Endurance Brasil – 3 Horas do Velopark

No próximo dia 27 de julho será realizada a quarta etapa da Império Endurance Brasil no autódromo Velopark, em Nova Santa Rita, cidade de 26.000 habitantes localizada a cerca de 30 km de Porto Alegre. O traçado, inaugurado em 2010, é o mais curto do campeonato, com apenas 2.278 metros, e caracteriza-se por duas longas retas de cerca de 900 metros cada, unidas por nove curvas com zebras elevadas, um desafio a resistência dos carros que disputam provas na pista gaúcha. Outra curiosidade do autódromo é que a entrada para os boxes é realizada pela reta oposta, enquanto a saída é realizada logo após a curva 2.

A prova promete grandes emoções, com mais de 10 carros com condições de disputar a vitória na classificação geral. Em 2018, os vencedores foram Daniel Serra e Chico Longo, a bordo do veloz Lamborghini Huracàn GT3. O histórico da pista, no entanto, não parece favorecer nem protótipos nem GTs, com uma distribuição equilibrada entre os dois tipos de carros nas vitórias.

O recorde absoluto da pista é do piloto Pedro Piquet, na temporada 2015 Fórmula 3 Brasil, com um tempo de 0:48.709. Abaixo temos os tempos de referência para diversas categorias no Velopark:

Na prova de 2018, o AJR #11 de Emílio Padròn e Cesar Ramos chegou a baixar esse tempo no treino de sexta-feira, com uma volta de 0:48.619, mas condições climáticas desfavoráveis fizeram com que esse tempo não foi batido nas tomadas de tempo oficiais. O clima, por sinal, promete apimentar ainda mais a disputa, com a previsão de temperaturas baixas e pancadas de chuva ao longo do final de semana.

O campeonato até aqui


Até o momento da publicação deste artigo, a CBA não divulgou a tabela oficial de classificação, porém fizemos uma tabela não oficial baseada no resultado da prova de Santa Cruz do Sul. Na geral, seguem lideres Xandy e Xandinho Negrão, que apesar de não terem vencido nenhuma prova até o momento, foram extremamente regulares. A vantagem da dupla, contudo, reduziu-se a 10 pontos sobre o trio do Ginetta #20, que são seguidos de perto por Tarso Marques e Vicente Orige. Vendo a tabela, fica claro o equilíbrio entre pilotos de GTs e protótipos, que dividem igualmente as 6 primeira posições da classificação.

Na categoria P1, curiosamente, a liderança é da dupla David Muffato e Pedro Queirolo, que apresentaram bons resultados em Curitiba e Santa Cruz do Sul, e conseguiram importantes pontos na exigente prova de Goiânia. Em segundo vem novamente o trio do Ginetta #20, seguidos por Tarso Marques e Vicente Orige.

Na categoria GT3, a liderança da dupla do Mercedes AMG #08 aumentou consideravelmente para 60 pontos, seguidos por Marcel Visconde e Ricardo Maurício. Na terceira posição vem Chico Longo, empatado com a dupla do Porsche #55.

Na P2, apenas a dupla do MC Tubarão IX completou a prova de Santa Cruz do Sul, o que os colocou na liderança da tabela da categoria. Em segundo vêm os paulistas Ney Faustini e Ney de Sá Faustini, seguidos de longe por Jair e Duda Bana.

Pela categoria GT3 Light, a disputa é acirrada entre as duplas da Ferrari #155 e do Aston #63, enquanto Fernando Poeta e Beto Giacomello continuam no zero após um começo de temporada difícil para os pilotos da Mottin Racing.

Outra categoria com boas disputas é a P3, que sempre conta com um dos maiores grids de cada etapa. Na primeira posição, Carlos Antunes e Yuri Antunes conseguiram abrir uma boa vantagem para Matheus e Renato Stumpf, seguidos de perto por Henrique Assunção e Emílio Padrón.

Pela GT4, Renan Guerra está mostrando a força do Ginetta G55, com a segunda maior pontuação de todas as categorias, seguido pela dupla Alexandre Auler e Leandro Romera, e mais de longe por Leandro Ferrari e Flávio Abrunhoza e pelo trio do Audi RS3 TCR #64, que mesmo sem ter o ritmo dos GT4, vêm mostrando boa confiabilidade.

Na P4, apenas Mario Marcondes e Ricardo Haag participaram da terceira etapa, ampliando ainda mais a vantagem na liderança da categoria.

Por fim, na GT4 Light Arthur Caleffi e Maicom Roluem venceram, garantindo a liderança e vice-liderança da tabela até o momento.

Programação da Prova

26 de julho de 2019 – Sexta-feira

8h00 às 19h00 – Secretária / Inscrições / Combustível
8h30 às 9h00 – Treino Livre Oficial – P2, P3, P4 e GT4
9h05 às 9h35 – Treino Livre Oficial – P1 e GT3
9h45 às 10h15 – Treino Livre Oficial – P2, P3, P4 e GT4
10h20 às 10h50 – Treino Livre Oficial – P1 e GT3
11h00 às 11h30 – Treino Livre Oficial – P2, P3, P4 e GT4
11h35 às 12h05 – Treino Livre Oficial – P1 e GT3
13h às 14h – Treino Livre Oficial – Categorias P2, P3, P4 e GT4
14h15 às 15h15 – Treino Livre Oficial – Categorias P1 e GT3
15h30 às 15h45 – Treino Classificatório – Categorias P3 e P4
15h50 às 16h05 – Treino Classificatório – Categoria P2
16h10 às 16h25 – Treino Classificatório – Categoria GT4
16h30 às 16h45 – Treino Classificatório – Categoria GT3
16h50 às 17h10 Treino Classificatório – Categoria P1

27 de julho de 2019 – Sábado

08h00 às 18h00 – Secretária / Inscrições / Combustível / Pneus
09h00 às 11h30 – Vistoria Técnica nos boxes das equipes
09h00 às 09h30 – Warm-up Endurance
09h30 às 10h30 – Horário Promocional
11h00 às 12h00 – Visitação de box
12h30 – Abertura de box
12h30 – Fechamento de box
13h00 – Largada das 3 Horas do Velopark
16h30 – Pódio

Para quem quiser curtir a prova ao vivo, a entrada para a arquibancada será realizada pelos portões C e D, e o ingresso será 1 kg de alimento não perecível. Haverá também a opção de arquibancada VIP, com acesso à visitação aos boxes entre 11h e 12h, com preço de R$ 30,00. O camarote também estará disponível, com vendas pelo Sympla (
https://www.sympla.com.br/endurance-brasil-etapa-velopark__565320?fbclid=IwAR2l0PKow-iSqgTG_lD2dDsRiKWMC70p4k6xIHj0aaBKWZUfHi_0hALHRQo ). O estacionamento terá acesso pelo portão 2, com custo de R$ 20,00 para carros e R$ 10,00 para motos.

Quem for acompanhar a prova on-line, pode acompanhar a transmissão ao vivo através do canal YouTube do Endurance Brasil (
https://www.youtube.com/channel/UCu44Vvcn1UVbkxPyJvHiPDw ), e através do live timing pelo Race Hero(
https://racehero.io/events/3-horas-do-velopark ) ou pelo site da Cronomap (
http://cronomap.com.br/resultados/RS/2019/04E/index.asp ).

Lista de inscritos

Categoria P1 (10-11 carros)

#4 Sigma P1-Audi V8 Turbo – Felipe Bertuol / Jindra Kaucher
#5 Metalmoro JLM AJR-Chevrolet V8 – Tiel de Andrade / Andersom Toso / Júlio Martini
#11 Metalmoro JLM AJR-Honda K24 Turbo – Emílio Padrón / Thiago Marques / Marcelo Vianna
#20 Ginetta G57-Chevrolet V8 – Fábio Ebrahim / Wagner Ebrahim / Pedro Aguiar
#46 Metalmoro JLM AJR-Audi 2.0 Turbo – Gustavo Martins / Pedro Castro / João Santanna (à confirmar)
#65 Metalmoro JLM AJR-Chevrolet V8 – Nilson Ribeiro / José Roberto Ribeiro
#80 Metalmoro JLM AJR-Nissan V6 – Alexandre Finardi / Rafael Suzuki
#88 Metalmoro JLM AJR-Chevrolet V8 – Vicenter Orige / Tarso Marques
#110 DTR01-Honda K20 Turbo – Francesco Ventre / Eduardo Dieter
#113 Metalmoro JLM AJR-Chevrolet V8 – Pedro Queirolo / David Muffato
#175 Metalmoro JLM AJR-Chevrolet V8 – Henrique Assunção / Fernando Fortes / Luiz Floss

Categoria GT3 (4 carros)

#8 Mercedes-Benz AMG GT3 – Guilherme Figuerôa / Julio Campos
#9 Mercedes-Benz AMG GT3 – Xandy Negrão / Xandinho Negrão
#19 Ferrari 488 GT3 – Chico Longo / Daniel Serra
#55 Porsche 911 GT3 R – Marcel Visconde / Ricardo Maurício

Categoria P2 (3 carros)

#25 GT Race Cars GeeBee R1-Chevrolet V8 – Ney Faustini / Ney de Sá Faustini
#32 MC Tubarão IX-Ford Duratec Turbo – Paulo Sousa / Mauro Kern
#37 Veloztech Scorpion-Hayabusa Turbo – Stuart Turvey / à confirmar

Categoria GT3 Light (1-3 carros)

#18 Lamborghini Gallardo LP560-4 GT3 – Fernando Poeta / Beto Giacomello (à confirmar)
#63 Aston Martin Vantage V12 GT3 – Sergio Ribas / Guilherme Ribas (à confirmar)
#155 Ferrari 458 GT3 – Ricardo Mendes / Tom Filho

Categoria P3 (3-6 carros)

#7 Metalmoro MRX-Honda 20V – Aldoir Sette / Marcelo Campagnolo
#44 Metalmoro MRX-Volkswagen 16V – Ruben Ghisleni / à confirmar
#46 Roco 001-Hayabusa – Robbi Perez / Jose Cordova
#56 Metalmoro MRX-Volkswagen – Rafael Simon / Gustavo Simon (à confirmar)
#72 Metalmoro MRX-Opel 16V – Carlos Antunes / Yuri Antunes (à confirmar)
#75 Metalmoro MRX-Cosworth 16V – Henrique Assunção / Fernando Fortes / Emílio Padrón
#89 Radical SR3-Hayabusa – Matheus Stumpf / Renato Stumpf (à confirmar)

Categoria GT4 (até 5 carros)

#3 Mercedes-Benz AMG GT4 – Alexandre Auler / Leandro Romera (à confirmar)
#16 Ginetta G55 GT4 – Esio Vichiese / Kreis Jr. (à confirmar)
#22 Mercedes-Benz AMG GT4 – Flavio Abrunhoza / Leandro Ferrari (à confirmar)
#64 Audi RS3 LMS TCR – Henry Visconde / Guilherme Salas (à confirmar)
#555 Ginetta G55 GT4 – Renato Braga / Renan Guerra (à confirmar)

Categoria P4 (1 carro)

#34 Metalmoro MRX-Volkswagen 8V – Ricardo Haag / Mário Marcondes

Categoria GT4 Light (até 2 carros)

#14 Mercedes-Benz CLA 45 AMG – Junior Victorette / Marcelo Karam (à confirmar)
#21 Mercedes-Benz CLA 45 AMG – Arthur Caleffi (à confirmar)

Papo de Paddock

Além da expectative para a prova do Velopark, o paddock da Endurance Brasil tem várias notícias sobre novos e antigos participantes, que podem se somar ao grid.

O primeiro, é o carro que foi destaque da temporada 2018 do Endurance Brasil: a Lamborghini Huracàn GT3 da Via Italia Racing andou dando as caras em Interlagos no último dia 15, conforme noticiado pela página Velocidade Curitiba. Resta saber se foi apenas um check do modelo, ou se podemos ter um reforço no grid ainda em 2019…

Um outro velho conhecido que pode voltar a dar as caras nas pistas é o MR18-Audi Turbo de Vinicius Roso, Felipe Roso e Claudio Ricci, que está encostado a algum tempo, e hoje seria um carro competitivo para a categoria P2

Fonte: MetalMoro [8].

