Tech Bits – 1ª Etapa do Império Endurance Brasil 2020 – parte 4

Para a quarta parte do nosso review sobre as novidades técnicas da primeira etapa do Império Endurance Brasil 2020, iremos conhecer as novidades dos bólidos da categoria P2. Se você ainda não leu, confira abaixo as outras parte dessa série:

Parte 1

Parte 2

Parte 3

A P2 é destinada aos protótipos que até 2018 competiram como P1, mas que com a chegada dos AJR e Ginetta se tornaram obsoletos. Porém, isso não significa que sejam carros lentos ou que o desenvolvimento esteja proibido, ainda que em 2020 a utilização tenha da asa traseira móvel (DRS) e de freios em material não-ferroso tenha sido proibida, ficando esses sistemas limitados aos carros da P1.

Fonte: 1000 Milhas do Brasil [1].

A categoria sofreu diversas baixas para essa primeira etapa, porém manteve a mesma quantidade de carros em relação à 2019, com um grid quase totalmente renovado pelo retorno alguns carros que há algum tempo estavam afastados das pistas. Dentre elas, a maior sem dúvidas é a dupla campeã de 2019, Paulo Sousa e Mauro Kern a bordo do protótipo gaúcho MC Tubarão IX, e que não retornará às pistas para defender o título, já que Mauro Kern irá focar seus esforços, entre outras coisas na Fórmula Delta, categoria por ele idealizada, enquanto Paulo Sousa se juntou a Tiel de Andrade e Júlio Martini no AJR Tubarão 5.

#44 – Motorcar Racing – Metalmoro MRX-Audi Turbo – Ruben Ghisleni / Hardy Kohl Jr / Lucas Kohl

Fonte: Endurance Brasil [2].

Vencedores da P2 na primeira etapa, o trio enfrentou problemas logo no início da prova, mas conseguiram se recuperar aproveitando-se das dificuldades dos demais competidores. Após competir as temporadas de 2017 a 2019 na P3 com motorização Ford Duratec aspirada, para 2020 a equipe de Ruben Ghisleni decidiu subir o jogo, adotando a motorização Audi Turbo e passando a disputar a P2.

Fonte: Endurance Brasil [2].

Ainda em 2018, o MRX #44 utilizava uma configuração praticamente padrão, com as únicas diferenças nos canards no bico do carro e a asa traseira de simples elemento.

Fonte: Endurance Brasil [2].

Para 2019, mais novidades foram adotadas, com a troca da carenagem dianteira pela versão mais moderna, com elevação central do splitter e abertura entre o splitter e a carenagem superior.

Fonte: 44 Racing Team [3].

Com a mudança de categoria e motorização, as necessidades de arrefecimento e o equilíbrio entre downforce e arrasto aerodinâmico mudaram, o que levou a diversas mudanças na carenagem do modelo. Durante a pré-temporada diversas configurações foram testadas pela equipe Motorcar. Primeiro, para ganhar downforce dianteiro foram winglets sobre o splitter dianteiro em conjunto a dois canards de cada lado dos para-lamas. Passando à parte traseira, as tomadas de ar para os freios foram modificadas, para lidar com a maior necessidade de arrefecimento devido as velocidades mais elevadas proporcionadas pelo motor Audi Turbo, adotando a mesma solução presente no protótipo Tubarão IX e em alguns outros MRX da P3.

Além disso, um scoop e uma tomada de ar retangular foram adicionados à lateral direita do carro, provavelmente para levar ar a sistemas relacionados ao turbocompressor (como intercooler ou radiador de óleo), e a asa traseira passou a ser de dois elementos, também para gerar mais downforce, como pode ser melhor visualizado na imagem abaixo.

Fonte: 44 Racing Team [3].

Para a prova de abertura, o MRX #44 recebeu algumas novidades, a mais evidente na forma do agora mandatório Halo. Outra novidade foi a adoção de um canard superior bem mais robusto que aquele utilizado nos treinos, que exigiu até mesmo uma haste de sustentação para garantir a rigidez do componente.

Imagens:

[1]: 1000 Milhas do Brasil. Disponível em: https://www.facebook.com/elione.pereira.750/photos_all.

[2]: Endurance Brasil. Disponível em: https://www.facebook.com/endurancebrasil/

[3]: 44 Racing Team. Disponível em: https://www.instagram.com/44.racingteam/.

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