TMC M1 – Novidades no projeto do hipercarro brasileiro

Enquanto fora do Brasil um dos assuntos quentes entre os fãs de automobilismo são os novos Hypercars que disputaram o WEC a partir de 2021, temos que lembrar que temos a nossa própria versão de Hypercar sendo desenvolvida bem aqui no Brasil.

Algum tempo atrás trouxemos aqui no site as primeiras informações divulgadas sobre o TMC M1, protótipo que está sendo desenvolvido por Tarso Marques e que deve estrear em breve no Endurance Brasil.

Nos últimos dois dias foi realizado um shakedown do modelo, debaixo de uma chuva torrencial no Autódromo de Curitiba, e com isso aproveitamos para trazer em primeira mão as novidades do projeto.

Aerodinâmica

Com o carro agora na cor branca, as imagens disponibilizadas permitem ver mais detalhes da aerodinâmica do bólido. Por exemplo, agora é possível identificar o segundo elemento da asa dianteira (1), que permite uma variedade de ajustes (detalhe).

Além disso, a carenagem dianteira parece ter sofrido um redesenho profundo, abandonando o “corte” (2) que era presente nas caixas de roda, e também com a ausência do elemento que fazia uma espécie de ligação entre a caixa de roda e o bico do carro (3). [EDIT: Obrigado ao leitor Edson Pereira por ter notado um erro na escrita desse parágrafo].

Os vídeos também permitiram observar com maior clareza a solução de ventilação dos para-lamas (4), que ficam posicionados no “bordo de fuga” da carenagem dianteira.

Também foi possível ver o mecanismo de abertura do canopi, que assume uma posição de 90°, abrindo para frente como em um caça F35.

O volante do bólido é praticamente idêntico à projeção divulgada no passado, porém estão ausentes os botões de ajuste identificados na renderização como F. Flap e R. Flap.

Na traseira, um dos sketches liberados mostra uma asa de dois elementos, porém em ambos os testes (de março e de novembro), o protótipo apareceu com uma asa de um único elemento.

Em um dos vídeos liberados fica claro que isso é uma condição temporária, e é possível ver que tal como os demais carros da P1, o onipresente DRS estará presente. Na imagem abaixo podemos ver o que parece ser a haste de acionamento do DRS (5).

Outro ponto importante que os vídeos permitiram visualizar é o difusor traseiro. Mesmo sem outros pontos de referência, é possível afirmar que no quesito volume supera os protótipos P1 atuais da Endurance Brasil.

Outras novidades

Além do revelador shakedown, diversas outras informações surgiram ao longo do tempo. Já sabíamos que o motor seria um V6 turbo, e agora temos a informação de que será na verdade um motor V6 biturbo.

É muito bom ver que, no projeto do TMC M1, Tarso Marques valorizou fornecedores locais em diversos itens como: coletores de descarga e preparação do motor pela Illicit Customs, turbocompressores da Master Power Turbos, wastegates W45-I da Auto Boost Performance Parts, bomba de combustível da Indutech Billet Parts, tudo controlado por uma Injepro S8000. Além disso, o próprio monocoque e diversos componentes em fibra de carbono foram fabricados pela paulista Rallc Usinagem&Composto.

Outra novidade é a troca de fornecedor de pneus, já que agora o protótipo apareceu equipado com Yokohomas no segundo shakedown.

Fontes:

Tarso Marques Concept: https://www.instagram.com/tarsomarquesoficial/

Rallc Usinagem&Compostos: http://www.rallc.com.br/

Indutech Billet Parts: https://www.facebook.com/IndutechBilletParts/

Auto Boost Performance Parts: https://www.facebook.com/autoboostperformanceparts

Injepro: https://www.injepro.com/

Master Power Turbochargers: https://masterpower.com.br/

Illicit Customs: https://www.facebook.com/illicit.customs.1

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9 thoughts on “TMC M1 – Novidades no projeto do hipercarro brasileiro

  1. Achei pouca ventilação para motor etc..na traseira. Outra coisa, pensaram na refrigeração do cockpit, vide problemas com embaçamento nos prototipos do Moro.

    1. Obrigado pelo comentário! Quanto à ventilação para o motor nas imagens é difícil ver, porém tem duas tomadas laterais até que bem generosas, então a princípio não imagino que sera um problema. Já sobre a ventilação do cockpit, pode ser que apresente problemas similares ao do AJR, já que pela forma do cockpit aparenta que o M1 também não terá limpador de pára-brisas.

  2. A carenagem dianteira parece não estar com ter sofrido um redesenho profundo?
    Não entendi

    1. Muito obrigado pela observação! Realmente passou batido pela revisão e ficou confuso. O texto já foi corrigido e deveria ser: “Além disso, a carenagem dianteira parece ter sofrido um redesenho profundo, abandonando…”

  3. Oi pessoal, existe alguma previsão de estreia do protótipo?
    Eu tenho acompanhado o Endurance brasil, hoje ,pra mim é um dos melhores campeonatos de corridas de sportscars, por não ter equalização dos carros da categoria P1, mas o excesso de liberdade me preocupa quanto aos custos.
    Mas enfim, espero que a categoria continue nesse crescimento continuo.

    1. Opa, desculpe pela resposta atrasada! Quanto a estréia do protótipo do Tarso não tenho nenhuma informação certa, porém a expectativa é de que o carro faça a estréia em algum momento em 2021, provavelmente no meio da temporada. Vamos aguardar para ver.
      Quanto aos custos realmente é um risco para a categoria, e vemos isso com o desaparecimento de carros mais simples (e baratos) do grid como os Aldee e modelos turismo como os Linea. Por outro lado, a categoria ainda tem custos interessantes se considerado custo / desempenho e o custo / km rodado, já que uma temporada completa em um P1 custa menos que uma temporada de Stock, com maior quilometragem rodada e a possibilidade de dividir o carro com outros pilotos.

  4. Tenho acompanhado o Endurance Brasil, categoria da qual gosto muito. Os carros da GT3 levam uma grande vantagem no quisito resistência e performance sob chuva. Projetados e construídos por grandes fabricantes e em quantidade bem superior aos protótipos, chegam mais aos finais de provas. Os protótipos ainda quebram muito.

    1. Seguramente, acredito que isso é muito devido às montadoras terem capacidade de bancar um programa de teste extenso, identificando e corrigindo as falhas antes do carro ser comercializado. No caso dos protótipos, é difícil um fabricante pequeno bancar esse nível de despesas produzindo 10 – 20 carros…

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