Outras novidades prometidas para 2019 estão entre os protótipos. Sobre o protótipo GeeBee DP1 da Absoluta Racing, a única informação é que o projeto parece estar atrasado, e no momento a equipe continua com o GeeBee R1, que recebeu novo motor que está sendo revisado e preparado para a próxima etapa.

Outro dos novos protótipos nacionais é o Pegaso R da AV Motorsports, projeto que está sendo liderado por Andrey Valério e desenvolvido por estudantes da UNIP. As últimas notícias são que um modelo em escala ¼ está em construção para testes em túnel de vento, algo que arrisco dizer ser inédito entre os protótipos brasileiros. Segundo simulações da equipe, o modelo será capaz de virar 1m25s8 em Interlagos, cerca de 2,5 segundos mais rápido que a pole de Carlos Kray e Vicente Orige em 2018. Resta aguardar se esse desempenho irá se confirmar nas pistas…

Entre as novidades vindouras, têm crescido as conversas sobre a chegada de um (ou mais) protótipos Ligier JSP3, já que a partir desse ano protótipos com monocoque em fibra de carbono foram permitidos na categoria P1. O representante oficial da Ligier no Brasil confirmar ter recebido consultas para aquisição do modelo, que acabou receber uma evolução para o novo ciclo do regulamento LMP3, com alguns melhoramentos aerodinâmicos e do sistema de arrefecimento, além de um novo motor Nissan VK56 com 455 HP.

Mais uma conversa que vêm ganhando força é sobre a chegada de um McLaren 720S GT3, agora que a marca de Woking tem representação oficial no Brasil através do grupo Eurobike/Sttutgart. O modelo foi lançado durante uma corrida suporte ao GP da Austrália desse ano, estreando com vitória e pole-position. Caso venha, será uma grande adição ao certame nacional.

Frente aos potenciais competidores, a Metalmoro/JLM Racing também está se movendo, e o primeiro AJR com monocoque em fibra de carbono deve estar a caminho para a próxima temporada. Além disso, e equipe gaúcha têm trabalhado em parceria com a UFRGS para o desenvolvimento de uma versão eletrificada do AJR, então a briga entre modelos nacionais e importados está apenas començando a esquentar.

Referências:

https://racemotor.com.br/2019/07/18/novas-maquinas-e-equipes-miram-endurance-brasil/

Endurance Brasil – 4 Horas de Goiânia

No dia 25 de maio será realizada a segunda etapa da Endurance Brasil 2019, que marca a primeira visita da categoria ao Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia. Depois de um final emocionante na prova de Curitiba (leia aqui o resumo da prova), as 4 Horas de Goiânia prometem um grande show de competividade, com novas máquinas e pilotos se juntando à disputa.

A pista goiana, inaugurada em 1974, têm 3.835 metros de extensão com 6 curvas à direita e 4 à esquerda, mesclando curvas de alta e de baixa. Nos últimos anos o autódromo não fez parte das diversas formas do campeonato brasileiro de endurance e não existe hoje uma referência de tempo de volta para a categoria, porém existe a expectativa de que o recorde da pista possa ser quebrado.

O campeonato até aqui:

Até o momento da publicação dessa postagem, a CBA ainda não havia divulgado a tabela de pontuação oficial da Endurance Brasil, porém fizemos abaixo uma tabela não-oficial, baseada nos resultados da etapa de Curitiba [UPDATE: atualizado em 21/05 com a classificação oficial do site da CBA]:

Na P1, a liderança fica com os vencedores da prova de Curitiba, o trio Vicente Orige / Carlos Kray e Tarso Marques, seguidos pelos AJR de Pedro Queirolo / David Muffato e Nilson Ribeiro /José Roberto Ribeiro. O Team Ginetta Brasil teve uma estreia aquém das expectativas, mas conseguiu garantir pontos que poderão se mostrar importantes para a disputa do campeonato. Quem também teve um início de temporada difícil foi o trio do AJR #11, de Emilio Padron, atual campeão da P1, que tiveram problemas durante a prova e não marcaram pontos. Outro que ficaram no zero, apesar de terem conseguido retornar para a prova de Curitiba, foi o trio da equipe MC Tubarão que não foi capaz de completar a distância mínima regulamentar (70% das voltas do vencedor), necessária para ter seu resultado computado para o campeonato.

Na GT3, liderança da dupla Xandy Negrão e Xandinho Negrão, seguidos por Marcel Visconde / Ricardo Maurício. [UPDATE] Após a divulgaçã da classificação, a dupla formada pelo o atual campeão Chico Longo e Daniel Serra aparentemente foi desclassificada da prova de Curitiba, apesar de na pista terem ficado em terceiro na prova de Curitiba. Até o momento não foram divulgados mais detalhes, repetindo a situação estranha que ocorreu após a desclassificação de Ricardo Zonta da rodada dupla da Stock Car do Velo Città na véspera da prova de Goiânia. Se a aparente punição for mantida, é mais um duro golpe após uma estreia aquém do esperado, já que a nova Ferrari 488 GT3 veio com a pompa de ser o carro pole-position da categoria GTD nas 24 Horas de Daytona. Mas quem se deu mal mesmo foi a dupla Guilherme Figuerôa e Julio Campos, que não marcaram pontos na etapa curitibana.

Na P2, nenhum dos carros conseguiu completar a prova de Curitiba, e a liderança está com a dupla Ney Faustini e Ney de Sá Faustini, que percorreram a maior distância na capital paranaense.


Na GT3 Light, domínio da dupla do Aston Martin #63, únicos a serem classificados na primeira etapa.

Na P3, o ano começa como terminou na antiga P3 (hoje P4), com a liderança dos atuais campeões Gustavo e Rafael Simon, com o protótipo MRX-Volkswagen, único modelo com motor 8V da categoria.

Na GT4, liderança da equipe da Mercedes #3, numa categoria que foi marcada pelo equilíbrio na primeira etapa. O Audi A3 TCR #64 dos atuais campeões da GT4 deve ter um ano difícil, pois na primeira etapa o carro da MC Tubarão se mostrou mais lento quando comparado às Mercedes e Ginetta GT4.

Na P4, a liderança é de Mário Marcondes e Ricardo Haag no único MRX da classe, seguidos por Alejandro Cignetti e Marcelo Miguel.

Na GT4 Light, a dupla da Mercedes CLA 45 AMG #21, Arthur Caleffi e Ian Jepsen Ely começa na liderança, seguidos pelo trio da outra Mercedes, de numeral 14.

O que podemos esperar da prova de Goiânia?

Após a primeira etapa parece claro que o balanço de performance estipulado no regulamento está funcionando. A prova na capital paranaense foi repleta de disputas do início ao fim, e tanto os carros da GT3 quanto os P1 estiveram equilibrados e com chances reais de vitória. A expectativa é novamente ver belas disputas pois, além das máquinas que já participaram em Curitiba, novas equipes prometem acirrar a luta pela vitória.

Na categoria P1, já está confirmada a estreia de mais um AJR, o carro #80 da equipe Kia Power Imports, que será pilotado por Alexandre Finardi e Rafael Suzuki. Esse bólido será o primeiro AJR a receber a motorização Nissan V6, com potência na casa dos 500 cv e que pode ser uma combinação muito competitiva, especialmente se o protótipo apresentar consumo de combustível mais moderado que os AJR com motor Chevrolet V8.

Depois de chegar a ser confirmado na etapa de abertura, o protótipo Sigma P1 pode aparecer na pista goiana, após receber uma pesada atualização aerodinâmica. Além da prometida revisão da asa dianteira (agora totalmente em fibra de carbono), a asa traseira foi reprojetada, com dois elementos e perfil variável. Novidade também é a parceria com a Nafta Motorsports, respeitada equipe paulista, que deve reforçar os esforços da equipe gaúcha. Resta ver o resultado das atualizações com o modelo na pista, e esperamos que já na próxima etapa.

Outro protótipo que pode estrear em Goiânia é o DTR P1-Honda Turbo. A equipe DTR Motorsports tem trabalhado duro na preparação do carro e, em treino realizado em Tarumã no dia 1º de maio, marcou um melhor tempo de 57,6 segundos, suficiente para colocar o carro na terceira posição do grid de largada da última prova gaúcha do Endurance Brasil em 2018. Se o carro vier, será forte candidato a disputar as primeiras posições da prova.

Caso todas as estreias se confirmem, a segunda etapa pode contar com a participação de 14 carros nas categorias principais (10 na categoria P1 e 4 carros da GT3), um grid impressionante para uma categoria que está apenas na sua quinta temporada.

Falando em GT3, já há algum tempo a imagem abaixo tem rodado a internet. Ao que tudo indica, se trata de um Huracan Super Trofeo Evo, que teria chegado em Campinas ainda em março, porém até o momento não surgiram novidades sobre se a macchina estava só de passagem pelo Brasil, ou se irá ficar e participar de competições no país. A versão Super Trofeo foi desenvolvida para a competição monomarca homônima, voltada a pilotos semiprofissionais. Apesar de mais potente que a versão GT3, com 620 cv, o modelo possui menor nível de downforce e é mais lento e amigável a pilotos menos experientes.

Na P2, o inglês Stuart Turvey vem treinado forte nas últimas semanas, e é outro que pode aparecer em Goiânia. No último ano o protótipo Scorpion se mostrou muito veloz em classificações e em ritmo de prova, e caso venha será um forte candidato a pole na P2. Resta saber se a confiabilidade, calcanhar de Aquiles da equipe em 2018, vai melhorar.

Algumas equipes também já estiveram treinando em Goiânia, como a equipe Via Italia Racing (Ferrar 488 GT3 #19) e a Stillux Racing (Ginetta G55 GT4 #16).

Novidades também na P3, com a estréia do protótipo Roco 001 Hayabusa de José Cordova e Robbi Perez e a LT Team subindo para a P3 com um MRX, conforme apurado pelo Velocidade Curitiba.

Por enquanto são essas as novidades para a segunda etapa da Império Endurance Brasil 2019, mas conforme a data da prova for se aproximando esse post será atualizado com todas as novidades.

