NIVELANDO A ENGENHARIA

Tech Bits – 1ª Etapa do Império Endurance Brasil 2020 – parte 5

Dando seguimento a quinta parte do nosso review onde vamos conhecer as novidades dos demais protótipos da categoria P2.

Você pode ler abaixo as outras partes:

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Parte 4

#12 – Sigma P1 Engenharia – Sigma P1-Audi V8 Turbo – Jindra Kraucher / Ney Faustini / Aldo Piedade Jr.

O primeiro deles é o Sigma P1, carro sobre o qual já fizemos um artigo dedicado à análise de suas características e evoluções (leia aqui). Para a temporada 2020, a equipe gaúcha irá contar com dois carros, um o deles na P2 (o modelo que competiu em 2019) e um novo carro que competirá na P1, com Powertrain completamente novo e desenvolvido pela própria Sigma. Quanto ao carro 2019, o modelo já é o de projeto mais avançado dentre os P2, e a única grande novidade visível é a ausência da asa móvel, agora proibida nos carros da P2. O bom desempenho do modelo foi novamente comprovado no treino classificatório, com a pole-position na categoria, porém problemas no motor de partida logo na largada tornaram a prova desafiadora para a equipe, que ainda assim obteve a segunda posição atrás do MRX #44.

#18 – FTR Motorsport – MCR Grand Am-Ford Coyote V8 – Fernando Poeta / Paulo Totaro / Márcio Mauro / Marcelo Santanna

 O outro protótipo que iremos detalhar hoje é o MCR Grand Am de Fernando Poeta, que havia competido pela última vez na temporada 2018 (leia aqui nossa postagem sobre esse modelo). Em 2019, o piloto decidiu competir na GT3 Light com seu Lamborghini Gallardo LP560, mas em 2020 o MCR projetado por Luiz Fernando Cruz foi novamente colocado em serviço. Contudo, o motor Lamborghini V10 foi abandonado, e em seu lugar foi instalado um Ford Coyote V8 5.0.

Ainda que a grande novidade do MCR seja na mecânica, a equipe FTR Motorsport trouxe algumas novidades aerodinâmicas, como a inédita combinação de canards na dianteira, composta por um elemento inferior grande em conjunto com um elemento na lateral do para-lamas dianteiro.

Outra novidade é a tomada de ar sobre o teto, elemento que já apresentou diversas configurações diferentes durante as temporadas passadas, e que agora consiste de uma entrada retangular que se estende por todo o comprimento do teto do cockpit do protótipo #18.

Durante a prova, o MCR Grand Am chegou a liderar por boa parte da disputa, conquistando vantagem com a sempre boa confiabilidade do modelo. Contudo, um acidente com outro competidor provocou um dano considerável à carenagem dianteira, e a equipe passou a lutar pela sobrevivência na prova. No final do dia, a terceira posição na P2 pode ser considerada uma vitória para a FTR Motorsport levadas em conta as dificuldades enfrentadas.

#88 – Mottin Racing – MCR P2-Audi Turbo – Fernando Amorim / Gabriel Robe

Por fim temos a estreia na Endurance Brasil de um carro icônico das provas de longa duração gaúchas, o MCR P2. O carro, que por muito tempo correu com o numeral 46, foi vencedor por diversas vezes das 12 Horas de Tarumã, e é uma evolução do MCR original projetada pelo engenheiro Luiz Fernando Cruz. Entre as modificações estão a carenagem, única para este modelo, e as rodas aro 18”, utilizadas desde a virada dos anos 2010. Nessa configuração, a equipe Mottin Racing sagrou-se bicampeã das 12 Horas de Tarumã em 2014/2015.

Na prova de Interlagos, a única grande novidade visível no protótipo gaúcho foi a adoção do Halo, conforme exigência do regulamento. Mesmo sem aparentar grandes novidades, o trio de pilotos fez uma boa prova, e estavam a caminho de um bom resultado até que um incidente de prova os tirou da competição. Ainda assim, o MCR #88 cobriu a distância mínima regulamentar de 75% das voltas do vencedor da categoria para pontuar pela quarta posição na P2, pontos que podem se mostrar vitais na briga pelo título.

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