 550…. e muito mais, além de um novo nome Sleipner. E o Pegaso? Em julho tivemos uma reunião com o ex projetista de Formula 1, o Ricardo Divila, onde apresentamos todo o projeto para ele do Pegaso. Ele gostou muito do projeto e apos um longo periodo de conversa para não colocar em risco um grande projeto fazendo correndo decidimos continuar com o desenvolvimento e começar a faze-lo no segundo semestre de 2020 pensando no ano de 2021 e com alteracoes que seriam necessarias como um monocoque de carbono o qual estamos conversando com uma empresa na Europa para construi-lo. Estreamos nosso carro e nossa equipe esse ano em 2 de novembro com o Sleipner, e no próximo ano iremos continuar desenvolvendo esse carro como a ideia de um carro escola para para início de pilotos no Endurance. #automobilismo #racing #motorsport #race #interlagos #brasil #corrida #formula1 #wec #imsa #elms #imperioendurancebrasil #patrocinio #sponsorship #sportprototipo #racingcar #racecarengeering #avmotosports #blackbrasil #thegentlemandrive #fia #tecpads #stockcar #foxsportsbrasil #bandsports #subaru #zf #sachs #aim

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O carro, que será renomeado como Sleipner, promete nova aerodinâmica, o que pode estar relacionado a informação de que a AV Motorsports firmou um acordo para utilizar soluções aerodinâmicas do protótipo italiano Tatuus PY012, modelo concebido dentro do regulamento para a categoria CN.

Mais informações surgiram também sobre o modelo AJR com powertrain elétrico que está sendo desenvolvido no Rio Grande do Sul. O projeto será um piloto, com envolvimento de pessoas da JLM Racing e de universidades gaúchas.

Até o momento nada foi confirmado oficialmente, porém é grande a possibilidade de que a fabricante de motores elétricos WEG e a Fueltech também estejam envolidas no projeto, que recentemente firmaram parceria para desenvolver soluções para a conversão de automóveis de passeio com motores à combustão para motores elétricos, e também para desenvolver sistemas de powertrain elétrico para veículos de competição.

Entre as equipes já estabelecidas, os preparativos para a sexta etapa continuam. A equipe Absoluta Racing, por exemplo, participou de uma prova da LDA em Interlagos como forma de preparação. Uma boa novidade é que o motor titular do carro está pronto para ser utilizado, garantindo cerca de 50 HP adicionais.

A gaúcha MC Tubarão também se dedicou a treinos com três dos seus carros: treinaram o BMW M3 GTR #64 (GT4), MC Tubarão IX Duratec #32 (P2) e AJR #5 (P1).

Retornando para a Endurance Brasil, a tradicional equipe paranaence Bana Racing vem com atualizações no sempre veloz protótipo Predador, com melhorias no sistema de freios, arrefecimento de câmbio e reforços no case.

O Team Ginetta Brasil também segue nas preparações para a sexta etapa, completando boas horas de teste nas últimas semanas.

Fontes:

E-24. Disponível em: https://www.electric24.com.br/mobility-lab.

WEG anuncia parceria tecnológica para converter veículos à combustão em veículos elétricos. Disponível em: https://www.weg.net/institutional/BR/pt/news/produtos-e-solucoes/weg-anuncia-parceria-tecnologica-para-converter-veiculos-a-combustao-em-veiculos-eletricos.

WEG e Fueltech anunciam parceria para inovar na eletrificação do automobilismo e em conversões de veículos de passeio. Disponível em: https://fueltech.com.br/blogs/news/weg-anuncia-parceria-tecnologica-para-converter-veiculos-a-combustao-em-veiculos-eletricos.