Programação da Prova

24 de maio de 2019 – Sexta-feira

8h30 às 9h30 – Primeiro Treino Livre
9h45 às 10h45 – Segundo Treino Livre
11h às 12h – Terceiro Treino Livre
14h15 às 15h15 – Quarto Treino Livre
16h55 às 17h10 – Treino Classificatório

25 de maio de 2019 – Sábado

9h30 às 10h – Warm-up
12h às 13h – Visitação aos boxes
14h – Largada
18h30 – Pódio

Lista de Inscritos

A lista oficial de inscritos só deve sair na véspera da prova, mas conforme as novidades e confirmações forem surgindo a lista abaixo será atualizado

Categoria P1 (8 carros)
#4 Sigma P1-Audi V8 Turbo – Felipe Bertuol / Jindra Kaucher
#5 Metalmoro AJR-Chevrolet V8 – Tiel Andrade / Andersom Toso / Júlio Martini / Marçal Muller
#11 Metalmoro AJR-Honda K24 Turbo – Emílio Padrón / Marcelo Vianna / Thiago Marques
#20 Ginetta G57-Chevrolet V8 – Wagner Ebrahim / Fábio Ebrahim / Pedro Aguiar
#65 Metalmoro AJR-Chevrolet V8 – Nilson Ribeiro / José Roberto Ribeiro
#80 Metalmoro AJR-Nissan V6 – Alexandre Finardi / Rafael Suzuki
#88 Metalmoro AJR-Chevrolet V8 – Carlos Kray / Vicente Orige / Tarso Marques
#110 Protótipo DTR-Honda K20 Turbo – Eduardo Dieter / Francesco Ventre
#113 Metalmoro AJR-Chevrolet V8 – Pedro Queirolo / David Muffato
#175 Metalmoro AJR-Chevrolet V8 – Henrique Assunção / Luiz Otávio Floss / Marcelo Sant’Anna

Categoria GT3 (4 carros)
#8 Mercedes-Benz AMG GT3 – Guilherme Figuerôa / Júlio Campos
#9 Mercedes-Benz AMG GT3 – Xandy Negrão / Xandinho Negrão
#19 Ferrari 488 GT3 – Chico Longo / Daniel Serra
#55 Porsche 911 GT3 R – Ricardo Maurício / Marcel Visconde

Categoria P2 (3 carros)
#25 GT Race Cars GeeBee R1-Chevrolet V8 – Ney Faustini / Ney de Sá Faustini
#32 MC Tubarão IX-Duratec Turbo – Mauro Kern / Paulo Sousa
#37 Scorpion-Hayabusa Turbo – Stuart Turvey / Thiago Riberi

Categoria GT3 Light (3 carros)
#18 Lamborghini Gallardo LP560-4 GT3 – Fernando Poeta / Beto Giacomello
#63 Aston Martin Vantage V12 GT3 – Sérgio Ribas / Guilherme Ribas
#100 Peugeot 408 Stock Car – Reinaldo Rena / Roberto Rossati
#155 Ferrari 458 GT3 – Ricardo Mendes / Tom Filho

Categoria P3 (6 carros)
#6 Metalmoro MRX-Volkswagen 16V – Leandro Totti / José Vilela
#7 Metalmoro MRX-Honda 20V – Aldoir Sette / Marcelo Campagnolo
#44 Metalmoro MRX-Volkswagen 16V – Ruben Ghisleni / à confirmar
#46 Roco 001-Hayabusa – Robbi Perez / Jose Cordova
#56 Metalmoro MRX-Volkswagen – Gustavo Simon / Rafael Simon (à confirmar)
#72 Metalmoro MRX-Opel 16V – Carlos Antunes / Yuri Antunes
#75 Metalmoro MRX-Cosworth – Henrique Assunção / Fernando Fortes / Emilio Padron
#89 Radical SR3-Hayabusa – Renato Stumpf / Matheus Stumpf

Categoria GT4 (5 carros)
#3 Mercedes-Benz AMG GT4 – Alexandre Auler / Leandro Romera
#10 Ginetta G55 GT4 – Ésio Vichiesi / Mick Simpson
#16 Ginetta G55 GT4 – Renan Guerra / Renato Braga / Kreis Jr
#22 Mercedes-Benz AMG GT4 – Leandro Ferrari / Flávio Abrunhoza
#64 Audi RS3 TCR – Henry Visconde / Guilherme Salas / Márcio Basso

Categoria P4 (2 carros)
#34 Metalmoro MRX-Volkswagen 8V – Ricardo Haag / Mário Marcondes
#74 Aldee Spyder-Volkswagen 8V – Alejandro Cignetti / Marcelo Miguel

Categoria GT4 Light (3 carros)
#10 Chevrolet Cruze-Duratec Berta – Marcelo Losasso / Humberto Biazus #14 Mercedes-Benz CLA 45 AMG – Junior Victorette / Marcelo Karam / José Cordova
#21 Mercedes-Benz CLA 45 AMG – Arthur Caleffi / Ricardo Lemke / Marcelo Lemke
#28 Chevrolet Montana Stock Car – Pietro Rimbano / Vinicius Kwong

Resumo dia 23 de maio

Finalmente começaram as atividades da Endurance Brasil na capital goiana, com um treino extra para que os competidores possam se aclimatar à nova pista. O destaque do dia ficou com a Ginetta G57#20 dos irmãos Ebrahim e de Pedro Aguiar, que acumulou 72 voltas de treino e o melhor tempo da sessão em 1:18.099. Ainda na categoria P1, a segunda posição ficou com o AJR #88 da JLM Racing (à cerca de meio segundo), seguido pelos AJR #65 da NC Racing e o #5 da MC Tubarão, ambos a cerca de 1 segundo da Ginetta. O treino marcou também a reestreia do protótipo Sigma P1, que acumulou 43 voltas e um melhor tempo de 1:26.840.

Na GT3, o melhor tempo foi da Ferrari 488 #19 de Daniel Serra e Chico Longo, com o tempo de 1:19.753 (+ 1.653), com vantagem de mais de 1,5 segundo para as Mercedes AMG GT3 #8 e #9. Na GT3 Light, o único competidor a ir para a pista foi a Ferrari 458 #155 de Peter Feter e Ricardo Mendes, com um tempo de 1:24.762.

O melhor carro entre os demais foi o MRX #75 de Henrique Assunção, Emílio Padrón e Fernando Fortes (categoria P3). Na GT4, foram para a pista as duas Mercedes AMG e o Audi A3 da MC Tubarão. Apesar de já indicarem quais são alguns dos candidatos à pole-position, a sexta com certeza guarda diversas surpresas em todas as categorias. Isso porque as equipes começaram agora a entender qual o set-up ideal para a pista, e também porque várias ausências marcaram esse primeiro treino, entre elas as Ginetta G55 e o estreante protótipo Roco 001.

Resumo dia 24 de maio

Já pela manhã do segundo dia de atividades, diversas máquinas que estiveram ausentes do treino extra entraram na pista, como o protótipo Scorpion Hayabusa de Stuart Turvey e Thiago Riberi, que esteve sempre entre os 10 mais velozes na pista, e o Lamborghini Gallardo #18 da Mottin Racing. Além disso, as primeiras baixas começaram a aparecer, como o AJR-Honda Turbo #11, que sequer participou do treino classificatório após uma quebra acabou ficando de fora da etapa goiana.

Pela tarde teve início a sessão de treinos classificatórios, com os protótipos das categorias P3 e P4. Na P4, novamente a pole ficou com o MRX-Volkswagen AP #34 de Ricardo Haag e Mario Marcondes, seguido pelo Aldee-Volkswagen #74 de Alejandro Cignetti e Leandro Totti. Na P3, a disputa foi acirrada entre os MRX #72 e #75, com a pole ficando para o carro de Carlos Antunes e Yuri Antunes. Em seguida foi a vez dos carros da P2, e tal como em 2018, o protótipo Scorpion #37 mostrou-se o carro mais veloz, cravando o tempo de 1:22.076, que só seria quebrado quando os carros da GT3 entrassem na pista. Na segunda posição ficou o protótipo MC Tubarão IX #32 com a melhor volta em 1:24.985, seguido pelo protótipo GeeBee R1 #25.

Entre os GT4, na Light o melhor tempo foi marcado pela Montana Stock Car #28 de Pietro Rimbano e Vinicius Kwong, porém a dupla foi desclassificada e a pole ficou com a Mecedes CLA #14 de Junior Victorette e Marcelo Karam. Na GT4, domínio das Mercedes AMG, com dobradinha dos carros #3 e #22, seguidos pela Ginetta do trio Renan Guerra / Renato Braga / Kreis Jr.

Em seguida foi a vez as máquinas da GT3 entrarem na pista, e o favoritismo da Ferrari #19 se confirmou, com nova pole para Chico Longo e Daniel Serra, porém com vantagem de apenas 3 décimos para a Mercedes #8 de Julio Campos e Guilherme Figueroa. Em terceiro ficou o Porsche de Ricardo Maurício e Marcel Visconde, com a outra Mercedes da família Negrão fechando o grid. Na GT3 Light, novamente pole para a Ferrari 458 #155, seguida pela Lamborghini #18.

Por fim veio a hora dos protótipos da P1, e a disputa entre os AJR e a Ginetta 57 prometia ser acirrada. No final, a pole geral ficou com o AJR-Chevrolet V8 #88 dos vencedores de Curitiba, dessa vez sem a presença de Carlos Kray, que estrearam uma nova asa traseira, agora equipada com um sistema de asa móvel a la Fórmula 1. Na segunda posição ficou o sempre veloz AJR #65 da NC Racing, seguido por outro AJR, o de numeral 175. O carro do Team Ginetta Brasil ficou com a quarta posição, cerca de 1,5 segundos mais lento que o AJR #88, e seguiram os AJR #113 e #5, respectivamente. Fechando o grid da P1 ficou o protótipo Sigma P1, em reestreia, com um tempo de 1:22.694. Por se tratar de um carro novo, é normal que o tempo de volta demore a vir, ainda mais porque nessa prova o carro treinou e competiu com potência limitada em 450 cv, bem abaixo dos mais de 600 cv dos AJR e dos 575 cv Ginetta G57.

Esses foram os principais eventos da sessão de treinos, em breve traremos uma resenha com os principais acontecimentos das 4 Horas de Goiânia.

Endurance Brasil – Temporada 2019

Para quem gosta de competições automobilísticas, as provas de longa duração são um prato cheio com sua grande variedade de máquinas e pilotos. Provas como as 24 Horas de Le Mans ou Daytona são muito conhecidas pelos fãs, mas você sabia que existe um campeonato brasileiro de endurance? E que esse campeonato conta com modelos de diversas montadoras como Ferrari, Porsche e Lamborghini, além de uma miríade de protótipos, a maioria deles fabricados aqui no Brasil? Pois bem, tal campeonato existe na forma do Endurance Brasil, nascido a partir do Campeonato Gaúcho de Endurance em 2014, e que desde então vem ganhando força a cada ano, mesmo com a difícil situação econômica do país. Em 2019, o campeonato terá 8 etapas, conforme o calendário provisório divulgado em 23 de janeiro pela organização:

Para quem ainda não conhece o campeonato, nessa temporada os competidores serão divididos em 7 categorias:

P1: São os protótipos mais velozes, que em condições normais são os favoritos a vencer as provas. Essa categoria inclui protótipos importados construídos dentro do regulamento FIA LMP3, modelos Ginetta G57 e G58 e protótipos nacionais com motores aspirados de até 7.000 cm³, ou turbocomprimidos com no máximo 4.200 cm³;

P2: Em 2019 a categoria P2 será reservada para os protótipos nacionais, com as mesmas configurações de motores e peso da categoria P1, porém com capacidade máxima permitida do tanque de combustível inferior aos da P1;

P3: Terceiro nível de protótipos da Endurance Brasil, a P3 é reservada para protótipos com motores aspirados multiválvulas de até 2.400 cm³ ou conjunto motor/transmissão de motocicletas e deverá ser povoada principalmente por modelos como o Metalmoro MRX e Radical SR3;

P4: Categoria de entrada dos protótipos, a P4 permite apenas protótipos equipados com motores de até 2.400 cm³, com no máximo duas válvulas por cilindro. Deve contar principalmente com protótipos MRX e Aldee Spyder;

GT3: Tal como o nome indica, essa categoria é reservada para modelos homologados dentro do regulamento FIA GT3, tais como Ferrari 488, Lamborghini Huracán, Porsche 911, entre outros, que tenham sido construídos após 2012;

GT3 Light: Categoria dedicada para modelos GT3 construídos antes de 2012 e protótipos JL09 (Stock Car) sem restrição;

GT4: Categoria para veículos FIA GT4, FIA TCR, Stock Car com restritor, Trofeo Linea, Maserati Trofeo entre outros modelos GT e Turismo que estejam em conformidade com o regulamento específico da categoria.

A temporada 2019 promete muito, com a chegada de novas máquinas em todas as categorias. Na categoria P1, o destaque entre os protótipos nacionais é o AJR, desenvolvido pela JLM Racing em parceria com a Metalmoro. O modelo, lançado em 2017, foi o detentor da pole-position em todas as provas da temporada de 2018 do Endurance Brasil, além da pole dos 500 km de Interlagos, porém obteve apenas duas vitórias na geral, nas etapas de Tarumã e Santa Cruz do Sul do campeonato brasileiro. No final da última temporada, Emílio Padròn conseguiu sagrar-se campeão da categoria P1 competindo com o AJR, que também foi o carro dos pilotos na terceira, quarta e quinta colocação. Já competiram carros com diversas opções de motorização, tais como Honda Turbo, Chevrolet V8 (o mesmo da Stock Car) e mais recentemente Audi Turbo, e em 2019 teremos mais uma opção, com o AJR-Nissan V6. Devido a velocidade demonstrada, os carros equipados com o motor americano têm competido com potência reduzida (de 550 HP em set-up de classificação para 450 HP nas provas), pois assim é possível otimizar o consumo de combustível, e consequentemente o número de paradas nos boxes. Devido a isso também, durante 2018 diversas equipes fizeram a mudança para o protótipo gaúcho (a destacar a equipe sul mato-grossense NC Racing e a gaúcha Mottin Racing), e para 2019 outras equipes também vão de AJR, incluindo a tradicional MC Tubarão e as equipes Império Racing e Kia Power Imports, o que pode nos levar a um total de até oito AJRs nas pistas.

Emilio Padrón / Marcelo Vianna – Metalmoro AJR-Honda K24 Turbo #11

Henrique Assunção / Fernando Ohashi / Luiz Otávio Floss – Metalmoro AJR-Chevrolet V8 #117

Nilson Ribeiro / José Roberto Ribeiro – Metalmoro AJR-Chevrolet V8 #65

Carlos Kray / Vicente Orige / Tarso Marques – Metalmoro AJR-Chevrolet V8 #88

Oswaldo Sheer / Eduardo Sheer / Sergio Jimenez – Metalmoro AJR-Chevrolet V8 #26 Correção: O carro 26 que foi da família Sheer em 2018 agora é o #5 da equipe MC Tubarão.

Tiel Andrade / Julio Martini / Andersom Toso– Metalmoro AJR-Chevrolet V8 #5

Alexandre Finardi / Rafael Suzuki / Marcelo Campagnolo / Nélson Silva Jr – Metalmoro AJR-Nissan V6 #80

Mottin Racing (pilotos a serem confirmados) – Metalmoro AJR-Audi 2.0 Turbo #46

Marcelo Sant’Anna / Pedro Queirolo / David Muffato – Metalmoro AJR-Chevrolet V8 #13

O grande desafio para as equipes competindo com o AJR deve ser o Team Ginetta Brasil, que irá participar do certame com dois Ginetta G57 P2-Chevrolet, modelo com monocoque de fibra de carbono, downforce equivalente ao de um protótipo LMP2 e um motor Chevrolet LS3 6.2 V8 de 575 HP, e que têm como pilotos confirmados os irmãos Fábio e Wagner Ebrahim. Desde de sua estréia em 2016, o protótipo do fabricante inglês se mostrou uma máquina muito veloz com vitórias em provas da VdeV Endurance Series, NASA (National Auto Sport Association), FARA (Formula & Automobile Racing Association), 24 Hours Series by Creventic e no campeonato sul-africano de endurance, e isso tem grande chance se repetir em território brasileiro.

Team Ginetta Brasil (pilotos a serem confirmados) – Ginetta G57-Chevrolet V8 #57

Wagner Ebrahim / Fabio Ebrahim – Ginetta G57-Chevrolet V8 #20

Entre os demais protótipos, vale destacar o gaúcho Sigma P1-Audi V8 Turbo, da dupla Jindra Kraucher e Felipe Bertuol. Com potência superior a 600 cv, o protótipo começou a ser projetado em 2014 como um carro híbrido ao estilo LMP1, que inicialmente tinha a proposta de ser um carro sem transmissão convencional (apenas embreagem e diferencial), com motores elétricos suprindo torque em baixas rotações. Em 2018, porém, o modelo foi repensado para uma configuração mais convencional, com transmissão X-trac sequencial, reestreando na quinta etapa do campeonato de 2018, em Santa Cruz do Sul, com tempos de volta próximos aos de carros como Ferrari 458 GT3 e Aston Martin V12 Vantage GT3. Depois disso o time gaúcho se ausentou do campeonato, e vêm trabalhando em melhorias no downforce dianteiro, no sistema de arrefecimento e redução de peso para acompanhar o ritmo dos ponteiros.

Jindra Kaucher / Felipe Bertuol – Sigma P1-Audi V8 Turbo #4

De São Paulo teremos o protótipo GeeBee R1-Chevrolet V8 (cria de Jaime Gulinelli da GT Race Cars e que já pertenceu a Dimas Pimenta, quando se chamava Dimep GT-R1). Apesar de ser um projeto um pouco mais antigo, com a primeira versão estreando nas pistas em 2008, o carro da dupla de pai e filho Ney Faustini/Ney de Sá Fausitini mostrou-se uma máquina confiável durante a temporada de 2018, e mesmo sem ter o ritmo dos AJR obteve dois terceiros lugares na categoria P1, dentre as 5 etapas em que participou, provando a máxima de que para terminar uma corrida em primeiro, primeiro é preciso terminar a corrida. Para a temporada 2019 a Absoluta Racing está trabalhando com a GT Race Cars em um novo protótipo de cabine fechada, o GeeBee DP1, porém ainda sem data de estreia divulgada.

Ney Faustini / Ney Faustini Jr – GT Race Cars GeeBee DP1-Chevrolet V8 #25

Mais um que deve estrear em 2019 é o DTR P1-Honda Turbo, da equipe DTR Motorsports. Esse protótipo vem sendo desenvolvido desde 2017, e irá substituir o MR18-Honda Turbo da equipe, que foi abandonado após um acidente na etapa de Santa Cruz do Sul do Endurance Brasil 2017.

E. Dieter / F. Ventre – DTR P1-Honda Turbo #110

Entre os protótipos com rodas aro 13, teremos o Scorpion-Hayabusa Turbo da KTT Racing, pilotado pelo inglês Stuart Turvey e pelo brasileiro Thiago Riberi. Diversos problemas impediram o pequeno protótipo de completar as provas na temporada passada, mas sempre que esteve na pista o modelo demonstrou grande velocidade, com bons tempos nas tomadas de classificação e grandes desempenhos dos pilotos, e pode surpreender máquinas mais potentes com seu baixo peso e agilidade.

Stuart Turvey / Thiago Riberi – Veloztech Scorpion-Hayabusa Turbo #37

Por fim, mas não por último, temos que lembrar do protótipo Predador-Audi Turbo da dupla Jair Bana e Duda Bana. Construído pela família Bana sob a tutela de Almir Donato (criador do Aldee Spyder, um dos mais bem-sucedidos protótipos nacionais), o Predador vem recebendo melhorias continuamente desde sua criação, sempre se mostrando competitivo frente a modelos mais modernos e potentes. A temporada 2018 não foi de todo ruim, com um terceiro lugar na categoria P1 em Interlagos como ponto alto. No final do ano o modelo da Bana Racing apareceu nas 500 Milhas de Londrina com nova pintura, obtendo a pole-position com um dos melhores tempos de volta da história do autódromo paranaense, e vem com a promessa de melhorias para se manter competitivo frente aos novos concorrentes.

Jair Bana / Duda Bana – Predador-Audi 2.0 Turbo #35

Outra novidade programada para estrear nas 4 Horas do Velo Città é o Pegaso R, protótipo que está sendo desenvolvido pelos alunos do Curso de Engenharia Mecânica da UNIP-Ribeirão Preto, capitaneado pelo piloto e promotor de automobilismo Andrey Valerio através de sua equipe AV Motorsports. O projeto nasceu após Valerio acompanhar uma das etapas do Endurance Brasil em 2018, e está sendo viabilizado através parcerias com a UNIP e diversos fornecedores de componentes, tais como Pro Tune (sistema de injeção e controle motor), Volcano (rodas). O carro de estrutura tubular prevê um motor V6 de 450 cv, cujo fornecedor ainda não foi revelado, aliado uma transmissão Hewland sequencial de 6 marchas. O único piloto já divulgado é o próprio Andrey Valerio, que vêm se preparando com treinos em simuladores antes do shake down do modelo.

Andrey Valerio – AV Motorsports Pegaso R #07

Mudando agora para a categoria GT3, a Via Italia Racing, equipe de Chico Longo, campeão da GT3 e geral em 2018, vai mudar de carro nessa temporada. A Lamborghini Huracàn GT3 com a qual Longo e Daniel Serra correram vai dar lugar a outro bólido italiano, uma Ferrari 488 GT3, modelo já consagrado pelo mundo como um dos melhores GT3 da atualidade, inclusive com uma vitória nas 12 Horas de Bathrust em 2017. O carro da Via Italia, em particular, já estreou com o pé direito na temporada 2019, com a pole position da categoria GTD nas 24 Horas de Daytona, uma das provas mais tradicionais do endurance mundial. A macchina italiana é outra que chega com pinta de favorita, não só pelas vitórias na categoria GT3, mas também por vitórias na classificação geral.

Chico Longo / Daniel Serra – Ferrari 488 GT3 #19

Para tentar desbancar os atuais campeões, a Scuderia 111 volta com o mesmo line-up que fechou o ano passado, duas Mercedes AMG GT3, a #09 com Xandy e Xandinho Negrão (bicampeões do Campeonato Brasileiro de Endurance em 2004 e 2005) e a #08 com Guilherme Figuerôa e Julio Campos. Se 2018 viu um começo lento das Mercedes, principalmente antes da chegada dos pneus com composto específico para o modelo, 2019 promete boas brigas dos bólidos alemães pelas vitórias e pole-positions, já que o modelo coleciona vitórias em provas e campeonatos importantes pelo mundo, tais como as 24 Horas de Nurburgring (2016), 12 Horas de Sebring (2017) e na categoria GT300 do campeonato japônes Super GT (2017 e 2018).

Xandy Negrão / Xandinho Negrão – Mercedes-Benz AMG GT3 #09

Guilherme Figueiroa / Julio Campos – Mercedes-Benz AMG GT3 #08

Outro que vêm correndo atrás do prejuízo é o Porsche 911 GT3 R  “de fábrica” da Stuttgart, guiado por Ricardo Maurício e Miguel Paludo. Campeões de 2017, a dupla volta com esperança de um ano melhor, após um 2018 sem nenhuma vitória na geral nem na categoria. Se a dupla é vencedora, o 911 GT3 geração 991 também é um modelo vencedor, sendo o carro dos atuais vencedores das tradicionais provas 24 Horas de Nurburgring e 12 Horas de Bathrust.

Ricardo Maurício / Miguel Paludo – Porsche 911 GT3 R #55

Além deles, teremos o Aston Martin V12 Vantage de Sérgio Ribas e Guilherme Ribas, que mostrou muita velocidade no final da temporada 2018, a Ferrari 458 GT3 (a 458 é considerada o carro mais vitorioso desde de a implementação da GT3 pela SRO) de Ricardo Mendes e Claudio Ricci, e a Lamborghini Gallardo LP560 da Mottin Racing, competindo pelas mãos de Beto Giacomello e Fernando Poeta, vice-campeões da categoria P1 de 2018 e campeões de 2017 com o protótipo MCR Grand Am-Lamborghini V10 (que infelizmente deve ficar de fora da competição na temporada que se inicia).

Ricardo Mendes / Claudio Ricci – Ferrari 458 GT3 #155

Sérgio Ribas / Guilherme Ribas – Aston Martin V12 Vantage GT3 #63

Beto Giacomello / Fernando Poeta – Lamborghini Gallardo LP560 GT3 #18

Ao longo da temporada, iremos trazer a cobertura de todas as provas e novidades dessa que é a categoria mais veloz do automobilismo brasileiro.

10 Carros que provam que o endurance ainda não morreu no Brasil

Há vários anos o automobilismo brasileiro vem sofrendo com falta de investimentos e descasos dos órgãos competentes. Talvez o grande marco dessa crise tenha sido o fim da Mil Milhas Brasileiras, que teve sua última etapa realizada em 2008. Mesmo assim iniciativas isoladas em diversos estados tem mantido o endurance vivo, e o maior sinal disso são os protótipos, carros construídos especificamente para as pistas como aqueles que disputam as 24 Horas de Le Mans. Na lista de hoje, veremos 10 protótipos que provam que ainda existe lenha na fogueira do automobilismo brasileiro:

PW1 Spyder

Fonte: Velocidade Online [1].

Fonte: Velocidade Online [1].

Descendente direto do Aldee Spyder criado por Almir José Donato (campeão brasileiro de velocidade), o Aldee foi produzido entre 1999 e 2003. Construído com chassi tubular, carroceria em fibra de vidro e motor central (a maioria equipados como o conjunto de motor e câmbio do finado Gol GTI 16V preparados para render 220 cv, porém versões com outros propulsores chegaram a competir). Em 2003 o piloto Peter William Januário comprou os direitos de fabricação do Spyder, e passou a vendê-lo sob a marca PW1 a partir de 2004, e até hoje mais de 200 foram produzidos. Por ser um modelo rápido e de baixo custo, o Spyder se tornou figurinha carimbada nas provas brasileiras de endurance, e sua vitória mais emblemática foi nas Mil Milhas Brasileiras de 1999, quando um modelo equipado com motor VW 2.0 venceu a prova frente a uma concorrência pesada, que incluía até mesmo um Porsche 911 GT2. Além dessa prova, o Spyder coleciona 13 vitórias nas 500 Milhas de Londrina e diversas outras em provas de campeonatos pelo país todo. Desde 2010 é disputado também o Campeonato Brasileiro de Spyder Race, único campeonato nacional de carros tipo protótipo. Link para o fabricante: http://www.spyderrace.com.br/spyderrace.php?start=Yes.

MetalMoro MRX

Fonte: Correio do Povo [2].

Fonte: Correio do Povo [2].

Tradicional fabricante de karts do Rio Grande do Sul, a MetalMoro foi fundada como oficina mecânica por Ademir Moro em 1968. Em 199 lançou seu primeiro protótipo em parceria com o projetista Luiz Fernando Cruz, que trabalhou nas décadas de 1980 e 1990 na Swift em projetos de monopostos de Fórmula Ford e Renault. Logo na estreia em 1999, o MCR (Moro-Cruz Racing) venceu as 12 Horas de Tarumã com vantagem de 11 voltas para o segundo colocado. Seguindo a combinação de chassi tubular e carroceria de fibra de vidro, ele representa para o automobilismo gaúcho o que o Spyder representa para os paulistas. Em 2009 a MetalMoro apresentou um sucessor para o MCR, o MRX, preparado para receber motores e transmissões de procedências diveras. Desde então o modelo se tornou um sucesso, com diversas vitórias nas categorias para protótipos com motores 2.0, e por muitas vezes vencendo provas na classificação geral. Uma combinação comum para esses carros é a utilização dos motores Ford Duratec aliados a transmissões sequenciais importadas. Link para o fabricante: http://www.metalmoro.com.br/novosite/mrx/.

Spirit AR3

Fonte: Carros e Corridas [3].

Fonte: Carros e Corridas [3].

Criado pelo cearense Alexandre Romcy usando como base os monopostos da Fórmula V 1.8, o Spirit nasceu para ser uma opção de carro barato, veloz e confiável para o automobilismo cearense. O modelo tem estrutura tubular, com carroceria fechada de fibra de vidro, com suspensão independente na dianteira e eixo rígido na traseira. Diferente dos outros modelos da lista, é equipado com pneus Michelin XTAF 185x65x14 ranhurados, e usa um motor AP800 com injeção eletrônica de 120 cv e transmissão de 4 marchas dos VW refrigerados a ar. Apesar de mais lento que os Spyder e MRX, sua importância para o automobilismo cearense é equivalente aos desses modelos, e desde seu lançamento tem sido o modelo dominante no campeonato cearense de protótipos.

Veloztech Scorpius

Fonte: Veloztech [4].

Fonte: Veloztech [4].

A Veloztech nasceu em 1999 fabricando os protótipos da categoria ESPRON, idealizada por Nelson Piquet com carros projetados pelo cearense Pedro Virgilio Barbosa. Com essa experiência a empresa desenvolveu o protótipo Scorpius, em parceria com a equipe Kira Racing e a faculdade Oswaldo Cruz, um carro de chassi tubular, carroceria de fibra de vidro equipado com motor GM 2.0 16V aspirado de 250 cv e câmbio Hewland-Lotus de 5 marchas. O modelo já foi campeão do Paulista de Velocidade de 2006 e sua maior vitória foi nas 300 Milhas de Interlagos.

Predador

Fonte: Federação Paranaense de Automobilismo [5].

Fonte: Federação Paranaense de Automobilismo [5].

Diferente dos modelos que vimos até agora, o Predador é um projeto exclusivo criado pelos pilotos Jair e Carlos Eduardo Bana. Após competirem com modelos Aldee Spyder por algum tempo (chegando a vencer as Mil Milhas Brasileiras em 1999), pai e filho se juntaram ao criador do Aldee, Almir Donato, para criar um novo protótipo. De construção convencional, o modelo foi equipado com um motor GM 2.0 16V turbo, com potência na casa dos 230 cv, e sempre foi um dos protótipos mais velozes do país, capaz de competir em pé de igualdade com os melhores MRX e Spyder. A grande vitória do Predador foi nas 500 Milhas de Londrina de 2010, onde a família Bana pode vencer a prova “em casa”. Recentemente o motor GM foi substituído por um Audi 2.0 20V Turbo, e o carro continua sendo um dos mais velozes das provas que participa.

Tornado LFC

Fonte: Correio do Povo [6].

Fonte: Correio do Povo [6].

Outro protótipo criado por Luiz Fernando Cruz, o Tornado segue a linha dos protótipos equipados com motores de motocicletas, como Radical SR3 e Palatov D1. No caso do brasileiro, o motor é central e retirado diretamente de uma Suzuki Hayabusa, com 1.340 cm³ e 178 HP, aliado a transmissão original da Hayabusa que transmite a força para  as rodas traseiras através de um sistema de corrente e um diferencial criado especificamente para o Tornado. Assim, o carro ficou bem leve (440 kg sem piloto e combustível), o que se traduz em menor consumo de pneus e combustível, além de um desempenho no nível dos rivais. Desde 2007 as unidades produzidas tem participado ativamente das provas de endurance do sul do Brasil, sendo sempre um favoritas em sua categoria.

DIMEP GT R1

Fonte: Blog do Passatão [8].

Fonte: Blog do Passatão [7].

Depois de uma séria de modelos com motores de menor cilindrada, vamos partir agora para os protótipos grandes, carros maiores e equipados com motores de maior potência, capazes de fazer frente aos GTs de Ferrari e Lamborghini que disputam nossas provas de endurance. O primeiro da lista foi criado em São Paulo pelo engenheiro Jaime Gulinelli, da empresa GT Race Cars, com a consultoria de Ricardo Divila, o grande projetista de carros de corrida brasileiro, que hoje trabalha para a Nissan Motorsports. O carro foi criado para o piloto Dimas Pimenta, com estrutura tubular, carroceria em fibra de vidro e carbono e crash box dianteiro em fibra de carbono, algo que até então era inédito em carros de competição nacionais. O modelo está equipado com um motor Chevrolet V8 6.0 de 600 cv (retirado do Corvette que Dimas usou na década de 90 em várias provas), aliado a uma transmissão Xtrac sequencial de 6 marchas. Hoje é o carro nacional mais rápido em Interlagos, e nas mão de Dimas Pimenta disputou diversas etapas do campeonato brasileiro de endurance e da finada Top Series. Desde então o modelo apareceu somente como carro de demonstração para a divulgação das 6 Horas de São Paulo de 2013, sendo pilotado pelo grande Emerson Fittipaldi em voltas de demonstração. Link para o fabricante: http://www.gtcars.com.br/.

MetalMoro MR18

Fonte: MetalMoro [8].

Fonte: MetalMoro [8].

Com a experiência adquirida com os protótipos MCR e MRX, em 2014 a MetalMoro apresentou um novo protótipo para as provas de endurance, com chassi tubular de aço cromo-molibdênio capaz de receber motores de maior potência e utilizando pneus com rodas de 18 polegadas, similares aos dos carros de GT. Além disso, a MetalMoro conseguiu fechar em 2015 um contrato com a Xtrac para utilizar a transmissão desenvolvida para os protótipos de LMP3 no MR18. Até o momento três carros foram feitos, com motores Audi 20V Turbo, Hartley V8 e Honda 2.0 Turbo, todos  com potência na casa dos 450 cv, e após alguns problemas principalmente com as transmissões antes do acordo com a Xtrac, os MR18 hoje estão sempre entre os favoritos das provas dos campeonatos gaúcho e brasileiro de endurance, com a primeira vitória na geral nos 500 km de Santa Cruz do Sul. Link para o fabricante: http://www.metalmoro.com.br/novosite/mr18/.

MC Tubarão X

Fonte: Blog do Passatão [9].

Fonte: Blog do Passatão [9].

Tradicional equipe do sul do país, a MC competições fez história no automobilismo gaúcho com seus protótipos Tubarão. Inicialmente derivados da mecânica Stock Car, os modelos passaram a contar com chassis próprios e potentes motores V8 montados na dianteira, sendo um show a parte nas provas em que participaram. Em 2010 passou a usar modelos baseados no chassis MetalMoro MRX altamente customizados pelo time técnico da equipe, até que em 2014 voltaram com um novo protótipo. Diferente dos Tubarões VIII e IX, o Tubarão X foi construído sobre um chassi tubular criado pela própria MC Competições, com motor Chevrolet V8 7.0 de Corvette montado em posição central. Desde então o time da MC tem participado de diversas competições, culminando na vitória nos 800 km de Curitiba em 2015.

MCR Grand-Am V10

Fonte: Twitter MCR Race Cars [10].

Fonte: Twitter MCR Race Cars [10].

Projeto mais recente de Luiz Fernando Cruz, agora em parceria com a equipe Motti Racing foi construído conforme o manual dos Daytona Prototypes que competem no IMSA WeatherTech, e segue a tradicional receita de chassi de aço tubular, com suspensão tipo push rod mas conta com o powertrain mais incrível dessa lista: um motor Lamborghini 5.2 V10 de 600 cv de aliado a uma transmissão Hollinger sequencial de 6 marchas. O carro estreou com um terceiro lugar nas 3 Horas de Tarumã no último dia 25, e promete dar trabalho nas próximas provas dos campeonatos gaúcho e brasileiro de endurance.

Imagens

[1]: Retirado de: Spyder Race Brasil. Disponível em: http://www.velocidadeonline.com/index.php?option=com_content&view=article&id=18209:spyder-race-brasil&catid=36:outros&Itemid=79. Data de acesso: 08/08/2016.

[2]: Retirado de: Júnior, Nildo: Top Series: Ferrari de Serra/Longo vence em Curitiba. Disponível em: http://www.correiodopovo.com.br/blogs/pitlane/2012/06/8553/top-series-ferrari-de-serralongo-vence-em-curitiba/. Data de acesso: 08/08/2016.

[3]: Retirado de: Tibúrcio Frota espera manter a liderança na Spirit. Disponível em: http://www.carrosecorridas.com.br/2012/07/tiburcio-frota-espera-manter-lideranca-na-spirit/. Data de acesso: 10/08/2016.

[4]: Retirado de: Veloztech Engenharia de Competição. Disponível em: http://www.veloztechengenharia.com/#!scorpius/c1bqr. Data de acesso: 08/08/2016.

[5]: Retirado de: Aparecido, Luiz: Calendário paranaense fecha com as 500 Milhas de Londrina. Disponível em: http://fpra.com.br/site/2015/11/27/calendario-paranaense-fecha-com-as-500-milhas-de-londrina/. Data de acesso: 09/08/2016.

[6]: Retirado de: Júnior, Nildo: Campeão das 12 Horas de vence a competitiva Três Horas de Tarumã. Disponível em: http://www.correiodopovo.com.br/blogs/pitlane/2013/04/16049/campeao-das-12-horas-vence-a-fantastica-tres-horas-de-taruma/. Data de acesso: 09/08/2016.

[7]: Retirado de: Amaral, Nilton: Top Series: Sem surpresa, Aston é pole. Tubarão tem quebra mas volta amanhã. Disponível em: http://blogdopassatao.blogspot.com.br/2012/10/top-series-sem-surpresa-aston-e-pole.html. Data de acesso: 10/08/2016.

[8]: Retirado de: MR18. Disponível em: http://www.metalmoro.com.br/novosite/mr18/. Data de acesso: 10/08/2016.

[9]: Retirado de: Amaral, Nilton: Conheça o Tubarão X V8, que treinou hoje no Velopark!. Disponível em: http://blogdopassatao.blogspot.com.br/2014/11/conheca-o-tubarao-x-v8-que-treinou-hoje.html. Data de acesso: 10/08/2016.

[10]: Retirado de: Twitter MCR Race Cars. Disponível em: https://twitter.com/MCRRaceCars/status/744308762379456514. Data de acesso: 10/08/2016.

Top 10: carros que não combinam com a história da marca

Quando a Porsche lançou o Cayenne em 2002, muitos puristas viraram a cara dizendo que um SUV quebraria totalmente a tradição de carros esportivos da Porsche. O mesmo ocorreu quando a Ferrari lançou a FF em 2011, substituindo um GT por uma shooting brake. A verdade é que ambos os carros foram bem sucedidos, e provaram aos puristas que essas marcas poderiam sim ousar sem perder a identidade. Na lista de hoje conheceremos 10 carros que quebraram (ou quase) os paradigmas de suas respectivas marcas.

Ferrari Pinin

Ferrari_Pinin

Jamais houve uma Ferrari de quatro portas, certo? Sim, mas também não. A verdade é que a marca do cavalinho rampante jamais produziu um modelo com essa configuração, porém durante os anos 80 ela chegou bem perto disso. Para comemorar os 50 anos de seu estúdio, Sergio Pininfarina contatou Enzo Ferrari para desenvolver o protótipo de um carro italiano capaz de fazer frente a Jaguar XJ e Mercedes 450SEL. Para tanto, o chassis de uma Ferrari 400GT foi usado como base, e o protótipo foi apresentado durante o Salão de Turim de 1980. Quem viveu a história diz que o commendatore ficou impressionado com o resultado e chegou a cogitar colocar o carro em produção, mas eventualmente o ímpeto passou e a idéia nunca se concretizou. O protótipo aliás, só foi receber um motor de verdade em 2010, quando a pedido de seu proprietário um time de engenharia coordenado pelo ex-engenheiro chefe da Ferrari, Mauro Forghieri , instalou o motor e a transmissão de uma Ferrari 400GT no chassi de demonstração criado por Pininfarina.

Porsche C88

Porsche_C88

Em 1994 o governo chinês convidou diversos fabricantes estrangeiros para um conferência sobre carros populares em Pequim, com a promessa de que a melhor proposta seria liberada para ser produzida em joint-venture com a montadora chinesa FAW. Diversos fabricantes inscreveram projetos, porém a entrada mais inusitada foi, com certeza a da Porsche Engineering Services. Chamado C88 (C para China e 88 por ser um número de sorte para os chineses), o pequeno carro seria equipado com um motor 1.1 litro capaz de render 47 HP na versão básica e 67 HP em uma versão mais luxuosa. Segundo a Porsche, o modelo seria capaz de passar os requisitos de crash test europeus da época, e poderia ser equipado com air-bags e ABS. Infelizmente o governo chinês nunca escolheu um design vencedor, e apesar da Porsche ainda ter tentado vender o projeto para ser produzido na Índia, o único protótipo construído hoje está exposto no museu da marca. Curiosamente o C88 jamais recebeu o logo ou qualquer menção a outro modelo da Porsche, sendo uma espécie de filho renegado.

Volkswagen W12 Nardò

Volkswagen_W12_Nardo

Se um Porsche popular é uma contradição, o que dizer de um superesportivo da Volkswagen? Em 1997 o CEO da empresa, Ferdinand Piech pediu a Italdesign para criar um superesportivo para a Volkswagen, que deveria ser capaz de receber um motor W12 em posição central e o sistema de tração integral Syncro. O primeiro protótipo foi apresentado em 1997 no Salão do Automóvel de Tóquio, equipado com um motor W12 de 5,6 litros e tração integral. Em 1998 o carro retornou para o Salão de Genebra, dessa vez em uma versão roadster e com tração traseira, e em 2001 surgiu a encarnação final do modelo, o W12 Nardò, apresentado novamente no Salão de Tóquio. Dessa vez equipado com um motor W12 de 600 cv, o modelo era um dos carros conceitos mais velozes da época, capaz de atingir os 100 km/h em 3.5 segundos e uma velocidade máxima de 357 km/h. Apesar de nunca ter entrado em produção, o W12 Nardò ficou marcado após a Volkswagen ter conseguido com ele o recorde de maior distância percorrida num intervalo de 24 horas: 7.740,536 km, ou uma média de 322,891 km/h! Mais do que ser vendido ao público, o W12 serviu para provar que a marca do “carro do povo” era sim capaz de fabricar carros premium.

Lamborghini Cheetah

Lamborghini_Cheetah

Na década de 1970 o exército dos Estados Unidos abriu uma concorrência para selecionar um substituto para o envelhecido Jeep. Diversas empresas inscreveram projetos, uma delas a Lamborghini. Conhecida pelos superesportivos como Countach e Miura e com expertise na fabricação de tratores, os italianos de Sant’Agata entraram na disputa em parceria com a empresa americana MTI (Mobility Technology International). O resultado dessa parceria foi o Cheetah, equipado com um motor Chrysler V8 de 180 HP em posição traseira. Contudo, nos testes realizados pelo governo americano o modelo foi considerado pouco potente e com características dinâmicas ruins, o que levou a escolha do Humvee projetado pela AM General  como novo veículo leve do exército americano. Já o projeto Cheetah continuou a ser desenvolvido pela Lamborghini dando origem ao primeiro off-road da marca, o LM002.

ZIL 112 Sports

ZIL_112_Sports

A ZIL (acrônimo para Zavod imeni Likhachova) é uma fábrica russa pouco conhecida no ocidente. Na Rússia, contudo, a empresa é conhecida pelos luxuosos sedans que levavam os chefes de estado soviéticos. De grandes dimensões, seus sedans são comparáveis em luxo aos melhores Cadillac e Rolls-Royce. Contudo, nos anos 60 a montadora saiu da sua zona de conforto para criar um esportivo com design curiosamente similar ao da Ferrari 250 TR. Pesando apenas 1.330 kg e equipado com os mesmos motores 7.0 V8 das limusines ZIL-110, os carros eram capazes de chegar a velocidades de até 270 km/h, e durante praticamente uma década foram dominantes no automobilismo soviético. Dois carros foram construídos, um deles hoje encontra-se no Museu do Automóvel de Riga e o outro pertence a um colecionador sueco.

Alfa Romeo Matta

Alfa_Romeo_Matta

Outra italiana especializada em carros esportivos a flertar com o exécito, a Alfa Romeo desenvolveu um substituto para o Jeep Willys atendendo a uma concorrência do governo italiano. Com forte influência dos modelo americano e equipado com um motor de 4 cilindros e 1884 cm³, o então Matta se mostrou superior aos concorrentes em algumas situações dos testes. Contudo, o modelo se mostrou mais caro de fabricar que o equivalente da FIAT, principalmente pela falta de compartilhamento de peças com os modelos de venda ao público, e acabou sendo preterido. Curiosamente, o modelo tem uma vitória em competições automobilísticas na categoria veículo militar da Mille Miglia de 1952.

Aston Martin Cygnet

Aston_Martin_Cygnet

As regras de emissões de poluentes cada vez mais exigentes impostas pela União Européia fizeram com que os fabricantes de carros esportivos ficassem numa situação complicada. Temendo não atingir a meta para 2012, a Aston Martin tomou uma decisão ousada: passaria a vender em 2011 no Reino Unido uma versão modificada do Toyota iQ, um pequeno carro urbano de motor 1.3 litro. Chamado Cygnet, o carro recebeu o tratamento premium da Aston Martin no interior e exterior, e também no preço de 30.000 libras (cerca de R$ 150.000!), o que ajuda a explicar o seu total fracasso comercial. Durante o período de dois anos em que esteve em produção, foram vendidas cerca de 300 unidades, bem abaixo da meta de 4.000 veículos que ajudaria a empresa britânica a atingir suas metas de emissões, e o projeto foi cancelado pelo bem da marca inglesa.

Yamaha OX99-11

Yamaha_OX99-11

Com a proibição dos motores turbo a partir de 1989, diversas empresas criaram motores para as novas regras. Uma dessas foi a japonesa Yamaha, muito conhecida pelas suas motocicletas e quadriciclos. O motor, um V12 de 3,5 litros estreou equipando os carros da modesta escuderia alemã Zakspeed. O desempenho durante o ano não foi muito animador, com o motor devendo cerca de 140 cv para os equivalentes de Honda e Ferrari. Com isso, os japoneses tomaram um ano sabático para repensar o projeto, criando a Ypsilon Technologies, que ficaria responsável pela construção e manutenção desses motores. Ao mesmo tempo, os japoneses resolveram entrar no mundo dos superesportivos, oferecendo o que pode ser melhor descrito como um Fórmula 1 para as ruas. Para isso, a empresa britânica IAD desenvolveu um monoposto com chassi de fibra de carbono, que depois foi transformado em um biposto a pedido da Yamaha. O desenvolvimento continuou correu entre 1991 e 1992, e o carro seria equipado com uma versão amansada do motor de F1 capaz de render 400 cv, porém a grave recessão econômica que o Japão sofreu na época fez com que a Yamaha cancelasse o projeto com apenas alguns protótipos construídos.

Mercedes-Benz Style Edition Garia Golf Cart

Mercedes-Benz Style Edition Garia Golf Car: Sternstunde auf dem Golfplatz

Outra a viajar por mares nunca dantes navegados, recentemente a Mercedes-Benz se associou a fabricante de carrinhos de golfe Garia para criar um novo conceito para o segmento. Com design assinado pela Mercedes-Benz e inspirado nos seus esportivos, o pequeno conta bancos e volante revestidos em couro,  painel com acabamento em madeira que abriga uma tela touchscreen de 10,1” capaz de exibir o mapa do campo de golfe e um painel eletrônico, além de controlar os faróis, aquecedor e limpadores de para-brisa e permitir a escolha entre os modos de condução Sport e Eco, além de empregar fibra de carbono no teto e em outras partes do carro. Todo esse refino, é claro, terá um preço que ainda não foi divulgado pelo fabricante.

BMW Isetta

BMW_Isetta

Após a Segunda Guerra Mundial, toda a Europa viva um período de reconstrução, e o mercado de automóveis estava voltado para modelos pequenos, geralmente equipados com motores de motocicletas e que receberam o apelido de “carros bolha” pelo formato característico que apresentavam. Um dos modelos mais bem-sucedidos desse grupo foi o Iso Isetta, que foi licenciado para diversas empresas ao redor do mundo, e chegou a ser produzido até mesmo aqui no Brasil pelas Indústrias Romi. Conhecida pelos seus modelos esportivos e de alto luxo, uma das empresas que produziu o pequeno italiano foi a alemã BMW, ainda que sua versão tivesse quase nada em comum com a versão italiana além do design, e fosse equipado com um motor monocilíndrico de 300cc derivado dos utilizados nas motocicletas da empresa.  No total foram produzidos 161.728 BMW Isettas entre 1955 e 1962, e o modelo ajudou na reconstrução da marca bávara.

 

Uma Lamborghini argentina?

Depois da história da Matra e da Lotus brasileiras, dessa vez vamos acompanhar a história da Lamborghini argentina. Antes de ser comprada pelo Grupo Volkswagen em 1998, a montadora italiana passou por diversas dificuldades financeiras, e pelas mãos de diversos controladores. Após um período como parte da Chrysler Corporation entre 1987 e 1994, a empresa foi vendida para um grupo de investidores malaios e indonésios.

Foi nessa época de transição que a empresa Megatech, então controladora da Lamborghini fez um contrato de distribuição e licenciamento de produtos com o empresário mexicano Jorge Antonio Fernandez Garcia. Esse acordo, com duração de “apenas” 99 anos, deu origem a Automóviles Lamborghini Latinoamérica S.A. de C.V., que além dos direitos de venda e distribuição dos automóveis da marca na América Latina, também obteve o direito de produzir e vender automóveis no mundo todo carregando a marca do touro italiano.

Pelo contrato ter sido fechado antes da compra da Lamborghini pela Volkswagen, a Lamborghini Latinoamérica só teve acesso a plataforma do Lamborghini Diablo, sobre a qual produziu algumas derivações de design um tanto quanto curioso, as quais iremos conhecer na postagem de hoje.

Lamborghini Diablo SV. Fonte: Wikipedia [1].

Lamborghini Diablo SV. Fonte: Wikipedia [1].

Lamborghini Eros/Coatl

Lamborghini_Coatl_1

Pelo contrato firmado entre o empresário e a Lamborghini, poderiam ser construídos carros em caráter de série especial, além da possibilidade de realizar um campeonato de GT tanto em nível local quanto mundial.

Lamborghini Coatl em um salão do automóvel junto a um Countach e um Diablo. Fonte: LamboCARS [2].

Lamborghini Coatl em um salão do automóvel junto a um Countach e um Diablo. Fonte: LamboCARS [2].

O primeiro modelo apresentado ao público foi chamado Eros (nome do deus grego do amor), derivado do Diablo e que precisou de quatro anos de desenvolvimento até ser apresentado em 2000 (com direito até a vídeo de lançamento).

O motor teve sua cilindrada aumentada para 6,8 litros, com uma potência de 685 cv, suficientes, segundo a montadora, para acelerar de 0-100 km/h em 3,54 segundos e atingir uma velocidade máxima de 385 km/h. O chassi também foi modificado para lidar com a maior potência, sendo reforçado com o uso de aço cromo-molibdênio, cujo projeto ficou sob responsabilidade da McLaren.

O motor era baseado no original que equipada o Diablo, e sua preparação foi feita bem ao estilo tunning do início dos anos 2000. Fonte: LamboCARS [2].

O motor era baseado no original que equipada o Diablo, e sua preparação foi feita bem ao estilo tunning do início dos anos 2000. Fonte: LamboCARS [2].

Se por um lado a mecânica teve uma base sólida do Lamborghini Diablo, no design as coisas foram um pouco diferentes. A carroceria de fibra de carbono tem uma aparência reminiscente da Ferrari F50 na dianteira (veja na imagem abaixo), com faróis cobertos e extratores de ar, porém com um para-choques de design mais intrincado que o da macchina da Ferrari.

Ferrari F50 vs Lamborghini Coatl

Nas laterais predominam as grandes entradas de ar com três grandes “guelras” e as rodas de 17” oriundas do Diablo SE30, enquanto sobre o cockpit foi posicionada uma entrada de ar, similar a do Diablo GT, e na traseira vem a parte mais radical e original do desenho. Lembrando de certa forma algumas encarnações do Batmóvel, o extrator de ar traseiro é divido em três partes, numa solução de design no mínimo inusitada, além de lanternas traseiras com um estilo similar ao que poucos anos depois passou a ser tendência para algumas vertentes do tunning.

Lamborghini_Coatl_3

A fábrica foi estabelecida na Argentina, na região de Buenos Aires, e apenas três unidades foram construídas, uma a marrom que ilustra o post, cujo nome foi mudado para Coatl (palavra asteca para serpente) vendida em 2001 a um preço de US$ 675.000, outra azul de configuração similar vendida em 2003 por US$ 750.000. Dentro desse preço, além do carro estão incluídos detalhes de personalização como um volante construído a mão sob medida, opção de personalização total da cor do veículo, tanto da carroceria quanto do couro do interior, além das iniciais do comprador gravadas no volante e nos cabeçotes. Opcionalmente ainda poderiam ser incluídos itens como discos de freio maiores, cambio sequencial e um kit Twin-turbo no motor. O terceiro carro, de cor branca era uma versão atualizada, com design lateral mais limpo e sem o aerofólio traseiro e foi chamado Eros GT-1, sendo vendido em 2001 por US$ 255.000.

Lamborghini Eros GT-1. Fonte: Divulgação.

Lamborghini Eros GT-1. Fonte: Divulgação.

Lamborghini Alar Concept

Alguns anos depois da venda do último Coatl, finalmente a Lamborghini Latinoamérica apresentou um novo modelo em 2007, dessa vez chamado Lamborghini Alar 777. Baseado na mesma combinação de chassi/motor do Diablo, porém dessa vez com cilindrada aumentada para 7,7 litros e potência de 770 HP, que aliada a um peso de 1200 kg é suficiente, segundo estimativa do fabricante para chegar a uma velocidade máxima de 410 km/h, com 0-100 realizado em 3,6 segundos.

Brochura de divulgação do Lamborghini Alar. Fonte: Divulgação.

Brochura de divulgação do Lamborghini Alar. Fonte: Divulgação.

O design guarda alguma semelhanças com o Coatl, porém com uma filosofia bem mais limpa, sem os exageros visuais do irmão mais velho, mas ainda bem longe de ser unanimidade. Diversas renderizações e uma ficha técnica foram divulgadas, e fotos que circulam na Internet mostram que ao menos uma unidade foi construída. Noticias surgiram ao longo dos anos sobre o retorno da produção, primeiramente no Uruguai e posteriormente novamente na Argentina, porém até o momento não houve, de fato, um recomeço da produção de veículos Lamborghini Latinoamérica.

Jorge Antonio Garcia ao lado de um Lamborghini Diablo de protótipo do Alar. Fonte: Divulgação.

Jorge Antonio Garcia ao lado de um Lamborghini Diablo e do protótipo do Alar. Fonte: Divulgação.

Fontes:

Smeyers, Mark. Diablo Coatl Special. Disponível em: http://www.lambocars.com/diablo/diablo_coatl_special.html. Acessado em: 04/07/2016.

Lamborghini Latinoamérica. Disponível em: http://www.lamborghini-latinoamerica.com/. Acessado em: 04/07/2016.

Documento comprovando os direitos de distribuição e produção de Jorge Garcia. Disponível em: http://www.lamborghini-latinoamerica.com/htm2/frames_dl5.htm. Acessado em: 04/07/2016, via: http://web.archive.org/web/20131002083930/http://www.lamborghini-latinoamerica.com/htm2/frames_dl5.htm.

Imagens

 [1]: Retirado de: Lamborghini Diablo. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Lamborghini_Diablo .Acessado em: 06/07/2016.

[2]: Retirado de:Smeyers, Mark. Diablo Coatl Special. Disponível em: http://www.lambocars.com/diablo/diablo_coatl_special.html.Acessado em: 06/07/2016.

Os incríveis GTs da década de 90

Com a crise do campeonato mundial de endurance e o aumento da popularidade dos campeonatos de GT, o ACO (Automobile Club de l’Oest) viu  a oportunidade de trazer de volta os carros de rua preparados para as 24 Horas de Le Mans. Para tanto foi criada uma nova classe, a GT1, e para torná-la atrativa para as montadoras as regras colocadas para os carros de GT foram mais livres, permitindo que se tornassem competitivos perante os protótipos construídos especificamente para a prova. Contudo o tiro saiu pela culatra, com diversos fabricantes aproveitando-se de brechas no regulamento para inscrever carros projetados e construídos como protótipos. Essa situação gerou alguns dos carros de rua mais incríveis de todos os tempos Dessa vez vamos conhecer os 10 mais incríveis “carros de rua” criados para Le Mans:

10º Dauer 962 Le Mans (1993-1997)

Quando as regras para os carros da categoria GT1 foram estabelecidas, a primeira grande brecha deixada pelo ACO foi logo aproveitada: enquanto os carros deveriam ser homologados para as ruas, não existia número mínimo de unidades a ser produzidas para homologar o modelo para a competição. Isso acabou caindo como uma luva para a Porsche, pois a empresa alemã Dauer havia acabado de apresentar uma versão para as ruas do lendário Porsche 962C. Enquanto as primeiras reservas para o carro começaram a ser feitas, a Dauer trabalhou em parceria com a Porsche para preparar dois desses carros para as 24 Horas de Le Mans de 1994. Apesar de utilizarem pneus mais finos que os dos carros do Grupo C e não poderem utilizar de efeito-solo, a Porsche apostou que a maior quantidade de combustível permitida para a prova aliada ao restritor mais liberal seriam suficientes para que o Dauer 962 fosse competitivo. Durante os treinos os carros da Dauer se classificaram em 5º e 7º, porém durante a corrida a previsão da Porsche se concretizou, e junto com a já provada confiabilidade do 962, resultou em mais uma vitória na pista francesa. Logo após a prova a ACO mudou as regras, dessa vez colocando um número mínimo de carros a serem produzidos para que um carro pudesse ser homologado como GT1.

9º Porsche 911 GT1 (1996-1998)

1996 Porsche 911 GT1 (993) Road car

Se em 1995 a estréia do McLaren F1 nas pistas com vitória em Le Mans causou furor no mundo automobilístico, não demorou para que novamente brechas fossem encontradas no regulamento para carros GT. Aproveitando-se das já citadas vantagens dos GT em relação aos protótipos, a Porsche (novamente) viu que, melhor do que adaptar um carro de rua para as pistas, o mais lógico seria criar um carro de corrida para as ruas. Assim nasceu o 911 GT1, que apesar do nome carregava apenas a parte frontal do chassis em comum com o 911 de rua da época (993). Todo o resto do carro foi desenvolvido especificamente para as pistas, com forte influência do 962 do Grupo C, incluindo o motor Type 935 montado em posição central. O carro teve desempenho comedido nas pistas, vencendo a categoria GT1 em 1996 mas sem vencer a prova na classificação geral. Para 1997 uma versão Evo foi criada, porém os avanços dos competidores o tornaram incapaz de brilhar nas pistas. Com o GT1, a Porsche daria início a uma série de carros chamados “especiais de homologação”, criados especificamente para as pistas para aproveitas as vantagens dadas aos carros de GT pelo regulamento. Uma versão atualizado do modelo, com a frente lembrando a nova geração do 911 foi criada para 1998, e apesar de não ter sido capaz de fazer frente aos Mercedes no mundial de GT, foi o vencedor das 24 Horas de Le Mans de 1998.

8º McLaren F1 GTR “Longtail” (1997)

Com a chegada do Porsche 911 GT1 em 1996, havia ficado claro para a McLaren que o F1, um carro de rua adaptado para as pistas não seria capaz de se manter competitivo. Dessa forma, mantendo o mesmo chassi de fibra de carbono do carro de rua, iniciou-se um trabalho de atualização do carro. O motor teve a cilindrada reduzida para 5990 cm³ para se enquadrar melhor nas regras, e a carroceria foi modificada de forma a ter o máximo em ganho de pressão aerodinâmica. Para homologar o modelo para competição, a McLaren precisou produzir carros com a carroceria nessa nova especificação, que foram oficialmente denominados F1 GT, e popularmente conhecidos como Long Tails. Apesar disso, a competição em 1997 foi feroz, e apesar de vencer a categoria e terminar na segunda colocação nas 24 Horas de Le Mans, durante o ano ficou claro que o F1 já havia chegado ao seu limite e não conseguiria se manter competitivo frente aos novos carros de Mercedes e Porsche, o que levou ao fim do programa ainda naquele ano. Em campeonatos nacionais contudo, o F1 GTR foi vitorioso no JGTC (campeonato japonês de gran turismo) em 1997 e no campeonato britânico de 1998. A última vitória de um F1 em uma prova internacional foi em 2000, no JGTC.

7º Panoz Esperante GTR-1 (1997-1998)

Em 1996, a fabricante americana resolveu entrar nas competições de endurance. Vendo que o caminho para ser competitivo era a criação de um carro de corrida para as ruas, e querendo manter o design fiel ao estilo americano, a determinação de Don Panoz a Reynard (parceira na construção do chassis) foi de que o modelo deveria ter o motor montado a frente do cockpit, nesse caso numa configuração de motor dianteiro-central, onde o motor fica atrás do eixo dianteiro. Além disso, o motor escolhido também era fiel ao espírito americano, um Ford V8 6.0 de cerca de 600 cv. Para a temporada de 1997, seis carros foram construídos, dois competindo pela equipe de fábrica no campeonato americano IMSA GT, e os outros quatro divididos pelas equipes DAMS e David Prince Racing para disputar o mundial de endurance. Enquanto a campanha europeia não apresentou grandes resultados frente aos mais bem estruturados times de fábrica de Mercedes, Porsche e BMW (McLaren), nos Estados Unidos a Panoz obteve vitórias em Road Atlanta, Watkings Glen, Sonoma e Laguna Seca, terminando o campeonato de 1997 na segunda colocação. Já na temporada de 1998, a Panoz se mostrou dominante em terras norte-americanas, vencendo sete das oito provas do campeonato e levando os títulos de equipes e construtores. Já no mundial, os carros se mostraram mais velozes que os Porsche 911 GT1, mas não eram páreo para os Mercedes que dominaram aquele ano. Em Le Mans, os resultados foram razoáveis, com todos os carros abandonando na prova de 1997 e um sétimo lugar na prova de 1998. O carro ainda voltaria a aparecer esporadicamente em competições na categoria LMGTP, sem grandes sucessos.

6º Lotus Elise GT1 (1997)

Lotus_Elise_GT1

Desde a fundação do campeonato mundial de GT em 1994 a Lotus vinha participando com uma versão preparada de seu carro topo de linha, o Esprit. Apesar de ser capaz de enfrentar a concorrência dos carros de sua época, como McLaren F1 GTR e Ferrari F40 GTE, a introdução do Porsche 911 GT1 em 1996 mostrou que o caminho a ser seguido era o de carros criados especificamente para competição. Dessa forma, para 1997 a Lotus começou a trabalhar em um novo carro, baseado no chassi de alumínio do recém lançado Elise, mas com grandes modificações para receber um motor maior e para que pudesse gerar mais downforce. Incialmente, a decisão foi utilizar o motor 3.5 V8 do antigo Esprit, porém após demonstrar falta de confiabilidade durante os treinos a montadora inglesa decidiu adotar uma versão preparado dos motores Chevrolet LT5 5.7 V8 que equipavam o Corvette ZR-1. Preparar os motores foi uma tarefa fácil, já que a Lotus havia participado do projeto inicial quando ainda era parte da General Motors em 1994, e sete carros foram construídos, dois para a equipe de fábrica, quatro para equipes privadas e um modelo de rua para homologação. Curiosamente os carros das equipes privadas foram equipados com os motores Lotus V8. Durante o ano os Lotus não demonstraram nem confiabilidade nem velocidade suficientes para ser competitvos, tendo como melhor resultado um 5° lugar na prova de Helsinki do mundial de GT. Vendo que a empreitada era muito custosa, e que o Elise GT1 não seria capaz de enfrentar os modelos mais modernos de Porsche e Mercedes, o apoio de fábrica acabou ainda em 1997, com o carro fazendo uma última aparição nas 12 Horas de Sebring de 2003, inscrito na classe GTP.

5º Lamborghini Diablo GT1 (1997)

Lamborghini_Diablo_GT1

Com o crescente envolvimento dos fabricantes de supercarros no mundial de GT, os diretores Lamborghini também julgaram que seria interessante participar da competição. Para tanto, em 1996 contataram a empresa francesa SAT, especializada na construção de carros de corrida para projetar um carro de GT1 baseado no Diablo. Enquanto os franceses trabalhavam no chassis, os italianos focaram no desenvolvimento de uma versão de 6 litros do clássico motor V12, que em especificações de corrida gerava 655 hp. Dois carros foram criados, uma versão de rua pintada na cor amarela e uma versão de corrida, e o carro foi confirmado para homologação em 1998. Contudo, logo em seguida a Chrysler (então proprietária da Lamborghini) cancelou o projeto, e o modelo de competição foi vendido para a equipe japonesa JLOC, que competiu com o carro no JGTC por diversos anos, com resultados razoáveis frente aos times de fábrica de Toyota, Nissan e Honda.

Lister Storm GTL (1997-1999)

Lister_Storm_GTL

Com o lançamento do Storm em 1993,  um cupê de quatro lugares equipado com um motor Jaguar de 7 litros oriundo dos carros de Grupo C, o nome Lister voltava mais uma vez ao cenário mundial. Aproveitando a crescente popularidade dos campeonatos de GT, não demorou para que uma versão de competição surgisse. Apesar de ter se mostrado competitivo frente a carros como McLaren F1 GTR e Venturi 600LM, a chegada dos especiais de homologação tornou o modelo obsoleto de uma hora para outra. Para 1997, uma nova versão chamada Storm GTL foi criada, com a dianteira e a traseira alongadas para ganhar em pressão aerodinâmica. Estreiando nas 24 Horas de Daytona de 1997, o modelo conseguiu um quarto lugar na sua categoria, e posteriormente dois carros foram inscritos nas 24 Horas de Le Mans, mas nenhum foi capaz de completar a prova. Em 1998 o carro foi novamente inscrito para a prova de Daytona, mas acabou abandonando devido a problemas e não conseguindo a vaga para as 24 Horas de Le Mans. O time de fábrica ainda veria competição no campeonato britânico de gran turismo, onde conseguiu vencer diversas provas nas temporadas de 1998/99, garantindo o titulo de equipes em 1999.

Nissan R390 GT1 (1997-1998)

Nissan_R390_GT1

Após retornar as disputas de esporte-prototipos em 1995 com o Skyline GT-R, a Nissan foi capaz de ter um sucesso comedido até a chegada dos “especiais de homolagação”. Ficando claro ser esse o caminho, começou o trabalho em conjunto com a Tom Walkingshaw Racing (TWR) para desenvolver o carro que seria chamado de R390 GT1. Reconhecendo que o motor RB26DETT do Skyline não seria o ideal para um carro desse tipo, a Nissan se voltou para o motor VRH35Z que foi usado nos carros de Grupo C da marca. Atualizado para entrar se enquadrar nos regulamentos GT1, o motor passou a render 641 HP, enquanto o chassi também carregava elementos dos carros de Grupo C, já que a TWR foi a responsável pela construção dos velozes carros da Jaguar, como o XJR-9. Em 1997, três carros foram inscritos pela Nissan nas 24 Horas de Le Mans, com o número 22 garantindo a 4ª posição no grid de largada. Durante a corrida dois dos carros abandonaram por problemas no câmbio, e o terceiro foi capaz de terminar na 12ª colocação, mas muito distante dos vencedores. Para 1998, a Nissan voltou com um esquadrão de carros, com aerodinâmica revisada, mas esses modelos se monstraram incapazes de acompanhar o ritmo dos Mercedes, Toyotas e Porsches nos treinos de classificação. Durante a corrida, contudo, os R390 GT1 mostraram seu valor, terminando em 3º, 5º, 6º e 10º na classificação geral, e perdendo apenas para os Porsche 911 GT1.

Toyota GT-One (1998)

Com os carros de Grupo C finalmente banidos de Le Mans a partir de 1995, a Toyota resolveu focar seus esforços para a prova na categoria GT. Dois modelos foram desenvolvidos pela a Toyota: o Supra GT LM, derivado dos Supra do JGTC e o SARD MC8-R, uma versão de homologação especialmente modificada do MR-2 com um motor de 4.0 V8 biturbo de 600 cv. Após resultados apenas razoáveis, havia ficado claro que o caminho para a vitória em Le Mans estava nos especiais de homologação. Para tanto, a montadora tomou um ano sabático em 1997, onde seu braço europeu, Toyota Team Europe e a italiana Dallara desenvolveram um carro levando em conta as últimas tendências de carros dos concorrentes como Mercedes e Porsche. Se outras montadoras já haviam forçado os limites daquilo que poderia ser considerado um carro de rua, a Toyota foi ainda mais longe: ao homologar um carro como GT1, um dos requerimentos é a existência de um porta-malas, capaz de comportar uma mala pequena, algo que não havia sido considerado no projeto do GT-One, pois na interpretação da Toyota o tanque de combustível, normalmente vazio durante a inspeção dos fiscais, seria capaz de armazenar uma mala. Por mais inacreditável que a explicação possa parecer, os oficiais da ACO aceitaram a interpretação, e o carro foi liberado para participar das 24 Horas de Le Mans de 1998. Durante os treinos classificatórios, o modelo mostrou a sua velocidade, conseguindo a segunda, sétima e oitava posições. Durante a corrida os carros sofreram falhas, e apenas um deles terminou, na 9ª posição. Para 1999, a categoria GT1 foi totalmente reformulada, e carros como o GT-One não puderam mais ser homologados. Para não perder o trabalho de desenvolvimento o carro foi modificado para as regras LMGTP, classificando-se nas 1ª, 3ª e 5ª posições do grid. Durante a corrida apenas o carro número 3 foi capaz de sobreviver, chegando ao final na segunda posição com uma volta de desvantagem para o BMW V12 LMR vencedor.

Mercedes-Benz CLK-GTR (1997-1998)

Mercedes-Benz_CLK-GTR

Com o fim do ITC em 1996 (Campeonato Mundial de carros de Turismo), a Mercedes-Benz ficou sem um campeonato onde competir. Com a crescente popularidade dos campeonatos de GT e aproveitando-se da brecha de regulamento utilizada pela Porsche para o 911 GT1, a divisão AMG começou o trabalho de desenvolvimento de um carro de corrida que tivesse alguns traços estilísticos do recém-lançado CLK. Para o desenvolvimento, uma medida curiosa foi tomada: a Mercedes conseguiu comprar um dos McLaren F1 GTR que haviam competido em 1996. Inicialmente isso permitiu a Mercedes verificar o desempenho de um forte concorrente, mas eventualmente o McLaren foi adaptado para utilizar o motor M120 V12 e partes aerodinâmicas que seriam utilizadas no CLK-GTR. Isso permitiu que o carro fosse aperfeiçoado antes mesmo de ser construído, o que por sua vez teve efeitos positivos no desenvolvimento. Apesar de alguns problemas de confiabilidade no início do Mundial de GT de 1997, o carro passou a mostrar sua superioridade a partir da quarta etapa, garantindo o título de construtores para a Mercedes em sua estréia. Para 1998 o modelo foi atualizado, visando melhorar o desempenho para tentar a vitória em Le Mans, com a substituição do motor M120 por uma unidade M119 derivada dos modelos de Grupo C da marca alemã e com mudanças aerodinâmicas para melhorar a velocidade em retas. Essa nova versão foi chamada CLK-LM e, apesar de ter apresentado uma dominância sem precedentes no Mundial de GT e nos treinos classificatórios de Le Mans, os dois carros inscritos na prova francesa abandonaram nas primeiras horas com problemas no motor. Para 1999 o regulamento das categorias GT foi mudado e o CLK foi adaptado para a nova categoria LM GTP, porém seu grande destaque na prova foi a espetacular decolagem na reta Mulsanne, que forçou a Mercedes a retirar os outros carros da competição.